quinta-feira, junho 12, 2008

The book is on the table, but I can't read it.


A minha English teacher (English teacher não dá a idéia de que ela é inglesa? Será que é Teacher of English?!!! Não sei mais naaaaaada!!! Ai, vou morrer de fome em NYC...só vou conseguir grunir me want food na ponte do Brooklyn!) chegou hoje para dar aulas no seu horário de 4:30 (hora que a gente havia marcado) de ressaca.

Sem comentários.

Dia de semana, quatro e meia da tarde e a pessoa chega suando, tomando litros de café, bocejando, atendendo celular toda hora – turn off this fucking mobile, woman! Dammed it! – e dizendo que nunca mais bebe. Às vezes ela até fala em inglês no celular, mas às vezes é português.

Ressacas bastam as minhas.

Oh, god. Por que eu não nasci na Suíça, meu povo? Eu sou uma pessoa séria. Eu tenho horários. Eu sou mal humorada. Eu não quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar. Eu não quero influenciar pessoas – apenas dominar o mundo pela força bruta. Eu sou extremamente organizada no que se refere a material e aulas. Eu tenho lápis, borracha, régua. Agenda. Eu odeio que peguem meu material – ela fica pegando minhas canetas, lápis...só não leva porque eu fico de olho! Eu odeio que virem meus livros com violência, deixando marcas de dedos neles – ela adora fazer isso. Eu sou uma senhora idosa.

Na boa: eu sempre achei que eu soubesse inglês (haha) e que eu tivesse facilidade para línguas, hoje em dia eu não de mais nada. Parece que quanto mais eu estudo, menos eu sei. Mais eu desaprendo. Sem clichês. Sério.

Inglês é fácil. É? Comparado com essa língua insana que é o português até é. Mas...tipo: que porra de língua tem um present perfect continuous e um present perfect (sem ser continuous) e ambos são quaaaaase iguais e, embora o nome diga o contrário, fazem referência ao passado (mas um passado pertinho, pertinho, que acabou de acontecer, tá ali na esquina)? Tudo bem, vocês virão com as regras, mas as regras me confundem. Ambos tem conexão com o presente. Ok. O primeiro dá ênfase na atividade, no processo; o segundo, no resultado. O primeiro fala sobre atividades repetidas durante um período de tempo, sobre duração; o segundo sobre coisas que você fez isoladamente, experiências... mas e na hora de usar? Minha professora diz que eu tenho que pensar neles - e em todos os tempos verbais - como uma forma de organizar uma seqüência de informações.

O falante da língua inglesa também deve pensar que porra de língua tem um pretérito perfeito (eu joguei), um imperfeito (eu jogava) e um mais que perfeito (eu jogara)

(Ontem eu fui ver Sex and the City - filme da minha xará Carrie, a Bradshaw - e, em determinado momento, traduziram "library" por "livraria" - isso porque a gente tava vendo que era uma grande e enorme biblioteca).


E quem joga tênis? Por que os livros de inglês tem sempre esses exemplos de I’m playing tennis, I’m sorry, but I have to wash my hair (no dia que isso for desculpa eu virei porca).

Será que eu serei a piada da NYU?

Menos, Carrie. Menos. Você ainda não é tão importante assim.

2 comentários:

Anônimo disse...

Formiga,
Depois do segundo lugar no doutorado e de ganhar a bolsa pra NY (e nesses dois processos vc jurava que não seria selecionada)
eu não caio mais na sua...rs
Vc deve ser melhor que a sua professora. E ela não tem mais o que fazer aí...rs
Bjs, minha estressada mais linda do mundo!!!
For Sister

Bella disse...

adoro suas aventuras no mundo da língua inglesa. o problema de se aprender qdo já somos adultos é esse: ficamos analisando td, ponderando, refletindo, ao invés de simplesmente let it go. eu fiz inglês qdo criança e nunca fiquei nessas análises. qdo fiz francês já bem mais velha, tava igual uma mula empacada. hehe! mas desencana baby!
bjks