sexta-feira, julho 04, 2008

O meu grande amor




Hoje é aniversário de uma das pessoas mais incríveis e sensacionais e bacanas e mais importantes e que eu mais amo em toooodas as galáxias descobertas e por descobrir: Formiga Irmã. Vulgo O Baru. Balu. Bibi. Mirim. Fu Sis. Aunt Sister.

Muito já foi dito sobre o mito, a lenda, a mais doce das criaturas dentre as muitas que eu tenho o privilégio de conhecer nessa vida, mas muito ainda há de ser dito, já que ela – assim como todos nós – não se esgota em poucas palavras.

Esses dias eu me lembrei de uma frase que meu pai disse certa vez, no final da vida, sobre a minha mãe: “ela faz o cotidiano ficar tão interessante!”. É exatamente isso – dentro muitas outras coisas – que Bibi faz pra mim. Faz meu cotidiano ficar interessante. Mesmo que há quilômetros de distância de mim. Sei que ela está ali, ao alcance de um telefonema ou msg ou e-mail ou simplesmente pela força do pensamento. E, nos últimos meses, que temos convido diariamente (com a minha semi-mudança pra Gotham City) eu sinto exatamente o que é uma pessoa transformar o cotidiano em algo mais interessante pela simples presença. Formiga Irmã me avisa quando vai brincar no parquinho, assim como João Fanquico avisa o Irmão. Mais: Fomriga Irmã me leva pra brincar no parquinho. Mais ainda: às vezes traz o parquinho até mim.

Acho que é assim, no varejo, que a vida acontece – e não apenas nos saltos ornamentais do atacado. E é na dura labuta do cotidiano, do comer e limpar-se, das contas a pagar e horários a cumprir que você consegue perceber se é ou não feliz. A capacidade de suportar suas próprias mazelas e pequenezas (e as alheias) é o que determina sua felicidade. E a minha irmã é, em grande parte, responsável não só por esse cotidiano, como muito mais importante do que isso: ela é responsável por eu ter conseguido criar um cotidiano assim pra mim. Meu jardim secreto. Meu parquinho. Eu sou o que sou, em grande parte, por causa dela.

Eu rio com Formiga Irmã. Eu rio, não. Eu gargalho. Com sua ingenuidade pra certas coisas, suas maldades para tantas outras. Sua capacidade de rir de coisas absolutamente triviais e sem graça – ela ri e eu rio dela rindo. Sua falta de paciência para com várias coisas.

E o engraçado é que, a primeira vista e superficialmente, as pessoas têm uma imagem completamente oposta do que ela é. Pensam que ela é uma pessoa séria, na dela, calma. (É, também pensam isso de mim, com a diferença que, em mim isso se dissipa em 5 segundos). Minha irmã é completamente louca. Surtada. Completamente. Sem possibilidade de cura. Graças a Deus.

Minha irmã faz vozesinhas, gestinhos e dancinhas engraçadas. Não tem a menor memória para nomes e fatos. Esquece os nomes dos atores, dos filmes. EU preciso cuidar da educação dela em certos setores. Digo: “veja esse seriado que você vai gostar”. Tomo a lição de vez em quando: “quem é essa aqui?” ou “quem é a cantora britânica que eu te contei que ta internada por consumo de drogas?”(várias, né?). Em compensação ela é uma agenda ambulante. Pergunte sobre qualquer data, de qualquer ano e ela te dirá o que aconteceu, o que ela estava fazendo e o que você estava fazendo – não teime com ela, porque ela vai estar certa, mesmo quando for sobre a sua vida.

Eu não tenho a menor dúvida de que, caso exista isso de alma gêmea (que não existe, claro), minha irmã é a minha. Não tenho a menor dúvida.

Te amo muito, Irmã! Não há palavras que expressem o que eu sinto por você. Mesmo.

(Leia o que já foi dito sobre ela
aqui e aqui)

8 comentários:

Tatiane Trajano disse...

Gostei do blog, volto mais vezes para me deliciar nas leituras. =)
Ah! E mesmo sem conhecer, parabéns pra sua irmã.

Blueberry Girl disse...

Nossa, Carrie! Que texto lindo, que palavras lindas sobre sua irmã! Acho que o comentário certo aqui é "que sentimento lindo!". Já virei fã dela. Parabéns, formiga irmã!

E "ela faz o cotidiano ficar tão interessante!" é um dos maiores elogios que eu já ouvi. Nossa. Tão significante isso. E tão RARO. Acho q to emocionada. ;o)

Bjo pra vc, sortuda!

Júlio César Meireles de Andrade disse...

Não sabia que Tio Herberto tinha dito isso da Tia Malu. É simplesmente a descrição mais bem feita que eu já ouvi. É exatamente isso que a gente sente quando estamos perto da Tia Malu. Imagina então seu pai, que viveu uma vida inteira com ela.
Tio Herberto era um sábio...
Belo texto.
Um beijo

Lenissa disse...

BenzaDeus duas irmãs assim! Cousa boa e parabéns pra sister! Bjs

Carrie, a Estranha disse...

Oi Tatiane!

Muito obrigada. Seja bem-vinda! Fique à vontade e volte, sim.

Blueberry girl,

É, eu sou sortuda, sim! Não 'só pela minha mãe e irmã, mas pela enorme, incrível e maravilhosa família q eu tenho!

Júlio,

E não é? Tb acho.

Lenissa,

Muito obrigada! Benza Deus, mesmo.

Bjs

Carrie, a Estranha disse...

Oi, minha irmã linda!!!
Obrigada pelo post ( embora exagerado!!!)
Nem sei como agradecer. Vc faz com que meus defeitos aparecem como qualidade ou como características engraçadas. Vc me empresta os seus amigos e faz com que eu seja "famosa" neste blog.
Como pude viver dez anos sem vc?
Te amo!!!
Beijos,
Bibibibibi

Anônimo disse...

Carrie, compartilho meu sentimento com vc.... Não tem palavras q possam expressar o sentimento por uma irmã que nos orgulha e mima, tudo ao mesmo tempo.
Nesse sentido tb me considero bastante sortuda.
Bjs, bjs e mais bjs

Marcele

Dona Sardas disse...

Carrie
Que lindo isso. Eu também fui abençoada com uma irmã doida e querida. E isso é uma coisa maravilhosa. Mande um super mega power combo ultra beijo pra Fu Sis. E uma beijoca grande pra ti.
Pati Linden