segunda-feira, junho 25, 2007


Pitboys da Barra da Tijuca – a Miami carioca - , voltando da naiti na madrugada de sábado, espancaram uma empregada doméstica em um ponto de ônibus. Simplesmente pararam o carro, desceram e bateram na mulher. Por acaso um taxista viu e anotou a placa do carro. Eram todos de condomínios de classe média alta da Barra e universitários (eu ainda vou ver o dia em que algum ex-aluno meu vai aparecer nessas matérias, porque eu sempre acreditei no potencial daqueles garotos!). Por sorte ela teve ferimentos relativamente leves – saiu com um olho roxo, algumas escoriações, mas saiu andando.

A “justificativa” dos marginais foi de a de que eles pensaram que ela era “só uma prostituta”. Assim como os moleques que incendiaram o índio Galdino em Brasília não sabiam que ele era índio e pensaram tratar-se “apenas” de um mendigo.

Quer dizer: se fosse prostituta podia. Se fosse mendigo podia. Afinal, são cidadãos de segunda classe, segundo os pitboys da Barra.

E qual a ligação disso com tudo o que a gente vê todo o dia nos jornais: certeza da impunidade; inversão dos valores (que valores, cara pálida?); incompetência na administração pública; verbas de serviços essenciais sendo desviadas? Nenhuma?

Um dia a conta vai chegar. Com juros.

4 comentários:

Ione disse...

Que tristeza, Carrie... Nem sei o que comentar. Espero mesmo que eles paguem por isso um dia, nem que seja bem lá na frente... :-(

Passei mesmo foi pra deixar um beijinho e desejar uma ótima semana. :-)

Carrie, a Estranha disse...

Obrigada, Ione. Pra vc tb, uma ótima semana.

bjs

Rê disse...

um dos pivetes cursava direito.
eu nao entendo isso não.

Rê disse...

http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u18929.shtml

não precisa correr, relaxa, já encomendei um pra você ;)