domingo, setembro 21, 2008

Coisas que amo nos supermercados daqui:




1) La creme de morango da Danone. Sem comentários. Tem que ser morango. O de baunilha não é tão bom. Não existe no Brasil.

2) Special K. Vanila almond (baunilha e amêndoa). Melhor de todos. Diz a Raquel que vende no Pão de Açúcar.

3) Os leites têm gradações de “desnatamento”. Você pode comprar totalmente desnatado, 1%, 2%...e você percebe a diferença e calorias diferentes.

4) Chips integrais. Um péssimo hábito que eu trago desde a infância é comer salgadinhos Elma Chips. Amo. Só que eu sei que não é legal, engorda, tem química pra caralho...eis que aqui eu descobri maravilhosas tortillas (tipo Doritos) e outros acepipes do mesmo calibre feitos sem gordura trans, assados (e não fritos), com trigo integral, sem química, por empresas ecologicamente corretas, algumas locais e bla bla bla. A caloria é quase a mesma, mas como tem coisinhas integrais e como não tem o maléfico glutamato monossódico (que dá o famoso gostinho de “é impossível comer um só”) eu consigo parar e ficar satisfeita e não comer o pacote todo numa sentada. Ou divido em pequenos saquinhos e levo pra faculdade, de merenda. Tá, no Brasil pode até ter, mas em bem menos variedade. Aliás, na maquininha da NYU (a que eu espanco) tem um muito gostoso nesse estilo que eu não consigo encontrar no Key Food...180 calorias. Hoje eu comprei um muito gostoso. Chips de beterraba, batata doce, espinafre, batata e outros tubérculos (?) que eu não sei a tradução.

5) Chás. Eu amo aqueles chás Twilling (correção: é TWININGS) e Celestial Seasons (dos ursinhos, mãe!), mas no Brasil é muito caro para minhas modestas posses. Aqui esses chás custam 3 dólares e pouco. Chá inglês, maravilhoso. Da mió qualidade. Diliça. Tô quase comprando essas mini garrafas térmicas e levando pra faculdade. Aqui usa. Usa muito. Jimmy, meu amiguinho da exchange conversation saca sua garrafinha e toma. Acho que quando voltar pro Brasil vou mandar um carregamento de chás por navio.


(Parênteses: aliás, aqui as pessoas não só comem no metrô, como levam comida pra faculdade. Marmitão, mesmo. Macarrão, arroz, o que for. Esquentam no microondas – ou nem isso, dependendo comem do jeito que trouxeram, mesmo. Engraçado que você pensa que uma universidade cara como a NYU deve ter muita gente rica. 1) Não necessariamente e 2) Mesmo gente mais rica não tem tanto pudor como no Brasil de levar sua comida. No Brasil quem leva marmita é tido como “pobre” – eu sempre levei minhas comidinhas, mas me lembro de ficar chocada quando dei aula numa universidade particular ao ver que ninguém levava nada. Todo mundo ia pro xópi centis comer. Formiga Irmã tem vergonha de comer banana em público. Eu levo minha marmitinha de macarrão parafuso, legumes cozidos e atum light. Quando eu não levo sanduba. Às vezes como na deli, também, que em geral me sai a 8 dóla).

6) Wraps. Aquele pão tipo o sírio, mas mais fino que você bota o recheio como se fosse uma pizza e depois enrola e vira um charutão. Adoro. Tem de tomate, de espinafre, com pouca gordura...boto um atum ou presunto ou queijo, salada e levo pra faculdade. Junto com os tais chips integrais tem sido meu almoço predileto – ou o macarrão parafuso cozido, tipo salada, junto com legumes. E ainda guardo o papel alumínio. Sabe como é. Salim...além disso, é ecologicamente incorreto consumir. “Reaproveitar” é a palavra. Um alumínio por semana.

E acho que essa “dieta” tem me feito bem. Não consigo me pesar, porque não existe balança em farmácia aqui e a balança da minha cadimia é daquelas que você rola um pesinho pra cá e outro pra lá (nunca aprendi a mexer) e além disso eles tem outra escala de medida aqui, de modos que se eu for tentar calcular só termino quando voltar pro Brasil. Mas o fato é que tenho notado minhas calças bem mais largas.

Acho que também é vida daqui. Anda-se muito nessa cidade e ainda por cima tem a cadimia. Que essa semana eu só fui um dia.

Também não tenho bebido – porque não tenho dinheiro nem ocasião. E agora parei com o chocolate. Mas hoje comprei um potinho de Haegen Dazs (nunca consigo escrever certo essa merda, ainda mais com esse teclado esquizo) de pistache. Sim, porque minha promessa inclui qualquer sabor achocolatado, por menor que seja – mas pistache é pistache. Posso doce, mas não chocolate.

Ponto negativo no supermercados daqui:

1) Muita opção. Sempre demoro muuuuuito mais tempo do que demoraria no Brasil escolhendo. Além disso, tá tudo em inglês. O que torna tudo mais lento.

6 comentários:

Anônimo disse...

Sem comentários sobre os supermercados. Dá vontade de comprar tudo mesmo. Tem um shampoo maravilhoso que só encontrei no supermercado. Barato e muito bom. Aproveite... Karine

Sarita disse...

Carrie, NÃO prove o Strawberry Cheesecake da Häagen-Dazs!!

Sério, não prove! Aquilo deveria ser proibido!!!

Tudo de bom pra vc!!! Bjs.

F. Reis disse...

NÃO PROVE o "caramel cone" da Haagen-Dazs, isso sim!!!!

CRIME, C.R.I.M.E!

No mais, aproveite NYC sem moderação. =)

Helena disse...

Por aqui, também, cada vez mais as pessoas transportam o seu almoço. É uma forma mais saudável e económica de comer. Não são só os pobres, não. Eu ando sempre com fruta e umas bolachitas atrás de mim. E adoro comida! Também tenho de controlar o consumo desenfreado de chocolate, gelados, etc.

Tati tatuada disse...

Carrie.
Para usar a balança da academia:
O peso de baixo é a dezena (50, 60,70, 80) O pesinho de cima são os quilos (1,2,3...).
Você coloca o peso de baixo na dezena tipo 60 e o de cima você vai empurrando bem devagar até que a ponta esteja numa única linha com a base.
Quando estiver em linha reta (a base e o pêndulo que sobe e desce) é o que você esta pesando.
Óbvio que seria mais fácil demonstrar, mas espero que você tenha entendido.
Sorvete de pistache é bom, muito bom!
Beijos.
Tati

Carrie, a Estranha disse...

Tati,

Na teoria é tudo muito bom. Aliás, já me mostraram na prática. Mas eu tenho problemas de aprendizagem.

Helena,

É, eu sei, mas brasileiro é besta. Metido a besta.

Bjs