terça-feira, fevereiro 16, 2010

Manias de leitora


Vi isso no Cadê o revisor
e em uns blogs por aí e me deu vontade de fazer, pois adoro e tenho muitos livros, listas e manias. Quais são seus hábitos de leitor(a)? Os meus (muitos) são os seguintes:


1) Quando compro um livro eu imediatamente apago o preço (caso tenha), carimbo, boto data e local. Não agüento gente que te empresta livro e você vai ver o preço tá em cruzeiro ainda. Antes eu punha só nome, data e local, mas minha amiga Pat Greco, sabedora dessa minha característica e da minha obsessão por métodos organizatórios de estudos, me deu um carimbo com o meu nome, embaixo escrito “biblioteca particular” e mais duas linhas, pra eu botar o local, mês e ano que comprei. Caso tenha sido presente, escrevo: "presente de aniversário de fulano". Rimão do Meio escrevia “Primavera de X”. Como não há mais estações no Rio, eu boto só o mês mesmo. Tô pensando em fazer outro carimbo escrito “Dra Carrie White”, "acervo pessoal" ou “Carrie White (Phd)”, “acervo pessoal”. Sim, pois do que adianta ser doutora se eu não posso tirar onda? Me sinto que nem o Ross. Daí quando eu morrer e já tiver dominado o mundo, doarei meus livros a alguma biblioteca pública ou universitária e então criarão o Acervo Carrie White. Sim, eu perco tempo pensando neste tipo de coisa. Sério. Mas, até lá os livros serão todos eletrônicos.


2) Se compro livros em sebos e eles vêm com nomes dos antigos donos eu nunca apago nem risco. Gosto de pensar na linha sucessória que o livro teve e ainda terá e que meu nome será apenas mais um nessa lista. As pessoas morrem. Os livros ficam. É o que importa.


3) Eu escrevo em todos os meus livros, não apenas os acadêmicos. “Ficho” tudo quanto é livro, até poesia. Escrevo nas margens, sublinho, boto post its em trechos que eu gosto, escrevo: “lindo!” ou “vai à merda” nas margens. Quando é coletânea eu boto comentários críticos no índice, tipo: “chaaaato”, “amei” e assim vai. Como diria Marx, eu escrevo nos livros e os uso, pois eles são meus escravos e não o contrário (ok, pode não ter sido com essas palavras, mas o sentido foi esse).


4) Eu tenho extremo cuidado com livros. Se você me emprestar algum é capaz dele voltar mais novo, porque certamente eu vou colar alguma coisa que estiver rasgada. Teve uma época em que eu encapava meus livros com plástico transparente. Mas aí comecei achar muita viadagem e parei.


5) Eu amo marcadores de livros. Tenho vários e é sempre um bom presente para mim, simples e barato. Guardo todos, inclusive estes que a gente ganha em livraria. No momento o que eu estou usando é um de metal, de New Orleans, presente de Formiga Sênior. Primo Poeta era contra marcador até pouco tempo atrás. Dizia que se você está envolvido com o livro você tem que saber onde parou. Leu Grande Sertão: veredas sem marcador. Aí é foda. O livro não tem nem capítulo.


6) Eu leio mais de um livro ao mesmo tempo. Mesmo os dois sendo romances, por exemplo.


7) Eu leio no banheiro.


8) Eu nunca leio comendo. Só jornal e no café da manhã. Não gosto de misturar dois assuntos tão importantes.

9) Eu leio antes de dormir. Por mais cansada que eu esteja, mesmo se for 5 da manhã e eu estiver bêbada – no dia seguinte preciso reler, é verdade. Eu preciso ler até meus olhos arderem e as letras embaralharem e então eu descobrir que é hora de dormir.


10) Eu leio em meios de transporte. Não enjoo, nem tenho dor de cabeça. Eu prefiro ler em viagem de ônibus ou avião do que de carro. De carro a pessoa sempre puxa conversa.

11) Eu amo cheiro de livros. Todos cheiros. Velhos, novos...minha boca saliva – literalmente – com o cheiro de livros. Eu tenho vontade de dar uma dentada em certos livros. Literalmente. Não, nunca dei.


12) Eu não posso ver ninguém com livro que eu logo preciso ver o título. Me entorto toda até conseguir ver. Sou daquelas malas que puxa papo, tipo: "ah, você gosta desse autor?".


13) Não tenho preconceito com livros. Leio de tudo. Mas daí comprar...já é outra história. Só compro coisas boas. E também tenho vergonhinha se alguém me pega lendo Paulo Coelho ou Quem mexeu no meu queijo (hipoteticamente falando).


14) Eu tenho sempre um livro comigo, que não tenha nada a ver com o trabalho, necessariamente. Gosto de ler um pouquinho antes das aulas começarem e sempre que sobra um tempo, em qualquer lugar. Quando viajo levo, no mínimo, uns 2 livros.


15) Eu leio em locais barulhentos. Isto é, quando o barulho já é uma massa sonora de tal forma que fica difícil distinguir sons.

16) Eu adoro ler ao ar livre. Pena que não tenho oportunidade. Quando eu morava em NY eu ia para o Central Park, comprava livros nos estandes da Strands (aliteração horrível), abria minha canga e ficava lendo. Ok, devo ter feito isso duas vezes, mas gostei muito da ideia. Depois ficou frio. Também lia na Washington Square. Aqui no Brasil se você for ler ao ar livre é morto. O então o calor não permite. Só se for na praia. Coisa que faço quase nunca.


17) Amo livrarias que tem poltronas e locais para você ler sem nenhum vendedor mala dizendo “posso ajudar?”. Aliás, é quase impossível passar por um sebo ou livraria e não entrar. Só se eu realmente tiver muito atrasada.


18) Amo sebos.


19) Nem sempre fui uma leitora voraz. Na infância e adolescência eu lia. Gostava de ler. Mas acho que não lia na quantidade de hoje em dia. Nunca li essas coisas tipo Monteiro Lobato. Lia os livros do meu pai. O diário de Anne Frank. A biografia do Lee Iacocca. Ou aquelas séries Memórias de um cabo de vassoura e a Condessa de Seguir. E as séries Vagalume e para gostar de ler, claro. Meu livro infantil predileto é A vida íntima de Laura, da Clarice Lispector (sim, a Clarice escreveu pra crianças). É a história de uma galinha. Que pensa. E que conhece um ET. Esses dias fui procurar fotos antigas e achei meu livrinho Lúcia-já-vou-indo, com a minha letrinha de 7 pra 8 anos. História de uma lesma. Muito bom. Também gostava muito de A velhota cambalhota, não me lembro de quem era. Formiga Irmã fazia Letras e curso normal. Lá pela sétima série eu gostava de Machado de Assis e já Rubem Fonseca. Agora, Moreninha, Senhora, Lucíola...eca. Espero ainda escrever pra crianças (um conto meu ganhou o sétimo lugar – dentre 15 – num concurso do SESC Brasília). Eu acho que eu tenho um lado infantil muito forte que me ajuda a escrever para eles. Gosto de livros infantis até hoje. No momento também estou lendo A bolsa amarela, da Lígia Bojunga, que eu dei de presente pra Formiga Sister, porque o nosso pai deu o dela, sem querer - tava numa pilha de livros didáticos para serem doados. Mas parei, porque tem um galo, o Afonso, meio mala. Gosto muito de literatura infanto-juvenil, também.


20) Eu transporto meus livros em saquinhos, pra eles não sofrerem na bolsa, junto a todo o resto. A não ser quando eu estou com sacolas para livros – sacolas de pano, feitas para o transporte de livros.


21) Eu faço parte de uma confraria de bibliófilos da qual faz parte o José Mindlin (Eu queria muito conhecer o José Mindlin. Meu sonho é ser o José Mindlin). Trata-se de um grupo de apreciadores não só do livro como literatura, mas como obra de arte. Os caras são de Brasília e têm uma gráfica própria, mas tem gente no país todo. Todo anos eles escolhem quais livros querem publicar, chamam um grande ilustrador e, caso o escritor seja vivo, ele autografa o livro. Os livros são maravilhosos. Grandes, ilustrados, feitos artesanalmente. Um luxo. Tenho um com contos do Rubem Fonseca autografado. Tenho outro com ilustrações do Millor e autografado por ele. Nesses eu não escrevo nada. Custam entre 100 a 150 reais e são lançados três por ano. E se você vier na minha casa e eu te mostrar eu vou pedir que você lave as suas mãos antes. Nada pessoal. Se a minha casa pegasse fogo e eu só pudesse salvar uma coisa - eu não salvaria nada, porque a minha vida é mais importante que tudo. Ok, partindo do pressuposto que eu deveria salvar algo, eu salvaria estes livros – mesmo porque eles valem cerca de 1.000 reais cada um, em sebos. Como diz o Ed Motta, grande colecionador de vinis: do que adianta ser colecionador se você não tira onda?


22) Eu não gosto muito de ler em tela. Quando preciso estudar algum texto que achei na internet, imprimo. Não sou muito simpática ao livro eletrônico. Mas, como tudo na vida, acho que é uma questão de costume.


23) Eu compro mais livros do que eu consigo ler. Mas eu não me angustio com isso. Ao contrário. Compro já sabendo disso. Não me importa apenas o conteúdo, mas o livro em si, enquanto objeto.

24) Compro livros sem a menor culpa. Gasto o que não tenho. Ao contrário, por exemplo, com roupas. O que denota um preconceito bobo da minha parte, como se ter roupas fosse fútil e ter livros, não. Velho preconceito intelectual de que "posso ser mal vestido(a), mas pior é você que é burra(o)?". Nada a ver mesmo.

25) Eu empresto livros. Não empresto pra aluno, mas pra gente normal eu empresto. Aliás, minha casa sempre foi um centro fornecedor de livros para amigos. Denis, meu amigo, quando fazia medicina aqui, sempre vinha, pegava uns 4, depois voltava e renovava e assim por diante. Fló hoje em dia sempre faz isso. Como ela gosta de dizer, às vezes quando eu pergunto se ela já leu tal livro: “você me proporcionou a leitura”. Mas eu anoto meus empréstimos. E se você demorar a me devolver levará uma advertência. Pode até demorar, mas gosto de ter notícias. Detesto essa coisa de pegou e esqueceu. Vai ler? Anda logo. Vai demorar? Quanto? Só me avisa.

26) Eu sou contra a pena de morte, mas quem pega livro emprestado comigo e some e só se dá conta que sumiu quando eu peço de volta, é sério candidato, bem como os estupradores e pedófilos.

27) Eu acho que ler é um ato de subversão. Ler um clássico, então, é quase um ato terrorista.
Como diria Baudalaire: "a vida foi feita para ser transformada em livros". Às vezes acho que ela é mero pretexto para histórias.
E você, caro(a) leitor(a)? Quais suas manias ou hábitos como leitor?

18 comentários:

ila fox disse...

Putz, adooooro cheiro de livro, meodeols!
Quando o livro é bom eu leio super devagar que é para não acabar logo. :-P

Formiga Irmã disse...

Que post fofo!!!
Estou me lembrando do livro "Como um Romance" de Daniel Pennac que começa assim.
"O verbo ler não suporta o imarativo. Aversão que partilha com alguns outros: o verbo "amar"...o verbo "sonhar"...Bem, é sempre possível tentar, é claro. Vamos lá: "Me ame!" "Sonhe!" "Leia!". Leia logo, que diabos, eu estou mandando você ler!"
-Vá para o seu quarto e leia!
Resultado?
Nulo.
Ele dormiu em cima do livro."
Beijos, Bibi

Anônimo disse...

Não empresto livros, Cds ou homens, porque sempre voltam estragados.

Andréa disse...

Aiiii, Carrie... Lucia-já-vou-indo, cara! Eu sou meio idiota, devo ser, pq quase chorei quando li o nome desse livro aqui. Amava, quando pequena! Ganhei na escola porque era quem pegava mais livros na biblioteca, dez anos depois voltei lá e percebi que tinham transformado a biblioteca em uma sala de arquivos. Fiquei deprimidíssima. Lia muito na infância, hoje leio muito menos do que gostaria e quase sempre livros técnicos, um horror!

Taísa disse...

1. eu não gosto de emprestar livros, mas também anoto para quem e quando se eu não tiver alternativa;
2. eu não gosto de riscar livros, mas quando o estudo exige e eu sei que, daqui a pouco vou ter que comprar outro (área jurídica desatualiza mt rápido), aí eu risco, mas normalmente grifando com régua ou marcador de papel e raramente usando caneta ou grifador... (normalmente é lápis de cor pra não cansar a vista na segunda leitura);
3. atualmente, meus livros estão organizados por etiquetas de bolinhas: as amarelas, para livros diversos; as azuis, para os da área jurídica; as vermelhas, para os da área jurídica, mas penal, área da minha especialização... na lateral, normalmente acima do símbolo da editora;
4. eu também prefiro gastar meu dinheiro com livros a roupas, mas isso é regra, onde exceções são claramente permitidas;
5. eu tenho um livro de medicina legal cuja edição é de 1991, mas o autor é nascido em 1895, relativamente raro, não caro, mas que eu conservo em casa com plástico filme para que ele não fique com aparência de (mais) velho rápido. e este não sai de casa com outra pessoa nem por encíclica papal;
6. sim, eu tb devolvo livros em melhor estado de conservação do que quando me foram emprestados... até que, como leiga, faço umas restaurações bem aceitáveis;
7. atualmente, tenho assinatura de uma revista jurídica mensal e recebo outra trimestralmente por ser membro da oab/pe;
8. eu também leio no banheiro;
9. eu NUNCA consigo ler em meios de transporte, mesmo também não conseguindo dormir a bordo deles, pois sofro de um distúrbio do movimento triste, já disseram que o nome é sinetose, nunca investiguei mais a fundo, quem sabe?
10. itens 11, 13, 17, 18 e 22 ctrl+c/ctrl+v aqui;
11. pra terminar este post imenso, eu atualmente leio coisas para concursos e pra especialização, mas, quando criança, eu era uma traça em forma de gente... meus vizinhos dormiam até tarde e eles tinham assinatura da turma da mônica. tem noção que eu ia pra casa deles e ficava num tamboretezinho lendo as revistinhas deles enquanto a mãe fazia as coisas de casa? finalmente, a minha mãe me deu uma assinatura e eu pude fazer isso no sofá da minha casa. foi, sem dúvida, um dos momentos mais emocionantes da minha infância. PS: ainda vou comprar dois livros da coleção do cachorrinho samba (da maria josé dupré) que eu tinha e minha mãe deu pro meu afilhado que nem ler sabe, mas me proibiu de tomar de volta. melhor, vou fazer ela comprar, né? =o)
a-d-o-r-e-i esse post! beeeeeijos!

Claudia disse...

Carrie querida, somos confreiras, que legal!!! Acho um tremendo privilégio fazer parte desse grupo. Tive a sorte de estar com o Mindlim por duas vezes. Eu também queria ser ele. Tenho o "Uma vida entre livros" autografado. Uma conhecida minha, bibliotecária, usou a biblioteca dele para a dissertaçāo de mestrado. Passava o dia lá, conversava, tomava cafezinho, trocava dicas literárias... Quanto aos hábitos de leitura, os meus são os seus, com exceção dos cuidados e das anotações nas margens - os meus livros são gastos por fora e limpinhos por dentro (tenho pena de macular o texto...). Anoto, em caderninhos,todos os livros que leio. Uma pessoa com um livro na mão ganha minha simpatia cega e imediata. Se estiver lendo, compenetrada, num bar ou restaurante, por exemplo, tenho ímpetos de dar um beijo. Se vejo livro na mão de alguém, fico louca enquanto não descubro o título. Coleciono marcadores desde os nove anos. Tenho muuuitos... Você conhece um livro chamado "Ex Libris"? Mesma linha deste seu post delicioso.

***GrAzI disse...

Como é bom saber que existem pessoas como a gente por aí né?? rsrsrs... Eu tbém adoro livros, leio em banheiro, leio em meios de transporte (menos qnd sou eu a motorista! rsrs), empresto para amigos mas sempre controlo a volta, adoro bibliotecas, sebos e livrarias, além do que cheiro de livro é tudo de bom e se alguém me diz que não gosta de ler ou que só leu um livro na vida pode ter certeza que esta pessoa ganha alguns pontos negativos comigo! rsrs...
Beijos!

Miss Jones disse...

Lindo post! Adoro ler e também conservo algumas manias, mas nunca tinha pensado nisso até então. Amei a referência a Ligia Bojunga; é dela um dos livros mais apaixonantes que li na infância, "A casa da madrinha". Também amo "A bolsa amarela". Me alfabetizei com as revistinhas da Turma da Monica e da Luluzinha; "Gato que pulava em sapato", "A casa sonolenta" e uma coleção de histórias da Disney (esse ainda tenho!) são os livros mais antigos na minha memória. Mas vamos às manias:
1) Costumo manter o preço, a etiquetinha da loja, tudo. Sou obcecada por qualquer coisa que, mesmo em delírio, possa ser considerada, em algum momento, um "registro histórico". Daqui a 50 anos acho que vai ser emocionante retomar o livro e ver o registro em Real -- que provavelmente não existirá mais --, ou em um valor que será absurdamente alto ou baixo para a época. O mesmo com registros de donos anteriores; jamais apago e, quando vem com ano, melhor ainda. Nesse sentido, também gosto de pôr meu nome e a data da aquisição na folha de rosto, dando a minha contribuição ao registro da história de vida do exemplar. :)
2) Tenho mania de sublinhar e fazer anotações (em livro, sempre de lápis... tenho pena). Mas quando é xerox eu gosto mesmo é daquelas canetas destaca-texto.
3) Geralmente, preciso de silêncio pra ler; caso contrário, é quase impossível conseguir me concentrar. Mas, se eu consigo, as pessoas têm que me sacudir se quiserem falar comigo durante a leitura; desligo totalmente, não ouço nada. Mas pra conseguir me fazer ler em meio a barulho, o livro tem que ser MUITO bom. Até leio em meios de transporte, mas não gosto, principalmente em ônibus (sacode muito pra mim). Gosto de ler no meu lugarzinho na casa especialmente reservado pra isso. Muita frescura.
4) Não consigo ler por muito tempo na tela do pc, mas estou tentando corrigir isso desde que percebi a facilidade de encontrar livros maravilhosos na rede (muitas vezes gratuitos!). Quando o livro é "pequeno" (até 200 páginas) e se eu quiser muito ler, imprimo. Mas também acho que é questão de hábito. Vou conseguir!
5) Uma das vantagens que vejo nos e-books é justamente... a falta de cheiro. Até gosto de cheiro de livro novo, mas nos primeiros dez minutos -- depois enjoo. Chego a deixar o livro aberto ao ar livre antes de ler, esperando que ele perca o cheiro. Cheiro de livro velho, pior; além de eu não gostar, me faz espirrar.
6) Eu tenho extremo cuidado com livros [2]. Também restauro livros alheios e até da biblioteca.
7) Emprestar? MA NEM!! Não mesmo. Livros e DVDs são coisas que não se empresta. Quem me conhece já sabe que não adianta nem pedir. Mas não é egoísmo; isso é devido a traumas anteriores. Cansei de emprestar coisas e constatar que elas nunca voltam no mesmo estado de conservação que foram (isso quando voltam). Então, mudei de atitude. Não empresto e acabou.
8) Adoro comprar livros, mas tenho um vício MUITO pior: DVDs. Tenho a mais absoluta paixão pelo chamado cinema clássico norte-americano. Não costumava comprar, mas percebi rápido que ou comprava, ou não via, porque muitos são raríssimos e impossíveis de alugar. Como não posso sustentar os dois vícios e a biblioteca costuma atender às minhas necessidades mais urgentes, compro mais DVDs do que livros. Mas são duas prioridades na minha vida. Costumo também gastar o que não tenho -- em ambos.
9) Também leio no banheiro.
10) Também adoro fuçar o livro que os outros estão lendo, mas raramente puxo papo (a anti-social! rs).
11) Também tenho marcadores de livros para todos os lados, mas sempre os perco. Tenho um lindo, de imã, com imagem de cinema antigo, mas não faço ideia de onde esteja. Aí no fim eu acabo marcando o livro com uma régua ou um pedacinho de papel mesmo, porque nunca acho nenhum quando preciso.
12) Eu tenho períodos em que gosto de comer enquanto leio... fiz muito isso na época do vestibular, pra economizar tempo. Hoje em dia, só faço isso com revista em quadrinhos.

Nayana disse...

esse post é desesperador demais pra eu conseguir formular um comentário, acho que só consigo dizer que ... ainda pretendo adotar o carimbo [é só criar vergonha na cara e mandar fazer], e minha humilde coleçãozinha já foi apelidada de B-Nay [Biblioteca da Nayana] pelas amigas que mais movimentam o acervo...

E eu já baixei programa pra cadastrar acervo on-line, já prometi catalogar, classificar e etiquetar tudo direitinho, mas casa de ferreiro sempre tem espeto de pau, néam?

:*

Júlio César Meireles de Andrade disse...

Bons tempos em que eu não precisava de marcadores...

Carrie, a Estranha disse...

Ai, gente! Que fofos os comentários de vcs!

Oi, Ila!

Eu geralmente não consigo ler devagar qdo gosto muito de um livro. O q eu faço é voltar alguns parágrafos, qdo eu gostei demais do trecho.

Fumiga Imã,

Shi eu goto di livo é puquê minha imã me inshinô.

Anônimo,

Rsrsrs...é uma boa dica, mas eu só empresto pra quem confio.

Andréa,

Ahhh!!! Q bonitinho! Vc deve ter a minha idade, mais ou menos (33). Esse livro é de 84 e é realmente muito fofinho.

Mas, fiquei preocupada: por que vc só lê livros técnicos, se gosta de ler? Leia nem q seja 10 minutos antes de dormir. Faz bem fazer o q a gente ama.

Taísa,

Bom saber os seus hábitos, tb!

Cláudia,

Olá, amiga confreira! Que legal! Puxa, muita inveja dessa sua conhecida! E de vc tb e do seu livro com autógrafo dele. Muito legal. Já fui numa exposição com algumas coisas da biblioteca dele, lá no Museu da Chácara do Céu, no Rio - ou será do Açude? Enfim, é um museu onde Único Cunhado trabalha. Ai, passar os dias entre cafezinhos e conversas com o Mindlin? Morri!

Ai, não me dê mais ideias de manias. Sério q vc tem um caderninho pra anotar os livros? Mas como é? Vc anota muita coisa? Eu pensei, este ano, em registrar todos os livros que eu li, só pra ter uma média de quantos livros eu leio por ano. Mas só anotar o nome mesmo.

HAHAHAHAHA...é verdade, eu tenho ímpetos de beijar pessoas q lêem, tb! Se é um gde autor, um gde livro eu tenho vontade de pedir a pessoa em casamento!

Não, não conheço este livro. Sobre o q é?

Miss Jones,

Ai, meu Deus! Mais uma pra me dar ideias para novas manias! Será q eu deveria deixar o preço ou etiquetas para registros históricos futuros? Tb me preocupo com registros históricos.

Nayana,

Idem as duas anteriores. Mas não tenho tempo para catalogar meus livros no momento. Tenho vontade de estudar os métodos de organização de bibliotecas.

Cósnis,

Rsrsrsr...é, eu sei q hj em dia vc não utiliza mais isso.

Bjs a todos e muito obrigada por compartilharem os seus hábitos aqui.

Claudia disse...

Carrie, nos caderninhos (pequenos, tipo moleskine) só registro o livro, autor, editora, quantas páginas e data do final da leitura. Sinto falta de anotar comentários, mas morro de preguiça (tem um blog maravilhoso, o http://leiturasisabel.blogspot.com/, que faz o tipo de apreciação que eu adoraria fazer não fosse a preguiça, a maldita preguiça). A ideia é ter pelo menos um painel das minhas leituras a cada ano (na verdade, estabeleço metas e tento bater recordes de um ano para o outro......). O livro de que eu falei, o Ex-Libris, é um apanhado de historinhas e confissões de uma leitora apaixonada, fruto de uma família inteira de bibliólatras, a Anne Fadiman, que poderia ser você ou eu, com a diferença que ela mora em Nova York (você também morou!) e é editora da revista The American Scholar, além de colaboradora do The New York Times... O livro é ótimo, acho que você vai gostar. Tem um capítulo que me viciou numa mania que esqueci de mencionar: ler livros que tratam de determinados lugares nesses lugares. Bjs

Andréa disse...

Carrie, tenho um pouco menos que você: 23. E não leio o que gostaria porque estou sempre desesperada, tendo que ler/fazer outras coisas. Coisa de gente desorganizada e que não sabe aproveitar bem seu tempo, sabe? Mas eu ainda aprendo. Juro!

Carrie, a Estranha disse...

Claudia!

Pronto! Vou fazer isso também! Metas? A-do-rei! Tb vou ter. Vou já comprar este livro q vc falou.

Andrea,

É, dez anos menos, pra ser exata. Então o Lúcia é um clássico já há várias gerações!

Anônimo disse...

Carrie, eu sou da época em que os livros infantis eram bem sem graça, só autores estrangeiros, umas ilustrações descuidadas. Me lembro que o primeiro livro que li era sobre o banho do Pedrinho. Um tédio total. Vocês, mais novos, já pegaram um pessoal bem melhor, ilustradores idem.
Também adoro livro. O objeto, o físico. Tenho uns antigos com capa de couro em relevo, interior da capa forrado com papel marmorizado. EU AAAAMO PAPEL MARMORIZADO!! Já tentei até aprender a fazer.
Já acabei com amizades por livros não devolvidos. Mas pensando bem, qual amigo de verdade vai te roubar uma coisa que ele sabe que você aprecia tanto?
Luciana

Carrie, a Estranha disse...

Oi Luciana,

É, sei bem o q vc está falando. Histórias edificantes e moralizantes, né? Nada mais chato.

O q é pepel marmorizado?

Bjs

Luciana disse...

Exatamente. Nada mais broxante para criar vontade de ler. O papel é aquele que tem sempre um padrão geometrizado, com várias cores. Você com certeza sabe o que é, tem sempre em livros antigos.
Luciana

abreparentesesreticencias disse...

Enquanto eu lia seu post lembrei do "Como um romance" (Daniel Pennac) também. Na contra-capa da edição que minha irmã me emprestou vêm escritos os direitos do leitor. Coloquei-os no meu blog no auge de minah revolta um dia que comentei com um amigo que tinha pulado um capítulo inteiro chato de um livro e ele se revoltou comigo. Invoco diversos dos direitos periodicamente. E não vivo sem um livro na bolsa. Dá dor no coração (física, mesmo) entrar no ônibus para uma viagem de 40min e saber que não terei nada pra ler porque fiz o favor de esquecer o livro em casa. Bom saber que eu não sou a única!!!