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terça-feira, abril 08, 2008

Perguntas que não querem calar no caso-Isabela...

...como um cara feio - feio, não: horroroso - brega, barango, que usa bigodinho ralo (bigodinho ralo é o último grau de degradação masculina, um acima do "uso de pochete" e "corrente"), cafona, totalmente desprovido de charme, violento, agressivo e ainda por cima pobre, consegue casar com duas mulheres bonitas e mais novas que ele? Não, não me venha com teorias de que ah, mas ele deve ter alguma coisa a mais. Não. Não tem. Eu tô vendo que não tem. Isso é um mistério muito maior do que descobrir quem matou a menina. Isso só confirma a minha tese de que mulher é o bicho mais idiota que existe. Apanha dum prego desse e ainda por cima retira a queixa. Tenho dó, não.
...como a pessoa se casa com duas mulheres de nomes iguais, da mesma idade??!!
...como os advogados de defesa se prestam a ir a programas femininos da TV aberta? Se fosse meu advogado eu demitia.
...se eles tinham jantado na casa dos pais/sogros, por que passaram na lanchonete? Tomar sundae de sobremesa? Eles nem fizeram um docinho pras crianças? As crianças não gostaram da comida servida?
Outras questões que me espantam é o linchamento moral que a impresa tem feito. Sim, eu acho que o casal matou a menininha - na verdade, acho que ele se descontrolou, enfiou a porrada e quando viu que ela estava morta resolveu simular um acidente - sim, eu acho isso um dos crimes mais chocantes, mas...quem julga é a Justiça. E todo mundo é inocente até provar o contrário. E impresa não tem nada que ficar julgando ninguém - a história está repleta de erros de julgamento impetrados pela Dona Nídia que resultaram em catástrofes pessoais.
Que mundo é esse, que sociedade é essa? Ora, amigo leitor. O mesmo de Medéia, Herodes, Cinderela, Joãozinho e Maria...Madrastas invejosas, mães que matam filhos, filhos que matam pais, adultos que fazem mal a criancinhas não são privilégios do nosso tempo. Sem contar as mães/pais que matam os filhos de outras formas, aos pouquinhos, silenciosamente. Mania que as pessoas têm de achar que as coisas deveriam ser melhores do que são. Iluministas!!

segunda-feira, março 17, 2008

Esse estranho lugar chamado Niterói


Sábado fui à província de Niterói, acompanhar Formiga Irmã em um compromisso. Almoçamos em um shopping tido como “AA” (não, não se trata de propriedade dos Alcoólicos Anônimos, mas da Classe AA), porque era o mais perto do lugar onde ela ia. Almoçamos em um lugar normal, nada muito caro – mesmo porque o shopping tem as mesmas lojas que qualquer outro shopping. Depois fomos até o banheiro do referido estabelecimento pra escovar nossas dentições, pessoas higiênicas que somos. Quando eu termino de escovar e Fu Sis finaliza o seu processo, entra uma servente:

- Ooooi!!!! Vocês me desculpem (lá vem merda), vocês até já acabaram, mas nesse banheiro não é permitido escovar os dentes. Pra escovar os dentes só no quinto andar. Me desculpem, tá? São regras do shopping. Vou até dar uma limpada na pia, se não eles brigam comigo.

Fiquei parada olhando para Formiga Sister, pensando porque diabos não podíamos escovar os dentes ali, se era um banheiro, com uma enorme pia e com aquelas caixinhas contendo fio dental pras pessoas se servirem. Quer dizer, fio dental tudo bem. Sair aquele naco de carne e você cuspir na pia, tudo bem! Escovar os dentes, não – como se tivéssemos cuspido a pasta na pia toda. Só no quinto andar.

Saímos rindo e pensando na vida do funcionário daquele shopping: fio dental no segundo andar, escova no quinto e...enxaguante bucal no sétimo? Gargarejos são terminantemente proibidos, sob o risco de expulsão?

Isso é Niterói. Ô cafonalha de cidade. Pior do que ser cafona é não admitir a sua cafonice. Depois não querem que as pessoas façam piadinhas com o fato de que a melhor coisa de Niterói é a vista do Rio, e de que Niterói é a cidade-sorriso (já que quando a pessoa diz “moro em Niterói” o interlocutor sempre responde com um sorriso amarelo: “ah...niterói?”).

E ainda me perguntam porque, tendo feito graduação, mestrado e doutorado em Niterói, eu nunca morei lá, sempre preferindo o Rio. Minha gente. Eu já nasci em Volta Redonda. Chega, né?