quinta-feira, março 07, 2013

Tentando voltar ou crise de identidade bloguística a essa altura?

Eu juro...eu tô tentando. Mas não encontro tempo e nem forma. Não tenho vontade de continuar um blog nos moldes "querido diário". Também não tenho nada mais profundo a dizer do que isso - e o que eu tenho eu preciso guardar pra outros lugares.

Mas eu vou pensar em alguma coisa.

segunda-feira, julho 09, 2012

Um mês? Já?


Como diria minha prima, ao ser parada pelo guarda e constatar que o seu IPVA estava vencido há quatro anos:

- Nossa, seu guarda! Como o tempo passa, hein?

segunda-feira, junho 04, 2012

Enquanto isso...

Numa livraria:


Formiga Irmã: Fumiga! Achei o livro que vou te dar de presente: "Pequeno guia para pessoas inteligentes que não estão dando certo".


Pândega, essa Formiga Irmã.


Não que ela ache que eu "não estou dando certo". Mas ela sabe que EU acho isso. Pelo contrário, ela sempre me lembra de como a vida é um processo e bla bla bla.


* * *

Isso me lembrou um outro caso. A mocinha da xerox que eu utilizo com frequência (a xerox, não a mocinha), estudou comigo durante algum tempo do colégio - ginásio? acho que era assim que se chamava. Sempre vou lá para xerocar currículo, documentos e, dentre eles, diplomas (graduação, mestrado e doutorado). Aí um dia resolvi comentar com a minha mãe:


- Puxa, mãe. Será que ela fica pensando "nossa, a Carrie tem tantos diplomas, estudou tanto, e eu aqui, trabalhando como atendente de xerox"?


Formiga Mãe, sem pensar duas vezes:


- Claro que não. Ela deve pensar "coitada dessa menina. Com  tantos diplomas, estudou tanto  e não consegue nada".


Tu-tum-táááá (som de prato encerrando a piada)


Estou cercada de pândegos. 


* * *


Como diria uma amigo da Andrea Batalha: "ter uma inteligência acima da média é como estar preso num engarrafamento".


E a média anda tão baixa que qualquer um tem uma inteligência acima dela. Mas isso não adianta muita coisa, porque você só pode andar de primeira.

quinta-feira, maio 17, 2012

Contabilidade da vida

O quanto entra. O quanto sai. Comer menos, gastar mais. Tarefas a serem feitas. Tarefas concluídas. Minutos que se consegue trabalhar ininterruptamente. Dias que faltam para o fim do prazo X. Gastar menos, entrar mais. Taxa de glicose, colesterol, triglicerídeos. Aplicações bancárias. Aplicações a laser. Números na balança, números da pressão, número do manequim. Dormir menos. Procrastinar menos, trabalhar mais. Dias que faltam para o fim do prazo Y. Circunferência abdominal com risco de ataque cardíaco. Nível de produtividade do bolsista. Dias de namoro. Duas páginas sobre. Taxa metabólica basal. Cortar. Cinquenta mil caracteres (sem espaço) sobre. Livros lidos. Anos que faltam até o último óvulo sadio. Livros a serem comprados. Número de cabelos brancos. Número de meses que dá pra ficar ainda sem pintar o cabelo. Dias que faltam para o fim do semestre. Anotar refeições. Minutos de meditação. Miligramas do remédio. Aumentar. Número de rugas. Taxa do cartão. Índice de massa corporal. Oito horas por dia. Expiração duas vezes maior que a inspiração. Contar calorias. Transpiração quatro vezes maior do que qualquer coisa. Meia hora por dia. Tabela de custos da planilha. Creme duas vezes ao dia. Números do celular. Gastos do projeto. Só dez minutos. Três cervejas. Minutos do celular. Controlar a cada seis meses. Anotar despesas. Trezentos gramas de presento sem gordura.  Uma vez por ano. Minutos de aula dados e restantes. Número de aulas. Gigas ocupados. Minutos de caminhada. Número de alunos. Barras de chocolates. Três fôlegos no mesmo asana. Número de faltas. Número de seguidores. Nota do MEC. Três vezes por semana. Dez tempos antes de explodir. Repetir três vezes. Dia que vence o livro da biblioteca. Só mais cinco minutos. Tamanho do ciclo menstrual. Notas. Idade em que o escritor X lançou seu primeiro livro. Número de notificações. Idade em que Fulana teve seu último filho. Número de visualizações. Pessoas que talvez você conheça.

Minha vida é uma eterna contagem. E eu sou péssima com números. 

quarta-feira, maio 16, 2012

Vejam

Pra quem quer conhecer meu namorado, vejam a coluna que ele faz pro site do jornal impresso que ele trabalha.  


Falando sobre a segunda coisa que ele mais ama na vida: nerdices. 

(A primeira não precisa dizer o que é, né?)

Vamos lá bater o recorde de visualizações do coelhão.




segunda-feira, maio 07, 2012

Depois de uma noite de insônia, daquelas brabas, brabíssimas, em que o mundo INTEIRO dorme MENOS VOCÊ, e você tem a CERTEZA ABSOLUTA de que NUNCA MAIS EM TODA A SUA VIDA dormirá, falo pro namorado:

Eu te chamei quase de manhã pra falar que eu não conseguia dormir, tava agoniada e sabe o que você disse? "Lê um texto meu que você dorme, de tão chato que ele é".

Namorado sem se lembrar de nada: "Ah é? Menos mal. Pior se eu tivesse dito pra você ler um TEXTO SEU".

Tu-tum-tá! (som de prato de bateria marcando a piada).

sábado, maio 05, 2012

Preciso lembrar que é difícil para todo mundo. Uns mais, outros menos. Eu nunca vou saber a dor dos outros. Podemos tatear e arranhar a superfície do que nos tira de nós mesmos, mas o máximo que vamos conseguir é sujar as unhas de verniz. Mas continuamos tentando. Que nem o filme onde os caras saem de barco, param para mergulhar no meio do nada e esquecem de descer a escada para o mar. Mesmo sabendo que é inútil tentar voltar pro barco arranhando a superfície eles o fazem desesperadamente. Por que essa é a única chance. Por mais remota e desesperada que seja. É isso ou se entregar.

Lendo na calada da noite (e na falada da alma)


"Mais uma vez, e não seria a última, sentia-me meio estranho no mundo, como se tivesse acordado de repente e desconhecesse suas leis e seu significado. [...] Me sentia mais só do que nunca. E apenas mergulhando nos livros parecia reencontrar a realidade , como se a vida nas ruas fosse uma espécie de grande sonho de gente hipnotizada. Faltavam muitos anos para entender que nas ruas, praças e até nas lojas e escritórios de Buenos Aires havia milhares de pessoas que sentiam ou pensavam mais ou menos o que eu sentia, naquele momento: gente angustiada e solitária, gente que pensava no sentido e na falta de sentido da vida. [...]

E naquele reduto solitário eu me punha a escrever contos. Agora percebo que escrevia toda vez que era infeliz, sentia-se só ou em descompasso com o mundo onde me coubera nascer. E me pergunto se não é sempre assim, se a arte de nosso tempo, essa arte tensa e dilacerada, não nasce invariavelmente de nosso desajuste, de nossa ansiedade e de nosso descontentamento. Uma espécie de tentativa de reconciliação com o universo dessas criaturas frágeis, inquietas e aflitas que são os seres humanos [...]

Será [o homem] esse ser dual e desgraçado.  Esse ser dolorido e espiritualmente enfermo que indagará, pela primeira vez, o porquê de sua existência [...] E então seres descontentes, meio cegos e meio enlouquecidos, tentam recuperar, tateando, a harmonia perdida, com o mistério e o sangue, pintando e escrevendo uma realidade diferente da que, infelizmente, os cerca, uma realidade muitas vezes de aparência fantástica e demencial, mas que, coisa curiosa, acaba sendo mais profunda e verdadeira que a cotidiana. E assim, como se sonhassem por todos, esses seres frágeis conseguem superar a desventura individual e se transformam em intérpretes e até salvadores (trágicos) dos destino coletivo.

Mas a minha infelicidade sempre foi dupla, pois minha fraqueza, meu espírito contemplativo, minha indecisão, minha abulia sempre me impediram de alcançar essa nova ordem, esse novo cosmo que é a obra de arte, e terminei sempre caindo dos andaimes da desejada construção que me salvaria"

(Ernesto Sábato, em Sobre Heróis e Tumbas, p.580-1)



quarta-feira, abril 25, 2012

Moicanos de verdade

As coisas tinham ficado meio emperradas na minha vida. Eu estava trabalhando para a prefeitura como zelador em uma escola de ensino fundamental e durante o verão catava lixo no parque às margens do East River perto da ponte Williamsburg. Não sentia qualquer vergonha dessas atividades, porque entendia algo que quase mais ninguém parecia compreender: que havia uma diferença infinitesimal, uma diferença tão pequena que mal chegava a existir a não ser como criação da mente humana, entre trabalhar em um arranha-céu de vidro verde na Park Avenue e catar lixo em um parque. Na verdade talvez não houvesse diferença alguma (p. 95).


Certos livros chegam até nós como uma espécie de mensagem de náufrago, daquelas em uma garrafinha, colocada na esperança vã e infundada de que vá achar vida inteligente e te salvar. Ou melhor dizendo: talvez o náufrago seja você e a mensagem é o livro lhe comunicando o que você precisa ouvir naquele momento. Foi assim comigo quando li A visita cruel do tempo, de Jennifer Egan. Dica do meu amigo e colaborador (ainda que sumido, mas depois falo disso) deste blog, Denis. Ele disse: acho que você vai gostar. Ele tinha razão.

O livro conta a história de personagens que chegam naquele momento da vida em que se diz: então, é isso? Em geral, as pessoas carregam sonhos e expectativas quando são crianças/jovens. Não que sonhos e expectativas sejam privilégios de jovens, mas chega um determinado momento em que você se dá conta de que as bifurcações vão ficando maiores atrás de você do que a sua frente. Por exemplo, aos 5 anos de idade você pode sonhar em ser nadadora, astronauta, médica, bailarina clássica ou atriz. Aos 15, bailarina clássica e nadadora já são opções menos viáveis se você não fez nada a respeito. Aos 30 é impossível, a não ser que você crie um novo estilo de dança clássica - que não será mais clássica. Também já complica pra ser astronauta. Enfim, o livro fala sobre isso. Sobre o momento em que você tem que lidar com a sua vida do jeito que ela é, sem falsas expectativas. Tipo: é o que tem pra hoje e a outra alternativa é morrer, qual vai ser? O livro ganhou Pulitzer e foi saudado como uma linguagem inovadora e bla bla bla (só porque a escritora escreve um dos capítulos em power point), mas pra mim tudo isso é o de menos. Depois de Joyce é difícil inventar muita coisa em termos formais. O que me tocou no livro foi a acidez-desesperançosa das personagens que lutam para sobreviver a elas mesmas. Como uma das personagens diz: "Colegas de escola de quem me lembro estão fazendo filmes, fabricando computadores. Fazendo filmes em computadores. Uma revolução, vivo escutando as pessoas dizerem. Eu estou tentando aprender espanhol. À noite, minha mãe me testa com fichas" (p. 89).

O livro fala de personagens na meia idade dos 35-40 anos. Convenhamos, quantas pessoas vocês conhecem que viveram até os 100, 120 anos? Então que mania é essa de dizermos que meia idade é aos 50 anos? [Na verdade, esse pensamento não é meu. Alguém escreveu sobre isso, talvez João Ubaldo Ribeiro, mas não tenho certeza]. Meia idade é por volta dos 40 se pegarmos a expectativa média do brasileiro. E olhe lá. Sendo bastante generoso. Veja bem, não estou querendo dizer que quem chegou a essa idade está na metade da vida e não é possível fazer mais nada. Mas tem certas coisas que não dão mais tempo. Não adianta. Talvez o livro fale do último e derradeiro golpe acerca da vida adulta. Crescer é levar um susto - se me permitem, um susto do qual não me recuperei até hoje.

A estrutura narrativa é composta de contos que se entrelaçam. Alguns dizem que é um grande romance narrado de pontos de vistas diferentes. Pra mim são contos que se entrelaçam. As personagens são absolutamente adoráveis, porque humanas. E falhas. É um livro sobre fraquezas e pessoas que não deram certo - o que faz você se perguntar o que realmente é dar certo, será que eu estou dando certo? 

A autora utiliza comparações deliciosas como "Ted refletiu sobre a questão enquanto tomava três expressos no saguão do hotel, deixando a cafeína e a vodca se cumprimentarem em seu cérebro como  dois peixes de briga" e "a massa dourada e emaranhada dos cabelos de Charlie desaba sobre seus ombros como uma janela estilhaçada". Achei muito bom, isso. 

Outro recurso que eu gosto bastante é quando o autor fala do futuro da personagem em um parágrafo sem que o livro ou conto se centre neste futuro necessariamente. Do tipo: "trinta e cinco anos depois disso, em 2008, esse mesmo guerreiro vai ser envolvido na violência tribal entre os kikuyu e os luo, e morrerá em um incêndio. A esta altura, terá tido quatro esposas e 63 netos, um dos quais, um menino chamado Joe, herdará sua lalema: a adaga da caça feita de ferro agora pendurada em uma bainha de couro ao lado do seu corpo. Joe fará faculdade em Columbia e estudará engenharia para se tornar especialista em tecnologia robótica visual capaz de detectar o mais leve traço de movimento irregular (legado de uma infância passada vasculhando o mato em busca de leões). Vai se casar com uma americana chamada Lulu e permanecer em Nova York, onde inventará um equipamento de scanner que se tornará padrão para a segurança de multidões. Ele e Lulu comprarão um loft em Tribeca, onde a adaga de seu avô ficará exposta dentro de um cubo de acrílico bem debaixo de uma clarabóia".

Qual o momento de desistir dos sonhos e se conformar com a vida real? Até que ponto desistir de um sonho é se conformar com a vida real? Em que momento vale a pena fazer um recuo estratégico? Até que ponto a vida real exige que transformemos os nossos sonhos? Qual o limite pra se fazer isso sem enlouquecer? Ou, como diz uma das personagens da turma de punks que toca em uma banda: "Quando é que um moicano de mentira vira um moicano de verdade? Quem decide? Como é que você sabe que isso aconteceu?".

Esse é o problema. Ninguém sabe.

segunda-feira, abril 09, 2012

Nove de abril


Há exatos 50 anos, meu pai e minha mãe chegavam em Gotham City com uma filha pequena (minha irmã mais velha) e muita coragem para tentar a vida em uma cidade completamente estranha. Ela, 24 anos. Ele, minha idade (35). Antes moraram pouco tempo em Coronel Fabriciano, terra de outra siderúrgica - a Acesita. A data era então - e ainda é - aniversário da Usina, porém ainda respirávamos ares estatais e a festa na cidade era grande para saudar o aniversário daquela que era então a mãe dos trabalhadores - com direito a presença do presidente João Goulart e tudo mais. Papai era médico e teve que se apresentar no hospital, onde todos os médicos encontravam-se de plantão em função da presença do presidente.

Aqui nasceram mais quatro dos seus cinco filhos, inclusive esta que vos fala. Aqui minha mãe enterrou o seu marido, meu pai, há dez anos. Aqui fez amigos, construiu casa e fincou pé. 

A cidade deve tudo que tem à Usina. Nos anos 90, resolveu privatizá-la. Hoje a cidade não é mais só a Usina. Mas ainda é muito.


Eu odeio a minha cidade. E amo a minha cidade. E tudo o que sou e penso e acredito está profundamente enraizado no fato de eu ser daqui. Se eu não fosse daqui, provavelmente não manteria a ligação próxima com Minas e Rio. Não falaria como eu falo - sem sotaque de carioca ou paulista ou mineiro. Não teria os amigos que tenho. Provavelmente não teria feito algumas escolhas. Talvez tivesse insistido em alguns erros.

As pessoas imaginam minha cidade como um réplica de Cubatão. Bom, eu nem conheço Cubatão. Vai ver é até uma cidade legal. Mas o fato é que a minha cidade é muito mais bonita do que as pessoas imaginam e tem muito mais verde do que muita cidade dita limpa. Eu odeio a minha cidade por outros motivos e a poluição, definitivamente, não está entre eles. Odeio pela mentalidade classe média. Pela falta de opções de lazer que me agradem. Mas esse é o motivo pelo qual eu odiaria quase que 90% das cidades de médio porte. Eu sou uma pessoa difícil, eu sei.

Adoro não ter trânsito e chegar em 5 minutos ao trabalho. Quer dizer, hoje em dia até tem trânsito, mas eu morro de rir das pessoas reclamando. Ainda não é nada comparado às grandes cidades. Às vezes ao invés de 5 minutos eu gasto 10. Ohhh...

Adoro a vista que eu tenho do meu quarto da Usina. Adoro todos os barulhos que esta produz de madrugada: apitos, sons de trem, buzinas...Adoro o fogo colorido que sai das sua chaminés. Como diz meu namorado: vista de Mordor. Como diz meu amigo Denis: Gotham City. Porque o céu fica rosa em determinados momentos.

Adoro o frio que faz no inverno, muito mais do que no Rio. Odeio o calor que faz no verão.

Adoro as ruas do meu bairro, ainda com as velhas casas de engenheiros, médicos e diretores da Usina. Quase um bairro fantasma, onde as casas parecem desabitadas e as pessoas só andam de carro.

Adoro e odeio o fato de eu ter voltado a morar aqui há três anos atrás, depois de treze anos fora. Adoro ver o meu velho colégio, ainda que modificado. Adoro ver tudo como era da mesma forma, ainda que completamente modificado. Assim como eu.




terça-feira, março 27, 2012

O homem possível...

Quando era novo escrevi alguns poemas, sob efeito de substâncias nocivas (a qualquer adolescente), do interior (leia-se cachaça e no máximo, no carnaval, loló).
Tenho uma lembrança, comigo, que eram pérolas literárias e que se investisse em ser escritor, seria um James Joyce de Andrelândia...
Esse era um dos lugares aonde minha mente ia nos momentos de fuga, viagem ou medo, enfim aqueles que te fazem pensar em futuros alternativos, nos quais voce se dá bem.
Um dos outros futuros era um que eu era centroavante do Botafogo FR.
Sempre fui ruim de bola e apesar de ser um bom leitor, sou um péssimo escritor.
Acho que tenho dislexia e não sei bem usar outros sinais a não ser a vírgula e o ponto! (esse tambem, o guarda-chuva fechado).
Mas sou amigo da dona do blog e sou o que tem no momento, então voces vão ter que me engulir...

Vejam este link.

segunda-feira, março 26, 2012

CV

Acabo de ver um currículo onde a pessoa botou experiências futuras. Tipo, algo que ela vai fazer ainda. 

Pensei em montar um currículo assim também. Professora universitária da Universidade Federal X. Autora do best-seller traduzido em 67 línguas e adaptado para o cinema com direção do Quentin Tarantino e ganhador de 7 Oscars. Ganhadora de Nobel de literatura e do Pulitzer de 2027.

Né? 

Aí fica fácil, gente. 

domingo, março 25, 2012

Eu tinha feito uma promessa para mim mesma que era a de nunca mais falar sobre certos assuntos aqui no blog e um deles é trabalho. Por questões óbvias. Tem sempre alguém que conhece alguém que conhece alguém. Só que o que acontece é que nem sempre eu consigo. Esse é um problema de se ter a porra de um blog sem foco. Ou melhor, cujo objeto central é a sua estúpida e banal vida. Porque depois da merda da web 2.0 e bla bla bla os blogs passam a ter nicho - moda, esportes, culinária, etc. Mas eu não tenho um nicho. Não consgio ter foco nem na minha vida, que dirá em um blog. Ou talvez meu nicho sejam pessoas um pouco cansadas, um pouco mal humoradas, que ainda acreditam um pouco na vida e no selumano (mas não muito), mas sem abusar da boa vontade, que desconfiam das coisas e que vêem o mundo com um tipo muito específico e peculiar de humor, que nem sempre é bem aceito pela sociedade. Meu nicho são pessoas especiais. É. Meio brega, isso. Mas é por aí. Meu nicho passa por achar que as pessoas que eu atinjo são únicas e especiais assim como eu acho que sou única e especial - mas todo mundo acha isso, logo todo mundo é bastante comum e...enfim. Estou me perdendo.

De modos que esse post é só uma satisfação sobre porque eu deletei aquele outro ali embaixo. Eu sei, não tinha nada demais, mas...a vida é feita de coisas que não tem nada demais e de repente viram um troço enorme e bizarro que foge ao seu controle. Feito o Goodzila.

sexta-feira, março 23, 2012

A invenção de Martin Scorsese!

Assisti ao filme a invenção de Hugo Cabret.
Sabia que ia ser legal. Me surpreendi...
Pela primeira vez Martin Scorcese abordou a temática infantil (apesar de ser um filme de nuances complexas) e usou tecnologia 3D, na minha opinião, usou como ninguém teve a manha antes!
O filme trata de abandono, solidão, amizade, incompreensão, desilusão, "magia"e amor, tudo isso com um verniz de inocência e leveza que surpreende!
Hugo é um menino que fica órfão (o pai dele é o Jude Law) e vai morar com o tio, que trabalha na manutenção dos relógios em uma estação de trem.
Lá entre roubos pra sobreviver e fuga do inspetor (Sasha Baron Cohen, o Borat!) da estação, acaba por conhecer Papa Georges (o ator que interpretou Mahatma Gandhi, Ben Kingsley), que tem uma loja de brinquedos.
Papa, na verdade é Georges Méliès, o cineasta considerado o pai dos efeitos especiais (o primeiro que filmou em stop-action e usou story-boards).
O resto do filme vocês só saberão vendo!
Destaco a atuação do garoto que fez Hugo (Asa butterfild), de sua amiga Isabelle (Chloë Grace Moritz que fez a vampira de Deixe Ela entrar, na versão americana) e do eterno Drácula, Christopher Lee, como o bibliotecário.
Enfim, um filme para crianças que tocará, talvez até com mais intensidade, muitos adultos!
Bjs e bom filme!

quarta-feira, março 21, 2012

Apresentaçāo...

Tenho 39 anos de idade (2012).
Casei (2005).
Terminei a residência de Cardiologia (2001).
Conheci minha mulher (2000).
Passei na residência (1999).
Me formei médico (1998).
Passei no vestibular (1993).
Morei um ano que valeu por mil em JF (cursinho).
Tava uma noite bonita em Ubatuba! E tomando uma cerveja e escutando conselhos do meu amigo e cunhado João Carlos, resolvi fazer medicina (janeiro de 1992).
Morei em São Paulo (fazendo estágio em eletrônica, passei na prova da CESP e iria fazer vestibular pra Engenharia eletrônica).
Santa Rita do Sapucaí MG.
Colegio das Irmãs em Andrelândia.
Grupo José Bernadino.
Aprendi a ler com 4 anos.
Minha madrinha me ensinou a ler (Dna. Dinorah).
MINHA VIDA COMEÇOU!!!!
Denis.

Novidades do reino Sublimesucumbense


Tenho novidades! A partir de hoje, temos um colaborador neste estabelecimento. Trata-se do meu amigo Denis, médico e cachaceiro. E dos bons - nos dois casos. Dizem as boas línguas, que é dos melhores (digo, médico). Rezo pra que você nunca precise dele, caro(a) leitor(a). Ele mexe com  UTI. Não seria legal precisar de seus préstimos.

Denis vai escrever...sobre o que ele quiser. Mas basicamente sobre livros e filmes, suas grandes paixões além da medicina. 

Se você quiser saber mais sobre Denis, leia este post aqui.

Ele vai assinar como Denis mesmo. Sugeri Denis, o Pimentinha. Denis, o peralta. Mas acho que ele não curtiu muito, não.

Seja bem-vindo, meu grande amigo! Sinta-se em casa! Só não deixa a cerveja espalhada pelo chão e nem mate os peixes do aquário ;)

terça-feira, março 20, 2012

O Facebook como metáfora da vida


O Facebook, assim como qualquer rede social ou ferramenta, é só uma ferramenta. Do Diabo, mas é só uma ferramenta. As pessoas é que determinam o seu uso e não o contrário. 

Falo especificamente sobre as listas. Dividimos nossos amigos no Facebook por listas e estas listas são a materialização da classificação que fazemos deles no dia a dia. Algumas listas são pré-determinadas pelo Facebook, como as listas dos Melhores Amigos, dos Conhecidos e aquelas formadas a partir dos dados que colocamos a respeito de nossa escolaridade e nos encaixam em certas listas. Algum escritor que eu não me lembro quem falava que os amigos de trabalho eram amigos aéreos. Aqueles amigos que você convive por um tempo e depois se perdem. Também não me lembro se o termo era exatamente este...enfim, não me lembro de nada...que eu tava falando mesmo?

Hoje em dia é possível personalizar cada publicação para determinados grupos de amigos. Por exemplo, se quero mandar um recado para meus alunos, posso colocar a personalização apenas para eles. Ao contrário, se quero soltar um palavrão sem medo de ser mal interpretada, restrinjo o post para alguns poucos. Tenho listas de "alunos", "blogs e internet", além das já citadas. Claro que continua a velha máxima de ter bom senso em geral. Não coloque nada completamente proibido ou pessoal no Facebook, porque vai q você esqueceu de colocar a pessoa na lista certa. Vai que o Facebook resolve confundir as bolas...puxado. Muito puxado. Continua valendo a máxima de não dar muita informação sobre a vida pessoal. Infelizmente as pessoas andam perdendo um pouco a noção e extrapolando. E é contagioso. Até algum tempo atrás compartilhar certas informações seria um absurdo. De repente, você se vê compartilhando coisas que nunca imaginou.

Outra lista muito útil, criada pelo próprio Facebook, é a lista Restritos. Esta lista é uma espécie de limbo social, pra onde você varre as pessoas que você não quer que vejam nada a seu respeito, suas fotos, seus posts e quase tudo de mais confidencial. A estas pessoas só é dado o privilégio de enxergar o que você - ou o Facebook - determina como público.

Mas pra que ter pessoas nessa lista? Não é mais fácil não ser "amiga" da pessoa? perguntaria um não usuário de Facebook. Não, não, não. Algumas. Você é obrigado a aceitar  certas pessoas como amigas. Não tem como NÃO aceitar. Assim como na vida, quando a gente tem que conviver com certas pessoas por questões variadas. Mas você pode neutralizar a pessoa de tal modo que será quase como se ela não existisse. Exatamente como podemos fazer na vida. 

Outra grande invenção do Facebook é o botão assinar e não assinar. Sabe aquela pessoa que fala demais da conta no Facebook? Tipo eu? Ou aquela pessoa que fala muita bobagem, um nível de bobagem que começa a irritar? Comentários religiosos-radicais e preconceituosos em geral? Então. Você pode continuar amiga da pessoa, para que ela não se ofenda, ela pode continuar recebendo suas atualizações, mas pode não ouvi-la. É um la-la-la-la-não-estou-ouvindo-nada-estou-com-os-ouvidos-tampados. 

E o bom disso tudo é que você pode mudar a qualquer hora e qualquer momento. Uma pessoa pode ser assinada ou deixar de ser, passar pra lista de Restritos ou sair dela etc. Sem ninguém saber.

Facebook é convivência e não declaração de amizade.
 
Infelizmente ainda não sei colocar as pessoas nas listas de Restrito na minha vida.



Oi-tono


Outono, seu lindo! Seja bem-vindo! Parece que faz séculos que a gente não se vê. Você sabe que meu coração pertence ao seu irmão, o Inverno, incondicionalmente, mas a culpa não é sua. É porque você é sempre muito tímido por aqui, aí eu tenho q esperar por ele. Ele tem aquele jeitão sisudo e sério, mas é só aparência. Ofereça um chá ou chocolate quentinho, acenda um fogo e ele logo se mostra afável e te abraça. Mas tivemos nossos momentos, eu e você. Ah, vai...tivemos sim! Quando a gente se encontrou, lá em cima do mundo, foi tudo lindo e mágico e maravilhoso... Lá você é minha estação favorita, a de mais cores, e não é à toa que coincide com o meu aniversário. O tom das folhas verde-amarelado, laranja, cobre, laranja-avermelhado, vermelho-amarelado e mais uma miríade de combinações são das memórias mais lindas que minhas retinas já tão fatigadas carregam. Aquela sua prima, a Vera, é que é realmente é uma cretina. Só falta estender um tapete de flores para o Verão - cruz, credo! Já vai tarde - passar. São tão parecidos que às vezes me confundo entre eles. O Verão é muito estourado, sabe? A gente não se dá bem. Ele não dá espaço pra nada, te obriga a sempre fazer os mesmos programas... Ao contrário de você, cuja luminosidade suave vai descendo em degradê até deixar que o Inverno tome conta de tudo. 

Então venha e cumpra o seu papel, o que lhe é de direito: faça cair todas as folhas, todas as máscaras; todos os planos já cumpridos e desejos já realizados; todos os frutos que brotaram férteis, mas, como tudo na vida, também apodreceram. Continue o ciclo. Mantenha a roda girando.


Venha, Outono, e me faça corajosa o suficiente para também perder as minhas folhas. 


Inspiração do dia

Tipo assim...





(Aviso ao Ecad: me erra!)

segunda-feira, março 19, 2012

Roger Walters, só que ao contrário

Hey, kids! Leave them teachers alone!

Hoje, mais do que nunca







"Fui para os bosques porque pretendia viver deliberadamente, defrontar-me apenas com os fatos essenciais da vida, e ver se podia aprender o que tinha a me ensinar, em vez de descobrir à hora da morte que não tinha vivido. Não desejava viver o que não era vida, a vida sendo tão maravilhosa, nem desejava praticar a resignação, a menos que fosse de todo necessária. Queria viver em profundidade e sugar toda a medula da vida, viver tão vigorosa e espartanamente a ponto de pôr em debandada tudo que não fosse vida, deixando o espaço limpo e raso; encurralá-lo num beco sem saída, reduzindo-o a seus elementos mais primários, e, se esta se revelasse mesquinha, adentrar-me então em sua total e genuína mesquinhez e proclamá-la ao mundo; e se fosse sublime, sabê-lo por experiência, e ser capaz de explicar tudo isso na próxima digressão" (Henry D. Thoreau em "Walden ou A vida nos bosques").

Boa semana para todos. Uma semana de vida de verdade ;) 


E para ilustrar esse momento:



sexta-feira, março 16, 2012

Pensamento do dia

"Tá ardendo, mas tá entrando" (INJEÇÃO, Deise da).

quinta-feira, março 15, 2012

Tendo várias ideias estapafúrdias sobre a nova vida que eu estou inventando pra mim a partir de agora. E o que é pior: nêgo só acreditando e me dando força.

sábado, março 03, 2012

Eu preciso mudar de vida. Mais uma vez. Eu tô sempre precisando mudar de vida. Eu estou sempre insatisfeita com os rumos que a minha vida está tomando. Sempre, não. Houve momentos. Eu sei que houve e não posso esquecê-los, ainda que o presente insista em botar uma névoa em cima de tudo.

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

Um conto de Carnaval


(Oi pessoas! Achei isso no meu computador. Um conto inacabado. Na ausência de coisa melhor pra postar, resolvi compartilhar. É bem apropriado para o momento. Nem me lembrava que eu havia escrito isso). 


Luísa sempre odiara Carnaval. Ainda pequena sua mãe a fantasiava de baianinha e levava-a as matinês do Guaraciara Campestre Clube. O pesado turbante, a saia rodada, de babados – como aquele tecido pinicava! -, os brincos de argola, pulseiras e colares, aliados ao forte calor de fevereiro ou março quase sempre a faziam passar mal no meio do baile. Hordas de crianças pulando e berrando, junto a mães histéricas que batiam fotografias o tempo todo e um leve odor de guaraná e suor eram sua maior lembrança desses dias de horror. Gostava de se sentar em um canto do salão e juntar confetes em um copo de plástico. Mas sempre que conseguia se divertir minimamente dessa forma a mãe ou alguma tia ou primo logo a encontrava. Tá fazendo o que sentadinha aí, trisitinha? – perguntavam.  E lá ia Luísa, rebocada às pressas para algum trenzinho ou – terror dos terrores – para o campeonato de fantasias. Não havia argumentação racional com a mãe de Luísa. Ela sempre queria vencer o concurso de fantasias da matinê, o Foliã Garaciara Mirim, para isso vestindo a filha de indiazinha, baianinha, garotas superpoderosas, anjinho, Minie,  coelhinha...
A angústia começava logo depois do ano novo, em janeiro, quando Dona Almerinda, mãe de Luísa, tinha suas brilhantes idéias de fantasias. Tudo para derrotar Renatinha, a princesinha do Guaraciara Campestre Clube, a única eleita por cinco anos consecutivos a Foliã Mirim. Renatinha parecia ter nascido para o Carnaval. Suas fantasias eram sempre as mais originais. Quando todos apostavam nos super-heróis da vez ela surgia com uma fantasia tradicional de espanhola, com sapatos de salto, castanhola e leques. Quando, no ano seguinte, todas resolviam fazer elaboradas fantasias de colombinas ela surgia como a personagem da novela das sete. Impossível concorrer com Renatinha. Ela não suava. O penteado não desmanchava. Mantinha constantemente um sorriso no rosto. O confete não grudava em sua pele. A maquiagem não derretia. Renatinha era simplesmente perfeita. Todos os meninos queriam ser seu par, enquanto Luísa tinha que se contentar com seus primos gêmeos Ricardo e Rodolfo, dois anos mais novos que ela e, portanto, infinitamente pirralhos, como ela sabia.
O que sempre a incomodara no Carnaval era a obrigação de ser feliz. Quatro dias em que você não podia se dar ao luxo de ficar quieta nem um só instante. Quatro dias para gritar, pular, se vestir com roupas improváveis, beber...veja só o seu Eustáquio, o vizinho da frente. Durante o ano todo ele era um pacato contador que vinha do trabalho pra casa, da casa pro trabalho, pai de duas meninas e marido exemplar. Durante o Carnaval Seu Eustáquio podia ser visto diariamente com a mesma (minúscula) fantasia de mulher, maquiagem borrada, peruca torta e aos berros. A mulher, Jandira, bradava em alto e bom som que assim não era possível, que desse jeito pedia o divórcio e não sei mais o quê. Na quarta feita de cinzas é como se o casal tivesse se mudado dali e dado o lugar para outro casal. Seu Eustáquio aparecia com o semblante fechado de sempre e Dona Jandira reclamando da carestia da vida e falando sobre a pouca vergonha das fantasias de carnaval. Como se aqueles quatro dias tivessem sido uma espécie de salvo-conduto do marido.

(Continua...ou não)

segunda-feira, janeiro 09, 2012

Eles podiam tá roubando, podiam tá matando...

Desculpe interromper o silêncio da sua leitura. Venho aqui pedir uma contribuição para a Cia de Dança que a Carol, minha prima, participa. Projeto muito legal. Você pode contribuir com qualquer quantia, desde 10 reais até quanto você quiser. Em troca você ganha brindes (tipo aula de dança, ingresso...) e caso o projeto não role eles devolvem o dinheiro. O projeto dela é esse aqui, mas há diversas outras iniciativas no site. Eles precisam arrecadar uma grana lá e falta pouco tempo.

Comece o ano sendo um mecenas e tire onda com os amigos.

segunda-feira, janeiro 02, 2012

Feliz 2012 novo!


Então, cambada. Foi-se 2011 e mais um ano se inicia.

2011 foi bão. Não posso reclamar. Em primeiro lugar, tô viva. Só isso já faz de 2011 um ano bom. Além disso, teve muita coisa legal. Na parte boa teve demissão (sim, me livrei de uma roubada e foi ótimo); saúde pra dar e vender; novos amigos, laços estreitados com amigos; reencontros com amigos muito distantes;  leitoras novas muito queridas que eu conheci, a Silvana e a Taísa; muitas viagens - conheci quatro cidades novas: Porto Alegre, Recife, Ouro Preto e Mariana (férias de julho). Teve todo mundo que eu amo VIVO até o final do ano, e isso já é muito. Ah é, e o melhor de tudo: teve o namolado mais fofo do mundo. As coisas ruins se devem todas exclusivamente a planos de trabalho. Nada deu certo, nada saiu como eu planejei, não só concursos como outras coisas. Contatos, planos B, ideias alternativas...nichts. Mas tudo bem. As coisas são fruto de sorte, persistência, trabalho duro e paciência. Ah é: tiveram os quilos a mais, também. Fruto de estresse, correria, estresse, correria...

Mas se eu disser pra vocês que hoje eu estou realmente feliz e animada com essa chuvinha que cai e a perspectiva de um ano novinho em folha pela frente, vocês acreditam? Pois é. Ligando pra médicos, tentando resolver coisas, mas parece que só eu acreditei que hoje era dia útil. 

Então que me vejo renovada de sonhos e esperanças pro ano novo. 2012 vai ser muito foda, dentre outras coisas porque: 1) É o ano do dragão no horóscopo chinês e o ano do dragão é um ano de fartura e abundância para TODO MUNDO. É dos anos mais aguardados pelos chineses; 2) EU SOU DRAGÃO. Então será um ano de dupla fartura pra mim e 3) Esse ano eu encerro mais um ciclo de sete anos e começo outro, o que é sempre um momento auspicioso, de renovação e limpeza. Lembrando que o ano novo chinês só começa em fevereiro.

Além disso, como todos nós sabemos é estatisticamente comprovado pela ciência que os anos pares são melhores. Isso quando estamos nele, quando estamos em anos ímpares, estes são melhores. Além disso, segundo uma teoria desenvolvida por mim mesma, se você nasceu em ano par, anos pares serão melhores pra você. Eu nasci em 76, portanto, viva eu esse ano.

É isso, então. Força na peruca, grampo no aplique e mandando ver no pedal, que é pra não atrasar as custura.

sexta-feira, dezembro 30, 2011

Ainda sobre namoros...


Vocês me desculpem o monotema, mas eu vou ter que continuar falando sobre isso. 

Tinha bastante tempo que eu não apresentava ninguém oficialmente como namorado para as pessoas e eu fiquei realmente surpresa com as mais diversas - e estapafúrdias - reações. Desde gente dizendo: "nossa, que sorte" (Oi? Sem nem conhecer o moço! quem disse que é sorte? E se ele for um psicopata?) até amigas que disseram: "ahhhh, agora a gente pode marcar de sair". Do tipo: agora você parou de pertencer ao grupo dos párias leprosos que não namoram e eu posso ser vista na sua presença. E nem tô falando das minhas tias de Andrelândia. Delas era mais do que esperado as reações de "mas que ótimo, vamos ver se dessa vez engrena! Tamos rezando aqui" e etc. Tô falando de gente da minha geração, gente supostamente muderna e independente.

Gente. Eu só tenho um namorado. Eu não fiz transplante de cérebro. Continuo a mesma pessoa insuportável, anti-social e intragável de sempre. Não confundam. Não vou sair por aí dando bom dia a abelhinhas. Também não ganhei na mega sena, nem fui selecionada para o primeiro voo intergalático e nem descobri a cura da AIDS. Será que o fato de eu ter ficado tanto tempo sem um namorado fixo me tornou uma pessoa tão estranha assim? Jura? Aí agora, é como se as pessoas tivessem pensado: ah, ufa! 

Esses dias tava lendo o blog da Menina de Óculos e vi ela falando que desde que anunciou o casamento - que nem festa vai ter - geral fala com ela, desde vizinhos que nunca a cumprimentavam até parentes. Notem bem: não é nem pelo interesse de ser convidado para festa, porque não vai ter festa. É apenas a satisfação em perceber que alguém vai se casar.

Daí é fácil entender porque tanta gente se casa e tem filho. É uma inserção social. Você adquire um senso de pertencimento. É o caminho mais fácil, socialmente falando - na prática a gente sabe que é difícil. (Quer dizer, gente quem, cára pálida? Sei lá. Dizem. Os exemplos de casamento que eu tenho ao meu redor são todos felizes). É você chegar lá. Dizer realmente a que veio. Como diz uma camiseta que eu vi esses dias: game over - imagem de uma noiva do altar. Ou do slogan de uma feira de noivas e debutantes que eu vi aqui em Gotham: o mais difícil você já conseguiu: o noivo.

Ter alguém pra ficar, pra amar, principalmente uma pessoa legal, bacana, que realmente você quer estar ao lado, é muito legal e pode te fazer muito feliz. Mas não é nem deve ser nunca o único ou mais eficaz caminho pra felicidade. É só um dos caminhos. Essa obsessão das pessoas em depositar 90% das expectativas de felicidade em cima de um relacionamento é muito pesado. Mesmo porque 90% das pessoas não vão achar esse relacionamento - meu amigo Luís Miscow que não me ouça se não vai dizer que eu sou muito pessimista e que há muito amor por aí. 

Que caralhos. Muito bizarro.


quinta-feira, dezembro 29, 2011

Sou dessas



A moça do Autoramas lê meu blog. Não o brinquedo. A banda. Hihihih - adoro quem ri em hihihihi - que vergonha.


Eu sou o tipo de pessoa que ainda se espanta em ter leitores.

quarta-feira, dezembro 28, 2011

That's official


Não adianta apresentar pra família, dar presente, falar que está namorando, escrever post no blog. Enquanto você não muda o status no Facebook você ainda não está namorando.

Alterar o status no Facebook é o novo apresentar pra família.

terça-feira, dezembro 27, 2011

Ganhei uma caixa com 20 DVDs do Woody Allen de Natal, do namorado mais fofo do mundo - é sério. Ele é o namorado mais fofo que eu já tive em toda minha vida.

Dei a quadrilogia Alien pra ele. Eu sei, 20 DVDs contra 4 é covardia, mas tem outro presente que tá chegando ainda pelos correios - não, nem posso culpar os correios. Eu é que comprei meio em cima da hora. Daí o Alien chegou a tempo, mas o outro presente não.

He he he he...doida pra ver a carinha dele quando receber o presente.

E vocês, o Papai Noel foi legal com vocês? Foram bons(boas) meninos(as) durante o ano?

segunda-feira, dezembro 19, 2011

Mais comentários

Conversando com um amigo no msn, após ler o post debaixo: nossa, até pra fazer declaração de amor você é pessimista.


Tentei dissuadi-lo dessa ideia, mas ele disse que eu sofro de um pessimismo travestido de realismo. 


Será?


Infelizmente não posso evitar de ver o apodrecimento das coisas no momento exato em que elas germinam. Por um lado isso soa extremamente pessimista. Por outro, me faz ter uma exata noção da importância das coisas, já que o senso de efemeridade me acompanha constantemente.


Mas, sei lá. Pode ser que ele tenha razão. O que vocês acham?

Adendo

O moço amou o post, mas fez um único comentário: "eu só tenho UM tênis vermelho. Do jeito que você escreveu parece que você está namorando um integrante do Restart". 


Ok. É só UM tênis vemelho. Mas os outros são fofos e muderninhos, também.

quinta-feira, dezembro 15, 2011

31 dias

Parece mentira que já tenha se passado um mês. Parece mentira que só tenha se passado um mês. Na verdade, nós dois sabemos que não tem um mês. Nem dois. Tudo começou há dois anos e quatro meses, mas isso é outra história. A gente ainda não sabia.

Faz um mês e a culpa é toda sua. Se não fosse a sua persistência, seu jeito leve de encarar as coisas, sua falta de medo (ou coragem) não teríamos saído do lugar. Faz um mês e a culpa é toda minha. Se não fosse meu pé atrás, meu jeito pesado de encarar as coisas, meu medo (ou falta de coragem) ainda estaríamos nem sei aonde.

Eu ainda tenho medo. Mas meu medo não é por mim. É por você. Eu tô acostumada a me foder. Eu me viro bem nesse papel. Tenho pouca experiência do outro lado. Vocês não têm a noção do perigo. Eu te avisei. Que as coisas terminam. Que para nós talvez elas talvez terminem antes, por razões que eu não controlo. Me senti um homem dizendo "eu não estou em um momento bom para começar um relacionamento". Mas você quis. Insistiu. Resolveu correr todos os riscos. Mesmo avisado. E só por isso já ganhou muitos pontos comigo. Afinal, quem pode prever o futuro de qualquer relação? E se você tiver certo e eu errada? E se tiver outra saída?

Eu sou estranha. E diferente. As pessoas nunca me levam a sério quando eu digo isso - afinal, todo mundo se sente um pouco estranho e diferente - mas, então deixa eu precisar melhor: eu não sou como 90% das mulheres (e 90% das mulheres dizem essa frase). Eu não sei ter relacionamentos de longo termo. Eu adoraria dizer que sou uma loba solitária (auuuu!!) que vaga por aí em busca de prazeres efêmeros, mas a verdade é que deve ser apenas por azar e incompetência minha. Talvez por isso eu seja muito apegada a meus hábitos solteirísticos. Eu preciso ficar sozinha com frequência. Eu não acho que o amor romântico seja a coisa mais importante do mundo - na verdade eu acho realmente que as pessoas superestimam-no. And I don't want to be your other half, I believe that 1 and 1 make 2. Eu acho que nada pode ser mais atraente do que uma pessoa com vida própria - assim como o oposto disso é verdade.

Eu não quero casar. Não que eu tenha algo contra, mas não necessariamente quero casar. Até gostaria de ter filhos, mas não a qualquer preço, como a maioria. E eu sei que você é um moço casadoiro e namorador. Eu não acho que a felicidade de ninguém deva ser posta em outra pessoa. Por favor, não me coloque responsável pela sua felicidade. Só você pode ser responsável por ela. See this pedestal is high and I'm afraid of heights. No final é a gente com a gente mesmo. Não confunda com egoísmo. Apenas acredito que a melhor forma que a gente tem de cuidar dos outros é cuidar de si mesmo primeiro. Mas nunca duvide da minha lealdade quase canina.

Bom, isso tudo tá ficando muito sério e isso era pra ser como uma canção do Teenage Funclub, mas eu avisei: às vezes, quase sempre, sou pesada demais. Mas é que eu pensei em definir o que eu sinto por você, mas não consegui. Não se preocupe em definir, dirá você e todas as revistas femininas. Eu só preciso de tempo - tempo e espaço. E sei que você tá no caminho certo. 

Só sei que eu gosto de você. E eu gosto de você por vários motivos. Por várias coisas que fazem você ser você. Vamos a elas:

1) Adoro a sua calma.
2) Adoro seus bonequinhos dos Simpsons, do South Park e dos X-Men, incluindo aquele na cadeira de rodas que parece o Stephen Hawking.
3) Adoro suas camisetas pretas de bandas e personagens de desenhos e seus tênis coloridos.
4) Adoro seus amigos - os poucos que conheci.
5) Adoro o fato de você parecer um personagem do Nick Hornby em um filme cujo roteiro e direção são do Kevin Smith.
6) Adoro seu Sandman convivendo ao lado dos Camus.
7) Adoro a trilogia das cores do Krzysztof Kieslowski lado a lado com Jornada nas Estrelas e Senhor dos Anéis - veja bem: gosto deles um ao lado do outro. Não me peça pra assistir e gostar. Ok, Senhor dos Anéis vá lá.
8) Adoro suas bandas obscuras do norte da Grã-Bretanha.
9) Adoro sua simplicidade.
10) Adoro o fato de você não se intimidar com a minha sala. :)) (e "sala" aqui quer dizer "sala" mesmo, o cômodo. Nenhum sentido oculto, mentes imundas).

Já falei que adoro a sua calma? Pois é. Adoro.

11) Adoro sua educação e meiguice, sem que isso seja viadagem.
12) Adoro a sua doçura. Você é uma das pessoas mais doces que eu já conheci.
13) Adoro o jeito como você escreve.
14) Adoro o fato de você lembrar de tantos detalhes sobre mim - ainda que isso me dê um pouco de medo.
15) Adoro o fato de você pensar (e pensar) em mim tantas vezes por dia - ainda que isso me dê um pouco de medo.
16) Adoro o fato de você me adorar. Ainda que eu tenha medo de altura ;)
17) Adoro a sua preocupação comigo.
18) Adoro o fato de você querer me esperar dormir pra que o seu ronco não me incomode - ainda que você não consiga. 
19) Adoro a sua casa bagunçada.
20) Adoro as lasanhas congeladas e as barras de chocolate branco - ainda que isso esteja com os dias contados, néééé? Você, como um personagem do Nick Hornby, ainda acha que é um garoto.

E a calma? Falei? 

21) Adoro o modo obsessivo com que você gosta de música. 
22) Adoro seus gostos estranhos, como por exemplo, acompanhar todo o campeonato de futebol americano, saber todos os times, jogadores, história dos campeonatos e todos os nomes daquelas jogadas incompreensíveis. E ainda por cima gravar os jogos.
23) Adoro o fato de você ter o mesmo nome e fazer aniversário no mesmo dia que um dos primos que eu mais amo, o Cósnis.
24) Adoro a sua falta de paciência com algumas pessoas e coisas.
25) Adoro suas frases do Facebook. Aliás, isso foi uma das coisas que nos aproximou.
26) Adoro quando você diz que eu sou a "namorada mais linda e fofa do mundo".
27) Adoro o fato de você me achar a mulher mais inteligente do mundo. Um de nós tem que ter bom senso e equilíbrio e não serei eu.
28) Adoro você querer saber o que eu gosto de comer pra ter em casa.
29) Adoro os seriados que você me apresenta. Os livros que você me empresta. Os DVDs de música que você grava pra mim. E o fato de nunca faltar assunto quando a gente está junto.
30) Adoro o modo como você trata as pessoas em volta de você.
31) Adoro o seu abraço, o seu cafuné e a sua orelha. Além do óbvio, que não poderia falar aqui, afinal, esse é um blog família e minha mãe lê.

É isso que eu posso dizer no momento. Frente a sua constante loquacidade acerca do nosso relacionamento, acho que até que é bem humilde a minha lista. Mas espero que fique claro.

Ah é: também posso te fazer uma lista das coisas que eu não gosto. É verdade que ela não passaria do 5º item, mas ela existe. ;)

Adoro você, namorado fofo. Ih, quase esqueço da característica mais marcante de todas. A fofura.


domingo, dezembro 04, 2011

Pronto. Falei.

Se Deus inventou algo mais chato e inútil do que a tal da Semiótica, guardou só pra ele. A semiótica é a matemática da comunicação, com a diferença de que a matemática é útil. 

Puta que o pariu três vezes.

Se a semiótica é a teoria geral dos signos e tudo é signo, logo a semiótica estuda tudo. Logo, algo que estuda tudo não serve pra nada.

Tomá no cu Saussure, Jakobson e principalmente a porra do caralho do Peirce. Bando de viadinho sem ter o que fazer da vida. Bando de maluco que não resolve que merda de nome vão usar pra mesma merda, semiologia, semiótica. Se fudê.