Mostrando postagens com marcador I wanna be a faquir. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador I wanna be a faquir. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, abril 23, 2008

Bléééé


Querido diário,

Estou na seca. Literalmente. Não posso usar a água do meu apartamento. Faz parte de um dos fantásticos testes que o bombeiro está fazendo pra ver de onde vem o vazamento. Mas, independente do que seja, ele disse que precisa sair quebrando tudo. Que, evidentemente, pode não ser daqui. Pode ser da coluna do prédio. Pode ser no andar de cima. Do lado (sim, águas vêm de direções estranhas às vezes). Mas, melhor quebrar tudo primeiro, né? Eu também queria sair quebrando tudo, independente de onde é o problema. Fácil a vida assim, né?

Ontem eu briguei com o seu Manoel. Como se não bastasse seu sotaque português insuportável (perdão amiguinhos d’além mar) e incompreensível, sua arrogância, prepotência, seu Rexona Mega Power Ultra Sensation às oito da matina, a sua constante presença junto ao bombeiro (só pra ficar na minha casa enchendo o saco), sua “secretária” (mil dedinhos de aspas), Maria (tão mala quanto ele) ele queria fechar minha água por 48 horas. E eu que me virasse. Que pedisse ajuda pra um vizinho – eu sequer sei o nome dos meus vizinhos de andar.

Se ele aparecer asfixiado e jogado por uma janela com a tela cortada eu serei a principal suspeita. Meus vizinhos todos ouviram a discussão.

Eu odeio o seu Manoel, Diário. Diz ele que paga tudo caso não seja daqui. Você acredita, Diário?

Odeio prédios. Odeio vida em comunidade. Odeio pessoas em geral.


Society, you’re crazy breed.


***


Só faltava
essa para o nosso maravilhoso estado. Antes a gente ainda podia contar aquela piadinha que Deus falou que ia privilegiar o Brasil com uma vegetação, solo, clima, mas “o povinho...hum...”. Agora nem isso.


***


O diálogo não resolve tudo. Aliás, resolve pouquíssima coisa. Ou melhor: não resolve nada. Por isso eu evito pessoas. Pessoas não mudam mediante argumentação. Pessoas só mudam mediante suas próprias dores e a constatação de que essas dores provêm de um jeito “equivocado” de ser (ou não ser) e que a mudança não garante nada – mas é o primeiro e talvez único passo. Eu não estou na vida pra doutrinar ninguém e fazer com que as pessoas enxerguem ou vejam o que quer que seja.

As pessoas são burras e estúpidas e idiotas e mesquinhas. Em geral é isso. Não é nada pessoal. E isso não é problema meu.

Dito isso, devo acrescentar que estou de saco cheio. Dizem que a idade nos deixa mais tolerantes. Esperarei ansiosamente por tal mudança.


***


Emagreci 10 quilos desde o dia primeiro de janeiro. Faltam 10. A estrada é longa, não é em linha reta, há alguns obstáculos pelo caminho, mas estamos confiantes. Se lembram quando eu disse que quando emagrecesse 10 quilos eu falaria quanto eu estava pesando? Pois é. Eu menti.

Estou correndo 4 km. Corro 2, ando um pouco, depois mais 2. Hoje corri 3/1. Nunca consegui correr assim em toda a minha vida. Nem com 15 anos. São Silvestre ano que vem?


***

Adoro. Tô gostando, mas acho que vai degringolar. Cada vez melhor. Vendo e amando (quando não reprisam pela milésima vez). Odiando. É esse tipo de pensamento que fode com a catigoria. Na boa: não é toda mulher que é mala que nem a Marin, não. Sei lá. De saco cheio dessa temática sexandthecitiana. Tudo a mulher tem que pensar 300 mil vezes se deve ou não fazer! Ah, não!
***



Boa noite, Diário. Vou dormir. Tô chata demais pra me agüentar por mais tempo.

domingo, março 16, 2008

Voltei

De muito saco cheio: com os 200 anos da vinda da família real (não deveria dizer isso como historiadora, mas família real my ass!) e dos 50 anos da bossa nova.
***




Olha só que bonitinho! A Ela, que eu nem conhecia, me deu esse selinho aqui. Puxa. Meu primeiro selinho (pegou mal a frase, mas vocês entenderam). Muito obrigada.


Eu acredito em uma certa etiqueta dos blogs. Acho que se a pessoa se deu ao trabalho de colocar um comentário no seu blog, o mínimo que você pode fazer é responder (se não estou respondendo é porque ando sem internet). E, se possível, retribuir a visita. E se vejo que a pessoa me linkou eu também a linko. A não ser que o blog seja muito ruim. Mas isso nunca aconteceu. Lógico. Pra pessoa gostar de mim ela tem que ser inteligente! (e modesta, assim como eu). Só que tem gente que me linka e nem avisa! Aí, de vez em quando, eu faço um egosurfe pelo google e descubro vários blogs que me linkam. Avisem, que é pra eu poder retribuir. Como vocês sabem eu sou do século XIX. Mas com corpinho de XXI!




***

E por falar em corpinho (eu me prometi que eu não falaria mais desse assunto, mas lá vamos nós), a matéria da revista de domingo do Globo de hoje traz cinco gordas na capa, dentre elas a Preta Gil, falando sobre seus roliços corpinhos e sobre um movimento surgido nos EUA chamado Fat Proud (orgulho gordo). Sim, caros amigos pós-modernos! Depois da política de gênero, da política de raça, a mais nova política das identidades é a política do gordo. Tudo ótimo, se eles não estivessem considerando gordo...uma pessoa que veste 42. Tipo...eu me daria por satisfeita se estivesse vestindo 42. Minha meta é 40, mas 42 já tava ótimo. Eu quero emagrecer 20 quilos (11 agora) não pra ficar que nem a Gisele Bündchen. Não porque eu não me aceito como eu sou. Eu só quero entrar em uma calça 40. Se isso é ser gordo, ok, tenho orgulho de minha gordura. Mas não me venha Preta Gil – que eu até gosto, simpatizo, acho uma pessoa bacana, mesmo a despeito das merdas que ela fala – me dizer que tem orgulho de ser gorda com 3 lipos no currículo. Não me venha uma outra lá dizer que tem orgulho em ser gorda e sequer revela o peso. Não me venha uma delas, mais magra que eu, dizer que tem orgulho de ser gorda. Me poupem. Quando você afirma que uma pessoa que veste 42 deve se achar linda do jeito que é, você só reforça o preconceito. Afinal, quem disse que 42 é gordo? É que nem gente que diz, “imagina eu não tenho preconceito contra gay. Eu até tenho amigos gays!”. Que coisa! Que liberal, você!

Aliás, na matéria eles consideram gordo qualquer pessoa, não importando a altura, que pese mais de 60 quilos. Eu nunca vou pesar menos de 60 quilos, people! Eu tenho 1,70 (1,69, na verdade, mas eu minto, mesmo porque, dependendo do dia, eu fico mais alta). A última vez que eu pesei menos de 60 eu devia estar na quarta série primária.

Uma das gordas da matéria é de Voltaço – mas se mudou daqui há bastante tempo. Estudava no mesmo colégio que eu. É o que eu digo: quando 5 ou mais pessoas se reunirem, uma delas será voltaredondense.

O gordo é, antes de tudo, um fudido na vida. Eu posso falar. Eu atravessei a fronteira. Eu vi as trevas e a luz.

***

Aliás, quanta merda no jornal. Só gente escrevendo bobagem. Bobagem, bobagem bobagem. Não me entendam mal, eu sou super a favor da bobagem. O problema é acharem que estão escrevendo a sério. Colunistas. Só merda.

Por falar em bobagem e jornalismo, a editora Abril está me mandando seis números de Veja, na intenção de que eu assine. Tolinhos. Já assino Boa Forma e caso assine uma segunda revista dessa editora seria a Elle ou a Estilo. Muito mais útil pros meus objetivos.

Porque vocês sabem, né? A minha meta desse ano é ser só um corpinho bonito. Não agüento mais ser julgada apenas pelo cérebro avantajado. Não agüento mais ser gente boa. Saco. No fundo, no fundo eu sou bem superficial. E má. Não sou legal.

Acho tão engraçado as pessoas dizerem que devem gostar da gente pelo que a gente é e não pelo corpo. Como se o corpo não fosse a gente! Como se houvesse “dentro” e “fora”, interior e exterior. Como se não fosse tudo a mesma coisa. E essas mesmas pessoas serão as primeiras a te julgarem pela aparência.


***

Me libertei da Virtua. No momento, estou sem internet, estudando opções, mas me libertei. O bom foi que eu descobri o que aconteceu, graças a uma atendente gente boa – e que também esqueceu de colocar o telefone mudo enquanto conversava com o supervisor dela. Foi o seguinte: eu tenho um serviço, o Vírtua 300, que não é mais comercializado pela Net. Eles têm o vírtua 200 e depois passa pra 1 giga. Resultado: os operadores de telemarketing não conseguem mudar pro 300 porque não há essa opção. Aí a mocinha me explicou que, caso eu ficasse os três meses que eu tinha planejado ficar suspensa, eles não retornariam com o serviço. Só que, como voltei antes, eles são obrigados a manter o serviço. Então percebi que eles vão ficar me enrolando até dar os 3 meses e eles não precisaram me dar o plano de volta.

Detalhe: ninguém me avisaram disso! – como diria meu amigo Betão, vulgo Netinho, vulgo Roberto, vulgo Roberval e que na verdade não se chama nada parecido com isso Quando eu liguei pra lá, disseram que eu podia cancelar a suspensão a hora que eu quisesse.

Mas o bom mesmo foi ver a operadora falando pro supervisor: “a mulé tá sem virtua desde 25/02, o que eu faço? Mando ela sentar no pudim?”. “Mas esse setor XY também não faz porra nenhuma, hein?”. Adorei. Vi humanidade. Vi que a atendente realmente se compadeceu de minha dor. Porque a coisa mais irritante é você pensar que está falando com um robô. Você dar berros do outro lado – porque, mesmo sabendo que a culpa não é dos atendentes, eles podem, sim, fazer alguma coisa, como essa de fato fez - e eles responderem: “algo mais em que posso ajudar, senhora?”.

Aí quando fui cancelar foi aquela novela:


- Qual o motivo, senhora?.

- Eu sou obrigada a falar o motivo?

- É que, dependendo do problema, nós podemos solucionar.

- Não, vocês não vão solucionar.

- A senhora não quer falar?



Falei durante meia hora e ela tentando me convencer de que havia um motivo racional para todo o problema que não a pilantragem, safadeza e picaretagem da Net.

- Eu não quero saber, minha filha. Eu só sei que a Net me enganou e eu não fico um segundo com ela mais!

- Mas a senhora não me deixa nem falar.


Tum tum tum tum...a piranha desligou na minha cara. Ligo de novo, porque sou um ser calmo e evoluído espiritualmente. Todo o processo de novo:


- Qual o motivo do cancelamente, senhora?

Bla bla bla bla.

Quando disso que a Tim ta oferecendo um serviço de 1 giga por 49,90 a mulé pirou:

- Senhora, eu posso estar oferecendo a senhora um serviço de 2 gigas pelo mesmo preço que a senhora paga, mas pra isso a senhora terá que assinar o net fone, senhora. Estando sujeito à disponibilidade da sua região, senhora.

- Nem morta! Sei de um monte de gente que tentou ter o net fone e achou um lixo.

- Senhora, nós somos a empresa líder na América Latina, senhora!

- Ah, é??? Segundo quem?

-Segundo as revistas, senhora!

- Que revistas?

- As revistas...a senhora não está bem informada, senhora!

- Vocês são líder é no procon!

- Mas a senhora não está interessada nesta oferta, então?

- Eu quero ficar livre de vocês. Nem de graça eu manteria a net.


(mentira, de graça eu manteria sim, porque sou uma pessoa altamente corruptível, como vocês sabem).


- Mas a senhora tem um sólido relacionamento de fidelidade há 11 anos com a net, senhora.


- Pois é. Mas a net me botou um chifre.
E eu quero a separação.

Meu mais longo relacionamento terminado. Enganada de forma vil. Por isso eu não acredito em casamento.

***


E tem post novo no blog do Clubinho de Livros. Dessa vez de Formiga Irmã.

quarta-feira, março 12, 2008

Dores que movem montanhas


Uma das melhores coisas que eu fiz na minha vida foi ter feito escola de teatro. Ainda que eu não tenha seguido na carreira de atriz, foi dos maiores aprendizados. Em uma (boa) escola de teatro levada a sério, você se conhece horrores. Tudo bem que eu acho que a maioria dos nossos problemas sejam de ordem inconsciente – e o inconsciente, essa caixa preta que temos dentro de nós, nem sempre se torna consciente; na maioria dos casos ele fica lá escondidinho, fazendo você sonhar que está transando com o seu vizinho de óculos que é ao mesmo tempo o Woody Allen e a Feiticeira (pra falar o sonho mais “publicável” que eu tenho), e o máximo que você consegue é mexer umas coisinhas aqui e ali e mudar, quiçá, alguma coisa. Mas eu descobri coisas que se referem ao domínio da razão ou da consciência fundamentais pra minha existência. O famoso “conhece-te a ti mesmo”.

Descobri, por exemplo, como as pessoas tinham uma imagem errada de mim. Ou talvez eu não soubesse quem eu realmente era. Descobri como, pela minha filosofia e postura (física e de vida), as pessoas achavam que eu era uma pessoa brava, mal humorada e agressiva. Não que eu não seja, mas às vezes eu tava bem, tranqüila, e passava uma imagem carrancuda. Ou, em diversas vezes ouvi dos meus professores que eu era uma pessoa sem energia. Me lembro de uma professora gaúcha que me dizia: “tu é mole, guria!” e também de um professor de música que chamou um grupo de alunos "com problemas" e disse de uma amiga minha (que hoje faz aquela peça "O Surto" que a energia dela era excessiva e que ela podia passar um pouco pra mim, que faltava. E todas essas classificações correspondiam a verdade, em alguma instância. Porque era assim que eu tinha aprendido a me mostrar pros outros. Ou era assim que eu tinha me acostumado a ser. Mas, como disse a Ana Manga, a gente não É. A gente se reinventa.

Descobri que eu tinha extrema facilidade para fazer personagens violentas, agressivas, más, sarcásticas, amarguradas, velhas, entediadas...mas não personagens leves, jovens, soltas, felizes...Em geral eu sempre fazia as personagens mais velhas, mesmo quando contracenava com gente mais nova que eu. Descobri que eu poderia ter humor. Tacharãn! Eu nunca pensei que eu pudesse ser engraçada. Foi na escola de teatro que eu aprendi que eu podia ser engraçada, ainda que nunca fosse um humor rasgado, pastelão, clownesco – que eu acho incrível. Seria sempre aquela coisa meio dark, irônica, sarcástica. E eu sempre me perguntava, como atriz, se valia mais à pena insistir em fazer o que eu sabia de melhor e ficar no fácil ou tentar melhorar meu lado ruim – mas não aparecer tanto, não ser chamada pra fazer nada, não ser nunca tão boa...

Aprendi a ser menos tímida e a usar meus defeitos de forma favorável. Acho que é do Antunes Filho a frase: “coroa o teu pior”. Quando ouvi essa frase, tive uma revelação. Sim, o meu melhor é o meu pior. Aprendi que às vezes, de tanto fingir, você mesma acaba acreditando. E isso pode ser bom em algumas situações. Aprendi que todos nós desempenhamos personagens – bom, isso eu também aprendi nas minhas aulas de antropologia e sociologia – e que somos muitos ao mesmo tempo (tô parecendo a Tati do Big Brother!).

Bom, mas o que eu queria mesmo falar é sobre as aulas de Corpo que eu tinha. Aulas de Corpo é como a gente chamava a aula de expressão corporal. Assim como tínhamos a aula de Voz, a aula de corpo era uma aula que visava retirar o registro cotidiano de movimento, limpar o repertório do ator, para que ele desenvolva o seu instrumento (o corpo) de forma a poder interpretar diversos papéis. Não se trata de malhação pura e simples – apesar de também passar por isso – mas de treinar o seu corpo para diversos personagens, já que, segundo o método de interpretação de Stanislawiski, você deve partir das emoções e do físico simultaneamente – por isso é um método psico-físico – pois as coisas acontecem de dentro pra fora E de fora pra dentro, SIMULTANEAMENTE. Como o instrumento do ator é o seu corpo, deveríamos afinar nosso instrumento diariamente, como pianistas repetem escalas.

Nesse caminho eu conheci uma professora muito bacana, atriz de teatro, chamada Marilena Bibas. De idade indefinida – dessas pessoas que tanto podem ter 43 anos como 65 – essa sunsei, nissei ou não sei era/é uma figura ímpar e a ela eu devo o fato de ter me formado na CAL. Ela me deu aulas em duas cadeiras: de Corpo e de Interpretação. Quando o dono da escola quis me reprovar (abafa o caso...longa história), ela foi uma das poucas professoras que me defendeu com unhas e dentes. Ela simplesmente acreditou em mim desde o momento em que ela colocou os olhos em um trabalho meu. Ela me fez ver que a emoção, a sensibilidade e todas as características fundamentais para o trabalho do ator eram, de fato, fundamentais, mas tão importantes quanto a técnica e o trabalho árduo – e bota árduo nisso. Ela era – e ainda é – foda. Estudou na Itália, é co-fundadora do Tá na Rua, grupo do Amir Haddad, e trabalhou oito anos com ele. Aqui está o link da companhia teatral dela pra quem se interessou.

A Marilena era seguidora de um tipo de teatro chamado Teatro Antropológico, baseado nos conhecimentos de Eugênio Barba e Grotowski, e que têm suas raízes no teatro japonês. Aliás, ela estudou com o próprio Barba. Esse teatro acredita, sobretudo, em um treinamento físico para o ator, capaz de deixá-lo apto para o trabalho cênico – incluindo aí voz. Um corpo desperto. Esse tipo de treinamento é 8 ou 80. Tinha colegas que detestavam e nem por isso eram piores atores. Eu me apaixonei e, após ter tido aula com essa mulher, resolvi segui-la. Ela dava aulas em um estúdio ali em Laranjeiras, na General Glicério. Lá vou eu fazer aula com ela. (Parece que agora ela dá aulas em Ipanema, como diz esse link aqui).

O curso foi das melhores coisas que eu fiz dentro da área de teatro. Ela partia de um treinamento físico exaustivo, aliado a uma base teórica (e eu sempre precisei de bases teóricas...). E ainda por cima ela era uma pessoa calma, doce, mas extremamente firme e enérgica. Ao mesmo tempo ela tinha uma coisa meio Mestre dos Magos ou Senhor Miagui. Dava uns livros do tipo “A arte cavelheiresca do arqueiro zen” ou falava umas frases meio desconexas que você ficava o resto do dia pensando. O fato é que no auge dos meus 22 anos aquilo me impressionava bastante. Mas como era na prática? Fazíamos um treinamento coletivo que incluía aquecimento, movimentos de acrobacia em um colchão, movimentos de ioga, de kung fu, basicamente. Havia também os exercícios de ressonância vocal, onde você aprendia a “jogar” a voz pra cabeça, pro peito ou pra que parte fosse. Depois montávamos uma seqüência de movimentos, ou melhor: uma partitura de movimentos – cada um montava a sua, baseada nos movimentos que a gente tinha treinado – e, bem depois, o texto era acrescido a essa seqüência. Na prática isso não era utilizado em cena, mas era de um resultado fabuloso.

E havia as “exibições” ao final da aula. Depois de um tempo de casa, eu passei, junto com outra amiga, a ser uma das "exibidoras". E coisa toda era brutal, tanto é que a gente tinha que ir de joelheira e, não raro, saía toda ralada. E dentro desta idéia tem uma coisa chamada “o princípio da exaustão” que – me perdoem se tem alguém que entende muito de teatro me lendo agora, pois faz tempo que não leio sobre essas coisas nem faço nada e posso estar cometendo algumas generalizações e superficialidades – pode ser traduzido em trabalhar o cansaço a seu favor. Porque a série era tão brutal, tão violenta, tão difícil executar em alguns casos (você plantava bananeira, dava cambalhotas, fazia aquela vela da ioga só apoiada no pescoço...loucura) que eu alguns casos você tinha a certeza que ia desmaiar. E a gente aprendia a não desmaiar e descansar dentro do cansaço; respirar (incrível como a gente esquece de respirar!) e fazer o mesmo movimento de forma leve.

Nesses dias que eu venho começando a correr eu lembro sempre desse princípio da exaustão. Todo mundo que corre conhece isso. Tem um momento na corrida em que você pensa: vou morrer, vou desmaiar. Claro que você deve ter bom senso de correr aos poucos e, em um momento desses, parar. Mas, depois de um tempo, você percebe que não vai desmaiar. Não vai morrer. Que talvez seja só o seu corpo dizendo: “ei, eu não estou acostumado a esse movimento! O que está acontecendo? Eu quero deitar e comer chocolate!”. Daí você aprende a relaxar dentro da corrida. Quem sabe diminuir ou fazer de uma forma mais leve. Lembro que, no aquecimento, quando a gente corria, a Marilena sempre dizia: "corra com se o topo da sua cabeça quisesse chegar ao teto” (corríamos em círculos, dentro do estúdio com um piso de madeira). Não é dar impulso ao corpo, é apenas ter essa percepção. Corríamos descalços, havia pessoas muito gordas, mais velhas e todas conseguiam fazer. Cada uma no seu ritmo. Foi o período da minha vida em que eu fiquei mais magra.

Dentre os muitos conhecimentos que eu levei desse treino, aprendi (além de onde ficavam meus ísquios) não só a superar limites, vencer medos e voltar a fazer coisas que nem em criança eu conseguia fazer. Acima de tudo, aprendi a reverter a dor em algo prazeroso (e não se trata de práticas sado-masoquistas). A respirar mesmo nas situações mais difíceis. Que se você aprende a trabalhar com elas a seu favor, logo se mostram suas aliadas. O que tem a ver com o outro post em que eu falava sobre defeitos que são qualidades.

Vocês devem estar se perguntando com quantas coisas boas, porque eu não continuei na carreira de atriz. Bom, porque eu também aprendi a ver o momento em que a dor se torna insuportável, não podendo mais ser usada ao meu favor. Chegou um momento em que não era possível mais respirar. Ser atriz era, para mim, dolorido demais. E não passava nunca. E deixou de ter prazer, porque as condições de trabalho são tão difíceis, tão complicadas e passam por tantas coisas que o lado do prazer parou de fazer sentido.

Fazer doutorado dói muito. É um tanto de si que você expõe em qualquer trabalho da área humana e se depara com seus limites e problemas e é difícil pra caramba, do ponto de vista pessoal. Mas tem o prazer. Ainda. Tem condições de trabalho menos inóspitas. Tem reconhecimento.

Escrever dói também – escrever em geral. Mas se encaixa na mesma idéia acima. O Ruy Castro, em um texto que abre um livro do Woody Allen, diz que o escritor é alguém com um espinho debaixo da unha, mas que não consegue parar de escrever. Acho que é por aí. Não é alardear um tipo de arte sofredora, mas é um incômodo. Na vida somos movidos por incômodos. Se não, ficamos parados. Agora, é preciso também saber a hora de parar. Antes que o espinho gangrene o dedo e você acabe perdendo-o.

Acima de tudo, o teatro me ensinou a me jogar. Em tudo. A não ter medo do ridículo. Eu, como toda pessoa tímida, tinha um medo danado do ridículo. Só que esse medo apenas revela o quão pretensiosa eu era. Quem eu achava que eu era que não podia errar nem ser ridícula?
O teatro me ensinou a tentar. Uma, duas, milhões de vezes. Dentro do seu limite - mas expandindo-o a cada vez. O teatro me ensinou que a único jeito de fazer as coisas é indo com tudo, abrindo o peito e respirando.
PS: Esse post é dedicado a Formiga Irmã. Num oferecimento da Sublimes Corporations and Organizations.

quinta-feira, janeiro 31, 2008

31 dias.





Emagreci cinco quilos e pouco (o “e pouco” se deve ao fato da minha balança digital não marcar os gramas com precisão. Ela altera até 600 gramas no mesmo segundo. Não sei se é defeito ou se todas são assim).

Yupiiiie!

Há trinta e um dias atrás vocês se lembram do começo de tudo. Pois é. Foi dura a caminhada. Às vezes solitária. Em outras contando com o apoio de muitos. E ela ainda está no começo. Não é nem metade da jornada. Mas já foi um impulso e tanto.


Vamos às medidas jogadas na lata do lixo:

Busto: 3 cm.

Barriga (parênteses: sensacional! Eu descobri que “barriga” é uma coisa e “cintura” é outra – e eu, infelizmente tenho a que não deveria e não tenho a que deveria): 6 cm.

Quadril: 6 cm.

Coxas: 2 e 1. dir e esq, respectivamente.

Panturrilha: Aumentei! (ou isso ou eu medi errado da primeira vez).

Bíceps: 2 e 1, respectivamente – vocês podem ver que a pessoa é torta.


Nesses 31 dias:



- Não comi fritura. Aliás, a única gordura que entrou na minha dieta foram as boas, em geral azeite extra virgem. Óleo de girassol pra fazer pipoca (Me cortem tudo, menos a pipoca).


- Não bebi. É, irmãos. Duro, muito duro. Certos dias, como hoje, voltando do parque onde eu caminho e passando perto de famoso boteco, cujos pastéis de camarão eu quase choro quando como, de tão bom, eu me sentia como Ulisses ouvindo o canto das sereias e se amarrando ao mastro. E eu ainda passo perto. Porque, ao contrário do restante da população normal, eu sofro de uma espécie de voyerismo gastronômico. Eu tenho prazer em ver as pessoas comerem na minha frente quando eu estou de dieta. Porque eu vejo o quanto eu sou foda, forte, capaz, disciplinada...(nas reuniões dos Vigilantes eu já ouvi relatos parecidos, provando que gordo, além de safado, é tudo igual. E doido).


- Não comi chocolate. Com exceção de algumas barrinhas de cereais com chocolate, mesmo assim só depois de 20 dias de dieta. Sou super a favor da pessoa comer um bombonzinho de vez em quando. Só que eu AINDA não sei fazer isso. Eu como a caixa inteira. Se você consegue, parabéns. Tenho muita inveja de você.


- Fiz exercícios todos os dias. Fiquei quatro dias apenas sem fazer exercícios o mês todo (em dias alternados, por motivos diferentes). O mínimo que eu fiz foi 30 minutos. O máximo duas horas (mas só um dia). O que eu faço? Caminhada ou minitrampolim, nesses dias de chuva.


- Não bebi refrigerantes diet nem light. Tava viciada em coca zero e achei melhor dar um tempo. Além do que, li que líquidos gasosos (incluindo a água) dilatam o estômago, dando a famosa barriguinha. Como barriga é meu maior problema, resolvi dar um tempo. Mas devo voltar a tomar, em breve, já que sem beber e sem coca zero não dá. Só vou tentar manter isso de não tomar nas refeições, pois prejudica a digestão.

- Fiz de cinco a seis refeições por dia (entendendo “refeição” como um iogurte ou fruta no meio da tarde). Não fico sem comer mais de 3 ou 4 horas. Nunca passo fome. Dieta de fome é dieta de engorda. Lembre-se disso. Você vai sobrecarregar seu corpinho-delícia que vai poupar energia, você não vai emagrecer (NÃO VAI) o suficiente e quando não agüentar vai comer o dobro.

- Água, água, água, água...(pra quem ainda não toma, porque eu sempre tomei muita).

- Chá verde: tomei mais no início do mês. Tô um tempo sem tomar.

- Farelo de trigo.

Tchovê...que mais? Acho que essas são as regras mais importantes. Pra quem ta chegando por agora: minha dieta é inspirada nos Vigilantes do Peso. “Inspirada” porque já fiz outras vezes e estou fazendo basicamente a mesma coisa, só não fico contando ponto e anotando tudo que eu como porque acho muito chato – daí logo cansava. Sem contar que como os VsP tem essa coisa de “Ponto extra” eu acabava achando que tinha que usar meus pontos todos – mesmo eles dizendo que você não precisa usar. Aliás, o Vigilantes não é dieta, é Reeducação Alimentar. É sério. É a única dieta que você pode comer de tudo desde a primeira semana. De feijoada a chocolate, passando por cervejinha. Eu resolvi me privar de certos alimentos por uma opção bastante particular. Como estou numa fase de muito trabalho (= estudo) eu acredito que certas disciplinas e limpezas são importantes não só para o corpo, mas também para a mente. Daniel San, lixar e pintar...essas coisas. Tipo: meti na cabeça que não vou beber até a qualificação, 27 de março (qualificação é um exame que quem faz mestrado e doutorado tem que fazer, que, na minha área e instituição, consiste em uma prévia da defesa, com quase metade da tese + Memorial + resumo de capítulos seguintes, onde a banca vai te criticar – enfiar a porrada - e dar sugestões pra que você possa melhorar em mais um ano).

Outra coisa que eu decidi é que eu não corto meus cabelos até a defesa: março de 2009 (sim, dois mil e NOVE, cara leitora). Isso vai ser mais difícil, mas eu vou tentar. Doutorandos são pessoas que passam por perturbações mentais. Tinha um colega que cismou que não ia fazer a barba. A não ser que meu cabelo se transforme em uma espiga de milho preta gigante, eu vou tentar firmemente. Mesmo porque meu cabelinho ficou traumatizado depois do último corte (Shhhh! Quietinho, filhinho! Mamãe tá aqui! Passou, passou...Moço ruim com a tesoula foi embola, não volta...). Pra isso estou fazendo hidratações caseiras semanais, pelo menos, com produtos diversos – em breve dou as dicas aqui, porque eu sou uma alma abnegada que divide as boas descobertas com as cálega da concorrência.

Mas o mais, mais, mais importante de tudo isso é: a chave está dentro de você (ui! Não sei porque eu não abro uma seita e fico milionária! Malditos escrúpulos!). A melhor dieta é sempre aquela que fica mais perto dos seus hábitos. É aquela em que você consegue adaptá-la aos seus gostos. Se você possui hábitos muito ruins, o esforço vai se rum pouquinho maior. Mas não queira mudar tudo de uma vez. Vá aos poucos. Você demorou um tempo pra engordar, não foi? Agora vai demorar pra emagrecer, também. As pessoas engordam no varejo. Também emagrecem no varejo. São os pequenos atos que fazem você emagrecer. Não saia se matriculando na academia se você é um sedentário convicto. Comece andando um quarteirão em volta da sua casa. Descendo um ponto de ônibus antes. Subindo de escada ao invés de usar o elevador. Caminhando no shopping – sim, caminhar em shopping é um ótimo exercício desde que você não pare pra ver as vitrines. Indo a pé pro trabalho. A gente acha que “ah, mas só isso não adianta”. Isso já é muito. Principalmente se você não faz nada.

É como diria o Bob: Baby-steps. Na vida, tudo são passos de bebê. Um dia de cada vez. Só por hoje.

Então. Prontos para o segundo mês?





quarta-feira, janeiro 23, 2008

Ê, ê...


Eu tinha esquecido da influência do Famoso Exu Tranca-Tese, entidade que assombra orientandos em vésperas de qualificação e defesa. Ele existe. E quando ele baixa, você precisa ascender uma vela pra São Marx, São Weber e São Nitzsche para que sua tese tenha os caminhos abertos novamente. Vamos lá. Ê, ê, misifio.

Segundo o Coach, é muito comum os surtos. No último Althusser estrangulou a mulher. E Coach ainda completa: mas o que ela tinha que estar casada com ele, não é verdade?


***

Sonho dessa noite: o Osama Bin Laden é um bebê lourinho de olhos azuis que na verdade tem 22 anos, está no meu colo e eu estou apaixonada por ele e pensando que se alguém descobrir eu vou ser presa pelo FBI. E estamos em Andrelândia, MG, na casa das tias, mas que na verdade fica no Rio e eu também saía de carro pela Avenida das Américas, na Barra da Tijuca (no sonho eu também dirigia e batia em vários carros; eu tenho muitos sonhos em que eu dirijo. Na vida real eu não dirijo. Comecei a dirigir, bati e fiquei com medo. Como diz uma mulé lá de Andrel, fiquei com drauma).

Interna? Choque elétrico? Manda benzê? Vou a Sessão de Descarrego da Universal? Aceito sugestões.


***

Nossa. Morreu o homi do Brokeback Montain. O louro. Que tinha sido casado com a Michelle Williams, do Dawson’s Creek, com quem tinha uma filhinha. Que coisa. Foi achado pílulas pra dormir em volta da cama dele.

Overdose acidental ou suicídio? A família insiste em morte acidental. É sempre muito difícil pra família encarar um suicídio. Ainda mais de um jovem de 28 anos, lindo, rico e bem sucedido.

E a Dora Bria também morreu. De acidente de carro.

Coisa estranha, né? Gente que nunca morreu antes deu pra morrer.

***

Como diz a Tíccia, eu to com as costuras apertadas e precisando pegar ritmo no pedal.

***


Hoje e ontem eu senti vontade de comer chocolate. Mas não comerei. Pelo menos por enquanto. Depois, quem sabe, um pedacinho. Mas ainda não é o momento. Ontem fique o dia todo sem comer, desde depois do almoço até a noite, e não deu certo. Fiquei enjoada quando fui jantar. Isso nunca dá certo, mas não foi proposital. Foi indo, foi indo e acabou fondo.

Tô ficando paranóica. Fiquei dois dias sem malhar e estou me sentindo culpada. Eu não posso me sentir culpada. Eu preciso entender que pessoas magras, normais e saudáveis ficam às vezes sem malhar. Isso não quer dizer que as coisas vão se perder. Isso faz parte. Tem dias que não dá. Paciência.

***

Festa do BBB. DJ Malboro e umas periguetes dançando. Só funk. (não passou na grobo, só no Multishow).A Nathália e a Thalita tão se esbaldando com as coxas das mulheres. Não param de comentar. BBB também é diversidade sexual. Só falta avisar pra elas. Como diria Roberta, elas já receberam o telegrama avisando. Podem até não ter lido, mas que receberam, isso receberam.

A Juliana definitivamente não é o meu tipo. Ela é o estereótipo de tudo que eu não gosto em uma mulher e não quero ser. Se olha no espelho o tempo todo, se acha a mais linda do universo, tem vozinha de santa, jeitinho de santa. Definitivamente é a que eu mais detesto na casa. Não por acaso, dois caras (um dos mais gatos) ficaram a fim dela na casa. Homi gosta disso, né? Ainda bem que eu não sou mulher nem branca, como diz Caetano.

Andréa, volta logo de Buenos Aires! Só você me entende...

terça-feira, janeiro 22, 2008


* 21 dias de dieta.

* Sem álcool, sem chocolate.

* Drogas: BBB.

* Exercícios diários de, no mínimo, 40 minutos (ontem fui do Flamengo a Urca, caminhei na pista Cláudio Coutinho e voltei a pé. Duas horas de caminhada, mais uma meia hora de água de côco e olhando o mar).

* Um único dia sem exercício: sábado.

* Sem ataques de compulsão. Hoje tive um minizinho. Comi oito cream crackers integrais com pasta de soja e dois copos de leite semi-desnatado com banana no lanchinho da tarde. Me pus de castigo: não jantei e fiz 50 minutos de trampolim. Ficou elas por elas. Nem se compara a quando eu comeria um pote de nutella + uns 3 pacotes de doritos + uns 2 de cebolitos + mais uma caixa de BIS e uma pizzinha pra fechar.

* Devo acrescentar que meu corpinho está tão puro que tive um leve desarranjo intestinal em função da overdose de cream cracker (menos, Carrie. Sem detalhes escatológicos). Hahahaha...em outros tempos isso não faria nem cócegas no meu estômago.

quinta-feira, janeiro 17, 2008


Quinze dias de dieta = MENOS quatro quilos. Com todas as azeitonas, cerejas e comendo o tantão que eu como. Ai, ai...Foi mal aê, galera! Só os Vigilantes salvam. Quando é que o mundo vai entender isso? Quando é que a Sociedade Brasileira de Endocrinologia vai me dar um título honoris causa?


*


Diz a Jegueline, na Ana Maria Brega, que não sabe se vai posar nua. Ah sei. E essa foto aqui do lado é montagem, né? E todas as milhares de fotos dela pelada na internet, também, né? Sei...


*

C’as costura mega ultra plus pertada.



*

Avante e para o alto, como diria o Super-Homem.


quarta-feira, janeiro 09, 2008

Yuuuuuuuuuuppiiiiiiie!!!!!


Estou insuportavelmente energética. Yupiiiie!!!! (Como diria Bellinha). Mil vezes Yupiiie!!! Parece que eu cheirei umas duas carreiras! Tô que nem o Bozo!

***


Esse foi meu pratinho de hoje. Vocês conhecem o feijão azuki? É esse aí da foto. Olha só que simpático! Ele tem muitas coisinhas boas (que eu tô com preguiça e sem tempo de procurar).

Quando meu pai, em priscas eras (lá pelos idos do começo dos 80), decidiu que íamos virar macrobióticos rolava esse feijão lá em casa.

***

Hoje eu descobir pimentões creme, laranja e roxo. Yuppie!!! Altamente psicoldélico (aliás, desconfio que eles coloquem susbstâncias lisérgicas nesses pimentões que podem explicar, em parte, a minha euforia). Sou a Carrie no país dos pimentões maravilhosos! Ou A Banda do Clube dos Corações Solitários da Carrie Pimentão!


***



E essa salada de fruta? Hãn, hãn? Tem mais gostosa? ME EX-PLI-CA? Olha a carinha dela, sorrindo pra você. Dizendo: "oi! Vem brincar comigo!" Mas tem que comer pouco. Uma xícara de 240 ml = 2 pontos (normalmente as frutas são 1 ponto). Mas aí eu como meia xícara e fica tudo certo.

Aliás, eu queria fazer aqui uma revelação, dar um testemunho de uma coisa que me aconteceu hoje e mudou minha vida. Eu comi cerejas frescas e são a melhor fruta do moooooondo inteiro e de toooodas as galáxias!!! Eu tinha um certo preconceito com cereja, porque detesto aquela em calda. Hoje, andando pelo hortifruti – onde a natureza é a estrela – me deparei com um simpático saquinho de cerezas chillenas. Peguei e levei pra casa. Quando eu fui comer... Gente! É uma explosão de sabor! É tudo que a uva queria ser (e eu amo uva)! É uma uva + jaboticaba melhoradas! Bom demais! Aí eu vou olhar quantos pontos são e...tcharãn! Zero ponto!!! Felicidade de gordo é descobrir alimento zero ponto!

Tipo, comerei baldes! Doce? Pra quê doce quando temos frutas magavelolololosas?!

Outras frutas zero: morango, pêssego, kiwi e carambola.


***


Hoje eu fui comprar um protetor solar e a vendedora me disse que “non graso” é “não grosso”. Hahahaha...eu adoro a criatividade do brasileiro! Isso porque em cima tava escrito em português.

O que também não deixa de ser, né? Afinal, quando o protetor é sem óleo ele acaba ficando mais fino.

Enfim.


***

Natucha, não entendi o que você falou sobre a minha explicação sobre o chá verde. Que é o contrário da Boa Forma? Mas eu tirei essa informação de lá! Será que fiz merda?

***

Eu estou quase temrinando Ana Karêninaaaaa. Lararirarará!!!

***


Então vai ser assim meu janeiro: malhar, estudar, malhar, estudar, estudar, estudar, malhar e um BBB de vez em quando. Regado a cerejinhas e pimentões lisérgicos.


segunda-feira, janeiro 07, 2008

Almoço com as estrelas


Incentivo de segunda feira: essa foi a maravilhosa salada que eu fiz para acompanhar a soja e o arroz integral no almoço com a Bella, sábado. Tivemos também berinjelas e abobrinhas ao forno (com tomate, cebola e orégano), suco de melancia (bato com os caroços e depois côo) e frutas de sobremesa.


***


Ontem à noite eu comi uma pizza de frigideira. Já tinha comido há tempos atrás, mas lembrei porque vi lá na Larissa. Tem apenas 124 calorias e você faz na frigideira (fogo baixo) sem um pingo de óleo. Massa de tomate: 3 colheres de sopa = 24 calorias. Joga uma cottage ou queijo branco light, peito de peru, tomate e cebola e você tem uma ótima pizza bem light. Pode variar os recheios com atum ou sardinha na água, ricota e o q mais você quiser. Fica pronta em 3 minutos. Deliciosa.


***

Mais importante do que contar calorias é a relação entre calorias, fibras e gordura. Às vezes um alimento é mais calórico, mas possui mais fibras, o que compensa. Em outras vezes, compensa você comer um alimento que está com muita vontade, porque vai te satisfazer melhor do que um que tenha mais fibras. Enfim, Bial. O emagrecimento é uma matemática nem sempre exata. Vale o bom senso. O que é melhor pra cada um.


***

E por falar em matemática e fibras, vocês já viram o "novo" (nem tão novo assim) Polenguinho Fibras e Cálcio? Ele tem apenas 30 calorias e é enriquecido com fibras e cálcio. Pela dieta dos Vigilantes só contabiliza zero ponto. "Ah, então eu posso comer um quilo de polenguinho?". Não é bem assim. Os alimentos zero ponto devem ser consumidos também com bom senso e moderação. Eu, por exemplo, como dois polenguinhos por lanche. Você pode colocar na pizza de frigideira e emagrecê-la ainda mais.



***


É incrível como o nosso corpo reage positivamente a qualquer mínima mudança proposta a ele. Uma semana de reeducação alimentar e exercícios e eu já estou dormindo bem mais cedo, acordando bem disposta e mais cedo (sem precisar de despertador), tendo menos sono a tarde...

Não me pesei, mas já sinto as diferenças nas roupas. Aliás, guardei minha balança dentro de uma gaveta. Nesse início não dá pra ficar se pesando toda hora. Se eu não emagreço muito, fico puta e coloco tudo a perder. Se emagreço muito, fico muito feliz e acho que já posso me permitir escapulidelas. Então nada de pesagens até a terceira semana, mais ou menos.

O mais importante é que eu estou controlando a compulsão alimentar. Domingo era dia de eu comer pizza (normal, com coberturas calóricas) + barrão de chocolate + bacia de pipoca + sabe-se-lá-o-quê. Vocês podem achar que eu ainda estou comendo muito, mas eu já reduzi a menos da metade. Sem contar que, segundo a Bíblia, quanto mais gordo você está, mais pontos deve consumir e ir diminuindo aos poucos conforme o seu emagrecimento.


***

Sábado a Bellinha almoçou aqui em casa. Comeu normalmente e depois recusou as frutas de sobremesa porque estava cheia. Eu acho tão engraçado as pessoas dizerem que estão satisfeitas! Tenho uma inveja! Eu tinha comido o dobro dela e se eu precisasse almoçar, de novo, num rodízio de carnes, eu ai feliz da vida. Porque pra quem tem compulsão alimentar esse termômetro do "satisfeito" não existe. Pra começar, doce e salgado são compartimentos completamente separados no meu estômago. Eu posso comer um boi e depois uma montanha de sundae. O espaço da sobremesa sempre estará reservado. Não existe eu abrir uma caixa de bombom ou uma barra de chocolate e não comer tudo. Isso é impossível.

Já comi até vomitar inúmeras vezes. É horrível dizer isso, mas falo porque hoje em dia me faz bem falar. E talvez ajude algumas pessoas, porque esse é um problema muito mais comum do que se imagina. Eu não cheguei a ter a bulimia, onde a pessoa vomita em todas as refeições, mas já tive vários episódios bulímicos. E a pessoa não vomita porque não quer engordar. Ela vomita porque se sente mal de tanta comida ingerida. Claro que, depois de um tempo, isso se torna um vício e a pessoa "precisa" vomitar em todas as refeições. Muito mais gente do que a gente imagina tem os famosos "distúrbios alimentares" - que vão desde a compulsão, até bulimia e anorexia. Pra quem não tem é quase impossível entender. E se engana quem acha que são doenças "de rico" ou "da modernidade". Há relatos de anorexia até mesmo na Idade Média. É claro que o número de pessoas que tem essas doenças hoje em dia é bem maior, porque a quantidade e a oferta de alimentos é muito maior. Mas isso é doença, não frescura. Não adianta mandar a pessoa fechar a boca. Ela precisa de tratamento. Que inclui um bom psicólogo, um bom psiquiatra (a maioria dos transtornos alimentares são tratados com anti-depressivos) e uma nutricionaista ou endocrinologista.

Eu sei que haverá os que criticarão essas atitudes dizendo que vivemos em uma sociedade que não tolera a dor, a diferença e quer transformar a todos em robôs sem sentimentos...então tá. Com certeza essas pessoas não fazem idéia do que estão falando.


sexta-feira, janeiro 04, 2008

Spa Carrie - ou obsessive mode on


Eu não consigo parar! Meus pratos são muito lindos, gente! E deliciosos! E com baixíssimas calorias! Eu sou o máximo!


No menu de hoje tivemos carne assada (lagarto; comprada pronta no supermercado, porque eu ainda não chego a tanto); 1/2 xic de arroz int, 1/2 de grão de bico e salada à vontade, com pequenos toques de azeite e limão. Sobremesa: melancia. Olha meu jogo americano que liiiindo!).



(Detalhe do prato: as sementinhas em cima do arroz são linhaças. O pretinho passas)


(O baile toooodooo!)

Na boa: se eu fosse homem eu casava comigo. Eu não conheço mulher mais completa. Lava, passa, arruma, costura, cozinha, lê Tolstói, Nietzche e Marx, vê Big Brother ou Godard com a mesma desenvoltura... eu realmente sou um sucesso. Melhor do que eu só a Cris que estuda Wittigenstein e ainda faz bolos e tortas maravilhosas - e também vê Big Brother e tal, e ainda por cima corre na praia...ai, peraí que eu vou me afogar num copo de chá verde...

quinta-feira, janeiro 03, 2008

De olho nas três letrinhas


Quem pensou que esse seria um post sobre o aumento das “contribuições” do governo, como a IOF, errou. Na verdade as únicas letrinhas que me interessam são IMC. Índice de Massa Corporal. O tanto de gordura que você tem no corpo que é medido por uma relação entre altura e peso (peso dividido por altura ao quadrado. Clique
aqui para calcular o seu e ver a tabela). Logicamente uma medida mais apurada é aquela que você faz no médico ou na academia, que mede o índice de gordura de cada parte do seu corpo. Mesmo porque, as pessoas são diferentes, tem ossaturas diferentes, musculatura mais ou menos desenvolvida... Além disso, nesses exames você consegue medir a massa magra, isto é: a quantidade de músculo e osso que você tem no seu corpo. Ninguém pode ter só osso e músculo. A gordura é fundamental para a sustentação do corpo. O problema é quanto de gordura você tem.

O meu IMC é 29,6. Categoria “Acima do peso” ou “sobrepeso”, mas ainda não é obesidade (que começa em 30). Alerta laranja. Minha meta é chegar em 22,8, o que é considerado normal (sendo que a tabela da “normalidade” começa em 18,5 e vai até 24,9). A maioria das modelos entra na categoria de Baixo Peso III – desnutrida. Não é isso que eu quero. Nem quero Peso Baixo I nem II. Quero normal. Portanto, não, não estou exagerando em querer emagrecer 20 quilos. É o que eu preciso para estar dentro da faixa do "normal". E nem é o mínimo. Já estive até 22 quilos mais magra e ainda achava que podia emagrecer mais um pouquinho. Hoje eu sei que isso era maluquice da minha cabeça. Mas 20 tá bom. Tá legal. Com quinze eu já fico razoável.

Já sei, já sei, vocês devem estar pensando: fala logo o peso, porra! (tá, vocês são mais educados que eu). Não, eu (ainda) tenho vergonha. Quando eu emagrecer 10 kg, quem sabe...eu já tive muito mais vergonha de falar sobre isso. Hoje em dia eu prefiro falar, falar, falar...mesmo porque essa vez será a derradeira. Eu nunca mais vou me deixar engordar mais de 10 quilos. Nem se eu ficar grávida. Chega. Deu.


(Eu juro que eu vou falar de outros assuntos...)

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Segundo dia de dieta (e tudo está bem)


Acabou a desculpa, galera. Até ontem ainda dava pra enganar. Hoje acabou a brincadeira (apesar que, pra mim, acabou desde ontem). Dieta.

Nada mais clichê do que começar dieta no dia 1o.

Mas, algum dia, tem que se começar, não é verdade? Ainda mais para quem, como eu, está há 20 quilos de uma faixa de peso ideal e pelo menos 10 do aceitável – e, não, não estou falando em termos bundcheanos, mas em termos médicos.

Quem acompanha este blog sabe que essa é uma luta minha há tempos. Desde que saí da adolescência que oscilo de peso. Me achava gorda quando ainda não era de fato. Até que realmente fiquei acima do peso. Além disso, não são só os quilinhos a mais. É a compulsão alimentar, da qual eu já falei tanto aqui. É o fato de não levar os exercícios a sério, com regularidade.

Dieta vem do grego “díaita” que significa gênero de vida, estilo. Por isso, qualquer dieta, para dar certo, tem que se adaptar ao seu gênero de vida. A tal ponto que você se esqueça de que está de dieta. Pense assim: se a sua dieta pode ser assim pro resto da vida, então é uma boa dieta. Se é uma dieta que você não pode manter por mais de uma semana, ta errada. Mas, se você tem hábitos completamente caóticos de alimentação, a adaptação será um pouco mais difícil e demandará um maior esforço. Se você só conhece a ponta do excesso, como achar o caminho do meio? Indo ao outro extremo? O grande problema em fazer dieta está nessa adaptação.

Em geral, há dois tipos de comportamento. A pessoa fica completamente radical e não come um grama a mais ou a pessoa entra numa de “equilíbrio” e acaba comendo mais do que deve – com isso se frustra porque o emagrecimento passa a ser uma sanfona de dois quilos a mais, dois a menos e nunca sair do lugar.


Além disso, o maior problema do gordo – lembrando que “gordo” é que nem alcoólatra; precisa manter a atenção pelo resto da vida, com a diferença de que o gordo precisa conviver diariamente com a sua droga – é a questão emocional. Magros – ou almas magras – são pessoas que, diante de problemas ou alegrias perdem a fome. Gordos são pessoas que comem por toda e qualquer razão. Quanto a isso, recomendo ajuda profissional.

Sem contar as pessoas ao seu redor. Na minha época de Vigilantes do peso as pessoas falavam muito sobre isso nas reuniões. Como toda mudança implica em reações em que está a sua volta - e as mais diversas, entre as pessoas que mais te amam. Não necessariamente por mal. Mas porque “outra pessoa emerge” dessa mudança e nem sempre os seus amigos, parentes, sabem como lidar. Será que você é a mesma?

É muito comum, por exemplo, maridos que têm ciúmes de esposas que começam a fazer dieta. Porque a mulher fica bonita e passa a ser paquerada. Ouvi pilhas de depoimentos de pessoas que dizem isso (sim, Vigilantes é que nem AA, tem depoimento...aliás, é muito engraçado. Recomendo). Tem aquela amiga magra e linda que sempre deu força pra você fazer dieta que fica enciumada – porque de repente você vai ser concorrência para ela. Tem aquela amiga gordinha que perde a sua companhia de comilanças. Tem a mãe, a irmã, a sogra...Veja bem: estou falando de desejos e sentimentos inconscientes, dos quais muitas vezes a própria pessoa que os têm não se dá conta.

Têm as piadinhas das pessoas do trabalho. “Dieta, mais uma?”. “Opa, essa começa na segunda e termina na sexta, né?”. Ou até os mais cruéis que dizem logo: “vamos ver se dessa vez você consegue” ou “mas pra quê fazer dieta se você vai voltar a engordar?”.

Tem aquela pessoa que te fala: “ah, mas só um choppinho, só um bombonzinho não vão te fazer mal". Tem a outra que, quando te vê tomando um choppinho ou comendo um bombomzinho te diz: “mas e a dieta? Desistiu?”.

Antes eu pensava que o mundo estava contra mim e que comportamentos desse tipo queriam dizer que as pessoas queriam meu mal. Que as pessoas tinham inveja e que estavam sempre me colocando a prova. Depois eu percebi que eu não sou tão importante assim. As pessoas dizem coisas. Por dizer. Sem motivo, muitas vezes. Em outras, podem fazer parte de sentimentos inconscientes como eu descrevi nos parágrafos acima, mas podem ser apenas piadinhas, mesmo. O outro não é obrigado a saber o que se passa no seu cérebro. Ainda mais quando o outro é magro. Às vezes um charuto é só um charuto.

Mas aí você que já está frágil, precisa de um motivo para desistir, pega comportamentos alheios para justificar o seu fracasso. “Ah, meu marido trouxe esse chocolate de presente, eu tive que comer”. “Foi aniversário de Fulano e eu tive que beber”. Não. Você não tem nada. Você quis. É diferente. Assuma a responsabilidade. Se for pra comer um doce, coma porque você quer, você pode comer (só um, comendo menos em outras refeições malhando mais). Não coma porque o doce é mais forte que você ou porque alguém te fez comer. Doces não entram pela sua boca à força – uma vez eu tive um sonho assim: chocolates entravam à força na minha boca e eu dizia “não, não, socorro!”. Acordei até enjoada.

Tem gente que nem gosta muito de falar que está de dieta pra não despertar esse tipo de comentário. Ou pra ser olhado como se, pela milésima vez, estivesse tentando o impossível. Mas todas as histórias de pessoas que emagreceram muito são repletas de fracassos.

Tem gente que dá desculpa dizendo que fazer dieta é caro. Mentira. Eu já fiz as contas. A economia é muito maior pra quem faz dieta do que pra quem come de tudo e muito.

Tem gente que dá desculpa dizendo que come fora e não dá pa fazer dieta. Mentira. No mundo de hoje todo self service tem uma variedade de produtos que se pode comer. Além disso, as boas dietas são aquelas em que você come de tudo um pouquinho. E você pode levar sua comida para o trabalho, faculdade. Um potinho com salada e proteína. Um sanduíche. “Ah, mas dá trabalho”. Dá menos do que ficar gorda. Pode acreditar. Ter que comprar apenas roupas que te servem é um saco. Dá muito trabalho.

Uma técnica que eu uso é fazer as compras e deixar tudo organizado na geladeira. Pode ser sábado ou um dia que você tenha mais tempo. Ai você lava as alfaces e guarda num recipiente de plástico na geladeira. Corte pimentões (os vermelhos e amarelos são deliciosos! Docinhos!) e pepinos e deixe na geladeira. Deu vontade de beliscar? Coma aquilo. Deixe frutas lavadas. Tomatinho cereja (amo!). Clara de ovo cozida. Lata de atum em água (pouqíiiissimo calórico e fonte de ômega 3). Leve coisas na bolsa pra não “precisar” comer qualquer coisa. A boa e velha barrinha de cereal.

E se o seu problema for compulsão, preste atenção em quais alimentos te despertam esse vício. Fique longe dele. Se for chocolate, por exemplo, fique um bom tempo sem comer. Se você é como eu, que não consegue comer só um bombom ou só um pedaço de torta, não dê a primeira dentada. Outra coisa que me tira do sério é castanha, nozes, pistache... Sei que faz bem à saúde, mas não consigo me controlar. Se eu compro um pacotinho não me conformo enquanto não detono-o. E eu sempre acho que “dessa vez eu vou me controlar”. É que nem alcoolismo. Admita que há um poder mais forte do que você, sob o qual você não tem forças. Daqui a um tempo – que só cada um pode dizer quando – você volta a comer esses alimentos moderadamente.

É claro que deslizes acontecem. Não se culpe. Não entre na filosofia do Jaque. Jaque comi um bombom, vou comer dois, três; já que bebi, vou tomar um porre.

Ou seja, as desculpas são muitas para não se fazer o que é preciso fazer. Eu mesma, por exemplo. Eu sei tudo – e quando eu digo tudo, eu digo realmente tudo – sobre dietas, alimentos inteligentes e funcionais, técnicas para acelerar o metabolismo; adoro frutas, legumes e verduras, adoro fazer exercícios. Já freqüentei os Vigilantes desde priscas eras. Peguei o sistema de balança, o de cores, o de Pontos e o atual, de Pontos Flex. Assino Boa Forma. Conheço as dietas de South Beach, do Dr Artkins, da lua, da sopa, da USP...Já fui a médicos. Já tentei homeopatia. Já tomei sibutramina (que é muito bom, não dá efeito colateral, mas só funciona se você se empenhar na dieta e nos exercícios. O que a torna meio desnecessária. Na verdade ela é que nem a fluoxetina e a sertralina: diminuem, no início, a sua compulsão, mas depois você se acostuma). Nunca tomei anfetaminas, pois sei o estrago que elas fazem e o famoso efeito rebote, onde você volta a engordar. Sou praticamente uma nutricionista e endocrinologista amadora. “Então porque você está gorda e sempre reclamando?”. Bom, aí é uma outra questão. Que não cabe discutir aqui. Porque não fazemos coisas que são ótimas para nós mesmos, porque nos boicotamos, são questões a serem refletidas por cada um. E esse é um dos grandes problemas na hora de emagrecer.

Eu resolvi que: ficarei um mês sem beber (não que depois eu vá beber, mas é porque essas metas têm que ser aos poucos) e um mês sem chocolate. Também cortei as frituras. Estou seguindo a dieta dos pontos dos Vigilantes, mas não estou indo nas reuniões, já que eu sei “tudo”, tenho todo o material e estou precisando economizar nos mínimos detalhes (a taxa é de uns 20 reais por semana e fica mais barato conforme o pacote que você compra).

Fuja de dietas do tipo Herbalife, Seven Days, da Luciana Gimenez, da Adriane Galisteu, da Ana Hickmam, Diet Shake (até pode ser tomar um dia ou outro), Dieta do Glúten, da Proteína e também daquelas que pretendem emagrecer tantos quilos em tantos dias. Quanto mais rápido você emagrecer, mais rápido você pode engordar. Pra cada um quilo perdido, um mês de atenção. Se você precisa emagrecer 20 quilos, como eu, pense que tem ter atenção redobrada pelos próximos dois anos. Atenção não significa tensão. “Esqueça” um pouco que está de dieta. Como já disse, tome isso como a sua alimentação pro resto da vida.

Estou colocando aqui do lado os links de blogs de dieta. O que eu mais gosto, sou fã mesmo, é da Larissa. Ela emagreceu 43 quilos, fazendo uma dieta que se resumiu a cortar os excessos e comer de tudo um pouco. Já apareceu até no Fantástico. Passou do manequim 48 pro 38. Tem pessoas que encontraram no blog uma ferramenta bacana de ajuda – eu só não crio um blog sobre isso porque já tenho dois blogs para administrar, então vou falando por aqui mesmo. Tem também os site e blog da Boa Forma.

Na verdade eu escrevo muito mais essas coisas para mim mesma do que para vocês. Mas, como sei que quanto mais pessoais são os nossos problemas, mais eles se parecem com os de outras pessoas eu resolvi falar sobre isso.

Ah! Outra coisa importante é sobre a pesagem. Não entre numa de se pesar todo dia, se não você fica louca. Pese, no máximo, uma vez por semana – mas eu acho que o melhor é de 15 em 15 dias. Ainda mais se você for mulher. As alterações hormonais pelas quais passamos são se arrasar com qualquer auto-estima. Às vezes aumentamos até dois quilos antes de menstruar. Na dúvida, não se pese nesse período. Tire todas as suas medias com uma fita métrica.

E aí, vamos lá?

segunda-feira, outubro 15, 2007

Rehab now!


Então, Bial. Acontece que se até a Paris , a Britney , a Amy
e a Lindsay fazem desintoxicação de vez em quando – nem que seja pra agüentar a próxima enfiada de pé na jaca – eu também vou me desintoxicar. Preciso dar um tempo nas drogas mais pesadas, como o chocolate e a cerveja e porcarias em geral, antes que eu saia rolando pela rua, ou precise de um transplante de fígado, ou ser retirada pelo corpo de bombeiros de guindaste da minha casa, após quebrar as paredes e com os vizinhos olhando espantadíssimos.- ou todas as anteriores.

E o melhor é ouvir as pessoas dizendo: “ah, mas você nem está tão gorda assim...” – o subtexto que esse “nem”, “tão” e “assim” revelam é: “ah, você está gordinha, mas ainda dá pra piorar muito”. Mas esse é o problema do gordo: ele não pára. Até o Jô Soares precisa, de vez em quando, fazer uma dietinha básica só pra perder uns 20 quilos – até pra ter onde engordar. Se a parada estacionasse, beleza. Mas quando se pensa como gordo, o céu é o limite. E ninguém chega aos 100 quilos de uma hora pra outra. É um quilinho aqui, outro ali e assim vai.

O gordo – ou alguns tipos de gordo - é que nem alcoólatra: ele nunca pode dizer que está curado, ele é um eterno viciado em comida que precisa estar sempre alerta e vigilante para o perigo que se esconde atrás da coxinha mais próxima. O gordo é um alcoólatra do sólido – mas, ao contrário deste último, não pode se dar ao luxo de se privar de sua droga por completo; tem que conviver pacificamente com ela; estabelecer um pacto de não agressão; manter a estabilidade em uma Guerra Fria, onde as duas potências sabem da força que a outra têm e por isso não se provocam. E com relação a certos alimentos o único caminho é não dar a primeira mordida.

“Nossa, que exagero” já posso até ouvir aquele leitor ali do canto. Exagero porque não é com você, caro amigo. Só quem oscila de peso com freqüência sabe o que eu falo. Só quem já alterou 17 quilos num curto espaço de tempo - como eu - sabe (a leitora tomando seu chá verde fez que sim com a cabeça). E o pior é isso: a gordura nem é um problema digno. Há um certo charme – ainda que torto - em ser um viciado em drogas ou bebida. Muitos astros do rock e do cinema são. Ser gordo – ou viciado em comida – é tido como falta de vergonha na cara. O gordo é, antes de tudo, um safado. Um fraco que não tem capacidade nem de gerir o seu próprio corpo, que dirá sua vida. Alguém que não merece crédito.

Muita gente não deve estar entendendo o que é “ser viciado” em comida. Ser viciado em comida é comer pra se livrar dos problemas. É comer até passar mal. Mas não é atacar uma caixa de bombons ou exagerar no almoço de domingo, é realmente comer uma quantidade que qualquer outra pessoa “normal” não conseguiria em um curto espaço de tempo muitas e muitas vezes. É comer uma coisa quando está na frente dos outros e outra quando está sozinho. É não ir à praia, não sair à noite, não fazer uma série de coisas porque acha que todo mundo vai estar olhando. Mas ninguém entende isso. Até dentro dos distúrbios alimentares a compulsão fica em segundo plano. Anorexia e bulimia são tidas como mais graves. E, de fato, são - principalmente a anorexia, pois a pessoa vai indo desmaia de inanição e morre. A compulsão é tida como uma questão de auto-controle. Mas não é. E os problemas psicológicos decorrentes disso são inúmeros e todos muito graves.

Começar a mudar é relativamente fácil. Difícil é manter as mudanças. Relacionamentos, cursos, exercícios e outras práticas podem ser fáceis de começar. O complicado é mantê-las. Não ter vontade de jogar tudo pro alto e sair correndo – não que às vezes não seja preciso jogar tudo pro alto e sair correndo. Por que alguns de nós tem comportamentos auto-destrutivos, mesmo sabendo que existe um jeito muito melhor de se viver? Não sei, mas tenho algumas hipóteses bem gerais. Acho que é por essa sensação de controle-descontrole que chega a dar vertigens. É muito ruim perder o controle em tudo na vida, mas ter o controle é melhor ainda. E pra você ter o controle, você precisa perder. Mas o problema é justamente esse: achar que há um controle. O difícil é manter a “atenção” (vejam que é diferente de “controle”) o tempo todo sem que pareça que você é uma corda de violão super hiper esticada. Difícil é ter a medida entre o retesar e o afrouxar. Difícil é como diria Buda percorrer o Caminho do Meio. Os extremos se parecem mais do que se contradizem. É como percorrer um caminho pendular, onde a cada momento se está em uma ponta, igualmente alta e vertiginosa, pra depois cair – e eu sempre tive medo de pêndulos, desde a infância. O caminho pra se parar no meio é ir tanto, tanto de uma ponta a outra até que a velocidade diminua e o equilíbrio venha de tanto ir numa direção e em outra.

O leitor que começou o texto dando algumas risadas de repente deve ter congelado o riso até que este foi amarelando e amarelando. Essa sou eu. As pessoas em geral começam sorrindo e no final estão quase sem graça. Digo coisas engraçadinhas pra falar de assuntos sérios e falo sério pra falar de coisas simples. Exagero pra que a verdadeira verdade passe despercebida. Estórias e histórias se confudem - não por acaso meu doutorado é entre a história e a literatura, pois na verdade eu cada vez acredito menos nas diferenças entre as duas. Como diria aquele programa infantil: "entrou por uma porta saiu pela outra, quem quiser que conte outra..."

sexta-feira, julho 13, 2007

Contabilidade


Doze dias.

Menos 1,7kg. É isso aí. Devagar e sempre. Nem toda semana dá pra emagrecer 3 kg.

Menos 5,5 cm no busto.

Menos 7,5 na cintura. Iupi! Saí do grupo de risco do infarto. Agora tô só no da diabetes. Yess! Porque vocês sabem, né? O pior tipo de gordura que existe é a que eu tenho. Na barriga, peito, costas e braço. São os primeiros lugares em que eu engordo e os que eu mais engordo e também os primeiros a emagrecer. É o famoso “corpo maçã”, tipicamente masculino – mas como eu tenho a compleição física de um caminhoneiro hooligan, ou de um lenhador canadense, eu também tenho esse tipo – ao contrário do “corpo pêra” ou “corpo violão”, típico da mulher brasileira. Eu não sou típica em nada. Isso não quer dizer que eu não tenha bunda! Peralá! Mas em compensação não tenho culote. Ou seja: sou a mulher perfeita. Reúno as melhores características de todos os povos. Sou o máximo, o que me estraga é essa minha modéstia. Não reparem. Acabei de fazer exercícios. Estou com mil serotoninas atuando nos meus neurotransmissores e na fase eufórica. Sinapses completas, plenas, cheias e satisfeitas.

Menos 1,5 no quadril.

Menos 1,5 de coxa direita.

Menos 2,5 de coxa esquerda.

Menos 1,5 de panturrilha direita.

Menos 1 de panturrilha esquerda.

Menos 1 cm de bíceps direito.

Menos 2,5 de bíceps esquerdo (meu lado esquerdo é todo menor que o direito. Eu sou toda torta).

É isso. Agora eu tenho que trabalhar.

quinta-feira, julho 12, 2007

Louuuuuca


Compras lights
Acabei de realizar minha primeira compra pelo Submarino. Uma balança digital Plenna Fly Prata! U-hu!!!! Chega em dois dias úteis. Porque vocês não sabem o trabalho que dá ter que pesar sempre com a mesma roupa, no mesmo horário, tirar o sapato no meio da farmácia...com uma balança em casa tudo fica mais fácil. E se não for digital não adianta.

Se tem alguém paranóica com gordura aqui? Imagina! Eu sou é louca de pedra.

Só tenho dois assuntos na minha vida no momento: minha tese e meu emagrecimento. Não sei qual dos dois é mais chato pra se falar num blog. Acho que é a tese. Então vocês vão ter que me ouvir falar sobre isso.

Vida social? O que é isso?


*

Gilberto Braga lê SublimeSucubuS


Vocês viram que na novela das oito vão fazer exatamente o que eu disse? Fingir que matam a Paula e a Taís assume a identidade da irmã? Eu disse isso muito tempo atrás. Eu quero processar o Gilberto Braga.


*

Sonho de consumo

Meu sonho agora é um grill George Foreman. Na festa que eu fui semana passada eles tinham. É o máximo. A gordura escorre para uma cânula. Muito legal.

Também queria um Walita Juicer, mas está muito caro.


*

Fantasmas

Tem ex que não é ex. É encosto. Volta e meia resolve baixar no seu terreiro. Ê, ê, misinfio. Disconjuro. Ninguém melece. Nem eu.

É ele!!





Esse é o nosso astro, o Jump - ou minitrampolim, para os íntimos. Aliás, na Boa Forma desse mês – com a Xuxa na capa, sim eu já recebi a minha! – tem uma super matéria falando bem do nosso minitrampolim. O título é “Bumbum de carioca, pernas dos sonhos” e traz uma série de exercícios para se fazer sentada no jump. Sim, exercícios localizados em cima do jump, pra ser feito parado, sem pular. Parece que o negócio é bom porque absorve o impacto.

Ou seja: tudo fica melhor em cima do minitrampolim. Acho que vou começar a estudar em cima do minitrampolim, quem sabe ele também absorve os impactos do meu cérebro.

Quando eu dominar o mundo meu trono será um jump. Darei à ordens ao meu séqüito de subalternos de cima do meu minitrampolim.

Seguem as fotos dele. E minhas canelinhas em ação - no momento a única parte do meu corpo minimamente apresentável.

quarta-feira, julho 11, 2007

Fim das aulas


Hoje tive que beber meio copo de vinho na hora do almoço. Encerramento do meu curso e o professor – que também é meu orientador – levou uma garrafa de vinho chileno para o almoço depois da aula. Quer dizer: se eu não faço pelo menos nem um brinde isso pode ser visto como uma desfeita. Quem sabe pode até comprometer o parecer dele sobre a minha pessoa. Quem sabe até eu perderia a bolsa. Não pode.

Em compensação não comi os quindins nem o doce de leite, ambos de Viçosa (sim, há pessoas de todos os lugares do Brasil no curso, além de uma argentina e uma espanhola), levados por uma amiga – e reza a lenda que esse quindim foi eleito o mais gostoso do Brasil e o doce de leite é produzido na universidade. Mesmo com todo mundo insistindo. E melhor: não senti a mínima vontade.


*

A vingança é um prato que se come frio. Gelado, eu diria. Já disse isso? Algumas centenas de vezes, né? Mas é que não me canso de me surpreender com isso. São tantos os exemplos e vindos de tantas as partes. A vingança é gelada, mas é doce. E a melhor vingança é viver bem. Nada não. Só pensando alto.

*

Eu tô tão feliz. Tão, tão feliz...

domingo, julho 08, 2007

Só por hoje


Ontem eu fui a uma festa de aniversário. Não bebi. Só por hoje. Mais 24 horas.

Comi salgados. Fritos. E alguns queijos amarelos (=gordurosos). Em compensação resisti bravamente ao bolo e aos docinhos, todos com cara óoootima. Só por hoje. Mais 24 horas.

Tá bom, né?

Hoje almocei salada, salmão e meia panqueca de camarão – estando em um rodízio de carnes. Sobremesa: salada de frutas.

Caminhei uma hora e pouca.

Só por hoje. Faltam dois dias para acabar o Projeto Inpulso.

sábado, julho 07, 2007

Resoluções de segundo semestre


U-hu. Sétimo dia de Projeto Impulso. Essa pequena “brincadeira” faz parte do projeto da Larissa. Essa garota emagreceu 43 quilos. Saiu até no Fantástico – quem quiser tem no You Tube, a matéria. Aliás, tem no blog dela. Foi naquele quadro da Fernanda Lima, o último episódio, sobre jovens deprimidos – onde também apareceu a Clara Averbuck. Só com dieta e exercício. Sobrou tanta pele que ela prendia com aquelas piranhas de cabelo. Depois ela fez uma plástica na barriga e no peito pra tirar o excesso de pele.

Como a maioria de nós, gordinhas ou oscilantes, ela já tentou emagrecer diversas vezes. Até que um dia ela conseguiu. Há quatro anos ela vem emagrecendo a agora só faltam quatro quilos. É o que eu sempre digo, pra tudo na vida: um dia a ficha cai e você completa a ligação. Não é porque você tentou 10 vezes e não deu certo que a 11ª não vai dar (eu não dizia isso não, mas agora estou dizendo. Não tô podendo com essa minha fase otimista.).

Ela diz várias coisas que todo mundo que já ficou um pouco acima do peso sabe. Uma delas é que quase todo gordo tem o rosto bonito. Acho que é verdade. Acho que quem é feio demais dá um jeito de não engordar, né? Deve ser...mas, como diz um amigo meu, quem fode com o rosto é espinha e quem fode com cabelo é caspa. Alguém já viu algum homem dizer: “nossa, ela tem um cabelo lindo? Quero ficar com ela”. Se disser, desconfie da virilidade do moço. Já outras partes da anatomia feminina...

Faltam três dias pra terminar o Projeto Impulso. Aí tenho que inventar outra brincadeira pra continuar a emagrecer.

Minhas dicas (se é que estou na posição de dar alguma):

- Comer de três em três horas.

- Seis refeições diárias (entendendo refeição como uma fruta no meio da tarde ou barrinha de cereais).

- Uma hora de exercícios aeróbicos, no mínimo – quem agüentar ou tiver tempo de fazer mais ou fazer peso, beleza.

- Água, água, água. E gelada. O corpo gasta calorias para tentar equiparar a água que tomamos à temperatura do corpo.

- Chá verde.

- NÃO passar fome. NUNCA. O corpo começa a poupar e você pára de emagrecer. É batata! (Batata, não, brócolis).

- NÃO passar vontade. Uma coisa é resistir à gula e à compulsão. Outra é ficar morrendo de vontade comer certas coisas. É preferível comer um pouquinho do que ficar acumulando vontade. Acreditem. Quando você puder comer será o verdadeiro estouro da boiada.

- Quanto mais rápido você emagrecer, mais rápido vai voltar a engordar.

Não estou indo às reuniões dos Vigilantes do Peso por falta de grana. Mas sigo a dieta deles, basicamente. Caminho, faço pesinhos em casa e pulo no meu mini-trampolim quando não dá tempo.

Assinei a Boa Forma numa promoção para universitários lá na UFF. E a mulher queria me empurrar “História Viva” e eu: “nãããão! Inteligente eu já sou. Eu preciso é de ficar gostosa!”. Já tenho História Viva 24 horas por dia, fala sério!

Então vamos ver se eu consigo dar uma acelerada no meu emagrecimento, pois emagreci uns seis quilos e depois fiquei engordando e emagrecendo 3 quilos. Pra lá e pra cá, desde o começo do ano. Vamos ver se eu consigo eliminar meus 17 quilos (que agora são 14).

Quando eu emagrecer tudo – digo, esses 14 – eu prometo falar quanto eu pesava e colocar uma foto antes e depois. Promessa é dívida. Me cobrem.

Até o final do ano – dia 20 de dezembro, quando eu qualifico – eu pretendo estar com 9 quilos a menos.

Então meus planos para o segundo semestre são:

1) Muuuito exercício.
2) Estudar muuuuuuuuuito mais ainda – e escrever metade da tese (tem umas coisas prontas, mas que provavelmente eu vou reescrever).
3) Estudar inglês. A sério. E muito.
4) Emagrecer 9 quilos até o dia 20 de dezembro.
5) Ficar sem beber. Pelo menos até o meu aniversário, em novembro. Essa vai ser a pior...ainda mais porque tem casamentos...ai, a...

Basicamente. Tem outras coisas, também, mas é basicamente isso.

Então é isso.

Estava precisando desse momento “Querido diário”.

Precisava dividir isso com vocês.

Enfim. É isso.