quinta-feira, julho 20, 2006


Muito boa uma das histórias do Linha Direta de hoje. Traficantes da Barra, classe média alta do Rio. Até aí, nenhuma novidade. O maneiro foi mostrar o que eles fizeram pra pegar os caras. Mandaram dois puliça com cara de praiboi pra pegar onda junto com os traficantes. Sim, amigo leitor! Igual ao "Caçadores de emoções" - filme que eu amo, aliás. Só que, ao invés de assaltar bancos eles traficavam ecstasy e haxixe. A prova de que, quando a polícia quer, faz alguma coisa - polícia civil, diga-se de passsagem.
Como sempre, o Linha Direta mostra uma rave como a ante-sala de Sodoma e Gomorra - aliás, são as duas implicâncias do Linha Direta: Orkut e raves. E dá depoimentos de ex-usuários: "a primeira vez que eu tomei ecstasy eu senti uma felicidade imensa, um amor imenso, mas logo eu percebi que era falso".
Fiquei cá pensando com meus botões e fazendo o papel de advogado do coisa ruim: mas o amor não é uma reação química? E, às vezes, quando vemos que tudo acabou, a reação de abstinência é quase similar a droga. Então qual o problema de se usar uma droga que produz isso? Não, eu não tomo drogas, odeio drogas - por razões que não vêm ao caso - mas esse argumento de que "é uma falsa felicidade" é de uma bobagem tão grande...Se é felicidade, não importa de onde vêm. Se é pela comida, pelo álcool, pelo exercício ou pelas drogas - legais ou não. Agora, o que tem de ser esclarecido é que algumas dessas coisas trazem um efeito pior do que outras. Algumas dessas felicidades acabam mais rápido que outras. E é só por causa disso que as pessoas buscam ajuda pra parar de se drogar. Porque se fosse alegria a vida toda, quem iria querer parar de sentir isso, seja produzido pelo que for? Acho que toda campanha anti-drogas devia partir do seguinte pressuposto: é bom pra caralho, mas mata. Vai querer?
Pelo menos, no caso da droga, você pode por a culpa em alguma coisa. O pior é, no caso do amor, você ter todos os sintomas físicos de uma abstinência - com direito a recaídas, idas e vindas - e ainda achar que isso - amar - é bom. E ainda comete o mesmo erro mais de uma vez. E nem tem tratamento contra.

5 comentários:

M.Eduarda disse...

A pessoa que descobrir o tratamento para a droga do amor vai ficar milionária!!!
beijos

Jussara disse...

Neste último parágrafo,vc falou tudo.Me lembrei de uma música,que coincidentemente eu estava cantando hj: "O amor devia ser proibido,pq é uma droga pesada"...

Tereza Cristina disse...

Carrie, respondi o seu recado no post da terça-feira, acho.
Bom fds

Carrie, a Estranha disse...

Puxa, Tereza! Muito legal sua história! Dezesseis anos? Bacana. Desejo mais dezesseis anos dezesseis vezes.

Carrie, a Estranha disse...

Mas qto ao amor...bom, acho q estou numa bad trip há uns dois anos...mas, fazer o quê? Sou estranha...
Bjs