Depois andar um trajeto considerável as quatro da manhã de sábado, com uma chuvinha fininha e gelada no quengo, minha alergia + resfriado + uma faringitizinha básica deram as caras. Tô com voz de travesti bêbado recém operado das amídalas. Tô que nem o porquinho do Cocoricó (programinha infantil da TV Cultura que a minha sobrinha adora): rooooouca, muito roooouca. Tô assuntando as pessoas só de dar bom dia.
Comprei: Zyrtec (dicloridrato de cetirizina - antialérgico); Estafan C – Estafa, estresse, fadiga (ácido ascórbico + aspartato de arginina); Pastilhas Amigdamicin (tirotricina, bonzocaína, mentol, cloreto de cetilpiridínio); mel e extrato de própolis. Adoro remédios! Adoro conversar com minha amiga Dani – farmacêutica – sobre as novidades da área. Pena que minha total inabilidade para fazer contas e para química nunca me deixariam fazer Farmácia. Ou qualquer área médica – pois, como hipocondríaca que sou, sempre acho que estou morrendo. Só de ler a bula de remédio – e eu adoro bulas – sinto todos os efeitos colaterais descritos.
E vocês não têm idéia do lugar gelado pra onde eu vou final de semana. Deve estar fazendo próximo a zero grau. E meu vestido é de alcinha. Com uma echarpe esvoaçante Priscila-Rainha-do-Deserto por cima. Claro que vou levar um mega casacão – pois o casamento é em São Vicente e eu fico em Andrelândia, então no trajeto que é tipo...vinte minutos de viagem – me corrijam aí, primos eu preciso de algo quente. Mas chegando lá eu tô fudida. Estou com medo de cair petrificada entre a porta da igreja e o altar, atrapalhando o casamento. Vou colocar uma meia de lã por baixo de tudo. Na festa tudo bem. É só tomar uns pingões (catchatcha, tchorda) e dançar que o frio vai embora. O pobrema é antes. E depois – quando o corpo tá anestesiado e você não sente frio, mas ele tá ali te castigando. É nessa que eu sempre me fodo. Tipo sábado.