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domingo, março 16, 2008

Voltei

De muito saco cheio: com os 200 anos da vinda da família real (não deveria dizer isso como historiadora, mas família real my ass!) e dos 50 anos da bossa nova.
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Olha só que bonitinho! A Ela, que eu nem conhecia, me deu esse selinho aqui. Puxa. Meu primeiro selinho (pegou mal a frase, mas vocês entenderam). Muito obrigada.


Eu acredito em uma certa etiqueta dos blogs. Acho que se a pessoa se deu ao trabalho de colocar um comentário no seu blog, o mínimo que você pode fazer é responder (se não estou respondendo é porque ando sem internet). E, se possível, retribuir a visita. E se vejo que a pessoa me linkou eu também a linko. A não ser que o blog seja muito ruim. Mas isso nunca aconteceu. Lógico. Pra pessoa gostar de mim ela tem que ser inteligente! (e modesta, assim como eu). Só que tem gente que me linka e nem avisa! Aí, de vez em quando, eu faço um egosurfe pelo google e descubro vários blogs que me linkam. Avisem, que é pra eu poder retribuir. Como vocês sabem eu sou do século XIX. Mas com corpinho de XXI!




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E por falar em corpinho (eu me prometi que eu não falaria mais desse assunto, mas lá vamos nós), a matéria da revista de domingo do Globo de hoje traz cinco gordas na capa, dentre elas a Preta Gil, falando sobre seus roliços corpinhos e sobre um movimento surgido nos EUA chamado Fat Proud (orgulho gordo). Sim, caros amigos pós-modernos! Depois da política de gênero, da política de raça, a mais nova política das identidades é a política do gordo. Tudo ótimo, se eles não estivessem considerando gordo...uma pessoa que veste 42. Tipo...eu me daria por satisfeita se estivesse vestindo 42. Minha meta é 40, mas 42 já tava ótimo. Eu quero emagrecer 20 quilos (11 agora) não pra ficar que nem a Gisele Bündchen. Não porque eu não me aceito como eu sou. Eu só quero entrar em uma calça 40. Se isso é ser gordo, ok, tenho orgulho de minha gordura. Mas não me venha Preta Gil – que eu até gosto, simpatizo, acho uma pessoa bacana, mesmo a despeito das merdas que ela fala – me dizer que tem orgulho de ser gorda com 3 lipos no currículo. Não me venha uma outra lá dizer que tem orgulho em ser gorda e sequer revela o peso. Não me venha uma delas, mais magra que eu, dizer que tem orgulho de ser gorda. Me poupem. Quando você afirma que uma pessoa que veste 42 deve se achar linda do jeito que é, você só reforça o preconceito. Afinal, quem disse que 42 é gordo? É que nem gente que diz, “imagina eu não tenho preconceito contra gay. Eu até tenho amigos gays!”. Que coisa! Que liberal, você!

Aliás, na matéria eles consideram gordo qualquer pessoa, não importando a altura, que pese mais de 60 quilos. Eu nunca vou pesar menos de 60 quilos, people! Eu tenho 1,70 (1,69, na verdade, mas eu minto, mesmo porque, dependendo do dia, eu fico mais alta). A última vez que eu pesei menos de 60 eu devia estar na quarta série primária.

Uma das gordas da matéria é de Voltaço – mas se mudou daqui há bastante tempo. Estudava no mesmo colégio que eu. É o que eu digo: quando 5 ou mais pessoas se reunirem, uma delas será voltaredondense.

O gordo é, antes de tudo, um fudido na vida. Eu posso falar. Eu atravessei a fronteira. Eu vi as trevas e a luz.

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Aliás, quanta merda no jornal. Só gente escrevendo bobagem. Bobagem, bobagem bobagem. Não me entendam mal, eu sou super a favor da bobagem. O problema é acharem que estão escrevendo a sério. Colunistas. Só merda.

Por falar em bobagem e jornalismo, a editora Abril está me mandando seis números de Veja, na intenção de que eu assine. Tolinhos. Já assino Boa Forma e caso assine uma segunda revista dessa editora seria a Elle ou a Estilo. Muito mais útil pros meus objetivos.

Porque vocês sabem, né? A minha meta desse ano é ser só um corpinho bonito. Não agüento mais ser julgada apenas pelo cérebro avantajado. Não agüento mais ser gente boa. Saco. No fundo, no fundo eu sou bem superficial. E má. Não sou legal.

Acho tão engraçado as pessoas dizerem que devem gostar da gente pelo que a gente é e não pelo corpo. Como se o corpo não fosse a gente! Como se houvesse “dentro” e “fora”, interior e exterior. Como se não fosse tudo a mesma coisa. E essas mesmas pessoas serão as primeiras a te julgarem pela aparência.


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Me libertei da Virtua. No momento, estou sem internet, estudando opções, mas me libertei. O bom foi que eu descobri o que aconteceu, graças a uma atendente gente boa – e que também esqueceu de colocar o telefone mudo enquanto conversava com o supervisor dela. Foi o seguinte: eu tenho um serviço, o Vírtua 300, que não é mais comercializado pela Net. Eles têm o vírtua 200 e depois passa pra 1 giga. Resultado: os operadores de telemarketing não conseguem mudar pro 300 porque não há essa opção. Aí a mocinha me explicou que, caso eu ficasse os três meses que eu tinha planejado ficar suspensa, eles não retornariam com o serviço. Só que, como voltei antes, eles são obrigados a manter o serviço. Então percebi que eles vão ficar me enrolando até dar os 3 meses e eles não precisaram me dar o plano de volta.

Detalhe: ninguém me avisaram disso! – como diria meu amigo Betão, vulgo Netinho, vulgo Roberto, vulgo Roberval e que na verdade não se chama nada parecido com isso Quando eu liguei pra lá, disseram que eu podia cancelar a suspensão a hora que eu quisesse.

Mas o bom mesmo foi ver a operadora falando pro supervisor: “a mulé tá sem virtua desde 25/02, o que eu faço? Mando ela sentar no pudim?”. “Mas esse setor XY também não faz porra nenhuma, hein?”. Adorei. Vi humanidade. Vi que a atendente realmente se compadeceu de minha dor. Porque a coisa mais irritante é você pensar que está falando com um robô. Você dar berros do outro lado – porque, mesmo sabendo que a culpa não é dos atendentes, eles podem, sim, fazer alguma coisa, como essa de fato fez - e eles responderem: “algo mais em que posso ajudar, senhora?”.

Aí quando fui cancelar foi aquela novela:


- Qual o motivo, senhora?.

- Eu sou obrigada a falar o motivo?

- É que, dependendo do problema, nós podemos solucionar.

- Não, vocês não vão solucionar.

- A senhora não quer falar?



Falei durante meia hora e ela tentando me convencer de que havia um motivo racional para todo o problema que não a pilantragem, safadeza e picaretagem da Net.

- Eu não quero saber, minha filha. Eu só sei que a Net me enganou e eu não fico um segundo com ela mais!

- Mas a senhora não me deixa nem falar.


Tum tum tum tum...a piranha desligou na minha cara. Ligo de novo, porque sou um ser calmo e evoluído espiritualmente. Todo o processo de novo:


- Qual o motivo do cancelamente, senhora?

Bla bla bla bla.

Quando disso que a Tim ta oferecendo um serviço de 1 giga por 49,90 a mulé pirou:

- Senhora, eu posso estar oferecendo a senhora um serviço de 2 gigas pelo mesmo preço que a senhora paga, mas pra isso a senhora terá que assinar o net fone, senhora. Estando sujeito à disponibilidade da sua região, senhora.

- Nem morta! Sei de um monte de gente que tentou ter o net fone e achou um lixo.

- Senhora, nós somos a empresa líder na América Latina, senhora!

- Ah, é??? Segundo quem?

-Segundo as revistas, senhora!

- Que revistas?

- As revistas...a senhora não está bem informada, senhora!

- Vocês são líder é no procon!

- Mas a senhora não está interessada nesta oferta, então?

- Eu quero ficar livre de vocês. Nem de graça eu manteria a net.


(mentira, de graça eu manteria sim, porque sou uma pessoa altamente corruptível, como vocês sabem).


- Mas a senhora tem um sólido relacionamento de fidelidade há 11 anos com a net, senhora.


- Pois é. Mas a net me botou um chifre.
E eu quero a separação.

Meu mais longo relacionamento terminado. Enganada de forma vil. Por isso eu não acredito em casamento.

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E tem post novo no blog do Clubinho de Livros. Dessa vez de Formiga Irmã.

domingo, março 02, 2008

(Ir)racionalidade burocrática

A semana foi de verdadeira gincana, caríssimos. Quando eu estava quase completando uma prova, outra surgia. Depois de preencher 50.000 formulários, exame de sangue da mãe, do pai, vários atestados de Nada Consta, tudo em cinco vias e reconhecido em cartório, eis que eu me deparava com informações do tipo: "mas você não preencheu o formulário PX#3 rosa de bolinhas azuis pulando no pé direito e voltada para Meca? ". E eu, atônita, dizia: "eu...eu achei que era pra pular no pé esquerdo..." ao que a voz do outro lado se regozijava e respondia com uma sonora gargalhada: "então você vai ter que fazer tuuuuuudo de novo!!!!", depois de tudo isso, eu consegui! Consegui entregar todo o material que precisava entregar e tirei 80% do peso que estava sobre os meus ombros. Os outros 20% eu tirarei dia 27 de março - data em que serei a pessoa mais feliz do Universo. Até lá sou apenas a terceira ou quarta mais feliz.
But, como Murphy é meu amigo e chapa, as coisas não podiam ser tão fáceis. Todas as etapas da gincana foram agravadas pelo fato de que eu estou sem internet. Tudo começou porque eu suspendi minha internet banda larga (virtua) em funçãop de...algo que não vem ao caso. Soube que eu podia interromper os serviços - pagando, para isso, a módica quantia de 22,90 (ou 29 e qualquer coisa) para manter a minha, vamos dizer, "vaga", já que não queria sair, pois o meu pacote é velho e barato; se eu saio, perco. Então eu ia ficar 3 meses sem o serviço e pagando 22 ou 29. Por um motivo que também não vem ao caso, resolvi voltar. Me informaram que assim que eu quisesse, poderia retornar o serviço, bastando ligar pra lá. Simples assim. Eu, tolinha, cri - porque eu sou, antes de tudo, uma crente.
Liguei pra lá e...Jacaré religou? Vocês religaram? Alguém? Nããão. Claro que não. Me deram um prazo de 72 horas pra religar porque O Sistema que religa estava com problemas. Após 72 horas, me pediram 48 horas porque a solicitação anterior havia dado erro n'O Sistema. Passadas 48 horas eu ligo pra lá e me informam que eram precisos 72 horas - úteis - para que O Sistema processasse a informação. Aí perdi a paciência - que já é pouca. Como assim? Estou há uma semana tentando religar um serviço que me foi informado ser de simples religamento, me dão meia dúzia de informações desencontradas e no final das contas eu ainda tenho que esperar? Peguei o telefone da ouvidoria - que certamente não me ouvirá - e tentarei reoslver amanhã. Mas estou seriamente tentada a mudar pra esses sistemas de Internet móvel, tipo o da Tim, que, além de tudo terei internet em todos os lugares onde houver cobertura Tim. Aproveito e saio da VIVO que é outra empresa que VIVE (dããã) me torrando o saco. Não que eu acredite que tudo vá melhorar, mas pelo menos é um ruim diferente. Sinceramente, a Net já deu na minha paciência. Odeiomuitotudoisso.
De modos que, andei meio ausente pelos motivos supracitados e é possível que o problema permaneça por alguns dias. Mas vou dando um jeito de entrar na internet por outras formas.
Por isso é que eu digo: viva o GatoNet! Façam Gato, minha gente. Burlem essa empresa cretina que é a Net. Viva as soluções alternativas e caseiras.
Tô muito puta com a Net. Muito. Tô quase tirando da gaveta a idéia do blog Consumidor Otário. Que, afinal, somos todos nós. Porque todas as empresas são sacanas. Todas.

sábado, janeiro 19, 2008

Eu odeio a Net, eu odeio a Net, eu odeio a Net...


Eu odeio a net, eu odeio a net, eu odeio a net.

Toda semana, pelo menos uma vez, eu preciso ligar pra lá, esperar uns 20 minutos pra ser atendida, conversar com um operador de telemarketing que fica me mandando desligar tudo, depois religar “só a internet”; aí eu pergunto: “o aparelho decodificador?”; e ele responde: “não, senhora, a internet”; eu: “mas minha conexão é wireless”; ele: “mas a senhora precisa de um fio”; eu: “não preciso, não”; ele: “mas tem que ter um fio, por onde vem a internet”; eu: “o decodificador?”; ele: “não, o outro”; “que outro?” - eu desespero; as “luzes da internet” - ele diz calmamente, como se estivesse explicando o óbvio; “ela vem pelo cabo da NET, que é o mesmo da TV”, eu contra-argumento; ele insiste: “a senhora tem um computador, um aparelho decodificador e...”; “não tenho mais nada, só outro computador que não funciona e um roteador. É o roteador que você quer que eu ligue?”, ofereço; “não, a internet” - responde o moço impassível ante a minha dor; “mas QUAL INTERNET, como assim???” - respondo quase apelando pra Santa Clara, padroeira dos eletrodomésticos; “a senhora liga o decodificador, o computador e aí liga o quê?”, ele diz achando que eu sou uma retardada; “mais nada” - eu digo – "já estou conectada"; “internet sem nenhum fio?”, ele pergunta incrédulo “Sim! Bem-vindo ao século XXI” - eu tenho vontade de dizer -, mas na verdade digo “sim, por isso é wireless. Wireless significa que você pode acessar de qualquer lugar, sem fio, desde que haja um sinal.Que no meu caso deveria vir pelo cabo. Da net”; “Ah sei” - ele responde como se não devesse saber disso tudo.

I hate Net, I hate virtua, I hate General Skavuska. Isso me dá vontade de finalmente escrever meu blog “consumidorotario.blogspot.com”. Afinal, quando eu penso em sair da Net (todo dia) eu me dou conta: vou pra onde? Pra velox?

Perfeita a propaganda do general russo. Significa que a Net é exatamente isso: tecnologia da época da Perestroika. Sucata. Que nem sabe direito o que é wireless.