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quarta-feira, julho 09, 2008

Sublimes Conversações sobre o Retrato


Então. A gente precisa discutir o livro – que livro? O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde. Eu confesso que não reli (shame on me! Mau sapão, mau sapão, eu sei, eu sei, péssimo, detesto não cumprir meus compromissos, mas tive que abrir mão em função de minha assoberbada rotina no último mês). Li a primeira vez na adolescência e nunca mais e por isso precisaria ter relido, mas dou por abertos os trabalhos, pois sei que alguém deve ter lido e não é porque eu não li que não podemos fazer a discussão.

Quem começa? Ah é. Aqui não. .

domingo, abril 13, 2008

Depois de votações maciças, o livro a ser lido no nosso Clubinho será "O retrato de Dorian Gray". Clique aqui para saber mais.

terça-feira, abril 08, 2008

Chamando todos os carros

Pessoas,


Precisamos resolver o próximo livro do Clube do Livro. Pela lógica, eu sugeriria os outros livros que entraram na outra votação – Crime e Castigo; Guerra e Paz, Virgínia Woolf; Joyce; Guimarães Rosa; Rachel de Queirós; Saramago; Balzac...mas dado ao trauma que rolou com os russos, acharia melhor pegarmos uma coisinha mais light – lembrando que a proposta do clube é ler clássicos (sem perguntas elaboradas do que “o que é um clássico”). Só pra relembrar,
aqui está o post com as “regrinhas” do clubinho – e eu gosto de falar tudo no diminutivo; também já disse que eu queria ter fantasias e tomar chá enquanto discutiríamos os livros, que nem a Susie Derkins, amiguinha do Calvin (eu e meus coelhinhos) e fazer leituras dramatizadas...talvez eu deva me associar a um grupinho do Harry Potter. Ou o Clube do Livro da Ophra Winfrey. Eu sou o pior tipo de nerd: aquele que só saiu do armário na fase adulta! Ai, ai...

Mas então. Aos interessados, manifestem-se.

Estou quase no final de A montanha mágica, do Thomas Mann. Estou amando, mas não acho que seja uma boa para o clubinho. Um tijolaço de quase 1000 páginas...viagens sobre filosofia, dilemas da modernidade, psicanálise, reflexões sobre doença/saúde...enfim, a galera vai chiar que “não acontece nada” – e não acontece mesmo; o cara só fica lá no sanatório, curando da tuberculose – e eu me identifico totalmente com toda a atmosfera. Ainda mais depois de ter estado na Áustria (humm...tá boa, santa? Te mete!).

Um livro razoável, no sentido de tramanho e densidade, é Madame Bovary, do Flaubert ou A mulher de trinta anos, de Balzac. Eu já li os dois, mas...paciência. Se é para o bem do clubinho, eu leio de novo. Outro que eu também já li é O retrato de Dorian Gray, do Oscar Wilde, mas acharia uma boa opção, também.

domingo, março 16, 2008

Voltei

De muito saco cheio: com os 200 anos da vinda da família real (não deveria dizer isso como historiadora, mas família real my ass!) e dos 50 anos da bossa nova.
***




Olha só que bonitinho! A Ela, que eu nem conhecia, me deu esse selinho aqui. Puxa. Meu primeiro selinho (pegou mal a frase, mas vocês entenderam). Muito obrigada.


Eu acredito em uma certa etiqueta dos blogs. Acho que se a pessoa se deu ao trabalho de colocar um comentário no seu blog, o mínimo que você pode fazer é responder (se não estou respondendo é porque ando sem internet). E, se possível, retribuir a visita. E se vejo que a pessoa me linkou eu também a linko. A não ser que o blog seja muito ruim. Mas isso nunca aconteceu. Lógico. Pra pessoa gostar de mim ela tem que ser inteligente! (e modesta, assim como eu). Só que tem gente que me linka e nem avisa! Aí, de vez em quando, eu faço um egosurfe pelo google e descubro vários blogs que me linkam. Avisem, que é pra eu poder retribuir. Como vocês sabem eu sou do século XIX. Mas com corpinho de XXI!




***

E por falar em corpinho (eu me prometi que eu não falaria mais desse assunto, mas lá vamos nós), a matéria da revista de domingo do Globo de hoje traz cinco gordas na capa, dentre elas a Preta Gil, falando sobre seus roliços corpinhos e sobre um movimento surgido nos EUA chamado Fat Proud (orgulho gordo). Sim, caros amigos pós-modernos! Depois da política de gênero, da política de raça, a mais nova política das identidades é a política do gordo. Tudo ótimo, se eles não estivessem considerando gordo...uma pessoa que veste 42. Tipo...eu me daria por satisfeita se estivesse vestindo 42. Minha meta é 40, mas 42 já tava ótimo. Eu quero emagrecer 20 quilos (11 agora) não pra ficar que nem a Gisele Bündchen. Não porque eu não me aceito como eu sou. Eu só quero entrar em uma calça 40. Se isso é ser gordo, ok, tenho orgulho de minha gordura. Mas não me venha Preta Gil – que eu até gosto, simpatizo, acho uma pessoa bacana, mesmo a despeito das merdas que ela fala – me dizer que tem orgulho de ser gorda com 3 lipos no currículo. Não me venha uma outra lá dizer que tem orgulho em ser gorda e sequer revela o peso. Não me venha uma delas, mais magra que eu, dizer que tem orgulho de ser gorda. Me poupem. Quando você afirma que uma pessoa que veste 42 deve se achar linda do jeito que é, você só reforça o preconceito. Afinal, quem disse que 42 é gordo? É que nem gente que diz, “imagina eu não tenho preconceito contra gay. Eu até tenho amigos gays!”. Que coisa! Que liberal, você!

Aliás, na matéria eles consideram gordo qualquer pessoa, não importando a altura, que pese mais de 60 quilos. Eu nunca vou pesar menos de 60 quilos, people! Eu tenho 1,70 (1,69, na verdade, mas eu minto, mesmo porque, dependendo do dia, eu fico mais alta). A última vez que eu pesei menos de 60 eu devia estar na quarta série primária.

Uma das gordas da matéria é de Voltaço – mas se mudou daqui há bastante tempo. Estudava no mesmo colégio que eu. É o que eu digo: quando 5 ou mais pessoas se reunirem, uma delas será voltaredondense.

O gordo é, antes de tudo, um fudido na vida. Eu posso falar. Eu atravessei a fronteira. Eu vi as trevas e a luz.

***

Aliás, quanta merda no jornal. Só gente escrevendo bobagem. Bobagem, bobagem bobagem. Não me entendam mal, eu sou super a favor da bobagem. O problema é acharem que estão escrevendo a sério. Colunistas. Só merda.

Por falar em bobagem e jornalismo, a editora Abril está me mandando seis números de Veja, na intenção de que eu assine. Tolinhos. Já assino Boa Forma e caso assine uma segunda revista dessa editora seria a Elle ou a Estilo. Muito mais útil pros meus objetivos.

Porque vocês sabem, né? A minha meta desse ano é ser só um corpinho bonito. Não agüento mais ser julgada apenas pelo cérebro avantajado. Não agüento mais ser gente boa. Saco. No fundo, no fundo eu sou bem superficial. E má. Não sou legal.

Acho tão engraçado as pessoas dizerem que devem gostar da gente pelo que a gente é e não pelo corpo. Como se o corpo não fosse a gente! Como se houvesse “dentro” e “fora”, interior e exterior. Como se não fosse tudo a mesma coisa. E essas mesmas pessoas serão as primeiras a te julgarem pela aparência.


***

Me libertei da Virtua. No momento, estou sem internet, estudando opções, mas me libertei. O bom foi que eu descobri o que aconteceu, graças a uma atendente gente boa – e que também esqueceu de colocar o telefone mudo enquanto conversava com o supervisor dela. Foi o seguinte: eu tenho um serviço, o Vírtua 300, que não é mais comercializado pela Net. Eles têm o vírtua 200 e depois passa pra 1 giga. Resultado: os operadores de telemarketing não conseguem mudar pro 300 porque não há essa opção. Aí a mocinha me explicou que, caso eu ficasse os três meses que eu tinha planejado ficar suspensa, eles não retornariam com o serviço. Só que, como voltei antes, eles são obrigados a manter o serviço. Então percebi que eles vão ficar me enrolando até dar os 3 meses e eles não precisaram me dar o plano de volta.

Detalhe: ninguém me avisaram disso! – como diria meu amigo Betão, vulgo Netinho, vulgo Roberto, vulgo Roberval e que na verdade não se chama nada parecido com isso Quando eu liguei pra lá, disseram que eu podia cancelar a suspensão a hora que eu quisesse.

Mas o bom mesmo foi ver a operadora falando pro supervisor: “a mulé tá sem virtua desde 25/02, o que eu faço? Mando ela sentar no pudim?”. “Mas esse setor XY também não faz porra nenhuma, hein?”. Adorei. Vi humanidade. Vi que a atendente realmente se compadeceu de minha dor. Porque a coisa mais irritante é você pensar que está falando com um robô. Você dar berros do outro lado – porque, mesmo sabendo que a culpa não é dos atendentes, eles podem, sim, fazer alguma coisa, como essa de fato fez - e eles responderem: “algo mais em que posso ajudar, senhora?”.

Aí quando fui cancelar foi aquela novela:


- Qual o motivo, senhora?.

- Eu sou obrigada a falar o motivo?

- É que, dependendo do problema, nós podemos solucionar.

- Não, vocês não vão solucionar.

- A senhora não quer falar?



Falei durante meia hora e ela tentando me convencer de que havia um motivo racional para todo o problema que não a pilantragem, safadeza e picaretagem da Net.

- Eu não quero saber, minha filha. Eu só sei que a Net me enganou e eu não fico um segundo com ela mais!

- Mas a senhora não me deixa nem falar.


Tum tum tum tum...a piranha desligou na minha cara. Ligo de novo, porque sou um ser calmo e evoluído espiritualmente. Todo o processo de novo:


- Qual o motivo do cancelamente, senhora?

Bla bla bla bla.

Quando disso que a Tim ta oferecendo um serviço de 1 giga por 49,90 a mulé pirou:

- Senhora, eu posso estar oferecendo a senhora um serviço de 2 gigas pelo mesmo preço que a senhora paga, mas pra isso a senhora terá que assinar o net fone, senhora. Estando sujeito à disponibilidade da sua região, senhora.

- Nem morta! Sei de um monte de gente que tentou ter o net fone e achou um lixo.

- Senhora, nós somos a empresa líder na América Latina, senhora!

- Ah, é??? Segundo quem?

-Segundo as revistas, senhora!

- Que revistas?

- As revistas...a senhora não está bem informada, senhora!

- Vocês são líder é no procon!

- Mas a senhora não está interessada nesta oferta, então?

- Eu quero ficar livre de vocês. Nem de graça eu manteria a net.


(mentira, de graça eu manteria sim, porque sou uma pessoa altamente corruptível, como vocês sabem).


- Mas a senhora tem um sólido relacionamento de fidelidade há 11 anos com a net, senhora.


- Pois é. Mas a net me botou um chifre.
E eu quero a separação.

Meu mais longo relacionamento terminado. Enganada de forma vil. Por isso eu não acredito em casamento.

***


E tem post novo no blog do Clubinho de Livros. Dessa vez de Formiga Irmã.

segunda-feira, março 10, 2008

Notícias do Clube do Livro

Pode parecer que eu já falei o suficiente aqui sobre o livro Ana Karenina, de Tolstoi, mas com certeza eu não falei nem um terço do que poderia ser falado. E nem tenho a pretensão, com este texto, de esgotar o assunto. Coloco minhas impressões sobre certos aspectos do livro.
O que eu gosto nesse tipo de romance “realista” (com mil aspas) é...
Clique aqui para ler o texto na integra e participar da reunião virtual do Clube do Livro (que por enquanto será apenas virtual mesmo, mas ainda sonho com o dia em que nos reuniremos ao redor de uma mesa de chá para discutirmos o livro).
Cadê a pilha de pessoas - quase 30 - que falou que queria ler? Ninguém tem nada a declarar - fora, claro, os que já se pronunciaram a respeito.
Então passemos ao próximo livro.