quinta-feira, maio 15, 2008


Pessoas que me mandam links. Que dizem “puxa, passa lá no meu blog pra ler tal texto assim, assado”. “Passa no blog de Fulana de Tal”. Pessoas. Eu vou passar. Eu juro. Só não sei quando, mas eu vou passar. No momento mal dou conta deste estabelecimento. Me mandem os links novamente.

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Sabem filhotinho de leão (ai, minha irmã ganhou um laptop do Sérgio Cabral, quer dizer, não dele, do Estado. Todos os professores da rede estadual do Rio ganharam laptops, mas eu ainda não sei como eu aciono a interrogação. A única espécime que vejo sorridente para mim dizendo “você não me pegaaaa!” não me obedece. Então imaginem uma interrogação aqui. Os outros computadores da casa foram pra rehab e o meu laptop ainda não tem conexão). Pois é (voltando a historinha). O filhotinho de leão é lindo, não é (interrogação). Você brinca com ele. Faz carinho nele. Ele é fofo e parece um gatinho crescido. Mas aí um dia ele acorda de mau humor. Ou acha que está apenas brincando com você e te dá uma patada mais forte. E você pensa: “caramba! É um filhotinho de leão! Como eu fui me esquecer disso!”. Aparentemente inofensivo, ele não nega sua natureza. Como a fábula do escorpião. Ele é um filhote. Fofo, lindinho. Mas de leão. Não se esqueça.

(nota mental 859.829.875: não esquecer que filhotinhos de leão são leões).


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Leituras. Resolvi me render aos best-sellers-de-criancinhas-afegãs. Quer dizer, não me rendi totalmente porque não comprei (aí já seria demais), peguei emprestado. Li “A Cidade do sol”, agora vou ler “O caçador de pipas” e peguei “O livreiro de Cabul” e “Eu sou o livreiro de Cabul”.

Best-sellers são que nem McDonalds – e isso está sendo dito por uma fã inveterada da rede de sandubas. Você lê, é muito gostoso enquanto você lê, você não consegue resistir enquanto não devora tudo, mas não é uma refeição feita com carinho e atenção, cozida e preparada durante horas, que você sorve vagarosamente e continua com o seu gosto por semanas na boca. Mas uma coisa não invalida a outra.

(pra cinema eu sou bem menos seletiva. Consigo ver muito mais poesia em filmes-pipoca do que em muito filme cabeuuuça. Deve ser porque conheço menos. Não que eu conheça muito de literatura, mas em comparação ao cinema eu conheço mais. O que não é muito...enfim. Entenderam, né)

Estou lendo também um livro, sugerido e emprestado pelo meu irmão, de um jovem autor chamado Steven Hall, sobre um tubarão conceitual que come pensamentos e memórias. Chama-se “Cabeça Tubarão” (Cia das Letras). Vai virar filme, inclusive. O livro é pura ação, ao mesmo tempo em que coloca questões interessantíssimas para quem trabalha ou se interessa em linguagem, discurso, memória...

Outro que eu acabei de ler foi “Jonas, o Copromanta”, da Patrícia Mello. É a história de um cara que se vê plagiado pelo Rubem Fonseca, naquele conto dele chamado Copromancia (arte de prever o futuro através do exame das fezes). O problema é que ele nunca escreveu nada, então ele acha que o Rubem Fonseca entrou no cérebro dele e que o mundo conspira junto com o escritor. E Rubem Fonseca se torna personagem do livro.

A grande ironia é que a Patrícia Mello é constantemente acusada de copiar o Rubão. Daí ela pega um livro e constrói uma meta-narrativa e brinca com uma idéia que todo fã de Rubem Fonseca tem (e acredito que todo grande fã de qualquer escritor tenha): a de que o cara leu os seus pensamentos.

Outro livro que estou ma metade é “Para ler como um escritor. Um guia para quem gosta de livros e para quem quer escrevê-los”, de Francine Prose. Ela faz um percurso por diversos livros e personagens da literatura mundial, analisando-os bem de perto. A edição brasileira tem um prefácio do Ítalo Moriconi.

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Ai, ai. Esquentou, né (interrogação). Daquelas que tá meio sem assunto...

10 comentários:

Fabiana disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fabiana disse...

Faz assim, Ó: alt Gr + a tecla lá q tem a interrogação de ladinho...rs

Também quase pirei para descobrir isso no lap top da sista que o titio Cabral deu.

Sem contar as vezes em que, ao invés de apertar o Alt Gr, apertava o Ctrl e a janela/ aba desaparecia... rs

Aproveitando o ensejo, me apresento, deixando de ser uma leitora anônima: sou Fabi e acho seu blog d-e-l-i-c-i-o-s-o. Azedo na medida, engraçado e um bocadinho visceral. Rs

Você muitas vezes parece minha consciência. Talvez algo meio Patrícia Mello - Rubem Fonseca, só que no meu caso, humildemente, prefiro deixar a escrita para quem entende da coisa. ;)

Beijos!

anna v. disse...

Gosto muito da Francine Prose. Não li este livro que você fala, mas deve ser bom. Tomara.
Quando é que a gente vai sair pra tomar outro chope?
Bjs

Dona Sardas disse...

Acho que já deves ter lido, mas em todos os causos, vai a minha sugestão: Travessuras da Menina Má, do Mario Vargas Llosa. Tô DE VO RAN DO! É muito bom.
Beijos
Pati Linden

Blueberry Girl disse...

Olha, eu odiei O caçador de pipas. Odiei. Eu li de teimosa, porque achei q fosse encontrar ALGUMA COISA que justificasse ser um best-seller e ter tanta gente falando do bendito. Mas sinceramente... quanta apelação, que livro chato.

hahaha! e falar do tempo quando tá sem assunto já é de lei!

nóis disse...

Vou comprar esse livro da Patricia Mello. A história deve ser boa.
beijos

Carrie, a Estranha disse...

Fabi,

Uia, menina! Q coisa! Era isso memso!

Ah, muito obrigada!

Oi, Anna!

Ih, pelo andar da carrugem, acho q qdo Mathilde tiver 15 anos! Rsrsrs...to tão enrolada e nem no Rio eu estou. Vamos ver.


Pat Linden,

Já li! Gostei, mas fiquei muito puta com a menina! Rsrs

Blueberry Girl,

Vc viu o filme, Blueberry Nights?

Bjs

a que deseja disse...

Carrie, eu adorei O Caçador de Pipas.

Me processem, rs.

Ver o filme depois de lê-lo foi interessante, mas o pai do Amir na minha cabeça era mais bonito.

O livro, que é melhor que o filme, mostra um pouco dessa cultura hoje tão em voga, com uma narrativa simples de ser lida, mas cheia de sentimentos.

E que coincidência, Pati. O próximo livro da minha lista é Travessuras da Menina Má. Dizem que não se consegue parar de ler, mal posso esperar...

Beijos

a que deseja disse...

Carrie, eu adorei O Caçador de Pipas.

Me processem, rs.

Ver o filme depois de lê-lo foi interessante, mas o pai do Amir na minha cabeça era mais bonito.

O livro, que é melhor que o filme, mostra um pouco dessa cultura hoje tão em voga, com uma narrativa simples de ser lida, mas cheia de sentimentos.

E que coincidência, Pati. O próximo livro da minha lista é Travessuras da Menina Má. Dizem que não se consegue parar de ler, mal posso esperar...

Beijos

Blueberry Girl disse...

Sim, Carrie, claro! Adorei. E eu sou a propria blueberry pie. Rolou uma identificação imediata, rs.

Bjo!