segunda-feira, abril 18, 2011

Comentários finais (de hoje)



Às vezes eu me pego pensando: preciso contar isso no blog. Mas aí eu lembro: não. Não preciso, não.

Né?

Afinal, vocês são todos lindinhos, mas os trolls, os Giuseppe de Franco da vida, o povo sem loção que me ofende no Formspring, estes tão sempre por aí.

Aliás, obrigada pelos e-mails e comentários e novos seguidores.

Pro moço que falou da Cientologia: é claaaaaro que eu conheço! É a religião do Tom Cruise, do John Travolta! Dizem que Tom comeu a placenta da Suri por recomendação da seita e que o nascimento teria sido rigorosamente planejado segundo preceitos da cientologia. Como não amar?

Mas me conta aí: como é esse lance de - como é mesmo? - "teólogo agnóstico". Isso não seria um...filósofo? Ou um historiador das religiões? 

Pra moça que falou que tem TDAH: pelo menos você diz pros seus professores diminuirem seu conceito se não estiverem satisfeitas com o desempenho. Meus alunos fazem o oposto. Querem que eu suavize o julgamento por causa da "doença". 

Também não entendo o preconceito contra a pobre da Ritalina. É uma mudança na qualidade de vida tão grande, pra um efeito colateral tão pequeno que. Sinceramente. Mas as pessoas acham que vão ficar "drogadas" e virar "zumbis" e "não ser mais elas mesmas". 

Bom, realmente eu tenho muitos problemas, mas este eu não tenho e não sei como é e é sempre bom ouvir o outro lado. Mas acho que, infelizmente, o diagnóstico banalizou. Que nem bipolaridade. Não é qualquer um que tem alteração brusca de humor que é bipolar. 

É isso.Acho que respondi a todos os e-mails que chegaram, respondi comentários, acho que tá tudo em dia. 

Desculpem o sumiço, mas é provável que dê uma piorada. Consumam os posts com moderação. Poupem.

Ou não. 

7 comentários:

Olivia disse...

Oi Carrie. Eu tinha ficado preocupada de vc achar que fiquei zangada ou coisa do tipo. Mas é que eu já passei por constrangimentos como ser acusada de roubo com o simples fundamento de que eu era a única no meio que tinha "problemas". Entende?
Não sei se existe banalização. Pelo menos em relação ao TDA. Acredito que em cada turma de 50 alunos, pelo menos 2 devem ser. Eu andei frequentando umas palestras a respeito...
No mais, foi péssima a idéia de mandar diminuir meu conceito. Até meu orientador fez isso. =) Bancar a vítima das circunstâncias tem lá suas compensações...
Beijos

Carrie, a Estranha disse...

Oi Olívia!

De jeito nenhum fiquei chateada. Falava de um povo q eu acho q nem tem e fica "tirando onda" e querendo q tudo se justifique pela doença. Não me pareceu o seu caso.
Um beijinho

Luiz Asp disse...

"Teólogo agnóstico" é frescura do Carahyba. A formação dele é de teólogo batista, mas hoje ele estuda a história das religiões, suas mitologias, a psicologia e o fenômeno social da religião.

Quanto à ritalina, digo que não conheço mas que, se ajuda alguém, é nota 10. O rivotril é meu amigo, e já salvou meu casamento uma ou duas vezes, rs.

abraços!

Natália disse...

Atualizando, já passou a moda de Bipolar, agora nêgo sofre bullying....kkkk, galera banaliza um assunto sério, é "froid".

Gazzy1978 disse...

Realmente, doença e "defesa dos direitos" são mega-banalizados! Aí chega neguim no consultório médico e no escritório do advogado e fala "ah, doutor, mas eu vi no Fantástico/Jornal Hoje/Jornal do SBT/Jornal da Vila" que se eu tomar o remédio tal/entrar na justiça isso se resolve...
Às vezes, eu odeio essas notícias de telejornal, que fazem leituras superficiais dos fatos médicos/psicológicos/jurídicos e passam como verdades absolutas!

ila fox disse...

As pessoas tem muito preconceito contra remédios, especialmente os de tarja preta. Engraçado como muitas, ao invés de usar um tratamento sério, preferem usar soluções paliativas e desculpinhas esfarradas. :-/

Marcelo Carahyba disse...

Nossa! Só hj vi esse post! kkk

Luiz, vai te catar, ninguém te perguntou nada, seu intrometido. :P A propósito, meu diploma diz: "Bacharel em Teologia", não tem nada de batista nele. kkkk

Carrie, o Luiz em parte tem razão. Minha graduação foi numa instituição batista e atualmente faço uma convalidação numa instituição luterana para que o diploma fique ok perante o MEC.

Muito resumidamente o que aconteceu foi que nessa graduação encontrei algo que jamais poderia imaginar: uma carga horária pesadíssima em ciências humanas e sociais. Eu, que tinha formação em exatas, me redescobri lá dentro e hoje vivo mergulhado nesse novo mundo. Me identifico principalmente com história, psicologia, parapsicologia, mitologia e fenomenologia da religião. Abandonei qualquer forma de dogmatismo e pretenções metafísicas da realidade para colocar o ser humano em primeiro lugar. Pra mim a existência é um mistério, o universo é um mistério, e pode ser que haja algo por trás disso tudo (ou nisso tudo), mas não tenho pretenções de nomeá-lo ou descrevê-lo. E se tenho algumas crenças pessoais, elas estão escritas a lápis num caderno velho, rabiscado, reescrito e apagado quase que diariamente. E se tenho algum dogma, são a ética e a compaixão. Saí de lá com a mente bastante aberta mas igualmente criteriosa. Por isso, teólogo e, também, agnóstico.

Um abraço!