sábado, novembro 25, 2006


Fui ver o filme novo do Almodóvar. Achei chato. A mesma história de abuso sexual, mulheres fortes, bla bla bla. Pra mim deu, já.


Acho que todo artista fala sempre das mesmas coisas. Então o que conta, no final, é se o sintoma bate com o seu ou não. O Woody Allen pode fazer 30 filmes falando das neuroses, paranóias relacionamentos amalucados que eu sempre acho genial e fresco.


Claro que as atuações são ótimas, que tem bons diálogos, personagens bacanas...mas algo ficou faltando.


E sei lá, talvez isso ainda faça sentido pra vocês que são da capital, mas pra gente que é da província - e, no meu caso, ainda conta com uma dupla e pleonástica descendência luso-minerística - é meio bobo essa coisa de aldeia, de gente que lava túmulo, velório em casa... Nada demais. Sei de meia dúzia de casos muito mais engraçados lá do povo de Andrelândia.


Na boa, minha família é muito mais almodovariana do que qualquer filme do Almodóvar.

3 comentários:

ella disse...

Eu também acho Almodòvar cansativo e comum. Faz parte daquela turma de diretores que a gente assiste sabendo que tem "carimbo". Como Spike Lee, Tarantino e mesmo o Wood Allen. Acho que tem que gostar do mesmo tema sempre, das mesmas cores sempre.. etc. Como voce, eu tb acho o único que mesmo tratando das neuroses fazendo cinema, Wood Allen dá aquele tom urbano e mais real. Posso ser uma "fresca" caipira, mas prefiro temas urbanos e mais sofisticados e (hahahaha) minha vida também tem muito de Almodovar, incluindo essa de lavar túmulos.
bj, querida, bom domingo.

ella disse...

Quanto a nossa paixão pelo Rubem, 81 anos, que garooooto! Quais os lugares que ele frequenta?
Tenho um certa predileção por Buffo & Spalanzani ( e vc acredita q não vi o filme?)e Vastas emoções.. é tão hermético que precisei ler duas vezes (questão de QI)
bjs.

Sergy disse...

Os filmes do Almodovar não possuem o elemento surpresa. Basicamente são frescos da Espanha antiga adaptados à urbanidade do seculo XXI.