O novo reality da R&c*rd, @ f@$&nda, é bizarro, como não poderia deixar de ser. Afinal, o que esperar de um reality de celebridades onde ninguém conhece as celebridades? Lembra os tempos da saudosa e pioneira Casa dos Artistas e das atuações perfeitas de Alexandre Frota e Supla (aliás, queria aproveitar o ensejo pra mandar um beijo pro Alexandre Frota e dizer o que há muito tempo eu não digo: Frota eu te amo, cara! O mundo ainda não está pronto para o seu talento! Deixa o Tarantino te descobrir, rapaz. Esse país não reconhece seus verdadeiros talentos). Sem contar com o apoio luxuoso de Silvio.
O reality já surge bizarro logo na abertura. Um programa que se chama The farm, cujo objetivo é celebridades (cof, cof) realizarem tarefas do universo da fazenda, começa com a música Staying alive, de Embalos de sábado à noite. Hein? Wadahel? No que eles pensaram? Não pensaram, é o problema.
Eu vi o episódio onde os participantes eram divulgados. Houve muita especulação sobre quem participaria e nomes como Preta Gil até a hora H eram uma incógnita. O critério pra participação foi bem claro: pega quem tá entrando no ostracismo ou quem nunca saiu dele. Nessa categoria entram aquele menino bom de Cidade de Deus que tem nome de sorvete, Jonathan Haegen Daz (tava indo tão bem na vida, coitado!); B@bi X@vier (que já mudou de nome tantas vezes...), cujo rosto parece ter sido vítima de experiências de uma equipe de cirurgiões plásticos comandado pelo Marcelo Caron (no estilo pisca e levanta o pé. Ai, que saudades de Bárbara Paz!); a D@n*y C@rlos...quem? Sim, leitor, aquela mulher chata pra caralho que se acha roqueira e se acha engraçada e nunca conseguiu emplacar nada (a frase dela: Prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo. Uau. Que incrível. Que original); a Mulher Samambaia, que eu descobri que se chama Danielle e que gosta de dormir pelada e é sempre sincera (deixa quieto, pra que chutar cachorro morto, né?) e por aí vai.
Outro critério para participação foi: parentes distantes de celebridades. Nessa categoria entram a namorada do Latino, acho que é Mirella, a Luciele di Carmago, irmã do Zezé di Camargo e Luciano (que já fez novela até do Manoel Carlos, mas a vida é dura, eu sei. Aliás, descobri que ela tem a mesma mania que eu: pegar nas orelhas dos outros, assim como o Dado Ado Ado); a Marina Mantega, meu deeeeeus do céu!!!! Cadê o pai dessa menina? Esse povo não tem família, cara. Não tem. Nem amigos.
Outro critério foi: tem nome de periguete, entra. Nessa categoria entraram de novo a Luciele, a Francielly (a Mirella podia se chamar Mirelly, e aí o trio tava completo, mas nada é perfeito). Aliás, as três estão no paredão da semana. Assim como no BBB tem votação pra ver quem é O fazendeiro, que é a pessoa que comanda as paradas durante uma semana.
Tem também um tal Mendigo, humorista; algumas pessoas de duplas caipiras lado B e mais um povo que eu não imagino de onde surgiu (como por exemplo um tal de Miro que já ta pegando a B@b#).
E tem o Dado. Ado Ado. Que, claro, já ta criando polêmica. Foi falar que cada um tinha um lugar na mesa e uma moça chamada Bárbara, que eu nunca vi, e não sei o que faz, só sei que as manias são sempre que lê, pinta, escreve, desenha, assiste a um filme ou cozinha, tem mania de apagar as luzes (cara...a piada vem pronta, né? Tipo...pra não ver as merdas que faz ela apaga a luz. Agora me diz como alguém que escreve consegue fazer apagando as luzes. Chico Xavier, quem sabe?) saiu chorando, dizendo: “é só porque eu não sou celebridade”. Chora, não filha! Tem meia dúzia aí que eu nunca vi mais gordo. Parece que tá rolando uma disputa de quem é mais famoso. O roto falando do esfarrapado. O tomate falando que a maçã é vermelhinha.
Aí é isso. Eles já estão lá se pegando (na porrada e no amasso), falando merda (eu escutei uma menina dizendo “não somatiza, gente!”, enquanto a outra chorava) e tentando sobreviver na roça.
Logo na entrada a B$bi chamou o pessoal pra fazer uma oração. Nããão, quase não foi oportunista. E o Dado Ado Ado emendou e começou a pedir pelos políticos...e pelos artistas lado B que vendem a alma ao Diabo, Dado, que tal?
O que dizer? Por mais que você pense e espere que eles façam merda, sejam fúteis, idiotas e não tenham absolutamente a menor idéia do que estão fazendo ali eles sempre podem te surpreender. Mas o fato é que ainda tô vendo pouco, porque tá batendo com o horário da novela.
Conversas sobre o Nada e o Absurdo. Teorias nonsênsicas sobre a Vida. Resmungos. Bestices. Egocentrismo. Nenhum assunto em particular. Vida acadêmica, cultura pop e literatura. Depois não diga que eu não avisei.
sábado, junho 06, 2009
Na fazenda
terça-feira, janeiro 13, 2009
Para os fãs de Rui: ele está de volta a Versailles, dessa vez para botar um ar condicionado – o quarto da casa, aliás. Dessa vez não está emitindo muitos comentários, já que não há livros no quarto onde ele está trabalhando. Apenas não pára de repetir como as paredes daqui de casa são resistentes. Que ele não acredita que essa casa tem 30 anos. Que parece que foi feita ontem. Que não tem nenhuma rachadura e isso e aquilo.
É. Minha casa tem bases sólidas. Pode ter problemas aparentes, mas a estrutura é forte (hãn? Hãn? Pegaram a metáfora?).
Meu quarto está ficando ótimo. Hoje chegou Zuleide, minha TV de 29 polegadas que foi ao médico, também. Eu vou por um ponto de Net. Também quero comprar uma cadeira de escritório nova e instalar um ventilador de teto e aí estou pronta pra continuar na tese!
Tô que nem uma amiga de Fu Sis que tá sempre mudando de emprego. Ela já fez as mais diversas atividades, das mais improváveis possíveis, como bilheteira do estádio de futebol de Gotham City, até vendedora de salgadinho no shopping. O problema é que a cada nova idéia dela, a primeira coisa que ela faz é investir pesado na infra-estrutura (caiu o hífen? Nunca teve? Passou a ter? Escreve junto?) compra todo o equipamento (e do mais caro) pra depois ver se vai ter lucro. Por exemplo: se ela vai fazer congelados pra fora, a primeira coisa que ela faz é comprar um freezer ultra mega moderno, mais um fogão novo e uma geladeira. Aí o troço não vai pra frente e ela fica pagando os eletrodomésticos durante um ano e ainda por cima desempregada.
Só vai faltar um frigobar, um penico e um lençol cheio de nó amarrado da sacada até a rua até a rua pra ficar perfeito! Ah, como eu entendo a Tia Virinha! (nossa, hoje eu estou assaz tergiversadora!)
Não conheci tia Virinha até uns 15 anos de idade, porque ela não saía do quarto. Meus avós moravam em um apartamento em Copacabana, recém mudados com toda a família de São Cristóvão, bairro da Zona Norte do Rio. Família portuguesa, enorme, então os filhos que ainda eram solteiros (quase a metade) moravam todos lá – sem contar os casados, com filhos que não moravam no Rio (como o meu pai) e que ainda ficavam por lá. Tia Virinha não come carne há uns 200 anos, mais ou menos - ela deve ter uns 260 - nem doce, nem fritura, nem nada artificial, nem bebe e se exercita à exaustão, além de rezar e meditar. Andou tendo anemia e uns problemas de saúde há uns tempos atrás e foi obrigada a comer um pouco mais. Daí que durante as festas ela não saía do quartinho dela. Lendários almoços de carne assada e macarrão (tudo feito pela minha vó), bebedeira - meus tios e os amigos trêbados de cair no chão - umas 50 pessoas na sala pulando em uma perna só e cantando “ai, ai, ai, Dona Cegonha” (música da minha família, cuja coreografia consiste em pular com um só pé. A-há! Vocês acham a família de vocês maluca? Tolinhos!) e tia Virinha no quarto comendo arroz integral. No máximo dava uma espiada pela sala, cumprimentava todo mundo e voltava pro seu quartinho.
Quem diria, descobri, aos 32 anos, que eu sou a Tia Virinha. Amadurecer é descobrir semelhanças – porque as diferenças a gente se dá conta na mais tenra infância.
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Comecei a fazer (Pôncio) Pilates. Quer dizer, fiz uma aula experimental e adorei.É bem puxado, mas ao mesmo tempo você que dá o ritmo. Vou fazer só uma vez por semana, por enquanto, porque vou entrar na iôôôga (tia Virinha também fazia iôôôga – no tempo que iôôôga se chamava ióga) duas vezes por semana. E caminhadas. E chega, né? Não vou tentar entrar na musculação pela milésima vez pra pagar seis meses e ir a um. Não consigo fazer musculação. Não necessariamente não gosto, mas não gosto principalmente da liberdade da musculação. Essa coisa de poder ir em qualquer horário, ir aumentando o peso...isso não funciona pra mim. Nós, pessoas obsessivas, não podemos com isso. Porque eu sempre quero aumentar minha carga. Fazer mais. Mais vezes. Daí, obviamente, o corpo não agüenta e eu preciso parar. Assim é minha história em academias: dois meses de Rambo e o resto do ano no sedentarismo. E eu já sou muito dura – literal e metaforicamente falando. Preciso de regras, mas regras flexíveis. Alguém que me diga até onde eu devo ir. Alguém não me deixando exagerar. Estrutura. Disciplina. A porra da disciplina. Aliás, disciplina é liberdade, como diria Renato Russo (e a Juventude Hitlerista, também).
Amadurecer é usar os defeitos a favor.
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Uma das enormes vantagens de se morar na Província é o preço das coisas. Depois de ter morado no Rio e em NY eu acho tudo grátis aqui. Pilates: R$ 74,00 por mês, uma vez por semana (ok, pilates sempre é mais caro, mesmo). Iôoooga: 30. Trinta. Isso. Não, não é uma aula. Trinta o mês. Com duas aulas por semana. Eu ainda acho que Formiga Irmã entendeu errado, que deve ser trinta por uma aula na semana. Mas ainda assim é muito barato. Minha amiga Karen dava aula de pilates em Manhattam e cobrava 80 dólares a aula.
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Sobre a reforma ortográfica: por que não caiu a crase?! Por quê???!! Eu sei o porquê, caro leitor. Não precisa responder. Porque crase é um fenômeno ortográfico que é a junção da preposição e do artigo bla bla bla. Mas já que caiu o trema, tão importante a meu ver, assim como outros sinais idem, podiam tirar logo a crase.
Agora os hífens podiam cair todos mortinhos da silvassauro que ninguém ia sentir a menor falta.
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Ai, eu to tão madura hoje.
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Stallone escalou Mickey Rourke para o seu filme “Os mercenários” que terá locação no Brasil, no Rio especificamente. Contrata o Frota também! (aliás, queria aproveitar a ocasião para dizer uma coisa que eu ainda não disse esse ano: FROTA EU TE AMO!).
terça-feira, dezembro 02, 2008
Enquanto isso, no site oficial do Alexandre Frota...
Frota é audiência certa colecionou situações originais de um pop star, se enrolou com mulheres , sofreu , se apaixonou, casou, viajou, por muitos lugares do mundo , é um esportista, aventureiro e muito polêmico, ousado tem atitude e não manda recado.
As crianças do Brasil têm verdadeira adoração por ele, Frota apesar da fama de bad boy de ser conhecido como o Pitbull, ajuda muitas entidades pelo país, se preocupa com os amigos, está sempre pronto a ajudar as famílias.
sexta-feira, novembro 14, 2008
90 dias
Fazer aqueles pêefes de pedreiro: arroz, feijão, farofa, bife, batata frita, salada. Atualmente eu comeria só um grande e enorme prato de arroz e feijão. Só.
Eu tô com muita vontade de comer feijão. Muita. Até pensei em ir num desses restaurantes brasileiros daqui, mas...sei lá. Quero um feijãozinho caseiro. Aqui não existe/não se usa panela de pressão. Não resisti e pedir pra ir almoçar na casa de Mab. Ele e a mulher fazem comida em casa. Eles vão fazer arroz, feijão e carne moída pra mim. Oba!!! Mab não só escuta minhas lamúrias acadêmicas, amorosas, existenciais como também faz feijão pra mim. Mab estava me ensinando a flertar com um bonitão na biblioteca. Diz ele que eu preciso olhar e manter o olhar. Firme. Até que ele desvie – eu não posso desviar antes. Fazer isso 3 vezes. E depois passar na mesa dele, dar uma leve batidinha e dizer “hello”. Em outra vida né, Mab? E passar a língua nos lábios e dar aquela piscadinha sexy, não? Só se eu nascer de novo. E, como vocês sabem, se eu nascer de novo eu vou vir como homem e muçulmano – que é pra mulher vir atrás de mim uns 3 metros.
O que mais me incomoda em NY? Quase nada. Na cidade, nada. No meu apartamento... A sala/quarto da grega que fede mais a cada dia. Juro pra vocês. Murrinha. Sabe a famosa murrinha? Pois é. De vez em quando ela acende umas velas e incensos pra dar uma aliviada. Aliás, eu descobri porque aqui vende tanto spray. Pra melhorar o futum das Zorbas da vida. A Gleid faz velas que simulam cheiro de limpeza, pode? E a zona? Meu Deus. Vocês não têm idéia. Vocês acham que eu exagero. Por mais que eu descreva vocês nunca vão conseguir imaginar. Cada dia piora mais. Se bem que ontem ela lavou a cabeça. Eu sei porque eu tive que tirar os cabelos dela do ralo. Ah, que diabos, eu preciso desabafar.
Tem uma toalha azul na cozinha que está aqui desde que a Raquel veio ver o apartamento pra mim, antes do dia 15 de julho. Não, não foi lavar. Não, ela não tem outras toalhas azuis. Formiga Mãe, otimista: “é de plástico, minha filha?”. Nããão, mãe. Antes fosse. É de algodão. Tudo bem que a grega não come na cozinha. Eu muito menos. Só como no meu quarto, que eu limpo e lavo a colcha então sei que ela é limpa.
Descobri que o piso da cozinha é de tábua. Tipo chão de fazenda, sabe? Aí colocaram um piso tipo paviflex por cima, que começou a arrebentar, tacaram outro paviflex por cima que também tá descascando/levantado. Não tem azulejo, logo não pode jogar água. E, como se não bastasse tudo isso, a cozinha é completamente entulhada de coisas. Coisas no chão. Caixas. Tábuas. Que vão se misturando com o piso levantado/descascado...
Não tem como fazer um feijão aqui. Noooo way.
Tem um seriado muito legal que estreou na ABC. “Life on Mars”. A história é um policial que sofre um acidente e vai parar em NY em 1973. Aquelas delegacias de polícia de filme do Charles Bronson. E o Harvey Keitel é o chefe dele! Hahahahaha...muito bom! O Harvey Keitel é “O” policial dos anos 70, né? O seriado todo tem aquele visual Chips.
No presente ele está em coma. No episódio de hoje a família queria desligar os aparelhos. Ao a mãe dele pede um sinal de que ele ainda está ali. E ele consegue mandar e consegue continuar vivo.
Poucas coisas me fascinam mais do que viagem no tempo. Meu superpoder favorito, de longe.
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Ai, ai. Vou sentir falta disso. “Ah, você pode comprar os DVDs”. Não é a mesma coisa. Bom é ligar a tv aleatoriamente e ver. Toda noite eu vejo Friends, Will and Grace e Sex and the city. Ok, também passam no Brasil. São todos nesse horário de onze a uma da manhã, horário que eu to indo dormir. Dois episódios de Sex and the City seguido. Os seriados passam em mais de um canal. Às vezes ao mesmo tempo.
E hoje descobri um canal só de filmes sem intervalo que eu ainda não tinha visto. Tava passando Amacord, do Fellini.
A única reclamação é que The L Word só passa na HBO aqui – e a minha seleção não tem HBO. Sacanagem.
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Faltam dois dias pro meu aniversário. Vou estar no skype durante o dia. Quem quiser, pode me ligar. Vou ligar pras minhas tias de Andrelândia pra elas me darem os parabéns, porque elas não tem computador e não sabem mexer em skype. Também podem me felicitar pelo orkut. Ou aqui. Ou por e-mail. Ou todas essas alternativas. Só não liguem pro meu celular. Não só vocês vão pagar uma fortuna como eu vou pagar uma fortuna.
32 anos! Êta lelê! Nem posso dizer que passou rápido porque é mentira. Nem que eu tô velha demais ou nova demais, nem acho que deveria estar fazendo isso ou aquilo. Estou onde eu deveria estar. Podia estar um pouco mais magra. Podia ter um namorado, but...que diabos. Não se pode ter tudo. Entre um namorado e NY eu prefiro NY (não, pos dois não dá, Deus abre uma janela e fecha uma porta). Tô...feliz!
Eu vou comemorar numa pizzaria. É, eu sei, pizzaria parece meio bobo, mas foi a melhor opção pra um sábado a noite. Eu queria um japonês não muito caro e que desse pra abrigar por volta de 10 pessoas e, se possível, all you can eat. O famoso rodízio. Impossível. Tentei um pub bem legalzinho, mas as reservas já estavam lotadas. Aí marquei nessa pizzaria que tem 4 estrelas na NY Magazine e é relativamente barata. Vai Mab e Senhoura; Raquel e Senhor; Karen e Senhor; Leitora Física Fofa Caçadora de Tempestade e Marido Físico Fofo Caçador de Tempestade. E eu. Sozinha. Ah, e Will. E amiguinha boliviana.
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Adorei esse negócio de seguidores aqui do lado. Parece seita. Eu e meus seguidores. Vamos, seguidores. Avante! Vamos dominar o muuuundo! E lá vamos nós...
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E por falar em seguidores, quem me lê há algum tempo ou me conhece ao vivo e a cores sabe da minha paixão por programas religiosos - em geral evangélicos – da Record ou de Canais Lado B similares. Me impressiona a oratória dos pastores, a reconstituiçãoo dos casos (a pessoa sempre é ex viado, drogado, prostituto...), a platéia...e os títulos dos programas? Fala que eu te escuto, Encontro com os 318 pastores (um evento só pra empresários. Porque 318? Por quê?!!!), Terapia do Amor (que eu ainda tomo coragem e vou pra fazer o ritual da rosa abençoada), Fogueira Santa do Monte Sinai (tipo uma mesa redonda dos pastores, analisando todos os lances do Velho Testamento: “é...eu acho que Moisés tava impedido naquele lance, mas ele abriu até o Mar Morto, o que dirá a defesa!”).
Pois bem. Além da carência do feijão eu também sinto falta dos programas da Record. Daí esses dias, zapeando, acho um canal: Universal Church. Caraaaas! A Universal tem um canal aqui! Os caras são que nem a Estácio! Eles vão dominar o mundo! Um sujeito tentava falar espanhol: “ustedi quer ver su bida cambiar? Non merorar, mas cambiar”.
Eis que de repente eu descubro o programa da Pastora Melissa Scott. A Pastora Melissa Scott é um misto de Alanis Morissete e Bispa Sônia (aliás, quero aproveitar o ensejo para mandar um abraço fraterno de solidariedade para Bispa Sônia! Nós, do Sublime Sucubus, participamos ativamente do movimento “Free Bispa Sônia, Free!!!”, assim como o movimento “Eu sempre Soubel” de apoio ao Rabino Henry Soubel no episódio das gravatas roubadas. Onde houver um líder religioso lunático fazendo merda nós, do Sublime, estaremos convosco. Amém. Aproveito também pra mandar um beijo pro Alexandre Frota. Frota, eu te amooooo!).
Mas voltando a Pastora Melissa Scott. Ela tem um cabelo na cintura, como a Alanis, mas com o topete da Bispa Sônia. E ele prega escrevendo em várias lousas (lousa é coisa de paulista, mas quero dizer com “lousa” aquele quadro branco que se escreve com pincel atômico). Umas cinco lousas enfileiradas e ela escrevendo. Fazendo esquemas. Diagramas. Adoouuuuro gente que explica escrevendo! Eu também sou assim. Pensa bem, amiga leitora. Você está no meio de uma DR. Não seria ótimo se, automaticamente, brotasse uma lousa e você começasse a fazer uma lista de coisas que você não está satisfeita? Adooouro!!!
E lá vai Pastora Melissa, lendo trechos complexos do Velho Testamento e fazendo resumos, diagramas e rotas de como ir para o céu sem escalas.
* * *
Longo post. Vocês sabem as conseqüências de um longo post, não sabem? Eu não trabalho de graça. Meu pagamento são os comentários. Longo post ou muitos posts = muitos comentários.
sexta-feira, junho 27, 2008
Frota, meu herói
Lendo a Quem Acontece! dessa semana eu descobri que Cláudia Gimenez e Rodrigo Pavanelo (não sei como se escreve) voltaram. Diz que ela terminou porque ficou com medo dele terminar antes com ela. Isso eu entendo e acho plausível. O que eu não entendo é ela sair beijando na boca – e de homens bonitos e interessantes – enquanto ele chora as pitangas em uma revista semanal dizendo que ela é muita areia pro caminhãozinho dele.
Alguma coisa está fora da ordem.
Mas o ponto alto da Quem Acontece! dessa semana são as dez perguntas para Alexandre Frota. Ele agora tá fazendo a linha séria – se eu fosse assessor de imagem dele eu já jogava logo uma Síndrome do Pânico ou uma depressão ou quem sabe até uma bipolaridadezinha básica (a doença da moda) pra ele adquirir mais credibilidade perante o público. Largou o ramo dos filmes pornôs e está por trás (ôpa) das câmeras da Record, no Departamento criativo (hãn?) da emissora e coisas do gênero. E ele responde questões enviadas pelos leitores (como eu fui perder essa chance?). Vamos às melhores (capítulo? Relatório? Viagem pros EUA? Não, eu não tenho nada mais interessante pra fazer):
O estilo mais caseiro influenciou sua criatividade? Está lendo mais? (Anamaria Coimbra, Porto Alegre, RS)
Eu não leio muito, mas escrevo, principalmente para os quadros que crio na emissora. O fato de ficar mais caseiro dá oportunidade de desenvolver melhor meu trabalho por trás das câmeras, que é meu foco.
Enfim, você é heterossexual ou não? (Deninha, Brasília, DF)
Sou pentassesual, não sou nem bi. As pessoas têm essa curiosidade e sempre costumo dizer: “Meu irmão, se você imagina que isso te dá tesão, então eu saio com homens”. Eu queria apenas uma foto. Que ao menos me peguem com três travestis no motel, ou numa balada gay atracado com outro cara. Enquanto isso não acontecer, vão ficar na especulação.
No site da Quem Acontece! você pode ver um pedaço da entrevista. Sem contar que é muito mais engraçado ouvir o Alexandre Frota falando do que lê-lo. Porque há todo um trabalho corporal, gestual...
Frota, eu te amo, cara! O mundo ainda não está pronto para pessoas como eu e você! Deixa o Tarantino descobrir toda a sua graça, ginga, malemolência e talento dramático pra você como você estoura lá fora! Não vai ter nem pro Santoro! Vai se Frota para melhor ator no Oscar!
É sério, minha gente. Isso é muito sério.