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sábado, junho 06, 2009

Na fazenda


O novo reality da R&c*rd, @ f@$&nda, é bizarro, como não poderia deixar de ser. Afinal, o que esperar de um reality de celebridades onde ninguém conhece as celebridades? Lembra os tempos da saudosa e pioneira Casa dos Artistas e das atuações perfeitas de Alexandre Frota e Supla (aliás, queria aproveitar o ensejo pra mandar um beijo pro Alexandre Frota e dizer o que há muito tempo eu não digo: Frota eu te amo, cara! O mundo ainda não está pronto para o seu talento! Deixa o Tarantino te descobrir, rapaz. Esse país não reconhece seus verdadeiros talentos). Sem contar com o apoio luxuoso de Silvio.

O reality já surge bizarro logo na abertura. Um programa que se chama The farm, cujo objetivo é celebridades (cof, cof) realizarem tarefas do universo da fazenda, começa com a música Staying alive, de Embalos de sábado à noite. Hein? Wadahel? No que eles pensaram? Não pensaram, é o problema.

Eu vi o episódio onde os participantes eram divulgados. Houve muita especulação sobre quem participaria e nomes como Preta Gil até a hora H eram uma incógnita. O critério pra participação foi bem claro: pega quem tá entrando no ostracismo ou quem nunca saiu dele. Nessa categoria entram aquele menino bom de Cidade de Deus que tem nome de sorvete, Jonathan Haegen Daz (tava indo tão bem na vida, coitado!); B@bi X@vier (que já mudou de nome tantas vezes...), cujo rosto parece ter sido vítima de experiências de uma equipe de cirurgiões plásticos comandado pelo Marcelo Caron (no estilo pisca e levanta o pé. Ai, que saudades de Bárbara Paz!); a D@n*y C@rlos...quem? Sim, leitor, aquela mulher chata pra caralho que se acha roqueira e se acha engraçada e nunca conseguiu emplacar nada (a frase dela: Prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo. Uau. Que incrível. Que original); a Mulher Samambaia, que eu descobri que se chama Danielle e que gosta de dormir pelada e é sempre sincera (deixa quieto, pra que chutar cachorro morto, né?) e por aí vai.

Outro critério para participação foi: parentes distantes de celebridades. Nessa categoria entram a namorada do Latino, acho que é Mirella, a Luciele di Carmago, irmã do Zezé di Camargo e Luciano (que já fez novela até do Manoel Carlos, mas a vida é dura, eu sei. Aliás, descobri que ela tem a mesma mania que eu: pegar nas orelhas dos outros, assim como o Dado Ado Ado); a Marina Mantega, meu deeeeeus do céu!!!! Cadê o pai dessa menina? Esse povo não tem família, cara. Não tem. Nem amigos.

Outro critério foi: tem nome de periguete, entra. Nessa categoria entraram de novo a Luciele, a Francielly (a Mirella podia se chamar Mirelly, e aí o trio tava completo, mas nada é perfeito). Aliás, as três estão no paredão da semana. Assim como no BBB tem votação pra ver quem é O fazendeiro, que é a pessoa que comanda as paradas durante uma semana.

Tem também um tal Mendigo, humorista; algumas pessoas de duplas caipiras lado B e mais um povo que eu não imagino de onde surgiu (como por exemplo um tal de Miro que já ta pegando a B@b#).

E tem o Dado. Ado Ado. Que, claro, já ta criando polêmica. Foi falar que cada um tinha um lugar na mesa e uma moça chamada Bárbara, que eu nunca vi, e não sei o que faz, só sei que as manias são sempre que lê, pinta, escreve, desenha, assiste a um filme ou cozinha, tem mania de apagar as luzes (cara...a piada vem pronta, né? Tipo...pra não ver as merdas que faz ela apaga a luz. Agora me diz como alguém que escreve consegue fazer apagando as luzes. Chico Xavier, quem sabe?) saiu chorando, dizendo: “é só porque eu não sou celebridade”. Chora, não filha! Tem meia dúzia aí que eu nunca vi mais gordo. Parece que tá rolando uma disputa de quem é mais famoso. O roto falando do esfarrapado. O tomate falando que a maçã é vermelhinha.

Aí é isso. Eles já estão lá se pegando (na porrada e no amasso), falando merda (eu escutei uma menina dizendo “não somatiza, gente!”, enquanto a outra chorava) e tentando sobreviver na roça.

Logo na entrada a B$bi chamou o pessoal pra fazer uma oração. Nããão, quase não foi oportunista. E o Dado Ado Ado emendou e começou a pedir pelos políticos...e pelos artistas lado B que vendem a alma ao Diabo, Dado, que tal?

O que dizer? Por mais que você pense e espere que eles façam merda, sejam fúteis, idiotas e não tenham absolutamente a menor idéia do que estão fazendo ali eles sempre podem te surpreender. Mas o fato é que ainda tô vendo pouco, porque tá batendo com o horário da novela.

segunda-feira, dezembro 22, 2008

Que coisas

Minhas Meninas Superpoderosas foram ao dotô. Elas passaram a noite lá. Realmente eram vírus e mais vírus que estavam deixando-as lentas e cansadinhas, sem seus superpoderes. Desde a invasão russa elas nunca mais foram as mesmas. Espero que depois disso meu ponto de interrogação volte, já que, de certezas bastam as minhas. Eu preciso de dúvidas.

Mas o gênio que fez a rede wireless aqui de casa esqueceu de me dar a senha. Daí que, como foi tudo reinstalado, não consigo me conectar pelas Meninas. Aí me disseram que deve ser uma senha básica, meio padrão, do tipo 123456789A ou do tipo, mas tentei isso mais algumas opções parecidas e nada adiantou. Resultado: vou ter que chamar o homi aqui.

Conserto de computador: 60 reau. Ter paz de espírito vendo seu computador funcionando: priceless.

Enquanto isso, escrevo em Alcides, meu computador de mesa. Alcides ganhou uma tela dessas fininhas que mamãe trocou por pontos no banco e novos teclados. Tudo pretinho. Mas ela achata as silhuetas (a tela, não mamãe). Acho que tem alguma configuraçãozinha que eu posso mexer pra melhorar, não tem?

Alcides tá bom, apesar de ter 39,9% de sua memória de 40 GB ocupada. Tem horas em que ele confunde as pessoas, acha que é uma máquina de escrever, troca datas, chama pelo nome errado, se perde na rua - enquanto algum vizinho vem entregá-lo em casa - mas fora isso está bom. Só não gosta de Skype. Alcides não dá certo com Skype. Ele também vai no dotô (mas shhh!!! ele não pode saber).

E olha que Alcides nem é tão velho assim. Ele recebeu um super up grade ano passado – forçado, é verdade, devido a uns pobrema de saúde. Mas acho que Alcides vai precisar de mais memória. Ou então era saudade de mim. Já falei pra ele que não tinha como levá-lo pra NY, que eu não prefiro as Meninas a ele, que é apenas uma questão prática, já que ele é maior e elas são maiores... Ainda mais agora que ele tá de tela e teclado novo. Tá até mais confortável que as Meninas. Eu realmente não tenho preferência. Mas Alcides é temperamental. Pior que ele só Cleide, minha impressora.

Essas minhas crianças...mas a saúde delas é o mais importante. Elas estando bem, eu estou bem. O que a gente não faz pelos filhos, não é mesmo? Entrando o ano com eles vermifugados e vacinados, tudo vai bem. Eu ainda estou sem plano de saúde, mas isso é o de menos. Primeiro a saúde de minhas crianças.


***


Pelo menos não tá tão calor né, plebe? A chuva deu uma boa aliviada no frio. Que continue assim pelo verão todo – menos a parte das catástrofes.


***

Além de Boa Forma, outra publicação editorial de alto nível intelectual que assinamos em Versailles e que preciso urgentemente me atualizar é Quem Acontece. O problema é que, ao contrário da primeira, esta é semanal. Então são 16 Quems Aconteces. E você sabe, né? Para o mundo das celebridades 4 meses é o tempo de descobrir o amor da vida, noivar, casar, engravidar, perder o filho levar porrada, separar e o cara ainda por cima aparecer morto em quarto de motel.

Fico sabendo que o Marcelo Camelo, que é da minha idade, quase (tem umas pessoas que eram da minha idade e de repente param de ser. Pra mim ele tinha 32, mas tão dizendo que é 30, então tá), tá namorando a Mallu Magalhães, cantora, de 16; vejo o casamento da Sandijunior com o Lucas Lima (não vou comentar o fato dele estar postando no blog dele em plena lua de mel ao invés de estar postando em outro lugar. Não vou. Não insistam. Acho que eu também postaria na minha lua de mel. Acho esse negócio de lua de mel extremamente anti-clímax e broxante. Mas o que eu sei, não é verdade? Nunca me casei) – aliás, eu gosto da Sandijunior. Não das músicas, mas dela a nível de selumano enquanto pessoa-gente. Também fiquei sabendo que ela mandou instalar duas portas blindadas no apartamento de 250 metros quadrados que eles vão morar em Campinas. Que coisa.

Sabem quem pegou o bouquet da Sandijunior? A Ellen Jabour, ex do Santoro. Que coisa.

O Sandijunior fez dança do “Trilher”, do Michael Jackson, na festa de casamento da irmã, a Sandijunior. Que coisa! O Sandijunior tentando ser mal é realmente uma coisa.

Vejo outra foto mais bizarra (se é que é possível) da Amy Winehouse. Quantos meses vocês acham que ela dura? Vício de crack, minha gente. Enfisema. Não tem chance de recuperar. Uma pena.


Casamento de Juliana Paes; brigas de Luana e Dado (dado, dado, cada um no seu quadrado); morte do Pê Eme da Suzana Vieira (nós, aqui do Sublime, acompanhamos a saga de Suzana); namoro de Luana e ex-de Ivete; Galisteu com Alexandre Iódice; Claúdia Leitte-com-dois-Ts dançando de barriga de 8 meses em trio elétrico; Daniele Winitis que tatuou o nome do filho no braço; Ticiane Pinheiro dizendo que agora não é mais a filha da garota de Ipanema, nem a mulher de Roberto Justus, mas está sendo reconhecida pelo seu trabalho...que coisa.


Aliás, tem umas mulheres que sempre pegam os mesmos homens, vocês já notaram? Luana Piovani, Adriane Galisteu, Ivete Sangalo tão sempre namorando os mesmos caras. Uma larga, a outra pega. Os caras também são basicamente os mesmos: Rico Mansur, Felipe Simão, Aquele alguma coisa Rangel...


***


Meu ídolo, (não, não é Frota), Silvester Stalone, está no Brasil procurando locações pro seu próximo filme. Será sobre mercenários que ajudam a derrubar uma ditadura na América Latina. Quem me contou foi o Wagner Montes, que tá com programa depois do almoço.

segunda-feira, novembro 24, 2008

Machados, Antônios, Rockies e Chucks

E então que eu quebrei minha promessa de não comer chocolates. No Halloween, claro. Muita tentação e eu sou fraca. Muito fraca. Quer dizer, até que eu resisti bem. Daí pensei: agora que Toninho não me dá o Santoro e nem me arruma ninguém que preste nunca mais na vida.

(...)

Peraí. Qual a novidade, então?


Tá, ele também pode me fazer perder o celular da Raquel de novo – afinal a promessa foi pra isso - ou perder coisas mais importantes... Mas consultei instâncias superiores – o Papa? – e elas me mandaram substituir por uma pena alternativa. Tipo marido espancador que dá 6 cestas básicas e tudo bem.

Como diria Formiga Mãe: “é isso que dá, fazer promessa com coisa impossível”.

Não tenho credibilidade nem para com minha própria mãe.


* * *


Muito frio. Abaixo de zero, com sensação térmica de muito menos. Saindo de casa com 3 camadas (no pé, nas pernas e na parte de cima), mais bota, casacão, gorro, cachecol e luvas. Já tenho um modo de quase não deixar minhas orelhas de fora. Deixo o cabelo dentro da roupa pra ajudar a esquentar e boto o cachecol por cima de tudo, meio que amarrando, cobrindo a boca. Ah! E quando saio de blusa com capuz eu boto o capuz por cima do gorro e amarro o cachecol depois – nunca pensei que um capuz fosse tão útil. No Brasil, em geral, eu tento não comprar blusas com capuz, já que é meramente um assessório decorativo. Aqui é artigo de primeira necessidade.

E vocês pensam que eu acho ruim? Amo cada minuto de frio!

Ontem resolvi sair à noite para ir a cidade. Nada demais: tentar ir a um cinema, dar uma volta pela Barnes & Nobles, ver “as moda”. Péssima idéia. O metrô resolve fazer todos os seus reparos no fim de semana. Resultado: a linha que eu pego não está rodando entre determinadas estações e, além disso, está pulando a minha estação. Então tive que ir até uma estação adiante, pegar o N (que é o meu trem), voltar, ir até Queensboro Plaza (última estação antes de Manhattam), pegar o 7, parar na Grand Central, pegar o 6.

Detalhe: os trens não funcionam entre a 57 Av e a Grand Central (ou algo do tipo), mas se você pega o trem antes dessas estações ele vai até lá, o moço fala no microfone que é o ponto final e você desce. Fico pensando: pra onde vai o metrô? Pra casinha dos metrôs? Pro quartinho dele, dormir com os outros irmãozinhos metrôs, no beliche? Digo isso porque ele volta a aparecer mais adiante. Não é possível! Como ele encontra um caminho ali por debaixo da terra? Eu entendo ele não estar correndo at all. De jeito nenhum, pra direção nenhuma. Mas eu não entendo que ele vá até uma estação, pare, você faça meia dúzia de baldeações e depois ele apareça todo pimposo do outro lado da ilha – claro que não deve ser o mesmo, mas outro trem. Mas pra onde ele foi, isso me intriga. De onde ele veio? Mistérios.

Lembram há um tempão atrás que eu disse que tinha completado minhas compras de outono-inverno? Pois é. Menti. Ontem comprei mais um casaco roxo por 24 dólares.

Depois fui na Barnes & Nobles e comprei a New Yorker (na próxima encarnação quero escrever pra New Yorker. Não, não dá nem pra dizer “quando eu crescer” porque ainda que eu cresça muito não consigo) e o segundo livro da série Gossip Girl, You know you love me. Descobri que é a melhor forma de eu melhorar meu inglês. Ler bobagens. Fico tentando ler Jane Austen, Georg Eliot, Poe e...puxa. Ainda sou pequena para essas leituras e a coisa não rende. Gossip eu leio rapidinho e melhoro meu vocabulário. É bem escrito. Muito mais “sujo” do que o seriado da TV. Já falei sobre isso aqui.

Mas o livro não tem o Chuck Bass da TV. Quer dizer, tem o Chuck Bass, mas não interpretado de maneira magistral pelo Ed Westwick. O Chuck é o personagem mais terrível-adorável desde Visconde Sébastien de Valmont, interpretado por John Malchovich em Ligações Perigosas. Ele é uma espécie de Marquês de Sade adolescente. Se veste como um dândi do século XIX. Impecável. Só anda de limousine e motorista. Mora em um hotel. É quase gay de tão afetado – mas não é, muito pelo contrário. Teatral. Tem um ar blasé de enfado duplo: por ser adolescente e por ser bilionário. Ao mesmo tempo é profundo, matizado, contraditório: tem uma relação complicada e mal resolvida com o pai (que se casa com a mãe da Serena), que o negligencia porque a mãe morre no parto dele (que coisa antiga morrer no parto, né? Ainda mais sendo milionário em NY, com acesso aos melhores médicos e hospitais).

Engraçado que no livro o Dan mora no Upper West Side e a Serena e Cia no Upper East Side. Como a Raquel me explicou, o East Side é “old money”. Quem mora no West Side não é tão rico e tão aristocrático quanto quem mora no East Side. O East Side é gente que construiu a cidade, que o dinheiro está na família há gerações. São sobrenomes (irlandeses? holandeses?) como Van der Woodsen, Vanderbuilt e nomes de hotel (Waldorf). São apartamentos de frente pro Central Park, na Quinta Avenida, ou em townhouses que ainda existem por ali. As moças vão todos os dias comprar alguma coisinha nas lojas da Quinta Avenida. A idéia é mostrar dois mundos diferentes: o da Serena, dos milionários aristocratas e do Dan e da Jenny, das pessoas comuns. Só que...puxa. Upper West Side, ainda assim, é muito chique. É onde tem o Edifício Dakota que o Lennon morava. Tem que ter muito dinheiro.

Na TV, pra enfatizar o contraste, botaram o Dan morando no Brooklyn. Que também é caro pra cacete (dependendo da região e tudo leva a crer que o Dan more numa região cara). Acho que pra ser realmente realista na próxima versão – ou no filme, quem sabe - eles precisam colocar o Dan morando em Astoria, no Queens – onde eu moro. De preferência com um roommate grego e porcalhão.

No Brasil passa na Warner, acho que na segunda.


* * *


Aliás, o melhor de vir pra NY é que agora eu consigo entender muito mais Sex and the City, Will and Grace, Seinfield, Gossip Girl e todos os livros em que falam da cidade. Antes as piadas passavam batidas.

Já falei isso, né? Só umas 309.589 vezes, Carrie.


* * *


Tá passando maratona Rocky em um dos canais aqui. Agora tá passando o Rocky III. Eu gosto tanto do Rocky! Me identifico tanto! Tudo que ele queria era viver em paz com a mulher, o filho, e lutar as lutinhas dele. Acho o Rocky tão humilde. Tão anti-americano (talvez porque ele fosse italiano). Por que decidem matar a mulher dele, gente?! Que coisa mais triste! Alguém lembra em qual Rocky ela morre? Pena que a maratona não vá até o Rocky VI, um dos melhores pra mim.

É sério, eu realmente gosto de Rocky. Não é um gostar que nem eu gosto do Alexandre Frota (aliás...). Eu gosto mesmo. Gosto muito. Adoro o Stallone. Acho que eu pareço com ele. Fisicamente. O que tem a ver já que ele parece com o meu irmão Chuícho e eu pareço com o meu irmão.

O Rocky III é aquele em que ele além de perder a luta perde também o treinador, que morre. Mas aí o Apolo – aquele negão de quem ele ganha no Rocky II – vai ser o treinador.

E quinta feira, no feriado de Thanksgiving, vai passar maratona Poderoso Chefão. Mas eu vou perder.


* * *


A pessoa vai à farmácia, inocentemente, comprar produtos de higiene básica, e lá chegando esbarra numa prateleira de chocolates suíços a 2, 3 dólares. Não pode, gente. Vender Lindt em farmácia. Devia ser contra lei. Que nem vender bebida e cigarro. Os EUA não estão vivendo uma epidemia de obesidade? Então. Não pode.

Jesus, conto com a sua força neste momento de provação.


* * *


Fiz limpeza no quarto/sala da grega. Tufos de poeira, quase entidades corpóreas com personalidade própria saíram de debaixo do sofá - dizendo “quem és tu, pobre mortal que acordou de meu sono milenar?” - assim como uns batons dos anos 80, cartões, moedas...(se fosse no Brasil eu diria que eram Cruzeiros, mas como aqui o dinheiro não muda eu diria que deviam ser moedas cunhadas pelo próprio George Washington, em pessoa e perucas, tamanha a antiguidade.

Há coisas que eu não sei se é superstição, estética, religioso ou apenas esquecimento. Por exemplo: umas rodelas tipo uns botões de casaco (só que maiores) que ficam constantemente debaixo da cadeira da sala. Na mesma posição. Eu tenho medo de mexer. Vai que é macumba. Mas acabo mexendo no que vou varrer.

Ontem eu cheguei em casa e ela tinha acabado de chegar. Estava de roupa de sair, ainda, falando com um amigo no computador – fez eu dar tchauzinho e tal e cousa. Depois saiu. Em algum momento entre as 11:30 pm e 1 am.


* * *

Eu tô pra conhecer bicho mais bobo e retardado do que mulher. Por isso que eu digo: na próxima encarnação eu quero vir homem e muçulmano. Que é pra mulher vir há uns três metros atrás de mim. Ô raça. As mulheres adoram falar mal de homem, mas...relou! Com as mulheres que existem por aí...E ainda tem que venha com esse papo “se as mulheres soubessem o poder que têm...” e, a que eu mais odeio, “toda mulher é meio bruxa” (uou!). Paulo Coelho feminista! Desconjuro! Discursozinho machista de quinta. Sim, machista, amiga-irmã-leitora-caminhoneira. Porque finge que dá poder a mulher. Que na verdade continua a mesma retardada de sempre, fazendo a vida girar em função de homem.

Tsc, tsc, tsc...(batendo o pezinho no chão e de braços cruzados).

Como diria a Fal, sou viúva honesta, recatada e retirada das tentações da carne – ou algo do tipo. Tirando o “viúva” idem ibidem. Que que eu posso entender de homens e mulheres, não é verdade? Sou esse ser casto e puro.


* * *


E ainda vem a mala da Formiga Irmã dizer que eu sou muito exigente. Realmente. 1) Casados (até com namorada ainda vai); 2) Homens “CONFUSOS” e 3) Aqueles que não completaram o Mobral, realmente eu passo. Não faço nenhuma – nenhuma mesmo – exigência física, de dinheiro, profissão, nada. Tem que ter faculdade. Desculpa, mas tem. Pode ser até na Esculacho, mas tem. Não, não precisa ter doutorado, leitor mala. Pode ser gordo, magro, a altura não combinar, ser branco, preto, amarelo. Mesmo. Ah é. Já ia esquecendo da exigência número 4) Não pode ter odores putrefatos emanando do corpo, tais como: cecê, chulé e mau hálito. Não precisa ser perfume francês, mas um Rexona é baratinho. Axe.

É, talvez eu ande meio exigente mesmo. Porque, do jeito que a coisa anda, tá difícil encontrar alguém até nessas condições supracitadas. É que nem aquele meu amigo com quem eu tentei manter um relacionamento – que é muuuuito feio (tudo bem), inteligente, mas pegou segunda época (como dizem os antigos) no quesito “odores putrefatos saindo do corpo” – “ah, Carrie, você tem que entender que você não está com essa bola toda, não” (depois disso eu nunca mais falei com ele e ele me bloqueou no msn).

Quer dizer: você ainda tem que ouvir coisas desse tipo. E a gente vai só baixando o nível. Baixando o nível, baixando o nível...pensando: “é, talvez eu deva estar muito exigente, mesmo”; “talvez eu não esteja com essa bola toda”. Até que você começa a tomar fora dos que nem entrariam na sua lista número 1 (nem na 2 e nem na 3, quiçá seriam lista de espera na 4 ou 5). É que nem um episódio de Sex and the City em que a Miranda começa a namorar um cara que só saía antes com modelos, até os amigos dizerem que ele deveria pegar alguém com conteúdo – com conteúdo leia-se: feio. E o cara é beeeem mais ou menos. Daí a Miranda manda: “Se caras como ele estão saindo com modelos, o que vai sobrar pra gente, as mulheres normais?”.

É o que eu me pergunto às vezes.

O lesbianismo? Ah, não. Mas aí eu vou ser exigente. Aí só se for da Gisele Bundchen pra cima. Scarlet Johansen. Natalie Portman. Daí para cima. A Madonna, quem sabe? Agora que ela se separou no Guy. Tudo bem que já tá bem velhinha, mas ainda bate um bolão. Mas ela ia tentar me converter pra Kabalah...não ia prestar.

* * *

Esse post ficou bom.

* * *

Tô lendo Memorial de Aires, do Machado de Assis, último livro da vida dele. Como o nome indica, trata-se de um livro de Memórias do Conselheiro Aires, aposentado de volta a cidade do Rio de Janeiro. “A gente Aguiar”, isto é: o casal Carmo e Aguiar conteria dados biográficos do casal Carolina e Machado de Assis – até as próprias iniciais C e A. Foi um dos poucos livros que eu trouxe do Brasil, pois eu sabia que ia chegar esse momento de abstinência de literatura brazuca, uma espécie de banzo literário – assim como eu tive meu momento feijão. Separo alguns trechos cuja perfeição entre forma e conteúdo, entre ironia e melancolia me tocam profundamente:

Eu tenho a mulher embaixo do chão de Viena e nenhum dos meus filhos saiu do berço do Nada [Eu, Carrie, tentando explicar essa frase pra Karen e ela: “mas isso é uma dupla negativa. Não é lógico” Sim, minha cara. O Brasil não é lógico, muito menos os portugueses que nos legaram nossa língua]. Estou só, totalmente só. Os rumores de fora, carros, bestas, gentes, campainhas e assobios, nada disto vive em mim. Quando muito o meu relógio de parede, batendo as horas, parece falar alguma coisa, - mas fala tardo, pouco e fúnebre. Eu mesmo, relendo essas últimas linhas, pareço-me um coveiro.

E esse:

Não faltam cães atrás da gente, uns feios, outros bonitos, e todos impertinentes. Perto da rua do Catete, o latido ia diminuindo, e então pareceu-me que me mandava este recado: "meu amigo, não lhe importe saber o motivo que me inspira este discurso; late-se como se morre, tudo é ofício de cães, e o cão do casal Aguiar latia também outrora; agora esquece que é ofício de defunto".

Nada mais pode ser dito após essas frases, escritas, como Machado diria alhures, “com a pena da galhofa e a tinta da melancolia” (ou ao contrário).

Cá, nessas longínquas terras geladas d’além mar, eu também me despeço, não com o mesmo talento, mas com a mesma galhofa e melacancolia. A hora já se adianta e eu sequer tenho cachorros e relógios falantes a me fazerem companhia.

domingo, novembro 09, 2008

Como vocês sabem – ou podem imaginar – os EUA são o paraíso dos reality shows. Há realities sobre tudo o que vocês podem imaginar. Cirurgia plástica, top model, escola de etiqueta (comandado pela mulher do Ozzy, a Sharon Ousbourne – o que ela entende de etiqueta eu não posso imaginar!), maquiador de estrelas (!!!), estilistas, cabeleireiro, gordo tentando emagrecer, cantores/dançarinos, chefs de cozinha, atrizes para atuarem em filmes de terror (sério!)...até a paris Hilton tem um reality show (sobre o quê eu não sei, acho que é alguma coisa tipo modelo. Ou quem sabe aspirante a Paris Hilton). Mas o mais bizarro de todos é, sem dúvida, o Celebrity Rehab with Dr Drew, que passa no VH1. Sim, um reality show sobre celebridades que vão para reabilitação – seja por drogas, bebida, compulsão alimentar e outras adicções. Tem até canal só de Reality Show.

A primeira coisa que me impressionou foi: que celebridades são essas que eu nunca vi na vida? Aí fiquei pensando: deve ser tipo um Casa dos Artistas, que só tinha celebridades Lado B (aliás, queria aproveitar a oportunidade para mandar um beijo para o Alexandre Frota, na esperança que algum dia ele digite o nome dele no google e venha parar aqui. Frota eu te amo! O mundo ainda não está pronto para artistas do nosso quilate, mas ainda não desisti de te apresentar ao Tarantino e lançar sua carreira internacional).

Claro que esse programa só poderia ser passado na Califórnia, terra de gente realmente doida (aqui em NY eles são apenas aprendizes de maluco, quando eles se formam aqui eles se mudam pra Califórnia, onde só há profissionais). Especificamente em uma clínica em Pesadena. Eu só fico pensando: cadê o equivalente aqui ao Conselho Regional de Medicina que não caça o registro desses médicos? Filma-se tudo: as sessões de terapia em grupo, individual, os ataques de abstinência...esses dias tinha uma mulher vomitando numa lixeira.

E os tipos? Meu Deus...tem um que é um Robert Plant: coroa, meio louro, cabelo comprido...o cara tá sempre dando piti. Quando ele fala tem sempre aquele “piiii”, porque só sai palavrão. Tem umas louras estilo Pamela Anderson, todas adictas em comida, bebida ou remédio pra emagrecer.

Tem sempre a galera que aceita o tratamento e aqueles que “dão problema”. Quero saber se vai ter o momento catarse, onde eles realmente vão cair em si, aceitar que eles têm um problema que foge ao controle, que há um Poder Superior que tudo controla e pedir a serenidade pra aceitar o que não pode ser mudado, força para mudar o que pode e sabedoria para distinguir uma coisa da outra.

E quem são essas pessoas que estão ali tentando se “recuperar” ? Quem é o assessor de imprensa desse povo? Será que eles realmente acham que a carreira deles vai melhorar com isso? Essas pessoas não têm família, um amigo? Sim, porque a minha família nunca me deixaria pagar um micão desses. Se eles realmente têm um problema de adicção, então eles precisam de um tratamento de verdade e não aparecer na TV. Se eles não têm e estão forjando isso pra voltarem a ficar em evidência – se é que algum dia eles estiveram – meu Deus, então eles precisam realmente de um tratamento. De outro tipo, mas precisam.

Aí fiquei pensando: falta inventar reality show de quê? Escritores? Já pensaram? Tranca 15 aspirantes a escritores numa casa, com cadernos, canetas, laptops, dicionários e uma mesa pra cada. Bota eles pra fazerem oficinas de escrita, se corrigirem entre si (porrada! Porrada!) e vai eliminando cada um numa semana. O vencedor ganha um contrato com uma grande editora, um adiantamento pra escrever um livro e toda a campanha de lançamento deste. O nome poderia ser: “The search for the next Paul Rabbit” (aliás, ele poderia estar na mesa eliminadora). Outra idéia: realities de publicitários. Tranca meia dúzia de publicitário paulista, bota eles assistindo ao próprios comerciais e...taca fogo! Deixa queimar bem devagarzinho que é pra eles sentirem dor. De tempos em tempos um jato de gasolina.

Reality de faxineiro(a). Descobrir quem faz a melhor faxina – vários produtos de limpeza podem ser os patrocinadores, as provas incluiriam tirar manchas dificílimas das roupas, limpar misturas no chão, encerar, lavar e passar em não sei quanto tempo...

Pensei até num reality metanarrativo. Um reality show de criadores de reality show. Bota o Boni, o Roberto Justus, o Donald Trump, o Jorge Fernando e mais meia dúzia de diretores e produtores de TV. Quem sair vivo implementa sua idéia.

Eu tinha que trabalhar na televisão. Nos bastidores, só criando programas. O problema é que só aceito ser contratada pra começar do alto, já. Ninguém entende mais de televisão do que eu.

quinta-feira, abril 24, 2008

ATUALIZADO: A igreja dela se chama Sarah Nossa Terra. Aqui tem uma entrevista dela ao site da Igreja.


Sarah Sheeva, filha da Baby ex-Consuelo e atual do Brasil, e do Pepeu Gomes, no programa da Luciana Gimenez, falando sobre como se curou da ninfomania quando encontrou a Igreja Sarah Shana Nossa Terra – ela foi a primeira da família a se converter.

Diz ela que há dez anos teve “o encontro com Deus”.

(Era ela que chamava Rarica?)

Ela rezou pra Deus amortecer os desejos dela e só despertar quando for a pessoa certa.

Há dez anos ela não transa com ninguém. Nem beijo na boca. Diz que só vai beijar na boca no altar.

Pano.

***

A filha dela escuta rock and roll gospel. E sai do quarto com a cara vermelha de chorar e dizendo que Deus falou com ela (bons tempos em que os jovens fumavam maconha em seus quartos). Quando ela disse pra garota que só ia beijar quando se casasse a filha respondeu: “ué e não é assim?”.

Lu diz: eu sei, eu também já vi Deus no rock! (e ele responde por Mick Jagger né, Lu? Salvou sua vida!).

Meu Deus. Alguém tem que estar vendo isso.

PS: Não estou falando mal de religiões, em particular dos evangélicos. Mas é muito bizarro que uma pessoa diga que foi tocada, literalmente, por Jesus. E é bizarro que essas revelações venham sempre de pessoas muito loucas em outros aspectos. Filho pródigo? Quem sabe...

quarta-feira, abril 23, 2008

Bléééé


Querido diário,

Estou na seca. Literalmente. Não posso usar a água do meu apartamento. Faz parte de um dos fantásticos testes que o bombeiro está fazendo pra ver de onde vem o vazamento. Mas, independente do que seja, ele disse que precisa sair quebrando tudo. Que, evidentemente, pode não ser daqui. Pode ser da coluna do prédio. Pode ser no andar de cima. Do lado (sim, águas vêm de direções estranhas às vezes). Mas, melhor quebrar tudo primeiro, né? Eu também queria sair quebrando tudo, independente de onde é o problema. Fácil a vida assim, né?

Ontem eu briguei com o seu Manoel. Como se não bastasse seu sotaque português insuportável (perdão amiguinhos d’além mar) e incompreensível, sua arrogância, prepotência, seu Rexona Mega Power Ultra Sensation às oito da matina, a sua constante presença junto ao bombeiro (só pra ficar na minha casa enchendo o saco), sua “secretária” (mil dedinhos de aspas), Maria (tão mala quanto ele) ele queria fechar minha água por 48 horas. E eu que me virasse. Que pedisse ajuda pra um vizinho – eu sequer sei o nome dos meus vizinhos de andar.

Se ele aparecer asfixiado e jogado por uma janela com a tela cortada eu serei a principal suspeita. Meus vizinhos todos ouviram a discussão.

Eu odeio o seu Manoel, Diário. Diz ele que paga tudo caso não seja daqui. Você acredita, Diário?

Odeio prédios. Odeio vida em comunidade. Odeio pessoas em geral.


Society, you’re crazy breed.


***


Só faltava
essa para o nosso maravilhoso estado. Antes a gente ainda podia contar aquela piadinha que Deus falou que ia privilegiar o Brasil com uma vegetação, solo, clima, mas “o povinho...hum...”. Agora nem isso.


***


O diálogo não resolve tudo. Aliás, resolve pouquíssima coisa. Ou melhor: não resolve nada. Por isso eu evito pessoas. Pessoas não mudam mediante argumentação. Pessoas só mudam mediante suas próprias dores e a constatação de que essas dores provêm de um jeito “equivocado” de ser (ou não ser) e que a mudança não garante nada – mas é o primeiro e talvez único passo. Eu não estou na vida pra doutrinar ninguém e fazer com que as pessoas enxerguem ou vejam o que quer que seja.

As pessoas são burras e estúpidas e idiotas e mesquinhas. Em geral é isso. Não é nada pessoal. E isso não é problema meu.

Dito isso, devo acrescentar que estou de saco cheio. Dizem que a idade nos deixa mais tolerantes. Esperarei ansiosamente por tal mudança.


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Emagreci 10 quilos desde o dia primeiro de janeiro. Faltam 10. A estrada é longa, não é em linha reta, há alguns obstáculos pelo caminho, mas estamos confiantes. Se lembram quando eu disse que quando emagrecesse 10 quilos eu falaria quanto eu estava pesando? Pois é. Eu menti.

Estou correndo 4 km. Corro 2, ando um pouco, depois mais 2. Hoje corri 3/1. Nunca consegui correr assim em toda a minha vida. Nem com 15 anos. São Silvestre ano que vem?


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Adoro. Tô gostando, mas acho que vai degringolar. Cada vez melhor. Vendo e amando (quando não reprisam pela milésima vez). Odiando. É esse tipo de pensamento que fode com a catigoria. Na boa: não é toda mulher que é mala que nem a Marin, não. Sei lá. De saco cheio dessa temática sexandthecitiana. Tudo a mulher tem que pensar 300 mil vezes se deve ou não fazer! Ah, não!
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Boa noite, Diário. Vou dormir. Tô chata demais pra me agüentar por mais tempo.

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Sabrina

Nasceu minha afilhada! Filha do meu primo-irmão (e agora cumpadre) Juninho. Irmão do Júlio. Hoje, ao meio dia. Quase quatro quilos. Grande. Forte. Mama. Muito. Mamou oito vezes em oito horas. Chupa chupeta. Abre o olho. Acho que mês que vem ela já ta tentando o vestibular, de tão desenvolvida que é (não, eu não vi, me contaram)

Cabeluda, bochechuda e beiçuda – também, tendo os pais que tem, se não o fosse, seria filha do leiteiro.

Mãe e bebê passam bem.


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Enquanto isso, na minissérie da Grobo:


Hoje foi aula-sobre-os-anos-80. Overnight, inflação, especulação, governo Reagan, abertura política...e a-década-mais-individualista-ever. Meu Deus. Meu Deus. Se os anos 60 e 70 foram tão maravilhosos assim, por que eles acabaram? Se era tudo tão coletivo e pessoas pensando tudo de forma conjunta, como é que pode ao virar uma década e pfff! Acabou tudo??!!! E isso era livro?

O melhor personagem da minissérie é o Benny, o gay. Um Oscar Wilde. O único qeu mudou.
E a namorada dele, Traveca. E os gêmeos, Gil e Caetano, ruivos. Ruivos. Gêmeos.

Frase da personagem da Denise Fraga: “por que não lemos mais poesia?” (vou ali bater a minha cabeça num volume do Fernando Pessoa. Vai fazer o mapa astral, minha filha. Vai ver onde está o teu Saturno, vai.


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Por isso é que eu gosto de Big Brother. Gosto mesmo. Pelo menos não engana ninguém. É lixo, Todo mundo sabe. É apenas entertainment.


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A parte histórica do seriado me irrita muito. Talvez porque seja o período que eu estudo – e não, não é que eu ache que está tudo errado...Ah, deixa pra lá. Coisa de gente chata que estuda um assunto e acha que é dona dele. Fico muito irritada com essa idéia de que a ditadura caiu por pressão popular. Que os revolucionários fizeram-na cair. Que tudo que nós somos nós devemos a eles. Sei lá. Culpa do meu orientador. Que é - ou pelo menos foi - um deles. Não, tô falando sozinha. Me ignorem, por favor.


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E o Fidel, hein?

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Minissérie: crítica


A minissérie que estreou agora na Globo, “Queridos amigos” é sobre os anos 80. Quer dizer, é passada em 1989, mas volta o tempo todo a fatos de 1982 e dos anos 70. É a terceira minissérie centrada em uma década (as anteriores foram as ótimas Anos Dourados e Anos Rebeldes). Ainda não sei o que dizer sobre.

Originalmente escrita por Maria Adelaide Amaral foi adaptada para a TV. Aqui está o blog da minissérie com todas as informações técnicas.

Essa é sua primeira grande falha: ela continua literária demais para televisão. É como se os atores não estivessem à vontade em dizer os textos. Eles engasgam. Os tempos estão equivocados.

A trama é basicamente o seguinte: grupo de amigos afastados pelo tempo se reúne mediante o pretexto de uma festa, dada por Leo (Dan Stulbach). Leo está com uma doença terminal, mas o único que sabe é o personagem do Tarcisinho. Há o núcleo presos políticos, que foram torturados pela ditadura e viveram no exílio um tempo. Há os ressentimentos, como em toda a turma que se reencontra. Mas a segunda coisa que me incomodou foi: o saudosismo. Eu não sou contra a saudade, entendam. Mas sou contra esse sentimento de “no meu tempo tudo era melhor”. Primeiro que eu acho que o tempo de todo mundo é hoje (não só o do Paulinho da Viola). Segundo que, alowwww, não era essa maravilha toda, não. Logo que veio essa onda ploc eu vi pessoas falando absurdos do tipo “não tinha violência no Rio” e “éramos mais inocentes”. E a inflação? E os planos econômicos malucos todos os semestres? E a pressão de ainda viver um governo eleito indiretamente, com todos os resquícios da ditadura? Então, na boa: não me venham com ilusões biográficas (Bourdieu, esqueci o ano) sobre como-era-verde-o-meu-vale. Não era, não. O que era verde era você. Todo mundo era mais jovem. E as pessoas têm essa estranha mania de acharem que o seu tempo é de quando eram jovens e que tudo era melhor na juventude. Tenho centenas de memórias maravilhosas dos anos 80, afinal foi a minha infância. Mas sem delírio. Se não daqui a pouco a gente vai ver uma minissérie louvando os anos 00, de que como eram tranqüilos, o povo vivia bem e tudo era melhor – e eu me lembro nos anos 80 das pessoas dizendo que “os anos 70 é que eram os anos bons, as pessoas pensavam coletivamente...blablabla...”.


O elenco da minissérie. Provavelmente eu vou levar pedradas ao falar isso, mas vamos lá. Estamos aqui pra isso mesmo. Eu acho que não existe ator brasileiro. Todos os bons atores brasileiros são bons em serem eles mesmos. Não sei se vocês já tiveram a sensação de conversarem com pessoas que são maus atores de si mesmo. Não estou falando de atores profissionais, estou falando de pessoas que têm outras profissões, mas que parecem tão pouco à vontade com a sua própria vida, tentando ser uma coisa que elas não são, que parecem interpretando pessimamente o papel de si mesmas. Tudo soa falso. Tem gente que é canastrona ou insossa no próprio papel. Pois é. Eu acho que os bons atores brasileiros são simplesmente pessoas que sabem fazer bem o papel deles mesmos. E nessa minissérie temos alguns exemplos. Que provavelmente vocês não vão concordar. O primeiro deles: Dan Stulbach. Toda hora eu achava que ele ia pegar uma raquete se tênis e sair porrando quem estivesse pelo seu caminho (o primeiro grande personagem dele na TV foi o ex-marido da Helena Ranaldi que batia nela). Outro: Matheus Nachtargale. Até pela limitação do tipo físico dele, é sempre a mesma coisa. Muito bem feita, mas a mesma coisa. Gosto do cara que faz o Pingo (Joelson Medeiros) e já tinha feito a novela do Manoel Carlos - mas pode ser que eu o ache bom só porque ele ainda não fez muita coisa na TV.

Das mulheres: gosto muito da Débora Bloch e da Drica Moraes (mais dessa última). Acho que podem fazer grandes papéis na minissérie. Denise Fraga faz todos os quadros dela do Fantástico. E ainda por cima sua personagem é duas coisas que eu acho um saco: ex-torturada política (e que acena com essa bandeira o tempo todo) a astróloga – não por acaso duas grandes teorias que procuram explicar o mundo pela totalidade, o marxismo e a astrologia, mas deixa pra lá. Ela e o Dan Stulbach estão dois tons além do elenco (no mau sentido).

A minissérie tem dois caminhos. Um é se centrar nas tramas da amizade, do que foi feito de cada um e até que ponto vale à pena voltar a ser o que se era – ou até que ponto se quer isso. Acredito que eles sigam por aí e, ao meu ver, é bem mais interessante. A outra, empobrecedora, é ficar nesse clima de “éramos uma promessa e hoje uma realidade de fracasso”. É muito fácil ser promessa. Aos 18 todo mundo é promessa.


Out of topic (pero no mucho):


PS1: Estava revendo Alpha Dog sábado e vi que o começo do filme é idêntico ao Meu nome não é Jonhy: imagens de criancinhas inocentes em Super 8. E o nome dos personagens também são os mesmos: Jonhy Truelove e Jonhy.


PS2: E hoje Formiga Irmã revia Laranja Mecânica. Que é um filme dos anos 70, sobre um livro de 1962, passado no longínquo ano de 2007, onde jovens amantes de Beethoven se divertem espancando, estuprando e matando pessoas. Só erraram em uma coisa: os jovens de hoje em dia acham que Beethoven é título de filme sobre cachorro de Sessão da Tarde.

E, não, isso não é uma contradição ao que escrevi antes. Apenas a história não é linear, mas dialética.

quarta-feira, janeiro 23, 2008

Ê, ê...


Eu tinha esquecido da influência do Famoso Exu Tranca-Tese, entidade que assombra orientandos em vésperas de qualificação e defesa. Ele existe. E quando ele baixa, você precisa ascender uma vela pra São Marx, São Weber e São Nitzsche para que sua tese tenha os caminhos abertos novamente. Vamos lá. Ê, ê, misifio.

Segundo o Coach, é muito comum os surtos. No último Althusser estrangulou a mulher. E Coach ainda completa: mas o que ela tinha que estar casada com ele, não é verdade?


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Sonho dessa noite: o Osama Bin Laden é um bebê lourinho de olhos azuis que na verdade tem 22 anos, está no meu colo e eu estou apaixonada por ele e pensando que se alguém descobrir eu vou ser presa pelo FBI. E estamos em Andrelândia, MG, na casa das tias, mas que na verdade fica no Rio e eu também saía de carro pela Avenida das Américas, na Barra da Tijuca (no sonho eu também dirigia e batia em vários carros; eu tenho muitos sonhos em que eu dirijo. Na vida real eu não dirijo. Comecei a dirigir, bati e fiquei com medo. Como diz uma mulé lá de Andrel, fiquei com drauma).

Interna? Choque elétrico? Manda benzê? Vou a Sessão de Descarrego da Universal? Aceito sugestões.


***

Nossa. Morreu o homi do Brokeback Montain. O louro. Que tinha sido casado com a Michelle Williams, do Dawson’s Creek, com quem tinha uma filhinha. Que coisa. Foi achado pílulas pra dormir em volta da cama dele.

Overdose acidental ou suicídio? A família insiste em morte acidental. É sempre muito difícil pra família encarar um suicídio. Ainda mais de um jovem de 28 anos, lindo, rico e bem sucedido.

E a Dora Bria também morreu. De acidente de carro.

Coisa estranha, né? Gente que nunca morreu antes deu pra morrer.

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Como diz a Tíccia, eu to com as costuras apertadas e precisando pegar ritmo no pedal.

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Hoje e ontem eu senti vontade de comer chocolate. Mas não comerei. Pelo menos por enquanto. Depois, quem sabe, um pedacinho. Mas ainda não é o momento. Ontem fique o dia todo sem comer, desde depois do almoço até a noite, e não deu certo. Fiquei enjoada quando fui jantar. Isso nunca dá certo, mas não foi proposital. Foi indo, foi indo e acabou fondo.

Tô ficando paranóica. Fiquei dois dias sem malhar e estou me sentindo culpada. Eu não posso me sentir culpada. Eu preciso entender que pessoas magras, normais e saudáveis ficam às vezes sem malhar. Isso não quer dizer que as coisas vão se perder. Isso faz parte. Tem dias que não dá. Paciência.

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Festa do BBB. DJ Malboro e umas periguetes dançando. Só funk. (não passou na grobo, só no Multishow).A Nathália e a Thalita tão se esbaldando com as coxas das mulheres. Não param de comentar. BBB também é diversidade sexual. Só falta avisar pra elas. Como diria Roberta, elas já receberam o telegrama avisando. Podem até não ter lido, mas que receberam, isso receberam.

A Juliana definitivamente não é o meu tipo. Ela é o estereótipo de tudo que eu não gosto em uma mulher e não quero ser. Se olha no espelho o tempo todo, se acha a mais linda do universo, tem vozinha de santa, jeitinho de santa. Definitivamente é a que eu mais detesto na casa. Não por acaso, dois caras (um dos mais gatos) ficaram a fim dela na casa. Homi gosta disso, né? Ainda bem que eu não sou mulher nem branca, como diz Caetano.

Andréa, volta logo de Buenos Aires! Só você me entende...

terça-feira, janeiro 22, 2008


Novelas são obras de ficção. Ainda que realistas, pautam-se por situações inusitadas e absurdas – não entrarei no mérito de que a realidade é mais absurda do que a ficção; que ficção não é mentira, é apenas uma convenção; que a arte nunca representa, mas apresenta lados da realidade e todos os problemas decorrentes da complexa relação entre a arte e realidade, nem o que significa essa última.

O fato é que uma reitora perua como a Suzana Vieira, numa universidade particular como a dela, até passa no quesito credibilidade – o coordenador do campus onde eu dava aula, cuja universidade também era um nome duplo, pintava o cabelo de preto. Aquela coisa suuuper natural, sabe? Grecim 2000. E adorava arrotar conhecimentos sobre a elite do pensamento nacional (e seu relacionamento com ela) e seu passado na universidade pública, enquanto foi pra privada (com trocadilho) para encher a burra de dinheiro. Mas voltando a Suzana. Tudo bem ela ser perua e ter um cabelo louro até na cintura e unhas de gavião. Tudo bem ela ir com um mega decote em uma reunião cujo reitor e namorado dela está sendo acusado de racismo. Tudo isso é crível. Agora o que eu não entendo, realmente não entendo, é que existam tantos professores que façam oposição direta a ela e continuem professores. Por muito menos – acreditem, muito, muito menos – eu vi pessoas, colegas professores, rodarem no meio do semestre. A universidade não se incomodava nem de pagar uma mega multa. Era demissão sumária. Ou perda de turma no meio do semestre. Você chegava e descobria que sua turma não era mais sua (não, não vou contar do aluno-pitboy que quis me bater; do segurança que ficava armado na porta da sala dos professores, com a desculpa que era por causa do caixa 24 horas e não deixava os alunos incomodarem os professores; do funcionário que passava fiscalizando se os professores estavam dando aula; dos alunos globais – sim, da rede grobo –; do verdadeiro desfile de modas e tal).


Como se não bastasse, em muitos capítulos atrás, a família da personagem da Letícia Spiller estava falando sobre a universidade. A garota, que é super inteligente – e usa um óculos fundo de garrafa, porque sabe como é, né? Quem é inteligente usa óculos –, dizia que queria estudar numa universidade pública e não na Pessoa de Moraes, a universidade da Suzana Vieira, particular. Aí o pai dizia: “deus me livre de enfrentar engarrafamento!” – pois as grandes universidades públicas do Rio ficam distantes da Barra, onde a família mora e onde a Pessoa de Moraes está localizada (humm...qualquer semelhança...). Aí a Letícia Spiller dizia: “pior não é o engarrafamento. Pior é cair um pedaço do teto enquanto você está estudando”. Oquei. É verdade. Mas aí ela completa: “sem contar que universidade pública não investe em pesquisa. Tudo que se produz em pesquisa no país vem das universidades privadas”. Uou! Peralá. Aí passou dos limites. Tudo bem, a gente até acredita na hipótese de que uma universidade particular (quando eu digo particular eu excluo as PUCs) possa ser de excelência, em algumas áreas. E que na universidade pública cai reboco da parede, isso cai. Mas dizer que a pesquisa vem da privada...puxa, isso é a única coisa que a universidade pública pode se orgulhar. De investir em pesquisa. De ter verba. Não acho legal dizer exatamente o contrário em rede nacional.

E a Pessoa de Moraes está fazendo um provão para pessoas carentes. Me lembrou esse meu coordenador Grecim 2000 que, dizia “nós é que promovemos uma verdadeira política das cotas”. Daí você passa a falsa idéia de que a universidade é para todos, pois se você não passou numa pública, porque não pôde estudar em um bom colégio, com tempo suficiente e cursos extras, pode passar numa particular. E que vai ser igual o estudante que saiu da pública. Mentira. Não me venham com esses papos de que “é aluno que faz a universidade e não a universidade que faz o aluno”. Baseado nesse princípio, a pessoa não precisa nem ir pra universidade. Basta ir pra uma biblioteca e estudar por conta própria. Você vai pra uma universidade pra ter um título, acima de tudo. Um título que vai ter mais ou menos peso, dependendo da universidade. E o que eu vejo, pelo menos em jornalismo é: os grandes editores, os grandes jornalistas, os cargos de chefia, são ocupados por pessoas de universidades públicas ou da PUC. Redes de universidade privada formam mão de obra barata. Formam a massa do jornalismo. Não que haja alguma coisa errada com isso. De jeito nenhum. Mas acho uma sacanagem você vender o sonho de que a pessoa pode chegar a ser a Fátima Bernardes (que fez UFRJ), quando ela não vai passar da seção policial do Extra. E dizer que “isso sim é inclusão social” e que somos todos iguais.

Eu dei aulas em universidade pública (um semestre) e privada (dois anos). Eu cursei universidade particular e pública. E eu vos digo: é impossível ser a mesma aula nos dois locais. Porque na universidade privada há um grau de coerção tamanho que o professor não pode dar uma aula que a média não entenda. E a média é sempre baixa. Cada vez mais baixa. E tem aquele papo do professor ter que dizer algo de todos entendam. Que, até eu dar aula, eu acreditava. Mas chegamos a um ponto que isso não é mais verdade. Claro que a universidade pública tem o problema do professor que falta, do maluco que dar a aula que quer, do outro que passa o semestre falando sobre os pré-socráticos quando a ementa da disciplina é sobre novas tecnologias...professor ruim e bom há em todo lugar. Mas o fato é que quando o aluno é um cliente e, como tal, tem sempre razão, a qualidade das aulas que você dá fica prejudicada. Saúde e educação não podem ser tratados como negócio.

Atualmente – bom, pelo menos até dois anos atrás, quando eu dava aula – nenhuma universidade privada do Rio, com exceção da que eu lecionava, pagava em dia os seus professores. Porque o nível de inadimplência é altíssimo entre os alunos. Os gastos em uma universidade são enormes. Logo, sobra pro professor (eu tenho uma teoria conspiratória de que grandes redes de ensino privado lavam dinheiro em atividades ilegais, mas deixa pra lá...). Então não tem como professor ser contra o reitor e não ser sumariamente demitido. É uma piada. Não tem como aluno fazer manifestação. Basta ele ir à coordenação, com mais dois ou três, que os professores em questão são demitidos. A rotatividade é muito alta. Tem muita gente querendo entrar. Tem cada vez mais gente fazendo mestrado e doutorado. A fila anda. Nenhum professor é insubstituível. Além disso, as universidades privadas não tem porque manter muitos professores doutores. Pois, por lei, eles são obrigados a pagar mais. Só que eles só precisam ter um número mínimo de doutores. Completado esse número, eles demitem. Se não é prejuízo.

Claro, óbvio e evidente que toda regra há exceção. Claro que tem alunos de universidades públicas com empregos merda e de privada em cargos de chefia. Também vai da vivência de cada um, de outras experiências...mas eu estou generalizando um comportamento. Além disso, estou falando basicamente de cursos de Comunicação, que são os que eu conheço um pouco mais.

Mas o que eu tô dizendo? No país que a gente vive, soa um pouco discussão do sexo dos anjos falar entre universidade pública e privada e as chances de arrumar emprego. É o roto falando do esfarrapado. A maçã falando que o tomate é vermelhinho.

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Outros assuntos


Eu já me divirto vendo a propaganda do Big Brother. Não precisa nem o programa começar. Ali você vê que eles já criam os personagens. Sim, porque a pessoa não falou só aquela merda. Na certa ela disse um monte de merda. Daí eles editam e criam os personagens. A gostosa. O amigo. Claro que pode não-funcionar. O público pode não comprar a idéia. Mas aí eles mudam. Deve ser muito maneiro trabalhar na edição do Big Brother. Eu ia me amarrar. Aliás, tudo a ver comigo.

E o sujeito que diz que os três objetivos dele são: “1) Ficar famoso; 2) Ganhar um milhão e 3) Permanecer na televisão?”. Hahahaha...Adouuro, adouuuro, como diz Dona Cris.

E a que diz que não vai temer utilizar seu charme? É uma ameaça?

Hoje eu vi a casa do BBB na Ana Maria Braga. Ela é inspirada na Grécia, como colunas azuis e brancas. Aposto que vai ter nego falando merda, achando que a Grécia fica na Bahia e coisas do tipo.

E os quartos? Se eu dormisse uma noite naqueles quartos coloridos daquele jeito eu pedia pra sair. Literalmente.

Realmente a falta de loção do selumano não tem limites.


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E por falar em falta de loção, alguém viu o capítulo de Duas Caras ontem? O-que-foi-aquilo-meu-Deus-do-céu-Jisus-Mary-and-Josef! A Gabriela Marília, como diz a Fal, sempre ela...Gente se ela sair de AR-15 hoje, que nem o Capitão Nascimento, eu terei uma síncope de tanto rir (a Portelinha, favela dominada pelo Fagundão, foi invadida). Aliás, já tive um prenúncio ontem dela dizendo “o carioca não desiste e vai à luta”. Sério, caras. É algo que vai além da minha compreensão o que faz uma pessoa se colocar numa situação patética dessas. Se expor ao ridículo, tudo bem. Sou super a favor. Eu mesma me exponho. Não ter medo de errar, se atirar em algo novo, tentar outras coisas....super válido. Agora, o que ela ta fazendo devia ser proibido por lei. Será que ela não tem uma amiga pra dar um toque?


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Formiga Irmã compartilha de várias opiniões minhas. Sobre a Mary Gab, a Suzana Vieira (quando ela aparece eu sempre rio! Pode ser a cena mais triste do mundo, mas eu não posso levar a sério um cabelo daqueles. E agora está com a raiz preta!). Conversa com a TV, responde os atores. Hoje vendo a Sandra Annemberg no Jornal Hoje ela disse, com a cara mais séria do mundo: “Se o Marinho estivesse vivo ele não deixava. Ah, não deixava. Mandava tirar essa mulher”.

Eu também acho. Prende.

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Aliás, hoje fazendo compras no horfrutti – que não só eu amo as propagandas – tinha aquele maluco que fica gritando as ofertas num microfone. E aí ele vai dando palavras de incentivo, do tipo “curta a vida, porque a vida é curta” e outras pérolas. Aí eu disse à Fu Sis que ele poderia dar umas dicas de dieta. É, eu acho que poderia ser você. Quem sabe você oferece o serviço? – mandou Fu Si. Aí fiquei me imaginando narrando: “minha senhora, larga a batata! A senhora tá gorda!”. “Vai no brócolis! Ei, você aí com esse abacate! Você sabe que ele estimula o hormônio GH e deve ser consumido à noite, porque melhora o sono? Só não vale comer com açúcar! Há há! E tem que ser pouquinho”. “Olha a rúcula, minha gente!”

Agora eles instalaram um mega-ar-condicionado em toda rede hortifrutti. Quando eu vou lá tenho vontade de me jogar no meio das alfaces hidropônicas lisas, crespas e roxas enquanto isso, faunos, ninfas e gladiadores nus me servem morangos e uvas na boca. Ai, ai.

sábado, novembro 24, 2007


Sábado à noite. Nada pra fazer, exceto ver bobagens, ler boabgens e escrever bobagens. A vida é boa.


*

Andréa tentou um “Partiu Mangueira”, mas acho que não vai rolar. Muita função. Sair, beber, sambar (há há) tudo isso só pra ver a Mangueira entrar (e fazer essa piadinha infame e detestável).

Mas insiste, Andréa. Eu adoro gente que não desiste em me chamar pra sair e cisma de me achar legal. Quem sabe um dia cola?


*


Eu ando acompanhando Heroes, mas confesso que estou quase perdendo a paciência. É o mesmo problema que eu tive com Lost. Se você perde um episódio de Lost você fica perdido (desculpem o inevitável trocadilho). Não entende nada. Não tive saco. Agora, Heroes ainda tá dando pra pegar, mas ainda não entendi coisas básicas:


1) Eles são mutantes porque-o-mundo-quis-assim ou foi algum acidente? Aquele cientista, pai da menina loura foi quem “os inventou”? Ou eles nasceram-assim-cresceram-assim, Gabrieeeeeela?


2) E aquela mega corporação capitalista podre com interesses escusos para com a humanidade, o que tem a ver com os mutantes?


3) Rola uma má distribuição dos poderes, né? Porque, na boa, ler a mente é super legal, mas muito mais legal é tomar um tiro e regenerar, né não? Ainda mais aqui no Rio, eu ia preferir ter esse poder. E fazer fogo num piscar de olhos fica meio bobo depois da invenção do isqueiro.


4) Qual é exatamente o problema em ser mutante? Por que eles são tão angustiados? Não é legal? Os caras não deveriam estar felizes com seus superpoderes? Eu ia adorar. Da mesma forma eu nunca entendi porque eu deveria ter medo de vampiros. Porra, eles lhe conferem o dom da eternidade? Alooou? Isso é ruim?


*


Caras, hoje eu to aqui escrevendo e ouvindo essa novela das oito. Vocês sabem, eu preciso. São os ossos do ofício. Eu realmente fico em dúvida do troféu Mondo Bizarro: o cabelo da Suzana Vieira, a atuação da Marília Gabriela (eu vou morrer me perguntando: o que é Marília Gabriela?); o casal Dalton-Aline-Moares (eles estão quase conseguindo o impossível: deixar a menina feia)...é realmente um festival de aberrações.


E essa temática acadêmica é de rolar de rir. A Suzana Vieira querendo transformar a universidade (um nome duplo desses qualquer tipo Souza Marques, Gama Filho, Esculacho de Sá...) na melhor universidade do país. Aí pergunta para a empregada: “qual foi o último livro que você leu”. Ai, vou ali bater a cabeça na minha coleção do Paulo Coelho.


E ela falando de cinco em cinco minutos pra filha: “mas você estudou na Sorbonne, minha filha!”. Ela só esqueceu que a Sorbonne mudou de nome. Agora é Paris I, II e assim até chegar ao XIII. Mas aí não dá o mesmo efeito dramático, né? Imagina: “mas você estudou Denis Diderot (Paris VII!), minha filha!”. Enfim. Se bem que pra Dona Maria no interior de Deus me Livre tanto faz Diderot, Sorbonne ou Estácio de Sá.


*


Não vejo a hora de começar o Big Brother.

sexta-feira, novembro 23, 2007


Então, Bial. Conforme a situação vai piorando – digo, quanto mais trabalho eu tenho pra fazer – aumenta minha capacidade de realizar atividades absolutamente inúteis. Por exemplo, me maquiar. Dentre as minhas muitas manias estranhas uma das mais graves, e que vem aumentando em escala vertiginosa, é ficar me maquiando na frente do espelho, apenas para testar os produtos. Eu gosto de comprar produtos na farmácia, das mais variadas marcas, e testá-los antes de usar. Então a pessoa tá em casa, dez e pouca da noite, empacada em um parágrafo ou frase da tese que não sai e o que ela faz? Dá uma volta pela casa, toma um copo d’água e resolve testar o novo rímel mega ultra power potente que ela comprou. Aí do rímel ela passa pro lápis, tira a sobrancelha, do lápis pra sombra – ah, as sombras... – e daí pra um batonzão vermelho não custa. Resultado? Meia noite e a pessoa tá com a tese empacada, mas parecendo a Isabelita dos Patins. Tem também a versão arrumando gavetas. Minha orientadora do mestrado sempre dizia que ela não entendia porque orientandos em véspera de defesa tinham compulsão em arrumar gavetas. É verdade.

Aliás, amiga-leitora, aí vão algumas dicas mulherzinha: o lápis preto da Payot é o máximo. Macio, porém firme ele dá o acabamento perfeito para a falha na sua sobrancelha ou faz as vezes de um potente delineador e custa uns seis e pouco. Já o rímel da Payot é um desastre. Borra quando não pode borrar e na hora de sair, não sai. No meio da noite você está que nem o Alice Cooper.

Outra linha de maquiagem que eu tenho gostado de alguns produtos e além de tudo é bem baratinha é a Max Love. Pobre, mas limpinha. Pelo menos o pó deles custa quatro e pouco. E os batons da Elke também são legais e baratos. Como tenho a pele mega oleosa sempre prefiro gastar em uma base oil free e comprar os outros produtos de marcas mais baratas.

Agora, a descoberta do século (depois do liquidozinho azul de Semi de Lino da Alfa Parf) foi usar vaselina para retirar maquiagem dos olhos. Além de muito mais barato é muito mais eficaz e você não machuca seu olhinho, leitora. Pior foi entrar na farmácia e dizer: “quero uma vaselina” e a mulher perguntar: “líquida ou em pasta?” e eu responder: “não sei”. Aí ela teve que perguntar: “é pra quê?”. Quase respondi: “para a prática de sexo anal”.

Fica aí a dúvida/sugestão: será que KY também é legal pra tirar maquiagem?


*

Hoje eu fiquei sem internet durante o dia. Acho que o General Skavuska da Net anda fazendo uma campanha pra eu mudar de 300 pra 2 mega e anda ralentando cada vez mais minha conexão.

Aí liguei pra lá, de novo em menos de uma semana, e pedi uma visita técnica. Chega o técnico. Meu deus...olha, eu, enquanto membro (com trocadilho) da aristocracia até que não possuo muita atração pelo proletariado, mas esse rapaz...ui ui ui. Me veio imediatamente à mente esses filmes pornôs em que o entregador de pizza vem e diz: “foi aqui que pediram uma pizza de...(close nele) CALABREZZA?”. E o cara só me chamava de senhora pra cá, senhora pra lá. Claro. O barango que veio há um tempo atrás falou que não ia cobrar a visita porque eu era muito simpática (há há). Mas eu juro que eu tive pensamentos impuros quando vi este fazendo testes de cabos em aparelhos que eu nunca vi na vida. Ai, ai...

(Toda vez que eu coloco algum post enaltecendo as características sexuais da plebe tem sempre um sem loção que deixa um comentário falando: “aê, se a patroa quiser um homi de verdade cheio de gracha (sic) na unha passa lá na lanternagem do Carlão que a gente troca o óleo de graça”. Não é caso).


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Mas voltando às manias inúteis, uma das melhores tem sido meus novos seriados. Um deles é o Law & Order – Special Victms Unit. É sobre a unidade da polícia de Nova York que cuida de crimes sexuais. Pedofilia, estupro, tráfico de mulheres das ex-repúblicas soviéticas, criminosos da guerra da Bósnia que estupraram mulheres de sua vida e depois quando fugiram pros EUA aparecem mortos...tem de um tudo.

Outro que eu tô viciada é House. Dispensa comentários. Só aquele cara já vale o seriado.

Tô quase viciando em Heroes, mas ainda estou em recuperação.

Além de Cold Case e CSI, claro.

Das dramáticas to gostando de Brothers and Sisters e Californication. A primeira é um drama familiar envolvendo irmãos de uma família que descobre não ser nada do que parecia após a morte do patriarca. Tem aquela atriz que fazia Ally McBeal. Ela é uma jornalista republicana no meio de uma família de liberais democratas. Tem um irmão gay e outro que foi lutar no Afeganistão graças ao incentivo dela. E uma outra irmã e outro irmão. São cinco ao todo. E depois que o pai morre eles descobrem que ele tinha uma amante, um filho fora do casamento e deu um rombo de milhões na empresa da família.

Californication é com o David “X-file” Duchovny fazendo um escritor de um livro só porra louca em uma Califórnia de hoje em dia, com suas mulheres siliconadas, lipoaspiradas e vitaminadas. O cara é promíscuo, bêbado, engraçado e não consegue um emprego sério. Ótimo. Praticamente um Fante ou Bukowski pós-moderno.

E por falar em Fante eu vi que Tom Cruise vai produzir a versão cinematográfica de Pergunte ao Pó. Ou o Tom Cruise é mais legal do que parece ou ser maldito é realmente um negócio muito lucrativo.

Dos reality shows Brazil’s Next Top Model é hilário. Com a famosa (quem?) Fernanda Motta de apresentadora. Só não entendo como as mais feias, altas e esquisitinhas (pré requisito pra modelo) foram eliminadas e aquela Lana-baranga não. Pra mim quem vai ganhar é a Mariana Velho ou a Mariana Richardt. Não conformei com a saída da Érika – apesar de não gostar dela – e acho a Lívia a mais bonita, mas é anã pra ser Top Model (1,72, a mais baixa de todas). E a Érika Palomino falando que a Lívia é feia? Gente, se aquela mulher é feia eu vou ali no vaso me afogar. E a Érika Palomino é o quê?

A vencedora ganha a capa da Elle de janeiro, 200 mil, e um contrato de quatro anos com a Ford Models. Pra quem quiser saber mais:
www.brntm.com.br

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Eu tenho fé em Cristo que algum dia todos esse meu conhecimento inútil vai me trazer algum dinheiro.
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Hoje eu fui a um evento acadêmico e uma amiga estava dizendo porque tem tanta gente feia na área acadêmica. Ora, porque se fossem bonitas as pessoas iam fazer qualquer outra coisa da vida além de estudar, neam? A gente só vai estudar pra ter mais chance de pegar alguém. Se eu tivesse 1,80 e fosse magra eu tava no Brazil’s Next Top Model. Ou então estudando Cabala e namorando o Santoro.

quarta-feira, outubro 31, 2007


Luciana Gimenez ressuscitou o quadro Teste de Fidelidade do extinto programa do João Kleber. Não com esse nome, claro, mas é a mesma idéia. E tão fake quanto. Mas não tem a mesma graça. Não tem o Oliver dizendo “eu sou um ator, estou apenas fazendo o meu trabalho”. Não tem aquelas legendas de sempre: “Inacreditável! Você nunca viu um Teste como esse”. Aí não vale.

O mundo é estranho.

Mas mais estranho está a boca da Daniela Cicarelli. Alguém a viu no programa da Fernanda Young? Eu peguei o finalzinho, mas alguma coisa estranha aconteceu com a aquela boca. Alguém sabe o que foi? Plástica? Soco? Botox? Eu sei que a sua boa (estou penando pra não escrever o horrível cacófato boca dela – que, aliás, vem bem a propósito, mas tá foda) sempre foi grande e meio torta. Mas tá realmente bizarra.

O mundo é muito estranho.

terça-feira, outubro 02, 2007

Duas caras: crítica


A novela que começou ontem fala sobre a comunidade de Rio das Pedras – ou melhor, de Rio daxxxx Pedraxxxx, onde tem o famoso Caixxxxxtelo daixxx Pedraiiixxx, que abriga o igualmente famoso baile funk, em Jacarepaguá.

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Putz. Jacarepaguá já é ruim de ir, ainda ter que assistir na novela? (me desculpe se há moradores de Jacarepaguá me lendo, mas vocês hão de convir que moram mal pá carai, né?).

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E quando passa pra Zelite o bairro é a Barra. Ai que saudades do grupo Cavalcanti! Duvivier, perdão Duvivier!

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Eu acho que tá muito política essa novela. Pregando luta de classes aberta, em horário nobre...agora mesmo o Ipobe baixa e eles enfiam um bebê desaparecido.

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O que mais me choca é que as novelas pioram cada vez mais e eu continuo assistindo.

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O que foi o figurino do Antônio Fagundes? Ele é o Capitão Nascimento?

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Eu juro que eu pensei que o núcleo do Sul era de outra década. Acho que eles confundiram figurino de inverno com figurino de época.

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Essa novela tem, na minha opinião claro, algumas das mais insuportáveis atrizes e atores:

Suzana Vieira

Letícia Spiller

Dalton Sei-lá-o-que

Prestes


Em compensação tem:

Marjorie Estiano

Débora Falabela

Lázaro Ramos

Vanessa Giácomo (que é de Voltaaaaaaaço)

Totia (ou toitia) Meirelles

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O Herson Capri é o reitor de uma universidade que tem uma amante. Será que finalmente a TV brasileira acordou para o fato de que o mundo acadêmico é um enorme potencial de putaria a ser explorado? Mas pra ficar realista ele tinha que comer meia dúzia de aluninhas.

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Se alguém fosse me viver no cinema seria a Guta Stresser
ou a Débora Lamm – mas ela emagreceu muito e agora que eu pintei o cabelo de preto, não dá mais. Mas ninguém, ninguém me interpretaria de maneira mais perfeita do que a Cristina Ricci. ou a Tora Birch, a menina de Beleza Americana. Não porque elas pareçam, mas porque tem o physic du role. Mas talvez eu esteja confundindo os personagens que elas fizeram.


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Por que eu penso – e o que é pior, digo – essas coisas é algo que deveria ser estudado pela ciência.

quarta-feira, setembro 05, 2007

Minha filha...


Formiga Mãe esteve na mansão White por alguns poucos dias. Ao ver a nova decoração da sala, mais especificamente um pôster em preto e branco do Pulp Fiction com John Travolta e Samuel L. Jackson apontando armas (depois que eles recitam os salmos, antes de matar as pessoas), soltou um desolado “minha filha...”.

Puxa. Meu maior xodó. Meu pôster que eu comprei em Londres a 12 libras (ou oito, não lembro). Um clássico da cultura de massas. Muito difícil agradar aos nossos pais.

À noite, assistindo as minhas seriezinhas na TV, mais comentários. Primeiro, a minha série lésbica que eu adoro, The L Word*. Depois, Nightmare and Dreamscapes** de um dos meus pais intelectuais, "O" Mestre, Stephen King. Formiga Mãe, insone (ai, já tô até vendo ela dizer: não fica falando que eu sou insone no seu blog! Tudo bem, ela estava, por acaso, insone), adentra o recinto.


Formiga Mãe: O que é isso?

Carrie: Seriezinha de terror, mãe. O cara foi picado por uma cobra, dado como morto e está indo pra sala de autópsia, mas sente tudo e não consegue avisar aos médicos.

Formiga Mãe: Minha filha...



Depois, quando fui deitar, passa ela novamente:


Formiga Mãe: E aí, o que aconteceu com o cara?

Carrie:
Acharam a cobra no saco de tacos de golfe dele e conseguiram avisar a tempo. Ele foi salvo.

Formiga Mãe: Eu imaginei...

Mas esses seriados a que você assiste...minha filha...


No dia seguinte comprei Tropa de Elite no camelô. Ela chega em casa e estou eu completamente hipnotizada pelo Wagner Moura de chefe do Bope, dando tiro pra tudo que é lado, com o volume no máximo e sem poder parar porque o controle do DVD ainda não foi arrumado. O que ela disse? Minha filha...

Mamãe queria que eu colocasse quadros de casais beijando na parede. E fizesse balé. E andasse de rosinha. Mas ela devia ter desconfiado que algo sairia diferente dos seus planos quando eu quase engoli um lacinho de fita que ela me pôs, ainda bebê (imagino eu, bebê, mais impaciente do que já sou: êpa, o que é isso pinicando minha carequinha? Humm...acho que é de comer...nham...bom!). Enquanto isso, Formiga Irmã ia ao carrossel e punha a mãozinha na cabeça o tempo todo, afim de checar se seu lacinho estava no lugar. Assim são os filhos. Como dedos da mesma mão.

Eu queria querer usar lacinhos de fita. Eu até uso lacinhos de fita. Eu tenho meus momentos de lacinho de fita. Só que o lacinho é meu, uso quando eu quero. E eu gosto de dar o laço eu mesma. E desfiá-lo um pouquinho na ponta.


(*Segunda, às 23h, no Warner Channel. Reprise aos domingos, no mesmo horário.

** Recomendo fortemente para os fãs de Além da Imaginação (Twilight Zone). É o mesmo espírito, o mesmo clima. Ontem, inclusive, um personagem citou o Além da Imaginação pois o episódio se passava em uma cidade onde todos os habitantes eram astros do rock dos anos 50 e 60 mortos. Como se o tempo tivesse parado. Se lembra desse episódio de Twilight Zone, amigo leitor-nerd dos anos 80? Terça, às 23h, no Warner Channel. Reprise aos domingos, meia noite).

quinta-feira, agosto 30, 2007


Como assim, ninguém me avisaram sobre o reality show do SBT: Quem perde ganha? Eu quero participar! Eu quero!

O programa é tipo esses reality shows onde uma equipe de gordos compete contra outra. Goooordo. Gooordo meeeesmo. Muito bom.

Hoje eles tiveram que resistir a uma feijoada. Depois ganharam ligações – ah, é, eles ficam isolados.

Eu sou ruim. Eu rio dos gordos. Eu não presto. Mas é muito bizarro ver um Big Brother de gordo.

quarta-feira, agosto 29, 2007

PÁRA TUDO!!


Quando você pensa que já viu “de um tudo” na televisão brasileira eis que você se depara com um enredo de uma novela da Record que se baseia em crianças mutantes. Isso, caro leitor! Crianças fruto de experiências genéticas realizadas numa clínica do litoral paulista (?!). Crianças com super poderes. X-Mens! Dentre as mutações das crianças estão... asas! O cara que fazia o bebum na útlima novela do Manoel Carlos aparece aparando as asas da filha. No colégio todos riem dela – será por que, né? Você não pode voar, filha. Não pode.

E a história toda vem a tona porque há um cientista em Miami – cenas externas de Miami pra mostrar que a Record ta podeiiiindo – descobriu isso e vai revelar ao mundo! (E a gente achava a trama de O Clone absurda...).

E vocês acham que isso é o pior? Tolinhos.

O dono da clínica é o Walmor Chagas, que se chama Sócrates (gente, o homem já foi marido da Cacilda Becker, já trabalhou com os maiores atores e diretores do país, ele merecia um fim de vida mais digno...) que é irmão de Aristóteles e Platão. O Platão é nada mais, nada menos do que André de Biase...de cabelo! Pois é!!!! Vocês também se lembram dele completamente careca, não é mesmo? Eu também! Ainda não descobri se é peruca, implante ou (d)efeitos genéticos de experiências na tal clínica.

E não é só isso! Tem a Karina Bacchi (a moça que não só pousou pra Playboy, como leiloou seu piercing localizado...lá e deu o dinheiro pra ONG da mãe) como moça-ingênua-do-rio-grande-do-sul. E uma das vilãs é a Preta Gil! Como nunca ninguém pensou nisso! Preta Gil de vilã! Claro! Já é gorda, mala, feia e mocréia!

Completando a trama tem o Leonardo Vieira pagando de policial certinho – um estilo meio Tom Cruise em Minority Report – e um circo liderado nada mais nada menos por Fafá de Belém.

(Eu sei leitor, é muita informação junta).

Neste circo tem uma menina que é a Bianca Castanho – a protagonista – que será acusada (injustamente, claro) de ter matado o Walmor Chagas (pelo menos ele morre hoje, menos humilhação, meu Deus) e vai presa. E, claro, o mocinho vivido pelo Leonardo Vieira surgirá para salvá-la. E ela na verdade é a filha do Walmor desaparecida há 30 anos atrás (isso eu já tô deduzindo, mas alguns anos de novela já me capacitam a saber a trama no primeiro capítulo). A música tema da Maria é...Maria, Maria é um dom, uma certa magia...

O sucesso subiu a cabeça da Record. É o que eu digo: não pode dar espaço pra plebe. A plebe quando toma o poder acha que pode. Mas, o que esperar de uma rede que faz um seriado chamado Donas de Casa Desesperadas – dãã – com o elenco de Isadora Ribeiro, Franciely Freduzieski, Lucélia Santos e Sônia Braga??????!!!!!!!!!

Sério. Vocês têm que ver essa novela. Please. É algo além da imaginação.
PS: Foi mal. O Donas de Casa Desesperadas é da RedeTV. Ah, mas dá na mesma. Que não só é uma cópia do seriado, como todo episódio é cópia. Cena por cena. Diálogos. Meda. Muita meda.

segunda-feira, julho 23, 2007

Elas voltaram!







No Brasil: segunda, as 23 horas, na Warner. Reprise domingo, mesmo horário.

domingo, julho 01, 2007

Eu tenho medo do Dr Bactéria


A pessoa paranóica não pode ver certas coisas. Não pode. Mas ela acaba vendo. Porque faz parte da mentalidade neurótica e paranóica uma certa dose de masoquismo. Eu acho. Além disso eu gosto de ver o Fantástico. O Fantástico é quase uma instituição brasileira – aliás, mais sólida do que a maioria delas. Eu gosto de programar a minha semana, arrumar as coisas e ver o Fantástico. Eu não fico deprimida com a musiquinha do Fantástico. Me traz conforto espiritual. Discordo da maioria das matérias, brigo com a TV, falo sozinha, mas o meu domingo não está completo sem o Fantástico e o Manhatam Connection - tá boa, santa?

Como se já não bastasse a Valentina, agora voltou o Dr Bactéria. Eu estava crente que tinha me livrado do Dr Bactéria, uma mala de um médico que faz um quadros analisando quantas milhares de bactérias existem em coisas antes aparentemente inofensivas, como a minha esponja de lavar louça – não, ela nunca mais foi a mesma depois daquele programa...agora eu sempre a olho com desconfiança e troco rapidinho -; enfim. Assim é o Dr Bactéria.

Hoje ele analisou os celulares. E descobriu que há tantas bactérias quanto a sola de sapato. Agora eu vos pergunto: eu poderia passar sem essa informação? Poderia. Morri até hoje, convivendo com todas as bactérias existentes em ônibus, notas de dinheiro, esponjas e celulares? Não, né? Então, qual o propósito do Dr Bactéria? O Dráuzio Varela eu entendo, os testes de defesa do consumidor são super úteis, até a Valentina eu entendo – apesar de achar que tudo isso poderia ter sido evitado se eles não tivessem engravidado – mas qual a função educativa do Dr Bactéria?

Pensam que terminou? Nãão. Dr Bactéria está lançando um livro! Em choque, em choque, caríssimos.

Adendo: na época do colégio eu passava mal nas aulas de biologia. Porque o professor começava a falar sobre o sangue que corria, os órgãos, as células, o coração batendo, o ar entrando...acho muito louco essa coisa do coração bater...não posso pensar muito nisso, não, se não dá neuvroso. Meu sistema fica muito neuvroso.


***


Entrevistas com os filhos da Diana, no Fantástico. O William é lindo, lindo. Mas eu tenho uma queda pelo Harry. Sabem como é...ele é o que faz mais merda: sai bêbado nos tablóides, caindo, vomitando, fantasia de SS nazista...ou seja: é gentem como a gentem! Dá vexame em público. E além disso ele é ruivo. Meu sonho é ter um filho ruivo, cheio de sardinhas – as outras crianças vão apelidá-lo de Ferrugem e outros nomes tranqüilos do tipo, mas eu vou dizer que ele é lindo e quando ele crescer as mulheres vão querer ficar com ele - chamado Arthur. E eu vou dizer: Arthur, já pro quarto. Arthur, hora de dormir. Arthur, não pode tentar matar sua irmãzinha Catarina (ou Antônia). Sim, meus filhos vão ter nomes aristocráticos de reis e rainhas medievais. Ou nome de velho, tipo Maria Antonieta. Adoro nome de velho. Também pode ser que ele se chame Calvin, em homenagem ao Calvin, meu herói das histórias em quadrinhos - não o da Reforma. Se bem que Catarina já anda meio batido. Acho que vou mudar para Bibiana, personagem de O tempo e O vento, que também é de velho. Ou quem sabe Henriquetta! Hahahaha...