domingo, março 30, 2008

Into my wild

Eu quero viver de um jeito novo, só isso. Se não dá para mudar o mundo, é preciso que eu tente ao menos mudar a mim mesmo. Só que não quero fazer isso sozinho. Já me sinto suficientemente sozinho, não sei se por culpa minha ou não" (Paul Auster, em "Desvarios no Brooklyn).


Ando em um momento meio Paulo Coelho. Achando que o Universo está conspirando – ainda não tenho certeza pelo quê ele está conspirando. Talvez a melhor palavra seja convergência. Quando passo um tempo pensando em uma questão, parece que todas as coisas à minha volta me gritam a resposta. Na verdade não se tratam de respostas, mas do fato de sempre enxergarmos aquilo que nos toca mais.

Hoje fui ver o novo filme do Sean Pean (amo, amo, amo...em todos os sentidos. Nos mais luxuriantes, inclusive. Adoro o nariz torto e a capacidade dele se fazer horroroso em certos ângulos. Como se não bastasse, o cara pegou a Madonna. Period. Ele não precisava fazer mais nada da vida porque ele foi o grande amor da Madonna. Pára. Mas ele faz. E deu pra fazer além de papéis muito, muito fodas, filmes muito, muito fodas). Voltando à razão, o filme é “Na natureza selvagem” (Into the wild). Dirigido e roteirizado por ele, baseado na história real de Christopher McCandless, recém graduado, com perspectivas de cursar direito em Harvard,que simplesmente resolve doar suas economias (U$ 24.000,00) pra caridade e sair com uma mochila nas costas rumo ao Alasca, em 1992. A história dele foi transformada em livro pelo jornalista Jon Krakauer. A velha narrativa do herói que parte em uma viagem que se revela uma experiência espiritual radical. Até aí nada demais. Diversas outras histórias falam disso. Se você quiser saber mais da história (e não se importa em saber o final do filme) clique aqui. O filme é ingênuo e romântico. Mas de um jeito bom.

(Parênteses: acabo de descobrir que o ator principal, Emile Hirsch – isso lá é nome de homem? – é o mesmo de "Alpha Dog". O protagonista. Quase não o reconheci).

Começando o post novamente: ando inquieta com a capacidade de respondermos de forma convencional (leia-se: de acordo com o que a sociedade pensa e espera) e de forma não-convencional à nossa própria vida. E o quanto o convencional pode se mostrar não convencional e vice versa. Complicou? Explico. Falo das singularidades que construímos para lidarmos com nossas vidas e de como elas obedecem a padrões – até mesmo quando estão supostamente fora dos padrões. “Não cabe ao homem colocar-se em oposição à sociedade, mas manter-se em atitude compatível com as leis do seu ser”.

Não-corresponder-às-regras-da-sociedade (e quando eu digo isso acho que dá pra entender do que eu falo), se tornou também corresponder. O fato é que num mundo onde não há mais modelos o modelo virou o anti-modelo. O que dá na mesma. O caminho continua bifurcado em direção à construção de uma singularidade – e não múltiplo, como de fato ele é. Existem tantas quanto indivíduos nessa Terra. “Não gostaria que alguém adotasse meu modo de vida por motivo nenhum; pode ocorrer que antes que o aprenda, eu já tenha descoberto outro pra mim, e além disso desejo que haja no mundo tanto quanto possível pessoas diferentes. Gostaria, sim, que cada um se empenhasse em descobrir e seguir seu próprio caminho, em vez do trilhado por seu pai, sua mãe ou seu vizinho”.


II


Tem uma propaganda absolutamente cretina passando. Da Fiat. A moça entra e diz algo como: “ai, depois de um dia de trabalho exaustivo, entrar no carro e sentir esse cheirinho de novo compensa qualquer coisa!”. Se a única recompensa de uma vida desgraçadamente exaustiva é um cheirinho de um carro novo...sinceramente, eu prefiro não ter carro. Ou não ter nariz. “E oh, que trabalheira dá a casa. Polir o diabo das maçanetas e esfregar as banheiras num dia de sol desses! Melhor não ter casa para cuidar”.

E pensar que 99% das pessoas do mundo vão viver esperando a hora de bater o ponto, o final de semana, as férias, e achando que isso é normal...me inquieta. Não é possível que tanta gente goste da mesma coisa. Ou eu sou a única pessoa lúcida do Universo ou, assim como Simão Bacamarte, talvez deva me trancafiar num hospício – pois quando você acha que só você está certo, o errado é você (“se o homem não acerta o passo com os seus companheiros é porque talvez ouça um tambor diferente”).

Aliás, propagandas de carro são um prato cheio na construção de singularidades-padrão. Compre aqui a sua singularidade, motorista! Num financiamento em seis anos! Num país onde a identidade em geral (e masculina em particular) se afirma pela posse de um veículo automotor, você é instigado a ser diferente o tempo todo – desde que compre a marca X.

Tinha uma em que a menina dizia que faz parte de um grupo de pessoas que não segue moda. Por isso o carro dela era Y. Tem uma outra cretina sobre desodorizante de carro. Diz que todo mundo usa aqueles do tipo folhinha pendurada no retrovisor, mas você pra ser diferente, deve usar o Gleid carro não sei o quê. “O gosto, infantil e bárbaro de certos homens e mulheres, pela última moda leva muitos à constante roda vida e a queimarem pestanas no caleidoscópio de formas e cores para descobrir qual é a crista da onda na geração atual. Os fabricantes, por sua vez, já sabem que esse gosto é puro capricho”.

E o mais bizarro é que isso funciona. As pessoas acham graça e nem percebem que elas fazem parte. E que a resposta pode ser andar de bicicleta, mas também pode não ser, porque se isso passa a ser um padrão, exclui a capacidade de ser singular. A resposta é a sua resposta. Mas a resposta dói. Dá trabalho. Leva tempo. E quem tem tempo?


III


O Filme do Sean Pean me lembrou muito “Juno”, outro excelente filme em cartaz. Nada ver as histórias – vai ver sou eu, enxergando semelhanças, porque minhas perguntas é que se parecem. “Juno” fala sobre uma adolescente que engravida de um cara que ela nem tá namorando. Mas Juno é estranhamente anti-convencional na sua convencionalidade – assim como “Na natureza selvagem”. Quando você acha que o filme vai dar uma reviravolta surpreendente ele pega o caminho mais óbvio – que logo se revela nem um pouco óbvio.

O que eu estou querendo dizer é que respostas convencionais ou não-convencionais não existem a priori no mundo. Não são conceitos absolutos. Existem em contextos.

E vendo esse filme do Sean Pean eu pensei em quantos de nós já saímos em busca do sonho da viagem de mochila nas costas como o padrão do jovem-rebelde-que­-se-auto-conhece. Mesmo que ele vá de avião e fique em um hotel cinco estrelas com tudo pago pelo pai. É o modelo on-the-road pasteurizado. Jack Kerouac em 90 minutos – ou em 15 dias, uma capital por dia, todo fotografado e com pilhas de turistas japoneses ao seu lado. Viva. Acumule experiências. Faça a fila andar.

O filme é o oposto disso tudo. O moleque é um aspirante a escritor e leitor voraz e as referências à Thoureau são constantes, além de Tolstoi e Jack London...O cara simplesmente resolve viver. Ele não faz nada, pois ele vive. Zen-budismo, sem uma referência sequer. Ele não precisa de dinheiro – e, sério, na boa, isso não é hipocrisia, a gente não precisa de dinheiro mesmo. "Um homem é rico em proporção ao número de coisas que pode prescindir”.



IV

Poderia ficar aqui ad eternum dando exemplos. Do cara que se acha doidão e contra o sistema porque cheira aos 35 anos de idade – com o dinheiro do pai – do hippie da Cantão (loja), do Punk de boutique, da pessoa que se acha alternativa porque vai à Lapa (sábado à noite, junto com a torcida do Flamengo)...há singularidades para todos os gostos. Até o show do Ozzy Osbourne pode ser pago em 3 vezes no cartão. O cara come morcego no palco, mas você parcela no cartão. Alguma coisa está fora da ordem. Ou dentro demais.

Casal de atores cabeeeeuça, inteligentes e mudernos, faz propaganda de banco particular. Bancos são instituições mancomunadas com o demo, como todo mundo sabe. Mas tudo bem, porque eles podem. Ai, se fosse a coitada da Grazzi ou qualquer ex-BBB! Aí era ferro em cima. Mas grandes atores podem fazer propaganda de bancos. Porque eles patrocinam as peças, então tudo bem. É uma causa nobre.

E Pitty-Poser canta na final do BBB: “seja você, mesmo que seja bizarro” – e caiba na tela do BBB. Canta contra o sistema. Faz biquinho, entra de preto e de coturno – que ela deve ter comprado a uns 700 reais. Faz carinha de não assisto-a-esse-programa-chato-mas-estou-aqui-apenas-cumprindo-meu-papel. É preferível a Cláudia Milk (copyright by Battle). Entre a Sandy e a Pitty eu sou mil vezes a Sandy. Ainda que ela represente um conjunto de valores com os quais eu não compactuo. Mas eu tenho a impressão de que ela é ela (e pode ser apenas uma impressão, ou pode ser que o assistente de imagem dela seja mais eficiente que o da Pitty).


V


Todo mundo tem seu preço. O problema é que tem gente que se vende barato demais a troco de coisas muito caras.


VI



Tenham um bom domingo, crianças.

(Todas as partes em negrito e entre aspas referem-se ao livro “Walden ou A vida nos bosques” de Henry David Thoureau. Que, estranhamente, foram se encaixando no texto, e não o contrário. I Ching, Bel).

19 comentários:

Viviane disse...

Minha Formiga,
o que dizer desse texto em um domingo que já teve sol e chuva?
É lindo, sensível e brilhante!
Vc sabe que concordo com tudo!!!
Quando J Lennon falou que "O Sonho acabou", não era apenas o fim dos Beathes, mas como é difícil a singularidade em um mundo em que tudo vira mercadoria.
Niiiiiiine, te amo!!!!
Beijos, Bb

Carrie, a Estranha disse...

Já teve sol e chuva? Aqui acho q não. Mas choveu ntem à noite. Um pouquinho.

Meu balu...

bjs

bel seslaf disse...

não é possível que tanta gente goste da mesma coisa

Essa é uma das coisas que eu mais penso, Carrie. A respeito de escolhas de vida e desenhos de tatuagem e muitas coisas mais. E você já deve saber que eu poderia ter escrito esse post todo também. Muito parecidas nisso, nós somos.

Ah, obrigada, no final, por mais uma peça na grande discussão acerca do I Ching. "Foram se encaixando no texto", arrã, vou matutar nisso aí. :)

Draak disse...

Carrie, devo estar num momento Paulo Coelho também. Nas últimas semanas visitei vários blogs dos mais variados temas, mas que têm em comum posts que tratam de assuntos como modelos impostos, escolhas e outras meiguices. O mais estranho é que os encontrei por acaso. Daí visito o seu blog, e o que vejo? Um excelente post sobre os mesmos assuntos. Conspiração pouca é bobagem...

Nalu disse...

Muitas vezes eu ainda fico na dúvida sobre os meus próprios sonhos ou buscas, que parte é minha que parte é desejo de ser normal, igual. Adorei esse post. Abraços

Carrie, a Estranha disse...

Bel,

Tatuagens! Bem lembrado! Tatuagens são "o" exemplo de modelos anti-convencionais usados e transformados em convencionais. Já viu as tautagens do Rafinha, o ganhador do BBB? Um dia ele tentou explicar e começou a falar q eram ovnis, pirâmides, e Ets, porque os Ets oncstruíram as pirâmides... e mais outras coisas q nem ele mesmo sabia porquê.


Vc gosta do Paul Auster? Esse livro dele é muito bom e fala muito da idéia de uma literatura "escapista", seja para pequenos lugares, como Thoureau, ou para "paraísos articiais". Aliás, ele cita Baudelaire, Poe e outros...e no livro eles fundam uma espécie de paraíso deles.

O q eu acho engraçado é que qdo se fala nisso, as pessoas tem uma idéia meio roussuauniana de que vamos-para-o-interior-que-é-melhor (inclusive já li algumas coisas falando q Thoureau seria herdeiro de Rousseau). Acho bem diferente. Acho q o q o Thoureau fala é sobre "aproveitar o dia", sendo que só foi possível para ele fazê-lo se retirando do mundo, mas não por tempo ilimitado. Tanto é q ele volta pra civilização. Pra Rousseau, o homem que vive junto à natureza é essencialmente bom, ao contrário do homem que vive na cidade. Bem diferente.

Acho Thoureau muito parecido com o Zen. Que não necessariamente é religioso, daí a comparação com I Ching ter sua razão. São experiências espirituais, mas não num sentido religioso. O espírito como parte da mente (ou o q vc queira chamar a parte não material do nosso ser) e não necessariamente ligado a uma alma. Acho. Posso estar falando merda, tb.

Draak,

Nem me fale! Muita conspiração! Q bom q vc gostou!

Nalu,

As perguntas são sempre válidas, mesmo que as repostas não venham. Obrigada. Q bom q foi bom pra vc tb.

Bjs

trinity disse...

Carrie,

tenho inquietações sobre isso. Faço parte dos 99% da população mas tenho crises pensando em como queria qque fosse diferente, mas ai eu lembro o qto sou materialista e não consigo mudar isso. E sim eu só consigo imaginar fazer qquer coisa com $$$...

Carrie, a Estranha disse...

Oi, Trinity

Q bom q, pelo menos, vc tem concisciência disso. Eu tb não vou dizer q eu sou totalmente desapegada ao dinheiro porque não sou. Mas tento relativizar a importância disso na minha vida, pois sei q as verdadeiras felicidades q eu já tive nunca vieram por causa dele. E eu não estou dizendo q viver sem dinheiro seja a fonte da felicidade. Mas falo na possbilidade de cada um achar o seu próprio caminho e não caminhos-padrão onde quase sempre o dinheiro é parte muito importante.

A vida é difícil pq a gente tem q escolher o tempo todo. E escolher implica em renunciar. Negociar. Até q ponto vc pode abrir mão de certas coisas. A medida só pode ser dada por vc, é isso q eu quis dizer. E me impressiona q as pessoas aceitem com tanta "naturalidade" modelos exteriores a elas mesmas - ainda q eu saiba q há os questionamentos.

Enfim, longo papo.

Bjs

Zeta disse...

Oi Carrie! é a Raposinha! ;-)

Falando em propaganda de carro me lembrei deste texto bem legal,
Vou por aqui!

"Minha vida é uma eterna propaganda de carro"

"Minha vida é uma eterna propaganda de carro importado, ou roupa de grife, ou de uísque 36, cheia de gente fina, elegante e sincera. Mulheres esguias, bonitas, com olhar blasè ao horizonte, de salto alto e vestidos prata. Homens que tomam on-the-rocks com casacos de bom corte e conversam sobre política e finanças como se fosse uma amenidade. Uma eterna música tipo lounge toca de fundo nesta vida de propaganda. Esta música combina com os passos cheios de estilo da loira altíssima que cruza - em câmera lenta - o salão onde esta vida se passa. Ela me olha, sorrateira, de canto de olho e esboça um sorriso mais enigmático do que de Mona Lisa. Vira o rosto mas deixa no ar a deliciosa dúvida: "voltarei ou não para você?". Não importa.
Nesta eterna propaganda é atemporal, não tem sofrimento, não tem surpresas, não tem dor e o ócio e a falta do que fazer e a rotina não têm a menor importância.
Esta vida é decorada por finíssimas obras de arte, algumas sutis, quase bucólicas e outras de tons mais fortes. Se precisássemos prestar atenção nestas obras caríssimas perceberíamos artistas conceituados. Mas elas não importam porque apenas são componentes deste salão prateado como os vestidos das mulheres eternamente jovens e maquiadas que se encontram neste local. E este local pode ser um restaurante, ou clube, ou boate, algo assim, no topo de uma coluna imensa. Giratório, o salão proporciona as melhores vistas de uma cidade linda, que não pode ser identificada: Paris, Bruxelas, Rio de Janeiro, Las Vegas, o Paraíso? Não importa.
As músicas, eternamente mixadas, fazem balançar discreta mas sensualmente os corpos dos convivas que - na verdade - não precisaram ser convidados. Eles surgiram ali, como num passe de mágica, perfumados, de cabelos impecáveis, fumando cigarros que não lhes deixará mau cheiro nem lhes darão câncer. Se prestássemos mais atenção ainda veríamos que as pessoas mal conversam. Elas não precisam. Elas apenas estão ali, sem saber por que e também não importa, elas não se incomodam, não precisam franzir suas testas. Basta a elas ter um eterno sorriso esboçado nos lábios. Que língua falam? Uma língua elegante, ou que não exista. Afinal, conversar para quê? poderiam dizer. A vida não faz sentido e é melhor que não faça sentido com elegância. Amanhece e anoitece e as pessoas continuam presas à eterna propaganda. Mas não se sentem aprisionadas. Não se cansam e não criam olheiras. Elas não se importam em saber o que é liberdade. Elas não precisam fingir que liberdade existe.
Às vezes elas saem e voltam com roupas diferentes, novas, indefectíveis como se fossem costuradas ali, na hora, no próprio corpo. Algumas mulheres, mais ousadas, têm belíssimas tatuagens com temas orientais como dragões que enroscam suas caudas através de seus braços muito longos. Alguns homens jogam em um tabuleiro belíssimo. Mas nem precisam saber as regras, eles apenas movimentam as peças enquanto tomam sua bebida. Nesta eterna propaganda todos sabem seduzir mas ninguém precisa nem quer ser seduzido. Os convidados são eternamente intocáveis como santos profanos que não precisam descer de seu olimpo. Os garçons e hostess são tão belos e elegantes quantos os convidados. Se fazem diferenciar apenas por seus aventais negros de finíssima seda e pelas bandejas de prata resplandescente que insistem em ficar cheia de bebidas e aperitivos. Este salão que gira eternamente não tem paredes. Tudo é vidro, cristal e armação de aço. Sob o chão - transparente - um aquário gigantesco revela carpas terrivelmente vermelhas e outros animais exóticos. Como eles, em um canto, uma calopsita albina faz lembrar alguma selvageria no meio daquela turba dândi. A câmera se afasta lentamente, acomodada em uma grua de vários metros de altura. Lá embaixo, as pessoas ficam muito pequenas, quase pontos brilhantes entre os animais que nadam sob elas em água de um azul quase inexistente. Sobre a imagem difusa aparece uma logomarca. Mas não importa que logo é esta. Ela apenas está ali. A propaganda é eterna como a música. Propaganda que nunca deixará de passar."

Carrie, a Estranha disse...

Que texto lindo, Ila. De quem é?

bel seslaf disse...

Carrie, suas respostas são as melhores, só tenho mesmo que agradecer. Eu nunca li Paul Auster, apesar de mil e uma recomendações, nem Rousseau também, mas sei do que você está falando. Você sempre me dá coisas pra pensar. :)

Carrie, a Estranha disse...

Bel,

Obrigada! Q simpático!!

Eu fui apresentada ao Paul Auster por esse livro, q ganhei de aniversário de uma prima e fiquei absolutamente fascinada. Sublinhei várias partes, colo post-its e, de vez me qdo, pego de novo pra ler. Foi ele q me fez ler o Thoureau. Depois comprei "Noite do Oráculo" q eu tb gostei muito e só.

Acredito q os livros chegam à nossa mão no momento certo - qdo não é momento certo eles passam direto. Meu pai ganhou o Thoureau de uma irmã dele, uns dois meses antes de morrer. Ele sentia muitas dores (câncer em fase terminal, metástase, fazendo quimio) e pedia pra eu ler pra ele, pq ele já não aguentava nem ler. Infelizmente, nem escutar ele aguentou muito tempo. Não conseguia se concentrar e pedia pra eu parar. E eu, me concentrava muito menos. Só fui "acordar" para Walden qdo li o Paul Auster.

Meu pai teria gostado muito de Walden, se tivesse tido um pouco mais de tempo. É a cara dele.

Eu tb nunca li Rousseau, não. É só baseado nas idéias q eu já li, de outros autores, baseada nele.

É isso.

Bjs

Ila disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ila disse...

Carrie, eu li este texto no blog de um amigo meu a uns 3 anos atrás (que nem sei se existe mais). Não me lembro de ler o nome do autor(será que era ele??).

Também adorei o texto, bem detalhado, consigo imaginar a cena toda! e por alguns instantes tenho uma leve vontade de estar naquele mundo glamouroso da propaganda de carro, uísque ou roupa de grife, hehe

A única referencia que encontro na internet foi num post que também enviei o texto. :-/

Ila disse...

Ah, achei o blog dele!
http://porcos.multiply.com/journal

Só não sei se o fatídico texto continua lá... mas ele escreve muito bem de qualquer forma!

Carrie, a Estranha disse...

Valeu, Ila!

denis disse...

EU JA TINHA O LIVRO (INTO THE WILD). QUAL NAO FOI MINHA SURPRESA AO VER QUE SEAN PENN FEZ UM FILME DE UM LIVRO QUE JA TINHA LIDO HA UM TEMPAO.
VALEU A PENA VER...
FOI COMO SE TIVESSE VENDO UM POUCO DO QUE IMAGINEI LENDO O LIVRO NA EPOCA, AINDA MAIS, PORQUE E BEM FIEL AO LIVRO!
O CD COMPREI LOGO QUE SAIU E TAMBEM BAIXEI PRO IPOD.
RISE, SOCIETY E GUARANTEED E UM CASO A PARTE NO FILME E NO CD.
ALEM DO MAIS, O MUNDO PRECISA DE UNS MALUCOS COMO ALEXANDRER SUPERTRAMP PARA NOS MOSTRAR O QUANTO SOMOS PEQUENOS FRENTE AOS NOSSOS SONHOS...
ABRACAO, DENIS.

Carrie, a Estranha disse...

Oi, Denis!

Engraçado! Eu me lembrei de vc vendo o filme. Tb do nosso - quer dizer, atualmente muito mais seu do q meu - amigo Bruno.

Como sempre, vc super antenado! Eu só ouvi falar da história por causa do livro do Krakauer - q to querendo ler.

Bjs

Tathy disse...

Li na Natureza Selvagem em 2002, acho, e me impressionou muito, uma história que não dá para esquecer. Reli esse ano e vi o filme. É um dos melhores livros que eu já li. bjs