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quarta-feira, abril 23, 2008

Bléééé


Querido diário,

Estou na seca. Literalmente. Não posso usar a água do meu apartamento. Faz parte de um dos fantásticos testes que o bombeiro está fazendo pra ver de onde vem o vazamento. Mas, independente do que seja, ele disse que precisa sair quebrando tudo. Que, evidentemente, pode não ser daqui. Pode ser da coluna do prédio. Pode ser no andar de cima. Do lado (sim, águas vêm de direções estranhas às vezes). Mas, melhor quebrar tudo primeiro, né? Eu também queria sair quebrando tudo, independente de onde é o problema. Fácil a vida assim, né?

Ontem eu briguei com o seu Manoel. Como se não bastasse seu sotaque português insuportável (perdão amiguinhos d’além mar) e incompreensível, sua arrogância, prepotência, seu Rexona Mega Power Ultra Sensation às oito da matina, a sua constante presença junto ao bombeiro (só pra ficar na minha casa enchendo o saco), sua “secretária” (mil dedinhos de aspas), Maria (tão mala quanto ele) ele queria fechar minha água por 48 horas. E eu que me virasse. Que pedisse ajuda pra um vizinho – eu sequer sei o nome dos meus vizinhos de andar.

Se ele aparecer asfixiado e jogado por uma janela com a tela cortada eu serei a principal suspeita. Meus vizinhos todos ouviram a discussão.

Eu odeio o seu Manoel, Diário. Diz ele que paga tudo caso não seja daqui. Você acredita, Diário?

Odeio prédios. Odeio vida em comunidade. Odeio pessoas em geral.


Society, you’re crazy breed.


***


Só faltava
essa para o nosso maravilhoso estado. Antes a gente ainda podia contar aquela piadinha que Deus falou que ia privilegiar o Brasil com uma vegetação, solo, clima, mas “o povinho...hum...”. Agora nem isso.


***


O diálogo não resolve tudo. Aliás, resolve pouquíssima coisa. Ou melhor: não resolve nada. Por isso eu evito pessoas. Pessoas não mudam mediante argumentação. Pessoas só mudam mediante suas próprias dores e a constatação de que essas dores provêm de um jeito “equivocado” de ser (ou não ser) e que a mudança não garante nada – mas é o primeiro e talvez único passo. Eu não estou na vida pra doutrinar ninguém e fazer com que as pessoas enxerguem ou vejam o que quer que seja.

As pessoas são burras e estúpidas e idiotas e mesquinhas. Em geral é isso. Não é nada pessoal. E isso não é problema meu.

Dito isso, devo acrescentar que estou de saco cheio. Dizem que a idade nos deixa mais tolerantes. Esperarei ansiosamente por tal mudança.


***


Emagreci 10 quilos desde o dia primeiro de janeiro. Faltam 10. A estrada é longa, não é em linha reta, há alguns obstáculos pelo caminho, mas estamos confiantes. Se lembram quando eu disse que quando emagrecesse 10 quilos eu falaria quanto eu estava pesando? Pois é. Eu menti.

Estou correndo 4 km. Corro 2, ando um pouco, depois mais 2. Hoje corri 3/1. Nunca consegui correr assim em toda a minha vida. Nem com 15 anos. São Silvestre ano que vem?


***

Adoro. Tô gostando, mas acho que vai degringolar. Cada vez melhor. Vendo e amando (quando não reprisam pela milésima vez). Odiando. É esse tipo de pensamento que fode com a catigoria. Na boa: não é toda mulher que é mala que nem a Marin, não. Sei lá. De saco cheio dessa temática sexandthecitiana. Tudo a mulher tem que pensar 300 mil vezes se deve ou não fazer! Ah, não!
***



Boa noite, Diário. Vou dormir. Tô chata demais pra me agüentar por mais tempo.

terça-feira, novembro 13, 2007

Ai, ai.


Elvira, a Soraia, andava sumida. Não é todo mês que ela vem. Às vezes ela vem disfarçada: bota aqueles óculos com nariz; em outras usa peruca; em outras ainda faz vozesinhas diferentes, fica pulando na minha frente. Mas às vezes ela não vem, só manda lembranças. Esse mês ela veio. Com tudo. Sentou ali no sofá, colocou todo mundo pra correr – Dona Henriquetta, Afonso, Pri, Herbie, Linda, Padre Quevedo...todo mundo, até eu! – e ta fazendo tricô com os óculos da ponta do nariz e reclamando da casa. Ai, ai...

E eu que tava falando que esse ano o inferno astral não tinha dado o ar da graça. Rá!


*


A pessoa consegue ir ao banco antes da conta vencer – milagre. Mas na hora de botar a data de pagamento coloca dia treze, achando que o dia doze tinha sido domingo. Só que o dia doze foi segunda. A pessoa vai pagar multa. Mesmo tendo ido no dia certo ao banco.

Ai, ai.

Bertha? William?




sexta-feira, julho 27, 2007

Top ten das músicas mais chatas


Hoje tinha um(a) vizinho(a) ouvindo um cd infernal da Elis Regina no talo. Daí eu resolvi elaborar uma lista das músicas brasileiras mais chatas dos anos 70 e 80. Segue:


1) “Madalena”, do Ivan Lins. Aliás, todas as músicas do Ivan Lins. Aliás de novo, o que é o Ivan Lins? Algo justifica a existência do Ivan Lins como cantor? Se você gosta do Ivan Lins, guarde isso pra você, amigo. Nunca revele em público. As chances de você pegar mulher depois de uma informação dessas são de –2. As músicas do Ivan Lins me fazem ter vontade de espancar as pessoas. Tenho vontade de aplicar a eutanásia. Em mim mesma.

2) Aquela da propaganda da Unimed, da “risada mais gostosa e do seu jeito de achar que a vida pode ser maravilhoooooosa”. Do mesmo sujeito.

3) “Dinorah, Dinorah”. Do mesmo. Só nome de mulé mocréia, por aí você já tira uma base.

4) “Meu país”. Idem ibidem. Aquela: aqui é o meu paííííís. Fala sério. Ainda mais nos tempos atuais.

5) “Andanças”. Sem contar que é a mais tocada em rodinhas de violão, onde as pessoas não sabem tocar violão e não sabem cantar. E quem faz a segunda voz é sempre ainda mais desafinado e não dá conta de sustentar a nota - pois o refrão vai sempre subindo e a voz do prego sem loção não acompanha. E quase sempre o prego está alcoolizado/entorpecido, também, o que baixa o seu juízo crítico.

6) “Espanhola”. Sempre assim/ cai o dia e é assim/ Cai a noite e é assim/ Essa lua sobre mim...que porra de rimas são essas?

7) Aquela do Belchior da “casa no campo e um filho de cuca legal”. Sem comentários. Já “Como nossos pais” eu gosto.

8) Todas músicas que fazem tchururururu, uerapauê ou outras onomatopeices de origem tupi-guarani. A regra é clara (ou deveria ser): a menos que você seja a Sarah Vaughan, não improvise sem letra, amigo! Detenha-se à letra.

9) Aquela “brinquedo de papel machê”, daquele moço de barbinha. Não é que não goste, não chega a ser totalmente ruim, mas tenho uma vontade incontrolável de dormir quando ouço.

10) “Viveeer e não ter a vergonha se ser feliz”. Eu tenho vergonha é de cantar essa música, amigo. Quando toca isso numa festa e vem aquele primo do marido da sua tia-emprestada de quinto grau - que você vê de 5 em 5 anos e ele confunde o seu nome com o da sua irmã e pergunta sempre se você já terminou a faculdade, mesmo você já estando no terceiro pós doutorado, aperta suas bochechas e pergunta cadê o namoradinho - te puxar pra dançar enquanto balança seus braços efusivamente (não se dando conta de que ele corre risco de vida), fique tranqüilo(a): isso é atenuante em caso de homicídio. E não vai faltar quem testemunhe a seu favor.


Minha lista é anos 70 e 80, por isso pára por aqui. Nem vou entrar nas incríveis canções da Ana Carolina – eu só queeeeero, sabeeeer em qual rua minha vida (aí percebe que a letra não vai caber e resolve acelerar): vai encontrar na suaaaaaa. Nem as do Jorge Vacilo, nem TPM 22, Detonautas e bandas cujos nomes são personagens infantis.

Se você não gostou ou se eu coloquei algum artista aqui que você gosta, me desculpe. Se você é fã incondicional do Ivan Lins, faça um blog em homenagem a ele. Mas não me convide.

Óoooooodio


Eu já tava com ódio desse Pan! Agora q descobri que estamos competindo com os lanternas dos EUA, aí virou palhaçada. Alguém disse, nos comentários, que o Pan! só passa nos EUA numa TV fechada espanhola. Pffff...

O time de pólo brasileiro perdeu do time americano que está entre os dez melhores. Os dez! U-hu.


***


Elvira, a Soraia me visita. Tenham clemência para comigo que em dois ou três dias a coisa toda se resolve. If you know what I mean.

***


Gringos foram extorquidos no Rio por policiais. A pergunta que eu sempre me faço quando vejo esses gringos sendo assaltados aqui é: o que vêm fazer aqui? O Brasil (e o Rio) não é para principiantes, como diria Tom Jobim. Tudo que vocês escutam aí fora é verdade! Beleza? Fala sério. Vai pro Taiti, pra Floresta Negra, pros Grandes Lagos, pra Califórnia, pra Itália, pro Vale do Loire...tudo isso é muito mais bonito NÃO VENHAM PARA O RIO. Aqui vocês serão assaltados, extorquidos, mortos e esquartejados e jogados num lixão.

Quando eu nunca tinha viajado eu ouvia essa conversa mole de que o Rio é o lugar mais lindo do mundo e tinha que ficar quieta. Depois que eu viajei e tive a certeza de que existem lugares infinitamente mais belos. E seguros. Ninguém me contou, não. Eu vi. Então não me venham com essa palhaçada.


***


No GNT tem um documentário intitulado “O pênis perfeito”. Um cara que tem o pênis de 15 cm e quer aumentar. Não sei o que é pior: isso ou o Boletim do Pan! Ou E.R.

Fico sabendo que o aumento do pênis é feito por uma cirurgia. Primeiro ele vai aumentar o tamanho. Depois a circunferência. E depois vai usar pesos. Tipo: vai malhar o pau. Uma musculaçãozinha! Será que o oposto – if you really, really know what I mean – faz emagrecer?

O mundo é muito estranho.

Tudo isso por uma módica quantia de 11 mil dólares.


***

Ai, eu tô falando mais bobagem que o normal. Sempre que Elvira, a Soraia me visita ela fica me cutucando com sua agulha de tricô e me fazendo falar bobagem. Eu fico irritada, estressada, sem concentração para outras coisas a não ser escrever. Merda. E odiar. E ver televisão. E odiar o meu ódio.


***

Ai, que ódio do mundo! Eu estou lendo textos budistas. E eles dizem que eu preciso acolher todo o sentimento que aflora, para depois tentar entendê-lo e fazer algo para mudar. Então eu preciso acolher meu óoooooodio. Preciso aceitar o óooooodio ao mundo. Você tem que acolher como uma mãe acolhe um filho. Eu tô com óoooodio. Das florezinhas, dos animaizinhos, das árvores, das estrelas, do sol e das drogas das cordas de pular, como a Lúcia, irmã do Charlie Brown (segunda vez que eu me lembro de Minduim hoje).

***

Eu não gosto mais de chocolate. Não gosto. Sério. Mas por uma estranha razão eu ainda como. Mais eu não gosto. Até do chocolate eu tenho óooooodio. E continuo comendo. Pra engordar. E tenho óooooodio de mim por isso. Chocolate tem feito meu estômago embrulhar. Eca.


***

Eu acho que eu vou dormir.

segunda-feira, junho 25, 2007


Agora eu vou falar. Vou falar porque Elvira, a Soraia tá aqui me cutucando e mandando eu falar. O problema ambiental nunca vai ser resolvido enquanto não mexer no bolso das pessoas. Principalmente das grandes. Conscientização é muito bonito, muito legal, mas adianta quase nada. Tem que multar empresa que polui. Tem que desenvolver formas alternativas – e baratas – de energia. Não me venha encher o meu saco e fazer o meu banho durar 5 minutos ao invés de 20. Não. Eu também só funciono com punição. Então me dêem uma cota que eu preciso consumir, como no caso do racionamento de energia. Agora por que eu devo tomar meu banho em 5 minutos se o Bush não assina o protocolo de Kioto? À merda!

domingo, junho 24, 2007

O mundo de Carrie



A nova série do Fantástico, chamada “O mundo de Valentina”, coloca a questão ambiental a partir do ponto de vista de um casal que está esperando um bebê. “Como estará o mundo de Valentina daqui a trinta anos?”. Eu só consigo pensar como resposta: “então por que você engravidou?”.

Nesse episódio o pai da Valentina resolveu juntar lixo durante uma semana. Só pra mostrar quanto lixo produzimos em uma semana. Aí tá lá a mulher dele reclamando porque tá dando baratinha na cozinha (lóóóógico). E também está falando que a fralda demora 600 anos pra se decompor.

Aí, você, cara leitora, que tem dois filhos; que trabalha oito horas; faz faculdade; pós; curso de inglês; dança do ventre; tratamento de canal; menstrua; leva os moleques no futebol; no ballet; comparece a reunião de pais; troca o óleo do carro e ainda é sacaneada pelo mecânico que percebe que você não entende lhufas de motor; escuta o pedreiro da esquina dizer vou techupartodinhatesão; mantém a mente quieta a coluna ereta e o coração tranqüilo; tem paciência com o caos aéreo porque o moço lá pediu; acredita no país; cuida da casa; vai usar FRALDA DE PANO e lavá-las – a mão, claro, porque não vai ligar a máquina e gastar energia só por causa de uma fraldinha, né? - porque uma fralda demora 600 anos pra se decompor? E o seu casamento, vai demorar quanto tempo pra se decompor se você tiver que lavar fralda todo dia depois disso tudo? Seiscentos segundos? E aí quando você acabar de fazer tudo e resolver tomar um banho quentinho o seu mais velho vai vir e bater na porta do banheiro dizendo que você tem que sair logo, porque já faz 5 minutos que você está no banho e você vai acabar com a água doce da Terra, enquanto você pensa que Herodes não estava de todo errado.


Vocês nunca mais vão comentar nesse blog, é isso? Estão numa espécie de Operação Padrão (é incrível a ironia desses termos) onde se negam a comentar? Só pra eu saber...

Tem um moço gritando loucamente no Aterro. Aliás, a semana inteira estandes e outras parafernálias estão sendo erguidas para o que eu finalmente descubro ser uma maratona de pessoinhas que saíram do Recreio até o Aterro (se você não faz idéia do que seja essa distância, tradução: longe pra caráááááááááleo!!). Um dia serei uma pessoinha atleta. Não hoje.

Fui comprar o jornal – depois de horas de negociação comigo mesma – e vi uma verdadeira balbúrdia no Aterro.

Agora estou tentando criar forças para comer alguma coisa parecida com um almoço na cozinha. Ou mais uma banana e uma barrinha de cereais, não sei.

Elvira, a Soraia está sentada na poltrona fazendo palavras cruzadas. Soraia não lê jornal.

Ai, ai. Que vida dura.

sexta-feira, junho 22, 2007

Elvira, a Soraia


Minha TPM se chama Elvira. Ou Soraia. Ainda estou em dúvida. Mas com certeza ela é descendentes de árabes, tem uma verruga na ponta do nariz, usa óculos e me dá esporros homéricos.

sexta-feira, abril 27, 2007

Mau humor, mau humor, mau humor


Com a graça de Nosso Senhor Jesus Cristo choveu. O problema foi que choveu justamente na hora em que eu estava na rua. Sem sombrinha, claro, pois eu não acredito em horóscopo nem em previsão do tempo. De roupinha rosa bebê. Na central. Atravessei as quatro pistas da Presidente Vargas tomando chuva. Mas sempre pensava: podia ser pior, poderia estar aquele sol infernal. Eram quase três da tarde e eu ainda sem almoçar. Cheguei em casa e ainda fui fazer o meu almoço. Claro que não tinha um remédio que eu pudesse tomar. Liguei pra farmácia, pedi pro cara vir logo. Uma hora mais tarde, depois de tentar dormir e ser acordada por um corno que me ligou e não deixou recado na secretária, interfonei pro meu porteiro que disse que o cara esteve, mas procurando outro apartamento.

Liga pra farmácia, explica que o endereço estava errado, dá pra vir rápido que minha cabeça está explodindo de dor?

Chega o remédio. Tomo. Leitinho com biscoitos. Friends. Pelo menos tá chovendo.

quarta-feira, março 07, 2007

A CANÇÃO DO DELIRANTE AENGUS (1899)

(W.B. Yeats)


Eu fui para uma floresta de nogueiras,
Porque minha mente estava inquieta,
Eu colhi e limpei algumas nozes,
E apanhei uma cereja, curvando o seu fino ramo;
E, quando as claras mariposas estavam voando,
Parecendo pequenas estrelas, flutuando erráticas,
Eu lancei framboesas, como gotas, em um riacho
E capturei uma pequena truta prateada.
Quando eu a coloquei no chão
E fui soprar para reativar as chamas,
Alguma coisa moveu-se e eu pude ouvir,
E, alguém me chamou pelo meu nome:
Apareceu-me uma jovem, brilhando suavemente
Com flores de maçãs nos cabelos
Ela me chamou pelo meu nome e correu
E desapareceu no ar, como um brilho mais forte.
Talvez eu esteja cansado de vagar em meus caminhos
Por tantas terras cheias de cavernas e colinas,
Eu vou encontrar o lugar para onde ela se foi,
E beijar seus lábios e segurar suas mãos;
Caminharemos entre coloridas folhagens,
E ficaremos juntos até o tempo do fim do tempo, colhendo
As prateadas maçãs da lua,
As douradas maçãs do sol.

Pura diversão


Botei uns panos ontem à noite para conter a água do banheiro. Acordei com o banheiro alagado e os panos encharcados.

Acordei que nem um urso panda, tamanha as olheiras. 100% entupida e congestionada. Liguei pro moço exterminador de CRIMEBs pra ele vir dar um jeito no banheiro, mas caiu na caixa postal. Deixei um recado com uma voz de travesti rouco e bêbado que eu espero que ele não se assuste e retorne.

Que divertido.

terça-feira, março 06, 2007

Under construction: Carrie


Alergia. TPM. Dor de cabeça.

As criaturas mal assombradas do meu banheiro (daqui em diante designadas como CRIMAMEB) mudaram o local do vazamento de água.

Vou ali me afogar na poça que se formou e volto já.

Queria ter um mordomo inglês e uma governanta alemã.

Queria ter nascido no século XIX. A essas alturas eu já seria quase avó. Teria tido um casamento arranjado, não precisaria trabalhar e nem faculdade teria feito. Bordaria e leria romances água com açúcar, enquanto meu marido seria o responsável pelo sustento da casa. Minha única obrigação seria mostrar-me adorável durante os jantares e lanches com amigas.

Ah é. Também queria ter um pônei.

Under construction: mansão White


A mansão White vem passando por alguns reparos. Hoje finalmente conseguimos comprar e instalar três ventiladores de teto (aêêê!! Valeu Casa & Vídeo). Quem sabe algum dia eu consiga ter um ar condicionado.

O controle do DVD (aqueeeeele) finalmente foi pro hospital de DVD’s. Achei autorizada da AISTAR (pela primeira vez vi um atendimento ao consumidor funcionar. Liguei pra autorizada, que não estava mais autorizando, que me mandou pra onde eu comprei – Casa & Vídeo - cujo funcionário, gentilíssimo, me forneceu as autorizadas, sugeriu que eu tentasse um controle universal – eu expliquei que já tentei – e no final me desejou boa sorte. Quase pedi o seu telefone quando ele me perguntou se podia ajudar em mais alguma coisa).

Se ele morrer (o controle, não o funcionário) já vi que tão vendendo o controle do AISTAR ali no Largo do Machado. Trinta real, chorei, o cara faz por 25. O conserto também é 25, mas como mandei arrumar primeiro, agora vou esperar.

Arrumarei em breve:

Molduras para minhas réplicas de Sopas Campbel e Van Gogh. Para minha inovadora obra Monalisa’s ready made by Carrie e meu poster do Pulp Fiction. Tudo comprado em Paris e Londres, plebe!

Estofamento do sofá: de estampado para gelo para combinar com o sofá preto.

Pregar as portas dos armários (dois do quarto de hóspede e uma do banheiro).

Nova pintura.

Proteger a minha bancada de estudos com uma cobertura de fórmica e fazer janelinha pro meu computador não sentir calorzinho (Limeira, meu marceneiro e gentleman, conseguiu me dar um bolo de um ano. E ainda por cima quebrou o braço. Mas ainda assim ele continua sendo um gentleman. Isso não foi uma ironia).

Agora só falta a criadagem polir a prataria e engomar as toalhas de linho para que eu possa reabrir os salões.

Em compensação as criaturas mal assombradas do banheiro resolveram dar as caras novamente. Voltou a jorrar uma água inexplicável. Sendo que basta eu chamar um bombeiro pra ela sumir. Meu banheiro foi um pântano por anos a fio. Quando eu já tava me acostumando com o sequinho...vou rezar pras criaturas voltarem de onde elas nunca deveriam ter saído.

O telefone parece que tá pirando.

Já falei pra vocês dos meus dois grandes sonhos em matéria de habitação? Na verdade eles são bem modestos, porque eu sou pessoa simples. Queria ter um banheiro branco. Não precisa ter banheira (claro que se tivesse seria melhor ainda) nem ser elooooorme (se fosse eu também não acharia ruim), contanto que fosse todo branco, muito branco, sem detalhes (pode ter um ou outro em preto) ou florzinhas, com armários de acrílico e vidro transparente e um espelho cheio de luz em volta.

Também queria ter uma cozinha planejada. Dessas que você entra numa loja, a vê toda montadinha e dá até pena de usar. Tudo em aço escovado: geladeira, bancada, fogão. Tudo embutido ou “no ar”, pendurado.

Ah é. Também queria ter um pônei.

segunda-feira, março 05, 2007

A título de conhecimento


Então não vai chover nunca mais. É isso? Só pra eu saber.