sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Não morreu ninguém

Pelo menos literalmente. Só metaforicamente eu perdi uma amiga. Só me dei conta da gravidade do que tinha botado aqui quando recebi um telefonema da Raquel, de NY, pro meu celular ontem à noite. Então, só esclarecendo: eu e demais membros do formigueiro estamos vivos.
Muito, muito triste. Já tava. Por várias e inúmeras razões. Pra piorar, perdi uma amigona. Ela ainda está viva. Mas perdi. A paciência, o carinho e a amizade que eu tinha por ela. Por um motivo tão besta, tão idiota...mas é isso que me deixa mais triste: por um motivo tão idiota. Se a minha amizade é tão pequena assim, então não vale nada. Já tô lutando dia a dia, que nem AA. Há limites. E, se fosse comigo, eu ligaria desesperadamente pra pessoa, tentando me desculpar. Ouvir um “lamento, mas a culpa não é minha”...sinceramente, isso não é desculpa. Não pra mim.

Quando eu comecei a ter um blog, meu maior medo era ninguém gostar dos meus textos. Qual não foi minha surpresa ao ver que as pessoas gostavam. Depois começaram os primeiros comentários ofensivos: “nossa, seu blog é muito baixo astral!” (isso aqui não é micareta nem programa de auditório); gente falando mal do meu nariz, do meu cabelo (cara, fala que eu sou gorda! Tão mais fácil me ofender!); a série de gente falando que eu sou mal amada, mal comida, preciso é de homi bla bla bla (juuuura?!). Ok. Me acostumei com tudo isso. Passei a achar até engraçado, já que em geral são sempre escritos com um português de mobral, o que só confirma que estou num bom caminho – afinal se gente tão imbecil detesta meu blog, ele deve ser legal.


Depois de um tempo, passei a ter medo dos psicopatas que podiam me reconhecer na rua e evitava dar muitos detalhes sobre onde morava e tal. Depois veio a fase de ter confusões com pessoas da família e amigos. Ficavam putos de eu reproduzir certas conversas, mesmo que não citando nomes, se sentiam agredidos quando eu nem tinha falado deles...enfim, não falo mais de terceiros, salvo raras exceções eu me autorizam.

Foto foi outra coisa que eu tive problema. Não boto mais foto a não ser de quem autoriza.

Depois veio a fase de gente sem senso de humor, que leva tudo ao pé da letra. Gente que você coloca uma frase dizendo “português, essa língua morta” e a pessoa vem com um tratado de 500 páginas mostrando em quantos países o português é falado...gente chata que não entende piada – e se você tem que explicar piada, ela perde a graça. Mas tudo bem, afinal, quem fala o que quer, ouve o que não quer e eu deixei de ganhar dinheiro com anunciozinhos do google pra poder falar minhas merdas à vontade. Afinal essa é a fucking revolução da era digital, né messs? Todos somos produtores de conteúdo.

Eu nunca tive medo de me expor. Porque eu sou tão diferente do que eu escrevo... porque o meu maior sonho é conseguir me expor... Eu nunca tive medo da exposição. Porque eu não minto, mas seleciono as facetas.

E aí você pensa que as pessoas que te conhecem, que tem o seu número de telefone, já foram na tua casa, dormiram no teu quarto, comeram da tua comida, não vão ter esse tipo de babaquice e vão entender as coisas que você escreve, né messs? Ainda mais se a pessoa também tem um blog. Ela deve entender que tem coisas que a gente fala e não é exatamente aquilo. Blogs são “work in progress”. São conhecimentos provisórios. Mais vale o efeito que o conteúdo. Blog precisa ser publicado todo dia, se não perde leitor. E às vezes a gente fala merda. Nem todo dia dá pra ser genial e falar coisas cuidadosamente – pra isso as pessoas escrevem dissertações e teses (e nem assim estamos livres de falar merda).

Tem muito blog de gente querida que, de tempos em tempos fica chato. Sabe o que eu faço? Fico sem entrar um tempo. Porque se a gente cansa até das pessoas mais queridas, se a gente cansa até da gente mesmo, a gente também cansa de alguns blogs, por mais queridos que eles e seus autores sejam. Simplesmente não entro, pois não vou entrar e ficar me indispondo com uma pessoa que eu gosto tanto simplesmente porque não concordo ou não gostei daquele assunto.

E, ademais: eu escrevo com um pseudônimo. Não pra me esconder, porque todo mundo que entra na minha comunidade sabe quem eu sou e além disso é cheio de foto minha por aqui. Eu só escrevo com pseudônimo aqui por duas razões: 1) pra não me acharem toda vez que jogarem meu nome no google, já que eu não quero ser achada toda hora e quando isso acontecer prefiro que seja por motivos outros (não que eu tenha vergonha do meu blog, ainda que eu tenha um nome bastante comum, mas eu, supostamente, tenho uma carreira acadêmica e, no momento, é meu ganha pão e as pessoas precisam ler meus textos acadêmicos e não meu blog, por enquanto) e 2) porque eu acredito que Carrie White é um pouco diferente de mim, Aline (prazer pra quem não sabe meu nome). Eu acredito que toda forma de ficção é um tipo de biografia (como Joseph Brodsky: a verdadeira biografia de um escritor está nos seus livros) e na famosa ilusão biográfica que Pierre Bourdieu tanto fala, de que, ao narrar a sua própria vida, todo “autor” se transforma em um personagem, dando lineariedade ao caos que costuma ser a vida das pessoas. Eu estudo isso. Eu vivo isso. Minha tese é sobre isso. O autor que eu estudo se vale disse, propositalmente ou não, pra se esconder. Então eu vejo que a Carrie White é uma espécie de alterego meu. Muito parecida comigo, mas não sou eu. Ela diz coisas que eu não digo. Que, claro, quem lê o blog não tem obrigação de saber isso. Mas os meus amigos têm. E eu não admito que venham aqui pra me ofender. Pessoas supostamente minhas amigas.

No início esse blog tinha 4 colaboradores, todos escritos por mim: a Linda Blair, uma garota de 12 anos possuída pelo demônio (o Brad), que sempre vinha palpitar sobre assuntos diversos. O Padre Quevedo, que não acredita na possessão de Linda Blair e diz que isho non ecziste, a Carrie e a Pollyana Jones, que respondia na coluna relacionamentos, assuntos sobre organização de eventos, como tirar mofo das gavetas e dicas de como agarrar um marido. A Pollyana morreu rapidamente, por motivos óbvios – total incapacidade minha de falar sobre esses assuntos e muita preguiça em pesquisar sobre. Os outros personagens davam muito trabalho, afinal o Padre Quevedo tem sotaque, eu precisaria ter um pouco de conhecimento de parapsicologia (apesar dele não falar sobre isso, a idéia era misturar as coisas) a Linda Blair tem um lance muito doido com o Brad, o demônio que habita seu virginal corpinho de 12 anos e faz leituras avançadas sobre Marques de Sade, Choderlos de Laclos, além de temas como ocultismo, Helena Blavatsky, Aleister Crowley (que eu também teria que estudar). Em suma: a única que sobreviveu, positiva e operante, foi Carrie White. E ela acabou ficando muito parecida comigo. E isso às vezes descamba pra um “Querido Diário” que eu detesto.

De vez em quando alguém me pergunta: “mas você gosta mesmo do Alexandre Frota?”, porque, realmente, pode ficar confuso do que eu gosto e do que a Carrie gosta. Nem eu mesma sei. Carrie tira na porrinha pra ver quem chega na Alessandra Negrini na buatchi. A Aline tem vergonha e mexe co’essas coisas não, moço. A Aline gosta do Rocky Balboa. A Carrie também. Ambas gostam do Santoro.

Esse tipo de coisa é realmente o único motivo que me dá vontade de deletar esse blog. Porque, como diz aquele escrito que todo mundo tem no orkut, eu poderia suportar que morressem todos os meus amores, mas não suportaria que morresse um só amigo. E saber que uma amiga morreu por causa desse blog me dá vontade de acabar com tudo – virtualmente falando. Mas aí eu lembro da Dani, que foi uma das pessoas que sempre me incentivou a escrever e que disse, assim que eu saí do orkut, a primeira vez, “vê se não vai deletar o blog também, hein?”. E me lembro da Ana Miguxa, e da Mel, e da Raquel, da Ila Fox, da Trinity, da Formiga Irmã, do Rimão do Meio e Irmão Engenheiro. De Formiga Mãe, de Primo Poeta e da Karine e da Marcele. Da Fló, da Gi, da Milema, do Denis, do Fábio Tak, da Pil (do Pil?), da Tati Tatuada, da Alessandra, da Karol, da Sandra, do Álvaro, da Roberta Carvalho, da Layana Lossë, da Tai, da Brisa, da Lale, da Sonia A. Mascaro. Da Lost Girl. Da Galega, da Lenissa e da Pat Linden. Da Dallila. Do Alex, de Berlândia (que finge que não lê meu blog). Da Camila Moraes. Da Canimo. Da Carlation. Da (ou do) Reinventar. Da Amana. Da Lilith, da Cyntia Raquel, da F. Reis, da Hetie Honey of my Heart. Da Jussara. Da Fer Moreas, da Taty e da Stella. Do Joel e da Vanor. Da Srta Rosa (a verdadeira e a “falsa”). Da Andréa Batalha e da Bellinha. Da Flávia Oliveira. Do Bruno Alvares. Da Monaliza, do Davi, da Renata, da Patrícia Coelho, da Mariana Alice, da Carol, da Stella irmã do Gugu, da Taísa, da Bianca de Curitiba, do Rodrigo (que é o rodliguinho e eu nem sabia!), da Renata Pacheco, amiga da Dani, da Soraya, amiga da Gi, da menina que tem parente em Passa Vinte que sempre me manda um alô (mas eu esqueço o nome...Suely?Sandra?), do Erick, da Edna, da Zelinha, da Elisângela Roxo, da Pa trícia, da Keks, da Márcia Aguiar, da Natália Física e Fofa, da Andréa Nunes, da Eva Amanda, da Silvana Foureaux, da Paula Clarice, da Fal da Carla San, do Gigio, da Patrícia do Rio e da Patrícia minha amiga. Da Tíccia e da Belly. Da Bel Seslaf e do Seu Seu. Da Juliana B e todas as outras pessoas que comentam e/ou estão na minha comunidade no orkut e eu esqueci. De tantas pessoas que comentam anonimamente. De tanta gente que eu conheci por causa do blog. De amigos que estavam afastados de mim e que eu me aproximei por causa do blog Seria muita ingratidão com muita gente. E de tanta gente que me fez tão bem.

Aí a gente continua. Mesmo sabendo que uma só amiga que morre, abala tanta gente legal que eu conheci por esse blog. E eu enxugo as lágrimas e vejo que é preciso continuar.

Mas não com um pedaço a menos. Não com os olhos fundos e o nariz fungando.

Como diria Roberta Carvalho: “meu sonho é ter um blog apócrifo”. Pra mandar um monte de gente à merda, pra dizer o que eu não agüento – não, eu não digo nem a metade do que eu não agüento. Mas logo, logo as pessoas descobririam que sou eu. è impossível ser apócrifo na rede. Só se eu criasse outro personagem, sem dúvida.

Eu queria não ser tão escorpião com ascendente em capricórnio – apesar de não acreditar em astrologia. Isso quer dizer que você além de ruim, mau, sentimental, temperamental e vingativo, tem uma persistência caprina, uma memória de elefante e guarda mágoas até a próxima encarnação - e um julgamento implacável com os outros e com você mesmo. Dois signos que nunca deveriam andar juntos. Algo como Leão e Áries. Boa bisca não é.

Este blog está de luto. Perdi uma amiga e estou muito triste. Alguns dirão que eu exagero. É possível. Mas realmente estou numa fase em que um respingo vira um maremoto. O mundo não tem obrigação de saber isso e parar por sua causa. Mas os seus amigos sim.

Desculpe deixá-los preocupados.

34 comentários:

Layana Lossë disse...

se "ao vivo e a cores" a gente já é mal interpretado pelas coisas que fala/faz, não teria como ser diferente no mundo virtual (principalmente quando quem está lendo não está vendo tua expressão facial/tom de voz/sarcasmo/etc)
e "ainda mais ainda" quando a "menina do blog" e a "menina de carne e osso" não são exatamente a mesma pessoa.
não mate uma parte de vc pq alguem não gostou. a vida é assim mesmo, não dá pra agradar todo mundo.
acaba que, se a gente se preocupa demais com os outros, pára de fazer aquilo que gosta, que tem vondade, que dá prazer.
deixo aqui meus sinceros votos de que você siga em frente, de cabeça erguida, que o tempo faz a tempestade passar.

Andrea disse...

Lindo texto. Daqui de Washington te envio energia positiva para enfrentar essa fase, pq a jornada nao e facil mas nem por isso deixa de ser super linda.

Live if you want to live
Thats what we got to give!
Got to have a good vibe!
(positive vibration, yeah! positive!)

(...)
Say you just cant live that negative way,
If you know what I mean;
Make way for the positive day,
cause its news (new day) - news and days -
New time (new time), and if its a new feelin (new feelin), yeah! -
Said its a new sign (new sign):
Oh, what a new day!
(...)
Pickin up?
Are you pickin up now?

bj

Paula M. disse...

Infelizmente a vida é assim mesmo. Nem sempre nos fazemos entender claramente pessoalmente, virtualmente, então, é muito mais complicado.
Acho que o que importa é a sua consciência.
E torço para que essa amiga chegue a ler esse texto e, no mínimo, reflita sobre ele.
No mais, é vida que segue.
Sempre mutante.

Beijos

Pati Linden disse...

Querida
Em primeiro lugar, tô me sentindo e me achando, por ter sido citada. Aiaiai, sou amiga de blogstar!!!!!
Em segundo lugar, eu sei bem como tu te sentes perdendo uma amiga. Eu choro quando isso acontece. Felizmente, perdi (nesse mesmo contexto que tu) poucos amigos neste mundão - até mesmo porque AMIGOS mesmo eu conto apenas nos dedos de uma mão. Mas eu choro, eu sinto, eu fico triste por dias quando alguém que eu gosto me magoa profundamente. E é inevitável: a gente sempre leva um pezão na cabeça.
Em terceiro lugar, tu quase me matou de susto com o post anterior, do luto. Faz mais isso não, guriazinha. As pessoa fica com medo, rsrsrsrs
Em quarto lugar, BOLA PRA FRENTE, fia.
Um beijo grande, de coração
Pati Linden

ila fox disse...

Poutz, escrevi um comentário enorme e deu pau. GHSAIOUARIAJ

ila fox disse...

- Amizades as vezes precisam ser terminadas, assim como os relacionamentos. Acontece. Quem sabe no futuro vcs retomam numa outra fase da vida.

- Eu não tenho blog pq ja tenho um blog-secreto-que-só-eu-leio-com-senha. Quem sabe um dia algum filho (se é q terei um) encontre e lança um livro, ficando rico às minhas custas? ;-)

- Ó, tá autorizada por foto minha se precisar, eu sou "Royalty Free". ;-)

- A internet tá cheia de gente que leva tudo a a sério demais. É só ver o Youtube por exemplo: vc entra num vídeo de gatinho e tem lá criacionistas e evolucionistas em guerra nos comentários. Pelamor...

- Eu lembro do tempo do Padre Quevedo, hehe

- No mais segue o conselho: Tudo passa, até uva passa.

Beijocas menina.

Alvaro disse...

Que triste, Carrie! É uma sensação doída, de perda, isso de uma amizade se desvanescer. E ainda mais por uma dessas dificuldades de comunicação...

Também desejo que ela veja o seu desabafo, e vocês se reacertem!

Abração, do
Alvaro

P.S. - Gostei muito de me ver listado!

sonia a. mascaro disse...

Ótimo que você e os demais membros do formigueiro estão bem! Great!

Sei que não é consolo, mas o tempo é um grande devorador... e devora também a dor....
Um grande beijo.

PS: Eu também gostei muito de me ver na sua lista de amigos!

Vivi disse...

Querida Carrie, sempre estou por aqui te acompanhando - só não sou de escrever ... mas hj , lendo esse post, me senti muito próxima de vc.
É muito triste perder uma amizade por nada ... já tive duas situações assim e acho que sei como vc se sente ...
Mas, bola pra frente !!! como diz a minha mãe, vai um e vem três de volta !!!
beijos mil
Vivi

Paula Clarice disse...

Carrie, não peça desculpas. Aqui é o teu canto e aqui você pode falar ou não falar na hora que se sentir confortável para, e a gente continua aqui, seguindo o teu tempo. Quem julga o que vc escreve aqui é a turma do mobral, como vc bem frisou.
Eu amei muito esse post, eu queria ter escrito ele, queria ter dito tudo isso (mas se vc escreveu primeiro, beleza, eu linko lá, referencio e pronto, fica claro que eu penso igual hehe).
Fiquei pensando que a morte física e a emocional nao sao mesmo a mesma coisa. Né? Pode um amigo continuar por aí e ter morrido pra gente (como foi o caso), pode uma pessoa morrer de verdade e continuar pra sempre aquecendo o coração da gente com as lembrancas, as histórias, o sorriso na foto e a receita do bolo de maçã e passas (como é o caso da nossa Ligia, que eu nao sei se vc conheceu).
Eu achei bonita a tua lucidez, de colocar na balança a amiga perdida e os amigos restantes e optar por seguir adiante com o blog e com esses textos que eu amo, amo mesmo - e sei que mais um monte de gente ama. Talvez vc nao seja tao escorpiao assim, no fim das contas. Quem sabe?

Um beijo, um abraço e um ego inflado de orgulho de ter lido meu nome ali (que eu amo quando as celebridades do mundo blog sabem meu nome, eu sou jeca que só matando, como é público e notório).

Paula Clarice disse...

.

a que deseja disse...

Tanta coisa pra dizer, tanta coisa já foi dita aí em cima...

Acho que vou começar falando que leio o seu blog há anos. Que já me alegrou em dias tristes e preencheu minha mente de outras coisas quando o stress tentava tomar conta. Que já li vários arquivos e fico feliz de ainda ter muito pra ler.

Posso dizer também que te considero uma parte da minha vida, que às vezes me pego usando uma expressão sua e rindo sozinha. E até acho que, mesmo tímida e secreta, iria a um encontro do seu blog pra te dizer tudo isso pessoalmente. Me sentiria uma tonta, mas ficaria feliz.

Ah, não posso esquecer de falar que também já perdi grandes amigos. O mais triste é que as vezes a gente cola os pedaços do vaso, mas as ranhuras sempre ficam, mesmo que apenas do lado de dentro.

Mas o ser humano é isso aí, algo passível de erros, cheio de defeitos. Suportáveis, ou não. Basta a gente escolher oq ou quem quer suportar.

Não, nada é tão simples. Viver dói. Mas também pode ser tão bom que ao perder uma amiga você acaba sendo acarinhada por tantos outros.

Eu não estava na lista, mas nem por isso me sinto menos orgulhosa.

Beijos enorme.

Stella disse...

Carrie, chorei, sério. :~
Pior coisa do mundo é a gente perder um amigo, ainda mais quando a gente não teve em momento algum intenção de magoá-lo. Mas, sinceramente, não consigo lembrar de nada que você tenha dito sobre a Raquel no blog que fosse dar motivo pra ela ficar zangada. Essa não é aquela que você disse que te ajudou quando você foi pra NY, que você falava super bem?? (se não for, perdões...)]
Sei lá, acho que esse break é injusto não com os leitores, mas como você mesma. Vejo - me corrija se eu estiver errada - que esse blog é um tipo de terapia pra você, sabe. Mas deixa pra lá.
Saiba que não importa quanto tempo leve esse luto... seus leitores não cansaram do seu blog. Estaremos de braços abertos esperando seu retorno. :)

Beijos. Melhoras... porque muitas vezes seus textos ajudaram a melhorar meu dia.

Lua disse...

Fim de uma amizade...já dói o fim de qualquer coisa, quem dirá de uma amizade,ou do que a gente achava que era(pq nessas horas sempre bate esse pensamento de se acabou assim, por motivos tão bobos, não era uma verdadeira amizade). Sabe o que eu tenho percebido?! que quase sempre elas terminam por motivos ridiculos, mtas vezes nem sabemos pq terminaram...simplesmente morreram...
Eu sei que é repetido, mas nesses momento o tempo é um ótimo remédio. Serenidade e um pouco de auto-avaliação(não sei mais se ta certo assim...)acredito que ajudam, ao menos, a clarear e organizar os fatos que, no momento inicial, nos parecem tão incompreensiveis.
bjos

mel disse...

Ai, perder amigo dói, dói muito. Não sabia o que era essa sensação até pouco tempo. Dói por tudo quanto é lado, dói pela incompreensão, dói pela falta de sensibilidade, ou excesso dela, dói por termos confiado tanto, dói pela falta de dialogo, dói por termos perdido tanto, tudo de bom que significa uma amizade só que ao contrário. Depois dói porque inevitavelmente gera situações chatas, gera ausências, geram datas que eram importantes e que não são mais, geram memórias sem ter com quem compartilhar.... gera vazio... e ai, nada pior que o vazio, nem a dor....

Mas dói menos do que perder alguém querido que nos deixa para sempre!!!! Que susto Aline, digo, Carrie!!!! (prazer)

Apesar de que dor não se mede né? Dor é dor (ponto)

Ai vendo de novo os comentários dos teus fiéis seguidores, só me resta enfatizar: dor é dor, dói, mas passa, e o melhor de tudo é que com essas coisas a gente aprende.
Por sinal, só tem sabedoria nesses comentários de hoje, adorei ler teus leitores.

E alguém te disse que essa passagem por esse mundo ia ser fácil? Nananinao.... e vc sabe bem disso, mas tb, mundo ingrato, para que jogar isso na nossa cara toda hora? Para que nos mostrar isso através daqueles que sao nossa base, nossa estrutura, nossa alegria...

Ficou muito doído esse comentário, desculpa...

resumindo:
Feliz por estares de volta... Mais forte, mais fênix...

Ah, e força na tese!!!!

Abracinhos cibernéticos.

Carrie, a Estranha disse...

Ah, gente...muito obrigada pelos comentários...eu nem sei o q dizer...eu nem vou dizer nada...só algumas coisinhas:

A que deseja,

Sim, eu esqueci de vc! Que gafe! Mas é q seu nick é difícil de guardar...e vc nem é seguidor nem tá no blog...snif...

Stela,

NÃO, PELA MOR DE DEUS NÃO É A RAQUEL!!!!!! A raquel me ligou preocupada. Vamos reler o texto com atenção com a Tia Carrie!

Mel,

è, meus leitores são fofos, não são?

Paula Clarice,

Não conheci a Lígia. Mas vi a Fal falar dela.

Bjs a todos

marcele disse...

Que bom q voltou Carrie. Sinceramente, sou daquelas q entro quase q diariamente, e qd me ausento da net por algum motivo, em primeiro lugar entro na minha caixa de e-mails e logo em seguida venho ler o sublime, super-ultra-mega curiosa!
Se vc decepcionou alguém... acontece... normal. Difícil é agradar e fazer tanta gente, pessoas tão diferentes, de todo o tipo e lugar, se deliciar com os posts, como vc faz.
Bjo grande
Mar

Bárbara disse...

eu não comento, mas continuo te lendo sempre. perder amigo dói demais. por muito tempo. mas receber o carinho dos outros amigos alivia. se como leitora posso pedir algo, lá vai: não deleta esse canto. nunca. vai fazer muita falta para muita gente. bjs

Carrie, a Estranha disse...

Barabra! Como pude esquecer de te citar! Claro, claro! Bjs.

Tati Tatuada disse...

Carrie.
A Internet traz de tudo o bom e ruim. É tão democrática quanto as praias do Rio.
Interpretar um texto depende da leitura e do momento de cada leitor. Se um dia a pessoa esta de “ovo virado” uma palavra pode soar como uma ofensa pessoal passível de execução sumária. Se, ao contrário essa mesma pessoa esta num dia iluminado, aquilo que era uma ofensa pessoal passa a ser um comentário ou melhor, uma constatação para alguém, algum outro leitor.
Não sou do tipo de pessoa que acha que o tempo cura tudo, porque não cura, mas em se tratando de Internet certas coisas adquirem uma grandiosidade imaginável e na verdade era apenas questão de interpretação de texto, a coisa mais elementar e primária do ensino fundamental.
Espero sinceramente que as arestas sejam aparadas e que aconteça o melhor para você e sua amiga. Sou profundamente grata a Internet pois na balança da vida, me trouxe mais coisas boas que ruins, amizades verdadeiras, sinceras. Trouxe também dissabores, algumas tristezas, em alguns momentos vontade de desistir (como de fato fiz por quase 2 anos). Mas as pessoas passam por nossas vidas, algumas ficam, outras deixam lembranças, algumas boas, outras nem tanto.
Beijo.

Amana disse...

te acho muito corajosa, Carrie.
por essas e outras, vejo minha total incapacidade de assinar um blog - falava disso outro dia com Aline.
adorei o miniflashback sobre a criacao do Sublime - nessa epoca eu ainda nao estava por aqui.
e vou agradecer publicamente, para constar nos autos do processo, pois passei a frequentar essas paginas virtuais justamente quando voce se preparava para vir para ca, onde estou agora. Nao preciso nem dizer como tem sido prazerosa, instigante e divertida a leitura desde entao. Por isso, entro na fila dos leitores acima para apertar sua mao e dizer: deleta nao. O icone do Sublime esta entre os cinco primeiros dos meus Favoritos.
beijosssss!!!

Renata Capivara disse...

Bem, não poderia deixar de comentar.
Amei o texto e já disse q adoro ler o seu blog.....não sou de fazer comentários, mesmo pq fico abobada com seus textos..uns muito engraçados e outros maravilhosos.
Carrie, só passei pra deixar um beijo e um gde abraço.
Renata Capivara

Anônimo disse...

LINE:
AMIZADE NÃO ACABA. A NÃO SER POR MOTIVO MUITO FORTE.
COMO TE DISSE UMA VEZ TEM PESSOAS QUE FICO ANOS SEM ENCONTRAR E QUANDO ENCONTRO, PARECE QUE O TEMPO NÃO PASSOU.
NÃO SEI QUEM É, MAS SE ACABOU A "AMIZADE", TALVES NÃO ERA ESSE O NOME DESSE SENTIMENTO (SEI LÁ, ATÉ PORQUE NÃO SEI DE QUEM CÊ TÁ FALANDO).
O QUE SEI É QUE JÁ FIZ MUITA MERDAS COM COM E PARA MEUS AMIGOS E NEM ASSIM OS PERDI.
POR MIM FALO QUE TE ENCONTRAR E, DE CERTA FORMA, ENCONTRAR O MEU PASSADO ATRAVÉS DO TEU BLOQ FOI GRATIFICANTE.
TE ADORO.
BJS.
DENIS.

trinity disse...

Carrie,

Que bom que você reapareceu, seu blog faz parte da minha rotina (a parte LEGAL da minha rotina):D
Me senti o MÁXIMO por ter sido citada no seu POST, acho isso um L*U*X*O!

Espero que o melhor aconteça sobre este fato que nos contou.
Eu já perdi uma amizade e nem sabia o que tinha feito para magoar, mas tudo muda até a surda-muda :P

Melhoras por ai...beijos!

Carrie, a Estranha disse...

Amana,

Obrigada! Reencontrar vc através desse espaço foi das melhores coisas!

Renata,

Oba! Pelo menos o texto serviu pra vc comentar. Muito obrigada!

Denis,

Que lindas palavras! "TE ENCONTRAR E, DE CERTA FORMA, ENCONTRAR O MEU PASSADO ATRAVÉS DO TEU BLOQ FOI GRATIFICANTE".

Puxa...

É, talvez não fosse amizade...talvez tenha sido reprovado no estágio probatório...

Eu adoro vc.

Trinity,

Obrigada...nossa, levei alguns minutos para entender a piada...tudo muda, até a surda muda...tipo a da passa, mas melhorada, né? Vou adotar.

Bjs

Dalila disse...

Carrie,

Sabe, há uns 2 anos, me deparei com o seu blog e achei que era uma das melhores coisas (se não o último dos moicanos) de alguma coisa que ainda prestava nesta porcalha de universo virtual... Tinha dias em que entrava na internet só para ver do seu jeito muitos pontos de vista que eu compartilhava, mas que nunca colocava para fora... em muitas coisas eu me via através da Carrie, mas de uma forma que eu jamais consegui expressar. E muitas coisas simples, que vc enxerga de um jeito sarcástico e muito natural que fazem com que sem dúvida esse seja até hoje um dos melhores blogs que eu já li...

E sabe, de tanto acompanhar esse blog acabei por criar coragem e criar os meus (que obviamente não tem um décimo da criatividade e puta espontaneidade que vc tem) mas que me servem de inspiração quando começo a debandar muito para coisas muito banais... aí venho aqui buscar um pouco de cultura (e em geral dar umas boas risadas!) Também me serve de incentivo quando acho que esse negócio de blog é meio idiota que não serve para nada e que eu deveria apagar aquelas porcarias lá... daí eu venho aqui e falo: pô, se a Carrie consegue escrever sobre um assunto qualquer desta forma, acho que eu posso continuar lá, mesmo que não consiga escrever do mesmo jeito...

E bem, nunca comento muito, nem sei se vc já viu algum comentário meu por aqui, mas isso não importa... (espera aí, me perdi!!), então, o que eu iria falar é o seguinte:
Assim como vc, penso em apagar aquilo vez ou outra, mas sabe, de uma forma ou de outra (sendo a Aline ou a Carrie) tem tanto de vc aqui neste espaço, tantas passagens, sentimentos, frustrações, risadas, enfim, tantas marcas deixadas em um lugar que tem a incrível caractertística de permitir que outras pessoas que jamais te conhecerão tenham acesso ao seu mundo, que bem, seria uma grande perda (uma enoooooorme perda!), perder um blog como esse...
Isso, Aline (me perdoe chamá-la pelo nome), seria um luto bastante significativo pela Carrie... por toda essa forma puta aberta de ver as coisas, de encarar os fatos e as pessoas, e de toda uma história que foi contada aqui a conta-gotas, que foi construída dia-a-dia, que registra a passagem da vida da Aline através dos olhos escrachados da Carrie, e da impressão de cada vivência que, em vez de virar vento simplesmente, se transformou nestas postagens deliciosas, tão cheias de cultura, de background, de inteligência, de velocidade...

Detesto puxar o saco das pessoas, às vezes tento colocar as coisas e acabo ficando baba-ovo, me perdoe por favor, mas gostaria de falar que mesmo que coisas ruins aconteçam ou pessoas não interpretem corretamente o que vc colocou aqui, essa é um dos únicos lugares em que podemos tirar um pouquinho esta máscara aterradora que vestimos todos os dias do anonimato, de sermos iguais, de pensarmos e falarmos apenas o que é esperado de nós e de nos colocarmos um pouco mais naturais, de expressarmos um pouco das coisas que passam por nossas cabeças mas que não podemos colocar no mundo real...

Desculpe-me, mas vou babar ovo de novo: Carrie, te adoooooro girl e se vc tirar esse blog do ar vou até aí te dar porrada (brincadeira, please!!!). Sério, se c tirar do ar, nós é que ficaremos de luto!

E no mais, é uma pena que alguém fique chateada com tantas e tantas coisas interessantes para ler por aqui...

mil beijos,

Dalila

Carrie, a Estranha disse...

Dalila...

(uma lágrima gorducha rola...)

Claro q eu já vi seus comentários! Tanto q te citei - ainda q com dois Ls...rsrsrs...

Muito obrigada. mesmo.

bjs

Marisa Landim disse...

Ei, Carrie,
Só gostaria de lher dizer que adoro o seu blog. Seus textos são muito bem escritos e me identifico muito com q vc escreve. Sempre q estou de bobeira na net, recorro as peripécias de Carrie para me divertir e buscar fora coisas que de algum modo eu já trazia comigo.
Abraços.

Lilith disse...

Perder uma amizade é realmente uma coisa muito difícil, tendo em vista todos os sentimentos envolvidos...mas como dizem...tudo na vida passa...

Que só o Sublime continue por muito, muuuuito tempo.

Assino em baixo de todos os comentários feitos aqui. Comentários feitos por pessoas que são suas fãs.

Ah...também adorei ser citada no blog, Carrie/ Aline...muito prazer.

Estaremos sempre aqui para te apoiar, acompanhar...

Um grande beijo.

Pil disse...

Oiiiii

antes de mais nada: da Pil. heheh Achei graça de achares que sou homem. Patrícia. Prazer, Aline ;-P

Não comentei antes, pq assim como todos, pensei que fosse uma morte real, e quis respeitar o teu momento.

Agora lendo, vejo que a dor era talvez tão maior do que a perda de uma pessoa para a morte. Perder alguém que está vivo é para mim muito pior. Ao morto damos adeus. Aos vivos, fica aquele gosto amargo da falha, do "onde foi que eu errei?", do "será que poderia ter sido diferente?". Ou seja, da incerteza e da total incapacidade de irmos buscar a resposta.

Perdi dois amigos assim. E minha alma ficou devastada. A sensação de vazio, de algo que poderia ter sido, mas não foi. Ficou a impotência, a falta de força para berrar, gritar, agredir, qualquer coisa que fizesse sair da inércia de ver o coração eternamente partido.

Parece piegas, é eu sei. Mas é como eu me senti.

Desejo apenas que consigas superar tudo, mesmo que apenas superficialmente. Pq para esse tipo de perda, não há cura.

Abraços virtuais apertados de uma capricorniana. ;-)

Carrie, a Estranha disse...

Oi Marisa!

Muito obrigada! Pelo menos esse post serviu pra os leitores sairem do armário! Hehehehe

Oi Lilith!

Obrigada, lindinha, pelas doces palavras.

Pil.

Ah, esse nick parece de homem! Pil, Phil, Bill...rsrsrs...mas eu lembrava de alguns comentários q vc tinha posto q eram de mulher...mas não quis arriscar

Bjs e obrigada por dividires comigo sua história.

Bjs

Dalila disse...

ahhhh que super-emoção!! vc me citou!!! é que os dois Ls me deixaram resoluta de que vc estava falando de outra pessoa!!! rsrs

obrigada, menina, por lembrar de mim... (nossa, agora a lágrima gorducha caiu aqui...rsrsrs)

E que bom que continuas por aqui...

(estou adorando os inícios dos livros... pena que o alzheimer não me deixa lembrar dos livros que já li, quem dera de seus inícios...)

Andrea disse...

Eu parei com meu blog por motivos semelhantes. Pra escrever tolhida melhor não escrever nem palhaçada.

Fico muito honrada de ver meu nome nessa lista aí.

Beijos!

Tai disse...

Carrie (Aline),
Sinta-se abraçada e acalentada. Vai dar tudo certo. Daqui de Recife, te mando um beijão. Não deixe de acreditar em amizades, viu?