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terça-feira, novembro 18, 2008

Nave mãe chamando...

Oi todo mundo! Respondi a todos os comentários, um por um, no post debaixo, mas aí deu erro. Depois de já ter respondido 56 recados no orkut e e-mails, não vou escreer tudo de novo. De modo que queria dizer, coletivamente, pra todo mundo, MUITO OBRIGADA por todas as mensagens de carinho, comentários, scraps, MSNs, e-mails, Skypes, etc etc. Me senti aquecida por todos os bons votos de vocês.
Meu aniversário foi óoootimo! Contrariando minhas expectativas desde os 5 anos de idade (que eu sempre acho que ninguém vai a minha festa) todo mundo que eu chamei foi, menos o meu amiguinho Will - que nem se lembrou de me dar os parabéns e só falou hoje comigo depois que eu disse "e aí, Will, parabéns!". Ainda por cima mandou aquela desculpa "ah, eu estava um pouco gripado". No Brasil pelo menos a gente capricha nas desculpas. Fala que tava muito gripado.
Ganhei muitos presentinhos, flores e abracinhos! Amanhã boto fotenhas de tudo - quer dizer, amanhã pra mim, mas pra vocês é logo mais. Não sei porque o blogger data as minhas postagens com a hora do Brasil - e atualmente estamos com 3 horas de diferença.
Foi bom que várias pessoas se conheceram. O elenco todo de apoio deste blog: Leitora Física Caçadora de Tempestades, Mab, Raquel, Karen...Eu mandei Raquel e Lei. Fis. Ca. Temp. ficarem amigas. Vamos ver se elas me obedecem e brincam juntas na hora do recreio de mãozinha dadas. Elas são da mesma cidade do Brasil, são casadas com americanos, têm quase a mesma idade, moram em NY e a altura combina. Tem que ser amiguinhas! Emprestar giz de cera uma pra outra! Ai, ai, ai! Onde já se viu!
E domingo comi feijão e arroz e carne moída! Mab fez pra mim. Me receberam ele e Senhora Mab para o evento em seu palacete de inverno. Eles não queriam que eu revelasse o segredo, mas eu vou revelar. Na verdade eles compram o feijão em lata, tiram a água, temperam "à brasileira" e cozinham. Fica perfeito! Até linguiça tinha no feijão! Muito bom! Comi três pratos e eles ainda me deram uma quentinha pra trazer pra casa. Hahahaha...(Shrek! Bruuuup! Sorry!) Delícia! E o arroz? E a carne moída? Com um tiquinho de canela, receita dos turcos amigos deles (ou libaneses...sei lá...), só pra aromatizar. Show de bola. Mais uma salada e um strudel de maçã, levado por mim, de sobremesa. Saí de lá rolando, com minha quentinha de feijão, um casaco emprestado (já que gelou subitamente) e um DVD do Hulk com o Edward Norton morando na Rocinha e recebendo treinamento de um dos Gracie pra controlar o raiva (tem também a Liv Tyler).
Greguense não pagou (ou atrasou) de novo o pagamento da TV a cabo de modos que estamos sem TV. Ô caraio. Eu também preciso receber treinamento de um Gracie pra controlar minha raiva.
E, segundo minha Leitora Física Caçadora de Tempestades essa semana chegaremos a menos 10 graus! Yeeeeeess! Amo muito tudo isso! Já vou treinando pra minha nova meta de vida que é a Islândia. Hoje já fez um frio filhadaputa, mas disseram que seria o dia mais quente da semana. E sábado, dia do meu níver, q teve alerta de tornado pra NY? Diz o Mab que eu sou o tornado! Só pra vocês terem uma idéia de como a temperatura pode despencar em poucas horas, sábado tava fazendo 17 graus aqui. De dezessete pra menos dez em uma semana é bizarro.
Voltei pra cadimia hoje - claro depois de tanto feijão...e tava em liquidação, todos itens vermelhos, azuis e brancos com 25% de desconto (talvez porque a cor oficial da faculdade seja o roxo...vai entender...). Blusas a 5, moletons a 15, shortinho q eu tinha pagado 35 a 5 (ódia!!), quer dizer, outra cor. Tive que comprar. E acho que ainda vou comprar mais.
Tô que nem o ex-futuro-sogro da minha tia Deceles, pessoa simples do interior de Minas, que quase nunca viajava, quando foi a Cabo Frio queria comprar uma camiseta com o nome da cidade "se não ninguém vai acreditar que eu fui no Cabo Frio". Eu também tenho que comprar várias coisas escritas NYU. Se não ninguém vai acreditar que eu estudei no NYU. Sem contar que são coisas da Nike. Vou tirar muita onda! Nike e NYU. Ter a Nike emprestando seu logo pra uma universidade é muita onda.
E ainda tenho que comprar minha camiseta de luta-livre. Pra quando me perguntarem "você luta?" eu possa responder - dando uma espriguiçada estretégica, de modo que o meu trapézio fique evidente - "lutava em NY. Atualmente eu tô meio parada" - no que eu dou um estalo de pescoço - ante ao olhar incrédulo e aterrorizado do meu interlocutor.
Tá acabando...menos de um mês.

segunda-feira, setembro 15, 2008

Depressão, depressão...

Vocês não tem loooooção do calor que fez hoje nessa cidade. Alô, inverno! Cadê você? Eu vim aqui só pra te ver! Eu fiquei que nem essas senhoras de Copacabana: com uma sombrinha aberta. Não dá! Litros de protetor solar. Quando vai fazer frio nessa cidade? Quando? Até dá um tréguazinha, mas nada que dure mais de 2 dias.
A feira de livros foi super legal. Não comprei nada, mas tinham ótimas ofertas. Assisti a uma mesa sobre crime e literatura, com um cara do México e outro de Istambul. Até anotei os nomes pra comprar os livros deles: Paco I. Taibo II (que porra de nome é esse?) e Mustafa Ziyalan. Isso porque esse último entrou na última hora. No lugar dele ia um boliviano.
E assisti também a mesa do Agualusa com um cara que eu não conhecia, mas gostei muuutcho (em vários sentiudos, if you know what I mean): José Luis Peixoto. O cara tem 34 anos, tá no quarto livro e já foi traduzido pra sei lá quantos países. Ele é de uma cidadezinha de mil habitantes em Portugal. Ai, ai...depressão, depressão...A mesa se chamava "The new wave of Portuguese literature: from Luanda to Lisbon". Vários brasileiros na platéia, inclusive aquela atriz/cantora Talma de Freitas. Parece que o Agualusa escreveu umas músicas pra ela.
Eu nunca fui a FLIP, mas me parece um evento mega blaster maior que a FLIP. E um evento "de bairro". Depressão total.
Dos 40 escritores confirmados eu só conhecia 2: o Agualusa e o Pico Iyer (que eu perdi a mesa, pois era de manhã e eu não sabia). Depressão, depressão...minha ignorância é maior do que eu supunha. E pior: eu estudo literatura! Bom, também tinham muitos escritores iniciantes e "alternativos".
Ah! Também não consegui entrar na conferência da mulher que escreve "The L word", numa mesa sobre adaptações para TV.
E mais: tudo de graça!
Depressão...
Mas não vi o Paul Auster, tá Bárbara?!! Acho que o nome dele fica só dando apoio, lá. Ele não participou de nenhuma mesa.
***
Depois atravressei a ponte do Brooklyn a pé. E lembrei dos milhares de filmes e seriados etc que tem a ponte como cenário. Lembrei do final de Sex and the city, o filme, quando a Miranda vai até a metade da ponte do Brooklyn e o Steve vai até a outra metade. Me senti mais um pouquinho em NY.
Depois fui assistir "Vicky Cristina Barcelona". Sem comentários. Excelente!! Dá vontade de ir a Barcelona. Quer dizer, eu já fui, mas só fiquei um dia e uma noite. Mas só essa ida me deu a impressão de que a cidade é muito foda. Muito mais foda que Madrid. E o filme faz você querer ir correndo pra lá. E tem o Javier Bardem, né? Ai, ai...e a Penélope Cruz. E se isso não é bastante pra você, tem a Scarlet Johansen e mais uma moça linda que eu não conhecia e ótima atriz. De querer dar um tiro no ouvido de tão bom - ahahahaha...não sei porque me veio essa figura hiperbólica agora, mas veio. Eu entro em depressão quando vejo coisas/pessoas/lugares muito legais. Eu sou sempre impreganada pelo sentimento oposto. Penso em alegria quando vejo coisas tristes...enfim. Penso sempre no oposto e em como a vida é breve e aquele sentimento que eu estou sentindo logo irá embora.
E tem todas aquelas construções do Gaudi, lindas de morrer.
Vocês sabiam que o ex da Alanis Morissete trocou-a pela Scarlet Johansen? Caaaara!. Eu não sei o que é pior: você ser trocada por uma mulher muito mais bonita que você ou uma muito mais feia. Tá, é melhor pela mais feia, mas pela mais feia não te dá uma sensação de "puta que o pariu! Será que eu também sou feia assim e não sei?" ou então: "nossa, isso deve ser realmente amor! Pra aturar esse jaburu!". Em compensação uma mais bonita te dá um certo alívio, né? Tipo, "ah, cara! É a Scarlet Johansen! Quem tem chances com a Scarlet Johansen na parada?".
É eu sei, não faz muito sentido, mas na minha cabeça faz.
Eu já amava o Javier Bardem há muito tempo. Muito antes dele ficar "famosão" como eles está. Desde "Carne Trêmula", do Almodóvar. Aliás, esse filme do Woody Allen é quase um Almodóvar. Aliás, o meu "dream team" é só de latinos: Javier Bardem, Gael Garcia Bernal, Benício del Toro (sim eu amooooo o Benício del Toro, acho ele liiiindo de morrer! Quanto mais destruído ele está, mais eu gosto) e Rodriiiiigo - claro!
A única coisa que eu não tô gostando é dessa vibe que o Woody Allen anda de "ninguém foge a sua natureza". Desde Match Point que ele tá nessa. Antes de vir pra cá vi um filme dele no Brasil que também era mais ou menos sobre isso - com aquele menino do Transpotting, sobre dois irmãos que matam um cara pro tio...ô, esclerose precoce! Será que é idade que tá fazendo ele pensar nisso? Enfim. Mas é Woody Allen. E dos bons. E só vai chegar no Brasil daqui uns 5 anos.
Mas eu ainda prefiro os fimes em que ele aparece e são rodados em NY. Mas qualquer Woody Allen é melhor do que nada. Bom, e esse filme é dos grandes, não é só porque é Woody Allen.
E tá saindo o novo do Spike Lee. Parece ser muito bom. Se chama algo como "O milagre de Santa Ana".
***
Essa semana tem evento sobre Machado de Assis e amanhã minha orientadora fala. Quarta tem outras coisas, quinta tem aquele cineasta brasileiro que eu detesto e várias pessoas desse blog adoram (passando os filminhos dele nada a ver, e mais uns sobre Machado - nem sabia que ele tinha filme sobre Machado) e sexta tem um boca livre num tal Centro Cultural Brasil.
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É isso. Vou dormir.