segunda-feira, setembro 15, 2008

Depressão, depressão...

Vocês não tem loooooção do calor que fez hoje nessa cidade. Alô, inverno! Cadê você? Eu vim aqui só pra te ver! Eu fiquei que nem essas senhoras de Copacabana: com uma sombrinha aberta. Não dá! Litros de protetor solar. Quando vai fazer frio nessa cidade? Quando? Até dá um tréguazinha, mas nada que dure mais de 2 dias.
A feira de livros foi super legal. Não comprei nada, mas tinham ótimas ofertas. Assisti a uma mesa sobre crime e literatura, com um cara do México e outro de Istambul. Até anotei os nomes pra comprar os livros deles: Paco I. Taibo II (que porra de nome é esse?) e Mustafa Ziyalan. Isso porque esse último entrou na última hora. No lugar dele ia um boliviano.
E assisti também a mesa do Agualusa com um cara que eu não conhecia, mas gostei muuutcho (em vários sentiudos, if you know what I mean): José Luis Peixoto. O cara tem 34 anos, tá no quarto livro e já foi traduzido pra sei lá quantos países. Ele é de uma cidadezinha de mil habitantes em Portugal. Ai, ai...depressão, depressão...A mesa se chamava "The new wave of Portuguese literature: from Luanda to Lisbon". Vários brasileiros na platéia, inclusive aquela atriz/cantora Talma de Freitas. Parece que o Agualusa escreveu umas músicas pra ela.
Eu nunca fui a FLIP, mas me parece um evento mega blaster maior que a FLIP. E um evento "de bairro". Depressão total.
Dos 40 escritores confirmados eu só conhecia 2: o Agualusa e o Pico Iyer (que eu perdi a mesa, pois era de manhã e eu não sabia). Depressão, depressão...minha ignorância é maior do que eu supunha. E pior: eu estudo literatura! Bom, também tinham muitos escritores iniciantes e "alternativos".
Ah! Também não consegui entrar na conferência da mulher que escreve "The L word", numa mesa sobre adaptações para TV.
E mais: tudo de graça!
Depressão...
Mas não vi o Paul Auster, tá Bárbara?!! Acho que o nome dele fica só dando apoio, lá. Ele não participou de nenhuma mesa.
***
Depois atravressei a ponte do Brooklyn a pé. E lembrei dos milhares de filmes e seriados etc que tem a ponte como cenário. Lembrei do final de Sex and the city, o filme, quando a Miranda vai até a metade da ponte do Brooklyn e o Steve vai até a outra metade. Me senti mais um pouquinho em NY.
Depois fui assistir "Vicky Cristina Barcelona". Sem comentários. Excelente!! Dá vontade de ir a Barcelona. Quer dizer, eu já fui, mas só fiquei um dia e uma noite. Mas só essa ida me deu a impressão de que a cidade é muito foda. Muito mais foda que Madrid. E o filme faz você querer ir correndo pra lá. E tem o Javier Bardem, né? Ai, ai...e a Penélope Cruz. E se isso não é bastante pra você, tem a Scarlet Johansen e mais uma moça linda que eu não conhecia e ótima atriz. De querer dar um tiro no ouvido de tão bom - ahahahaha...não sei porque me veio essa figura hiperbólica agora, mas veio. Eu entro em depressão quando vejo coisas/pessoas/lugares muito legais. Eu sou sempre impreganada pelo sentimento oposto. Penso em alegria quando vejo coisas tristes...enfim. Penso sempre no oposto e em como a vida é breve e aquele sentimento que eu estou sentindo logo irá embora.
E tem todas aquelas construções do Gaudi, lindas de morrer.
Vocês sabiam que o ex da Alanis Morissete trocou-a pela Scarlet Johansen? Caaaara!. Eu não sei o que é pior: você ser trocada por uma mulher muito mais bonita que você ou uma muito mais feia. Tá, é melhor pela mais feia, mas pela mais feia não te dá uma sensação de "puta que o pariu! Será que eu também sou feia assim e não sei?" ou então: "nossa, isso deve ser realmente amor! Pra aturar esse jaburu!". Em compensação uma mais bonita te dá um certo alívio, né? Tipo, "ah, cara! É a Scarlet Johansen! Quem tem chances com a Scarlet Johansen na parada?".
É eu sei, não faz muito sentido, mas na minha cabeça faz.
Eu já amava o Javier Bardem há muito tempo. Muito antes dele ficar "famosão" como eles está. Desde "Carne Trêmula", do Almodóvar. Aliás, esse filme do Woody Allen é quase um Almodóvar. Aliás, o meu "dream team" é só de latinos: Javier Bardem, Gael Garcia Bernal, Benício del Toro (sim eu amooooo o Benício del Toro, acho ele liiiindo de morrer! Quanto mais destruído ele está, mais eu gosto) e Rodriiiiigo - claro!
A única coisa que eu não tô gostando é dessa vibe que o Woody Allen anda de "ninguém foge a sua natureza". Desde Match Point que ele tá nessa. Antes de vir pra cá vi um filme dele no Brasil que também era mais ou menos sobre isso - com aquele menino do Transpotting, sobre dois irmãos que matam um cara pro tio...ô, esclerose precoce! Será que é idade que tá fazendo ele pensar nisso? Enfim. Mas é Woody Allen. E dos bons. E só vai chegar no Brasil daqui uns 5 anos.
Mas eu ainda prefiro os fimes em que ele aparece e são rodados em NY. Mas qualquer Woody Allen é melhor do que nada. Bom, e esse filme é dos grandes, não é só porque é Woody Allen.
E tá saindo o novo do Spike Lee. Parece ser muito bom. Se chama algo como "O milagre de Santa Ana".
***
Essa semana tem evento sobre Machado de Assis e amanhã minha orientadora fala. Quarta tem outras coisas, quinta tem aquele cineasta brasileiro que eu detesto e várias pessoas desse blog adoram (passando os filminhos dele nada a ver, e mais uns sobre Machado - nem sabia que ele tinha filme sobre Machado) e sexta tem um boca livre num tal Centro Cultural Brasil.
***
É isso. Vou dormir.

8 comentários:

Helena disse...

Olá Carrie. Estou viciada no teu blogue. Fico deste lado a rir, como uma louca, das tuas aventuras e desventuras na Big Apple. El Greca é mesmo um cromo :) fico o tempo todo a imaginá-la, a recriar o seu retrato pelo que vais escrevendo.
José Luis Peixoto é um jovem escritor português, nascido em Portalegre, uma pequena cidade do Alentejo. É dos mais conceituados e premiados da sua geração. Os seus romances são uma espécie de prosa poética e reflectem a realidade das suas origens alentejanas.

Aqui, em Lisboa, também era suposto estarmos a entrar no Outono mas estão cerca de 30º e ainda dá para ir à praia.

Hasta.


P.S. E, por tua causa, viciei-me tb no blogue da Vanessa!

Karine disse...

Amiga, não se desespere pois quando chegar o inverno será trash também!! É assim: 8 ou oitenta. Prepare casacos e mais casacos e sinta dor. Sim: o frio dói!!!! Bjs Karine

Carrie, a Estranha disse...

Helena!

Seja bem-vinda! Adoooro o seu nome!

Ahhhh! Adoro amiguinhos portugueses! Meus avós paternos eram portugueses e um dos bisavós maternos, tb! Infelizmente não conheço Portugal. Minha vovozinha era de Trás os Montes (não sei se é assim q se escreve. Toda avózinha é de Tras os Montes, aliás).

E aí, dá pra entender o q eu escrevo? Mesmo com todas as gírias e coloquialismos? Adoro vcs não usarem gerúndio. Acho q vou adotar!

Um cromo! Amei! Tipo, é uma figura, né? E História em Quadrinhos pra vcs é Bordas Desenhadas...ou algo do tipo...me lembrei de borda (de pizza) recheada, pq gordo só lembra de comida.

Karine,

Nãããão. Muito calor. Muito. Putaqueopariu.

Bjs

Marcia disse...

E saiu na capa do New York Times: "Mschado de Assis, escritor argentino"!!!

Toda avozinha de brasileiro era de de Trás-dos-Montes (acho que assim), pq 99% dos imigrantes que vieram para a terra onde se plantando tudo dá eram desta região (meu bisavô era)

Estou AMANDO seus relatos durante sua estada na minha cidade preferida.
beijos
Márcia

Bárbara disse...

não deprime não. eu trabalho com literatura há 15 anos e não conhecia vários autores que estavam no site. me senti uma anta...
que pena que não viu o paul... mas eu amo o agualusa!! e juntar agualusa, bardem, garcia bernal e benício no mesmo post foi de matar...
e vou correndo procurar algum do josé luis peixoto. bjs

Carrie, a Estranha disse...

Marcia,

Tá vendo! Toda avozinha é de lá! Ah, q bom q vc está gostando.

Sério q saiu isso no NYT? Qdo?

Barbara,

Que bom. Fico menos deprimida, então. Acho q era muito escritor alternativo.

Bjs

Helena disse...

[risos]
Trás-Os-Montes. Nordeste do país. Também gosto muito do meu nome. O inconveniente de uma pessoa se chamar Helena é que chamam-te sempre Lena. Cromo, usamos como figura para caracterizar alguém invulgar,que se desvia da norma. Banda desenhada, vulgo BD.
Entendo quase tudo do que escreves. Para mim é português. Conheço alguma gíria. Outras palavras adivinho o sentido. Os coloquialismos não comprometem a compreensão do poste. Adoro o teu blogue. Hasta.

Carrie, a Estranha disse...

Viu! Trás-Os-Montes. Não errei tanto assim!

Sério q te chamam de Lena? Eu não deixava!

Bjs