segunda-feira, novembro 23, 2009

E por falar em calor...



Um dos pontos altos do meu churrasco foi quando minha tia Regi resolveu entrar debaixo da ducha, na falta do chapéu refrescante – afinal, minha família paterna é originariamente da Zona Norte do Rio, especificamente do morro do Tuiuti (originariamente mesmo é de Portugal, mas digo aqui no Brasil), então precisamos honrar a tradição de métodos de refrescagem suburbanos/zona norte. Aí rolou um momento garota-da-laje total, afinal, estávamos em Gotham City, que nada mais é do que uma Tijuca do interior. Geral começou entrar na ducha – sem antes ser devidamente louvado por uma salva de palmas, e de ter o fato documentado por filmagens e fotos para posteriores chantagens. Formiga Irmã entrou, eu entrei, primas Marina e Carla entraram, minha amiga Baila e meu amigo Roque (vulgo O Balboa) também. Fló teve que entrar, pois eu ameaçava-a dizendo que ela não entrava em função de seu alisamento capilar – aí pra mostrar que agora ela utiliza técnicas avançadas, teve que entrar. Ah é, todo mudo entrou de roupa, vale dizer, menos as crianças (João Fanquico, filho do meu Cósnis Poeta e Lara e Paula, filhas da Prima Cláudia), que entraram de sunguinha e biquinezinho. Depois de tanto entrar na ducha e secar a roupa no corpo, minha voz foi ficando mais Ana Carolina do que nunca – aliás, já tava mais pra Rogéria.

E por falar em festejos suburbanos, meus parentes do Rio alugaram uma van desta vez pra vir. Sim, porque era menos gente. Nos bons tempos de mega churrascos aqui em casa eles alugavam um ônibus! Você tem noção do que é a sua família alugar um ônibus pra ir pra sua casa? Teve um aniversário da minha mãe que eles vieram do Rio até aqui com uma faixa do lado de fora: “O Rio saúda Malu”. Um amigo de um tio meu certa vez bebeu tanto, tanto, que entrou no banheiro e dormiu sentado no vaso. Cansaram de esmurrar a porta e o cara nem sinal de vida. Pegaram então um grande bambu, enfiaram pelo basculante do banheiro e cutucaram-no, até que ele acordasse.



Desde que meu pai morreu que eles não vinham aqui.

4 comentários:

ila fox disse...

Meodeols, fretar um ônibus para visita familiar deve ser uma festa heim?? hehe

Carrie, a Estranha disse...

Com certeza, Ila! São das mais doces lembranças da minha infância.

Anônimo disse...

Carrie, da casa da minha mãe saía um bloco, no carnaval, chamado "Orchestra Phylarmônica Desterrense".
Então, a festa começava na quinta feira à noite e ia até quarta feira ao meio dia, quando os retardatários eram mandados embora na base de vassouradas. Mas o mais importante é que a churrasqueira era acesa na quinta e apagada na quarta, churrasco o dia inteiro.
Eu vinha do Rio todos os anos, busão mesmo pra fazer parte da farra mas a Orchestra era só de homens e eles não tocavam absolutamente nada. A TV Educativa e a Globo todo ano mostravA
aquele monte de homens, todos de preto, abrindo o carnaval na passarela e desfilando pela cidade. Eu te contei isso pq queria te perguntar uma coisa: nas festas de aniverdário e de fim de ano na sua família costumam contar sempre os mesmos "causos", os bêbados são os mesmos e o cachorro foi quem vomitou no canteiro de flores da mamãe?
Era tão bom Carrie... Pena que tudo acabou qdo minha mãe morreu e a velha casa que ficava bem no centro de Floripa foi vendida. Ainda continuaram durante alguns anos na casa da minha irmã mas não era a mesma coisa. Mamãe era, realmente, a musa da Desterrense.
Beijos, querida.
Maria Alice

Carrie, a Estranha disse...

Maria Alice!

Hahahaha...que história deliciosa! É, as festas na casa da minha avó,no Rio, eram lendárias...depois q ela morreu a família não se reúne mais. Até fazemos uma festa uma vez por ano, mas é como vc disse, tem coisas q não são mais a mesma coisa - mesmo pq a família não vai mais em peso. Mas é assim a vida! E novos círculos vão se estabelecendo.

Sim, os bêbados são basicamente os mesmos. A lista de bêbados é q aumenta a cada ano e as histórias tb - mas são sempre relembradas.

Bjs e obrigada pela linda história.